Está novamente disponível o número 63 do fanzine de ficção científica e horror Megalon, originalmente editado por Marcello Simão Branco em dezembro de 2001.
A capa exibe uma das belíssimas ilustrações que o brasileiro Henrique Alvim Correa (1876-1910) executou para a primeira edição de War of worlds, de H. G. Wells.
O fanzine tem 40 páginas e traz um amplo caderno dedicado à produção de fc&f portuguesa, com ficções de João Barreiros, Jorge Candeias, Luís Filipe Silva e Ricardo Rebelo, artigos de Jorge Candeias e João Seixas, e uma resenha ao volumoso Terrarium, de João Barreiros e Luís Filipe Silva. Completam a edição as seções fixas "Diário do fandom", "Arte fantástica brasileira" e "Terras alternativas", mais um artigo assinado por Lucio Manfredi prolongando uma das muitas constrangedoras guerras feudais do fandom brasileiro, que destoa do ótimo conteúdo da edição.
O editor publicou também um arquivo bônus com a programação da histórica Convenção Enterprise, promovida pelo grupo de fãs Frota Estelar naquele mesmo ano, que trouxe ao Brasil o ator Walter Koenig, o Chekov da série Star Trek.
E mais uma imagem da série Pulp Brasil, com a capa do Magazine de Ficção Científica nº 17, publicado em agosto de 1971.
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segunda-feira, 18 de maio de 2015
Megalon 63
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segunda-feira, 4 de maio de 2015
Megalon 62
Volta a estar disponível o número 62 do fanzine de ficção científica e horror Megalon, editado por Marcello Simão Branco, originalmente publicado em setembro de 2001.
A edição, que tem na capa um desenho de Edgar Franco, tem 40 páginas e traz ficções de Carlos Orsi, Lucio Manfredi e Jorge Luiz Calife, artigo de Roberto de Sousa Causo e as seções fixas "Diario do fandom", "Arte fantástica brasileira" e aquela que é provavelmente a mais falsa das entrevistas da fc brasileira, na qual Branco conversa com Carla Cristina Pereira, que então ainda poucos sabiam ser um peseudônimo de Gerson Lodi-Ribeiro, colaborador contumaz do Megalon e autor da coluna "Terras alternativas", também publicada na edição. O editor garante que estava entre aqueles que não sabiam da história. O fanzine pode ser baiado gratuitamente aqui.
Branco também disponibilizou um arquivo bônus com diversos documentos da época, entre os quais encontramos a cédula de votação do primeiro Prêmio Argos, cujos indicados podem ser encontrados na página 4 do Megalon. E mais uma imagem da série Pulp Brasil, com a capa da revista Isaac Asimov Magazine número 3, publicado em 1990.
A edição, que tem na capa um desenho de Edgar Franco, tem 40 páginas e traz ficções de Carlos Orsi, Lucio Manfredi e Jorge Luiz Calife, artigo de Roberto de Sousa Causo e as seções fixas "Diario do fandom", "Arte fantástica brasileira" e aquela que é provavelmente a mais falsa das entrevistas da fc brasileira, na qual Branco conversa com Carla Cristina Pereira, que então ainda poucos sabiam ser um peseudônimo de Gerson Lodi-Ribeiro, colaborador contumaz do Megalon e autor da coluna "Terras alternativas", também publicada na edição. O editor garante que estava entre aqueles que não sabiam da história. O fanzine pode ser baiado gratuitamente aqui.
Branco também disponibilizou um arquivo bônus com diversos documentos da época, entre os quais encontramos a cédula de votação do primeiro Prêmio Argos, cujos indicados podem ser encontrados na página 4 do Megalon. E mais uma imagem da série Pulp Brasil, com a capa da revista Isaac Asimov Magazine número 3, publicado em 1990.
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quinta-feira, 16 de abril de 2015
Megalon 61: Especial 2001
Publicado originalmente em junho de 2001, volta a estar disponível, agora em edição virtual, a edição 61 do fanzine de ficção científica e horror Megalon, editado por Marcello Simão Branco.
Trata-se de uma edição que homenageia o filme 2001, uma odisseia no espaço, clássico definitivo da ficção científica filmado em 1968 por Stanley Kubrick. Para tal, o fanzine apresenta um artigo de Jorge Luiz Calife, depoimentos de especialistas no gênero, e uma hq de Jaguar, publicada em 1968.
Mas a edição vai além disso. Em suas 40 páginas, traz ainda contos de Roberval Barcellos, Jorge Nunes, Carlos Orsi e Federico Schaffler (México), artigos de Braulio Tavares e Roberto de Sousa Causo, e as seçõs fixas "Diário do fandom", Terras alternativas" e "Arte fantástica brasileira". A capta traz uma ilustração de Edgar Franco. O arquivo, em formato pdf, pode ser baixado gratuitamente aqui.
O editor ainda disponibiliza, em sua série Pulp Brasil, a imagem em alta resolução da capa da edição 12 do Magazine de Ficção Científica, publicado em março de 1971.
Trata-se de uma edição que homenageia o filme 2001, uma odisseia no espaço, clássico definitivo da ficção científica filmado em 1968 por Stanley Kubrick. Para tal, o fanzine apresenta um artigo de Jorge Luiz Calife, depoimentos de especialistas no gênero, e uma hq de Jaguar, publicada em 1968.
Mas a edição vai além disso. Em suas 40 páginas, traz ainda contos de Roberval Barcellos, Jorge Nunes, Carlos Orsi e Federico Schaffler (México), artigos de Braulio Tavares e Roberto de Sousa Causo, e as seçõs fixas "Diário do fandom", Terras alternativas" e "Arte fantástica brasileira". A capta traz uma ilustração de Edgar Franco. O arquivo, em formato pdf, pode ser baixado gratuitamente aqui.
O editor ainda disponibiliza, em sua série Pulp Brasil, a imagem em alta resolução da capa da edição 12 do Magazine de Ficção Científica, publicado em março de 1971.
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Demolindo 2001

Um dia destes, estive conversando com uns colegas sobre a tradição mundial dos fandons de FC manterem-se continuamente em pé de guerra. Discussões homéricas intermináveis, com laivos de antipatia pessoal não são exclusividade da FC brasileira.
Citei a crítica que Lester Del Rey fez ao filme 2001 em 1968, quando os autores da Golden Age e da New Wave estavam com os ânimos bem exaltados.
Como me pareceu que muita gente não conhece o texto de Del Rey e ele não é muito longo, transcrevo-o aqui. Ele foi traduzido em 1998 numa edição do fanzine paraibano Brief News.
Pense bem: isso não parece realmente muito familar?
2001: Uma odisseia espacial: Uma crítica por Lester Del Rey
Ninguém dormiu na pré-estreia de 2001 para a imprensa em Nova Iorque, graças ao estridente e estúpido ruído da trilha sonora guinchada dolorosamente em nosso ouvidos. O espaço era um tumulto de estrondos e o herói respirava em seu traje espacial como uma monstruosa locomotiva a 60 arquejos por minuto. Era a única evidência de comoção no local. Quase metade da plateia escapuliu no intervalo, e a maior parte de nós que permanecemos, o fez por curiosidade e para completar as resenhas.
A parte pictórica foi soberba. A fotografia colorida esteve usualmente excelente e os efeitos especiais e truques técnicos foram os melhores jamais feitos. Mesmo as atuações foram incomumente boas. Com tudo isso, Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke deveriam ter nos dado o filme superlativo prometido por uma barragem de publicidade. Se eles tivessem colocado "Earthlight" de Clarke na tela com igual gênio, teria sido um grande filme de ficção científica. Infelizmente, não o fizeram. Em seu lugar, nos deram monotonia e confusão. A coisa toda arrastou-se. Cada truque tinha de ser esticado interminavelmente e então repetido até a exaustão. Nada era explicado ou tinha um fluxo coerente, mas tudo seguia rumo ao tédio. Alguns cortes posteriores poderiam ajudar, certamente não iriam fazer mal.
A história cambaleia através de quatro episódios vagamente relacionados. Primeiro temos o tema dos ancestrais humanóides do homem recebendo a inteligência de uma lousa alienígena somente para se tornarem assassinos. Em seguida vamos para a Lua descobrir que os homens do futuro desenterraram a mesma lousa - excelente cenário, mas nenhum drama - e nenhuma razão para ela estra lá. Então viajamos até Júpiter porque os homens pensam que a lousa veio de lá.
Este episódio possui um conflito entre homens e um computador falante. Poderia ter sido bom, exceto pela falta de racionalidade. Nenhuma motivação é fornecida para a loucura do computador, e o herói age como um tolo. Ele sabe que o computador pode ao menos operar um aparelho de resgate para trazer de volta seu amigo morto. Mas ele sai pessoalmente, deixando seus companheiros em hibernação serem assassinados pelo computador.
Finalmente, temos um interminável desfilar na tela de símbolos óbvios e vazios, secundados pelo nosso herói numa estranha sala. Aparentemente ele passou por uma baldeação intergaláctica e agora envelhece e morre na sala, seguido por um símbolo metafísico no final. O contato alienígena que nos foi prometido não é novamente mais que uma breve tomada da lousa.
Se possível, aguarde para ver os efeitos depois que puder comprar o livro de bolso. Livro e filme não estão completamente de acordo, mas pode ser que o livro proporcione alguma ajuda para a confusão do filme.
A verdadeira mensagem, de fato, é algo que Kubrick já usou antes: a inteligência talvez seja o mal e certamente é inútil. A reação dos humanóides e a loucura despropositada do computador demonstram isso. Os homens só podem ser salvos através de alguma vaga e desconhecida experiência mística por alienígenas.
Como sabe, este não é absolutamente um filme comum de ficção científica. É o primeiro dos filmes da tal Nova Onda, com o usual simbolismo vazio. A tal Onda advoga que o júbilo é uma experiência capaz de fundir a cuca. Demora pouco fundir algumas cucas. Mas, para o resto de nós, é um desastre. Será provavelmente também um desastre de bilheteria, e consequentemente impedirá a realização de grandes filmes de ficção científica por outros dez anos. É uma grande pena.
Lester Del Rey
Copyright 1968, by Galaxy Publishing Corp.
Transcrito do fanzine Brief News, ano I, número I, mai./jun.1998. Tradução de Alexys B. Lemos.
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