2021 foi um ano de estagnação em muitos sentidos mas, no que se refere ao fandom brasileiro de fc&f, as coisas foram agitadas. Além da multiplicação das revistas literárias do gênero, que comentarei uma a uma nos próximos posts, foi o ano que marcou a volta a publicação regular do mais antigo fanzine de fc em publicação no país: o Somnium.
Produzido pelo Clube de Leitores de Ficção Científica-CLFC, o Somnium havia apresentado sua última edição, o número 114, em 2018, única naquele ano. As dificuldades parecem ter sido enfim superadas e, em 2021, o fanzine lançou quatro edições regulares, da 115 à 118.
Produzido pelo Clube de Leitores de Ficção Científica-CLFC, o Somnium havia apresentado sua última edição, o número 114, em 2018, única naquele ano. As dificuldades parecem ter sido enfim superadas e, em 2021, o fanzine lançou quatro edições regulares, da 115 à 118.
A 115 saiu em fevereiro, ainda sob a coordenação do editor anterior, Ricardo Herdy, com 37 páginas e contos de Carlos Klimick, Flávio Medeiros, Gilson Cunha, João Gomes Moreira, Rafael F. Faiani e Roberto de Sousa Causo, e um tom positivista da nova gestão formada por Luiz Felipe Bastos, Sid Castro e Caroline Libar, eleita há poucos meses. A edição também divulgou os vencedores da edição 2020 do tradicional Prêmio Argos que, na escolha dos sócios do clube, apontaram os melhores daquele ano em três categorias. Onde kombi alguma jamais esteve, de Gilson L. Cunha (do autor) venceu a categoria Romance; Cyberpunk: Registros recuperados de futuros proibidos, organizada por Cirilo S. Lemos e Erick Cardoso (Draco), levou a categoria Antologia; e A mulher que chora, de Gilson Cunha (do autor), venceu a categoria Conto.
A edição 116 saiu com 239 páginas e contos de Alberto Arecchi, B. B. Jenitez, Bertoldo Schneider Jr., Daniel Kaestli, Darci Stone, Gerson Lodi-Ribeiro, Jeferson Arenzon, Luís Filipe Silva, Marcelo Rabello dos Santos, Michel Peres, Nicolás Irurzun, Ricardo França, Roberto de Sousa Causo, Rubem Cabral e Tchello d’Barros, todos trabalhando o tema central que foi "vírus". Também aparecem resenhas, assinadas por Dan Andrade e Jefferson Rodrigues, entrevistas com o escritor Gilson Cunha e com o editor Erick Santos Cardoso, e uma seção dedicada a homenagear os primeiros ilustradores do Somnium, neste caso, Roberto Causo. A homenagem veio na forma de uma releitura sofisticada – elaborada por Guilherme Xavier – de um dos primeiros desenhos do artista publicados no fanzine.
A edição 118 chegou em dezembro, apenas dois meses depois, o que foi surpreendente. Com 115 páginas e o tema "Lua", trouxe contos de Agnelo Fedel, André C. R. Martins, Ciberpajé, Elaine Novaes Falco, Gerson Lodi-Ribeiro, Julierme Rabello de Souza, Miguel Carqueija, Pedro Diniz, Ricardo França, Rodrigo Ortiz Vinholo e Teo Jungerman; resenhas de Gerson Lodi-Ribeiro e Flávio Medeiros, e artigo de Gilvan Apolônio. Não houve homenagem a nenhum ilustrador desta vez, mas foram divulgados os vencedores do Prêmio Argos 2021: Pantokrátor, de Ricardo Labuto Gondim (Caligari), na categoria Romance; 2021, seleta organizada por Ciberpajé (Marca de Fantasia), na categoria Antologia; e "Vovó Nevasca", de Ana Lúcia Merege (in Simplesmente Más; UICLAP), na categoria Conto.
Estas e muitas outras edições do Somnium estão disponíveis para download gratuito no saite da publicação, aqui.
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