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domingo, 1 de setembro de 2019

Os vencedores do argos 2019

No dia 13 de julho, durante a Flip em Paraty, o Clube de Leitores de Ficção Científica-CLFC realizou a cerimônia de entrega da edição 2019 do Prêmio Argos, que apontou, na opinião de seus membros, os melhores trabalhos nacionais publicados no Brasil em 2018 (para todos os finalistas, leia aqui).
Na categoria Romance, o vencedor foi A mão que pune: 1890, de Octavio Aragão, publicado pela Editora Caligari. Na categoria Conto, venceu "Sombras no coração", de Marcelo Galvão, publicado na coletânea Lovecraftiano vol. 1, edição de autor. E na categoria antologia, a escolhida foi Fractais tropicais, organizada por Nelson de Oliveira para a Editora SESI-SP.
Parabéns ao vencedores!

domingo, 7 de julho de 2019

Argos 2019

O Clube de Leitores de Ficção Científica-CLFC divulgou os títulos dos finalistas da edição 2019 do Prêmio Argos, que aponta, na opinião de seus membros, os melhores trabalhos nacionais publicados no Brasil em 2018 nas categorias Romance, Conto e Antologia. São eles:

Melhor romance
A mão que pune: 1890Octavio Aragão, Editora Caligari
CorrosãoRicardo Labuto Gondim, Editora Caligari
O auto da Maga JosefaPaola Siviero, Editora Dame Blanche 

Melhor conto
"A noite não me deixa dormir", Camila S. Fernandes, Editora Dandelion
"Entre as gotas de chuva, encruzilhada", Cirilo S. Lemos, Aqui quem fala é da Terra, Editora Plutão
"Sombras no coração", Marcelo Galvão, Lovecraftiana vol. 1, edição de autor 

Melhor antologia ou coletânea 
2084: Mundos cyberpunkLidia Zuin, org., Editora Lendari
Aqui quem fala é da TerraAndré Caniato & Jana Bianchi, orgs., Editora Plutão
Fractais tropicaisNelson de Oliveira, org., Editora SESI-SP

Os vencedores das serão revelados na cerimônia de premiação, no dia 13 de julho de 2019, às 19h30, na Casa Fantástica da Flip na cidade de Paraty. 
Parabéns aos finalistas. 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Argos 2018

No dia 1 de dezembro de 2018 aconteceu a premiação do Argos 2018 para os melhores romances, coletâneas e contos publicados em 2017 na opinião dos membros do Clube de Leitores de Ficção Científica-CLFC. A entrega dos troféus aconteceu no Instituto Pallas Athena, em São Paulo, e foi precedida por uma pequena programação de palestras com participação de Carlos Orsi, Lidia Zuin, Cristina Lasaitis, Edgar Smaniotto, Antonio Stanziani, Alexey Dodsworth, Raphael Fernandes, Priscilla Lhacer, Camila Fernandes, Cadu Fonseca, presidente da Associação Mensa Brasil e Clinton Davisson.
O prêmio é apurado através de consulta pela internet aos membros do clube. Uma semana antes do evento, a comissão organizadora divulgou uma lista com os cinco títulos mais votados em cada categoria, mas o vencedor só foi conhecido no dia da entrega dos troféus. São eles:
Romance
Vencedor: Octopusgarden, Gerson Lodi-Ribeiro, editora Draco.
Segundo lugar: Araruama: O livro das sementes, Ian Fraser, Editora Moinhos. Terceiro lugar: Guanabara Real: A alcova da morte, A. Z. Cordenonsi,‎ Enéias Tavares e Nikelen Witter, Editora Avec. Demais finalistas: Ninguém nasce herói, Erick Novello, Editora Companhia das Letras, selo Seguinte; Ordem Vermelha: Filhos da degradação, Felipe Castilho, Editora Intrínseca.
Coletânea
Vencedor: Magos: Histórias de feiticeiros e mestres do oculto, Ana Lúcia Merege, org., Editora Draco.
Segundo lugar: Contos sombrios, Camila Fernandes, Editora Dandelion. Terceiro lugar: Trasgo vol. 1, Rodrigo van Kampen, org., Editora Trasgo. Demais finalistas: Antologia Mitografias vol. 1: Mitos modernos, Leonardo Henrique, Andriolli Costa e Lucas Ferraz, orgs., Editora Mitografias; Comboio de espectros, Duda Falcão, editora Avec.
Conto
Vencedor: A última balada de Bernardo, Fábio M. Barreto, Editora SOS Hollywood.
Segundo lugar: "O desejo de ser como um rio", publicado na coletânea O desejo de ser como um rio e outras histórias, Claudia Dugim, edição de autor. Terceiro lugar: O ouro de Tartessos, Ana Lúcia Merege, Editora Draco. Demais finalistas: "Era uma vez no oeste bizarro", Marcelo A. Galvão, publicado na antologia Magos: Histórias de feiticeiros e mestres do oculto, editora Draco; "Droneboy", Michel Peres, publicado na revista Trasgo 14, Editora Trasgo.
Congratulações a todos os vencedores e finalistas.
Diferente das edições anteriores, o Argos 2018 não entregou um prêmio pelo conjunto da obra e, como sempre, não divulgou a pontuação total dos finalistas, que permitiria uma análise mais apurada do resultado. Mas circulou a informação não oficial que foram recebidos cerca de 70 votos no total. Também não foi divulgado se houve premiação monetária como ocorrido em 2017.
Nota-se nas últimas edições do Argos uma forte tendência em premiar as publicações da Editora Draco e os trabalhos de autores ligados ao CLFC, óbvio reflexo do regulamento do concurso que exige que o votante seja associado ao clube para participar. Apesar de qualquer pessoa poder se filiar, fica evidenciado um componente corporativo que, se não desqualifica os resultados,  pelo menos enfraquece sua representatividade quando observado a partir do ambiente externo ao clube, especialmente no momento tão rico e plural que a fc&f brasileira tem experimentado recentemente.

domingo, 7 de janeiro de 2018

Os vencedores do Argos 2017

No dia 16 de dezembro de 2017, em cerimônia realizada no Campus Tijuca da Universidade Veiga de Almeida, o Clube de Leitores de Ficção Científica anunciou os vencedores do Prêmio Argos para os melhores da ficção fantástica brasileira em 2016. São eles:
Melhor Romance:
Grande vencedor: O esplendor, Alexey Dodsworth (Editora Draco);
Segundo lugar: O caminho do Louco, Alex Mandarino (Editora Avec);
Terceiro lugar: A fonte âmbar, Ana Lúcia Merege (Editora Draco).
Melhor Conto:
Grande vencedor: "O Grande Livro do Fogo", Ana Lúcia Merege, antologia Medieval: Contos de uma era fantástica (Editora Draco);
Segundo lugar: "O domo, o roubo e a guia", Roberta Spindler, antologia Dinossauros (Editora Draco);
Terceiro lugar: "A noviça escarlate", Luiz Felipe Vasques, antologia Crônica da Guerra dos Muitos Mundos (edição independente)
Melhor Antologia:
Grande vencedor: Medieval: Contos de uma era fantástica, Ana Lucia Merege & Eduardo Kasse, orgs. (Editora Draco);
Segundo lugar: Estranha Bahia, Alec Silva, Ricardo Santos & Rochett Tavares, orgs. (Editora Ex!);
Terceiro lugar: Mistérios do mal: Contos de horror, Carlos Orsi (Editora Draco).
Prêmio pelo Conjunto da Obra:
Douglas Quinta Reis.
Os agraciados foram escolhidos em votação direta entre os sócios do clube, e um vídeo da cerimônia pode ser visto aqui.
Evidencia-se o reconhecimento do CLFC ao trabalho da historiadora e escritora Ana Lúcia Merege, que há anos se dedica ao exercício literário da fantasia, bem como à organização de antologias nesse gênero. E, mais uma vez, a Editora Draco foi a grande vencedora, dominando todas as categorias.
Como é recorrente neste certame, a organização do prêmio não revelou detalhes sobre a votação, como a quantidade de votantes, pontuações totais e colocação de todos os finalistas, que poderiam permitir maiores análises quanto aos resultados. Mas a divulgação dos segundos e terceiros lugares já foi um avanço.
Felicitações do Hiperespaço a todos os ganhadores!

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Argos 2017

O Clube de Leitores de Ficção Científica-CLFC divulgou os títulos dos livros finalistas da edição 2017 do Prêmio Argos, que aponta, na opinião de seus membros, os melhores trabalhos nacionais publicados no Brasil em 2016 nas categorias Romance, Conto e Antologia. São eles:

Melhor romance
A Bandeira do Elefante e da Arara, Christopher Kastensmidt, Devir Livraria
O caminho do Louco, Alex Mandarino, Editora Avec
O esplendor, Alexey Dodsworth, Editora Draco
A fonte âmbar, Ana Lúcia Merege, Editora Draco
O último refúgio, João Beraldo, Editora Draco

Melhor conto
"Amor, uma arqueologia", Fabio Fernandes (Trasgo 11)
"Auto-retrato de uma natureza morta", Octavio Aragão (Crônica da guerra dos muitos mundos, Volume 1)
"O domo, o roubo e a guia", Roberta Spindler (Dinossauros, Editora Draco)
"O grande livro do fogo", Ana Lúcia Merege (Medieval: Contos de uma era fantástica, Editora Draco)
"A noviça escarlate", Luiz Felipe Vasques (Crônica da guerra dos muitos mundos, Volume 1)

Melhor antologia ou coletânea
Crônicas da guerra dos muitos mundos, Volume 1, Rita Maria Felix da Silva, org.
Dinossauros, Gerson Lodi-Ribeiro, org., Editora Draco
Estranha Bahia, Alec Silva, Ricardo Santos e Rochett Tavares, orgs., Editora EX!
Medieval: Contos de uma era fantástica, Ana Lucia Merege e Eduardo Kasse, orgs., Editora Draco
Mistérios do mal, Carlos Orsi, Editora Draco

A novidade desta edição é a volta dos prêmios em dinheiro para os vencedores, como acontecia nas primeiras edições do Argos, além dos tradicionais troféus.
Os vencedores das serão revelados na cerimônia de premiação, no dia 16 de dezembro de 2017, das 13 às 18h, no Auditório da Sala A-206 da Universidade Veiga de Almeida, Campus Tijuca (Rua Ibituruna, 108, Rio de Janeiro). Também será entregue um prêmio especial póstumo ao editor Douglas Quinta Reis, recentemente falecido.
Parabéns a todos.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Argos 2016 em números

O Clube de Leitores de Ficção Científica-CLFC divulgou há poucos dias a planilha final dos votos recebidos para o prêmio Argos 2016, que aponta, na opinião de seus membros, os melhores trabalhos nacionais publicados no Brasil em 2015 nas categorias Romance, Conto e Antologia.
É possível ver a relação sem nenhum filtro, mas é preciso um pouco de atenção para entender o que ela mostra. Interessado que sou pelos números, mais exatamente pelas informações estatísticas ligadas ao fandom, estudar uma planilha como essa revela muitas coisas para além dos escolhidos, conhecidos numa cerimônia de premiação no Rio de Janeiro, no último dia 26 de novembro.
Os vencedores foram, na categoria Romance, O império de diamante, de João Beraldo; "O último caçador branco", de Luiz Felipe Vasques, e Monstros Gigantes: Kaiju, de Luiz Felipe Vasques e Daniel Ribas, levaram os prêmios nas outras duas categorias. A grande vencedora da premiação, contudo, foi a Editora Draco, publicadora de todos os três premiados. Não foi a primeira vez que aconteceu, pois em 2012, quando o Argos tinha apenas as categorias Romance e Conto, isso já havia ocorrido. O que reforçou a hegemonia neste ano foi  que o seu editor, Erick Sama, também foi homenageado com um prêmio especial.
Mas vamos aos números.
Houve um total de 48 votantes, e variou muito a composição dos votos. Nenhuma categoria teve participação total e houve uma grande quantidade de votos em branco. Cada categoria pede o voto de dois títulos, em primeira e segunda posições. A contagem dos pontos – se segue os mesmos critérios de 2012 – é de 2 pontos para o voto em primeira posição e 1 ponto para o voto em segunda posição.
A categoria Romances recebeu um total de 62 votos: 34 para 1º, 25 para 2º e 3 votos inválidos (livros de autores estrangeiros que não participam do certame). O vencedor, O império de diamante, recebeu 15 pontos, com seis primeiros lugares. O segundo colocado foi Estação Terra, de Odimer Nogueira (12 pontos, quatro primeiros lugares); o terceiro foi E de extermínio, de Cirilo Lemos (11 pontos, três primeiros lugares); em quarto, empatados Encruzilhada, de Lúcio Manfredi e Estranhos no paraíso, de Gerson Lodi-Ribeiro (9 pontos, quatro primeiros lugares cada). Outros 20 títulos aparecem na sequência. Percebe a ausência dos grandes nomes do gênero, embora Eduardo Spohr e Leonel Caldela tenham sido lembrados em posições de fundo.
A categoria Contos foi a mais concorrida: recebeu 64 indicações, sendo 33 para primeira colocação, 28 para a segunda e 3 votos inválidos (um texto de 2016, um romance e um texto estrangeiro). O vencedor, "O último caçador branco", recebeu 14 pontos (seis primeiros lugares). Em segundo, Diamante truncado, de Carlos Orsi (8 pontos, três primeiros lugares); em terceiro A invasora, de Fabio Barreto (6 pontos e três primeiros lugares); em quarto lugar, "Lolipop", de Claudia Duguin (5 pontos, um primeiro lugar), e em quinto, empatados, "Fita de Moebius", de Valter Cardoso, "A noiva diminuta", de Clara Madrigano, "Cruzeiro do Sol", de Edgar Smaniotto, O tesouro de mares gelados, de Ana Lucia Merege e "Dandara, rainha guerreira de Palmares", de Newton Nitro (todos com 3 pontos e um primeiro lugar). Aqui cabe uma observação: apesar do empate quíntuplo, apenas "Fita de Moebius" e O tesouro de mares gelados figuraram entre os finalistas divulgados antecipadamente. Talvez houvesse alguma invalidade nos demais títulos ou este contador incompetente tenha errado nos cálculos. De qualquer forma, isso não mudaria o resultado pois a votação já estava encerrada. Seguem-se mais 28 títulos, que denotam uma pulverização bem maior que na categoria Romances. Ana Lúcia Merege, Edgar Smaniotto, Sid Castro e Gilson Cunha foram lembrados com dois títulos cada.
A categoria Antologias foi a menos votada: recebeu apenas 45 indicações, 23 em primeiro lugar, 16 em segundo e 6 votos inválidos (uma hq, um conto e três livros publicados em outros anos). O vencedor foi Monstros gigantes: Kaiju (22 pontos, dez primeiros lugares), sendo de longe a maior unanimidade do certame. Em segundo vem Estranhas histórias de seres normais (6 pontos, três primeiros lugares); em terceiro Space Opera 3 (6 pontos, dois primeiros lugares), em quarto Samurais e ninjas (6 pontos, nenhum primeiro lugar). Na quinta posição, Herdeiros de Dagon (4 pontos, dois primeiros lugares). Na sexta posição, empatados, Tempos de fúria, de Carlos Orsi, e o periódico Imaginários 6. Apesar do empate, Tempos de fúria, única coletânea (seleta de um único autor) citada na categoria, não figurou entre os finalistas divulgados antecipadamente, porque a organização contabilizou um voto inválido para Imaginários 6 (esse voto foi dado nominalmente para o volume número 2). Seguem mais sete títulos, revelando que os leitores de hoje, apesar de ainda darem atenção especial à categoria Contos, não parecem tão interessados em antologias como em outros tempos.
É claro que não podemos tirar desta pesquisa em um universo limitadíssimo, conclusões para o fandom como um todo. Num ano de ampla variedade de editoras trabalhando a fc&f, inclusive algumas grandes, todos os votos serem conduzidos a uma única casa é algo bastante incomum. Por certo, revela que as pessoas ligadas ao CLFC dão preferência ao que essa editora em especial tem publicado, e não mais do que isso. Afinal, cada editora tem seu público, e acontece da Draco ter no CLFC uma fidelidade incontestável, maior até que a seu próprio veículo, o fanzine Somnium, que não emplacou nenhum conto entre os finalistas.
Para checar estas informações e tecer suas próprias conclusões, visite a planilha aqui.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Prêmio Argos de Literatura Fantástica 2016

Foi divulgada nas redes sociais a relação dos finalistas do Prêmio Argos 2016, que vai apontar, na opinião dos membros do Clube de Leitores de Ficção Científica, os melhores romance, conto e antologia brasileiros publicados em 2015.
A fase de votações já foi encerrada com um total de 47 votos, mas os vencedores só serão conhecidos na entrega do prêmio, no dia 26 de novembro, às 14 horas, em sessão solene no Boulevard Olí­mpico, na cidade do Rio de Janeiro. O evento fará parte da feira literária L.E.R. 
Pela relação dos finalistas, percebe-se forte rejeição aos best sellers do gênero fantástico brasileiro, que não aparecem em nenhuma das categorias. São estes os finalistas:

Melhor romance
- A encruzilhada, Lucio Manfredi. Editora Draco.
- E de extermínio, Cirilo S. Lemos. Editora Draco.
- Estação Terra, Odimer Nogueira. Editora Chiado
- Estranhos no paraíso, Gerson Lodi-Ribeiro. Editora Draco.
- O império de diamante, João Beraldo. Editora Draco.
- A queda dos deuses, Eduardo Brindizi Simões Silveira. Editora CRV.

Melhor conto
- Diamante truncado, Carlos Orsi. Edição do autor.
- "A fita de Moebius", Valter Cardoso, em Estranhas histórias de seres normais. Editora Aut Paranaense.
- A invasora, Fábio M. Barreto. Editora SOS Hollywood.
- "Lolipop", Claudia Dugim, em Boys love: Sem preconceitos e sem limites. Editora Draco.
- O tesouro dos mares gelados, Ana Lúcia Merege. Editora Draco.
- "O último caçador branco", Luiz Felipe Vasques, em Monstros gigantes. Editora Draco.

Melhor antologia ou coletânea 
- Estranhas histórias de seres normais, Mustafá Ali Kanso, org. Editora Aut Paranaense.
- Herdeiros de Dagon, Cesar Alcázar & Duda Falcão, orgs. Editora Argonautas.
- Imaginários, vol. 6, Erick Sama, org. Editora Draco.
- Monstros gigantes: Kaiju, Luiz Felipe Vasques & Daniel Ribas, orgs. Editora Draco.
- Samurais x ninjas, Eduardo Massami Kasse & Erick Sama Cardoso, orgs. Editora Draco.
- Space opera, vol. 3, Hugo Vera e Larissa Caruso, orgs. Editora Draco.

Parabéns a todos.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Os vencedores do Argos 2015

No dia 29 de novembro de 2015, durante a JediCon Rio, o Clube de Leitores de Ficção Científica anunciou os vencedores do Prêmio Argos para os melhores da ficção especulativa brasileira em 2014. São eles:
Prêmio pelo Conjunto da Obra: Jorge Luiz Calife.
Melhor Romance: Dezoito do Escorpião, de Alexey Dodsworth (Editora Novo Século).
Melhor Conto: Clitoridectomia, de Carlos Orsi (Editora Draco).
Melhor Antologia: Vaporpunk: Novos documentos de uma pitoresca era steampunk, Fábio Fernandes & Romeu Martins, orgs. (Editora Draco).
Os agraciados foram escolhidos em votação direta entre os sócios do clube. Pelos vencedores percebe-se que, este ano, a comunidade envolvida na escolha decidiu por reconhecer a ficção científica como o gênero de melhor desempenho em 2014 (nas edições anteriores, a fantasia e o horror estiveram bem mais evidenciados). Como é hábito da organização do prêmio, não foram revelados detalhes sobre a votação, como a quantidade de votantes, pontuações totais e colocação dos demais finalistas, que poderia permitir maiores análises quanto aos resultados.
Felicitações do Hiperespaço a todos os ganhadores!
(Na foto, da esquerda para a direita, Alexey Dodsworth, Carlos Orsi, Jorge Luiz Calife e Fábio Fernandes).

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Finalistas do Argos 2015

O Clube de Leitores de Ficção Científica-CLFC divulgou os finalistas do prêmio Argos para os melhores da literatura fantástica brasileira em 2014. São estes:

Melhor Romance ou História Longa:
- A lição de anatomia do temível Dr. Louison, Enéias Tavares. Editora Casa da Palavra, selo Fantasy.
- A torre acima do véu, Roberta Spindler. Giz Editorial.
- As máscaras do pavor, R. F. Lucchetti. Editora Devaneio.
- As mil mortes de César, Max Mallmann. Editora Rocco.
- Dezoito de Escorpião, Alexey Dodsworth. Editora Novo Século.
- Padrão 20: A ameaça do espaço-tempo, Simone Saueressig. Editora Besouro Box.
- Rani e o sino da divisão, Jim Anotsu. Editora Gutenberg.
- Tempos de sangue: Guerras eternas, Eduardo Massami Kasse. Editora Draco.
Melhor Antologia ou Coletânea:
- Boys love: Histórias de amor sem preconceito, Tanko Chan, org. Editora Draco.
- Futebol: Histórias fantásticas de glórias, paixão e vitórias, Marco Rigobelli, org. Editora Draco.
- Pequena coleção de grandes horrores, Luiz Bras. Editora Circuito.
- Vaporpunk: Novos documentos de uma pitoresca era steampunk, Fábio Fernandes & Romeu Martins, orgs. Editora Draco.
Melhor Conto ou História Curta:
- Clitoridectomia, Carlos Orsi. Editora Draco.
- "Estranhas no paraíso", Jorge Calife. Somnium, CLFC.
- "Finalidades e destinos de acervos ocultos", Ricardo França. Somnium, CLFC.
- "Meus pais, os pterodáctilos", Cirilo S. Lemos. Vaporpunk, Editora Draco.
- "Notícias de Marte", Sid Castro. Vaporpunk, Editora Draco.
- "O alferes de ferro", Fábio Fernandes. Vaporpunk, Editora Draco.
- O céu de Lilly, Fábio M. Barreto. Edição do autor.

O escritor e jornalista Jorge Luiz Calife será homenageado com um prêmio especial pelo conjunto de sua obra, que inclui diversos romances e coletâneas de ficção científica.
Os indicados foram selecionados através de votação direta dos membros do clube. O resultado final já é conhecido, mas será revelado somente no dia 29 de novembro durante a Jedicon-RJ, no Planetário da Gávea, na cidade do Rio de Janeiro.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Finalistas do Argos 2014

O Clube dos Leitores de Ficção Científica do Brasil-CLFC acaba de divulgar os finalistas do prêmio Argos 2014, referente aos melhores de 2013 na opinião de seus associados. O prêmio é identificado por um troféu – ilustrado por Sid Castro – cujo objetivo é incentivar a leitura e a escrita de literatura fantástica em língua portuguesa. São sete os finalistas anunciados nas categorias de Melhor Romance e Melhor Conto.
São eles:

Melhor Romance
Filhos do Éden: Anjos da morte, Eduardo Spohr, Ed. Verus;
Filhos do fim do mundo, Fábio M. Barreto, Ed. Fantasy;
Glória sombria, Roberto de Sousa Causo, Ed. Devir;
Homens e monstros: A guerra fria vitoriana, Flávio Medeiros Jr., Ed. Draco;
O espadachim de carvão, Affonso Solano, Ed. Casa da Palavra;
O homem fragmentado, Tibor Moricz, Ed. Terracota;
Reis de todos os mundos possíveis, Octávio Aragão, Ed. Draco.
Melhor conto
"A copa dos mitos", Christopher Kastensmidt, Brasil Fantástico, Ed. Draco;
"A sacola da escolha", Maria Helena Bandeira, Brasil Fantástico, Ed. Draco;
"Lenda urbana", A. Z.Cordenonsi, Somnium, CLFC;
"Momento decisivo", Luiz Felipe Vasques & Daniel Bezerra, Excalibur, Ed. Draco;
"Soylent Green is people!", Carlos Orsi, Solarpunk, Ed. Draco;
"Viragem", Octávio Aragão, Caçadores de bruxas, Ed. Buriti.

O escritor texano Christopher Kastensmidt, que vive em Porto Alegre há alguns anos, é o primeiro autor estrangeiro a aparecer na lista, e Maria Helena Bandeira, única mulher citada entre os finalistas, a primeira a ser indicada postumanente: a autora faleceu em 2013.
O escritor paulistano André Vianco, autor de alguns dos mais bem sucedidos bestsellers recentes, receberá um prêmio Argos especial por sua contribuição ao gênero.
As votações já estão encerradas, mas o vencedor será conhecido somente no próximo dia 18 de outubro, durante o Jedicon RJ, no Planetário da Gávea, na cidade do Rio de Janeiro.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Os números do Argos 2012

Há algumas semanas, mais exatamente durante o VII Fantasticon ocorrido em setembro último, foram anunciados os vencedores do Prêmio Argos, um dos poucos prêmio dedicados a observar a literatura fantástica no Brasil (o outro é o Codex de Ouro). Como já disse aqui, os vencedores foram Kaori e o samurai sem braço, de Giulia Moon, na categoria Romance, e "No vácuo você pode ouvir o espaço gritar", de Carlos Orsi, na categoria Conto, sendo ainda entregue um prêmio honorário ao escritor Braulio Tavares, pelo conjunto de sua obra.
O Prêmio Argos é uma promoção do Clube dos leitores de Ficção Científica. Teve algumas edições no início do século, parou por algum tempo e retornou em 2012, sendo esta a sua segunda premiação depois do interregno. A apuração está fundamentada na consulta aos membros do Clube, por voto direto em escrutínio único. Embora os vencedores sejam conhecidos desde então, é divulgada uma lista com os cinco finalistas de cada categoria, sendo os vencedores revelados na cerimônia de entrega dos troféus, de forma a criar alguma expectativa, aos moldes da entrega do Oscar.
Uma coisa que me incomodava no Argos era a falta da divulgação dos números finais da pesquisa que, na minha opinião, têm significado maior até que os nomes dos vencedores. Conversando com o presidente do Clube, atualmente o escritor Clinton Davisson, finalmente tive aceso às planilhas da premiação de 2012, que quase ninguém tinha visto até agora, arquivo este que pode ser consultado e baixado aqui.
As planilhas permitem perceber o cuidado dos organizadores no processo. São duas: uma mostra a classificação completa das duas categorias, com definição dos primeiros e segundo lugares (cada votante indica dois títulos por categoria, na ordem), o total de votos recebidos e a pontuação de cada título. A outra mostra a situação de cada voto, sem informar o nome do votante. Todos os votos estão lá, válidos ou não, especificando o motivo no caso de invalidação. Na categoria Contos, a planilha revela apenas os títulos votados em primeiro lugar, sem o mesmo detalhamento dado às indicações dos romances, muito mais completo.
O vencedor de 2012 na categoria Romance foi A guardiã da memória, de Gerson Lodi-Ribeiro, de longe o título mais votado, com 8 votos em primeiro lugar e 2 em segundo, num total de 18 pontos (são computados 2 pontos para cada primeiro lugar e 1 para cada segundo). Em segundo lugar ficou Os filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida, de Eduardo Spohr (5 pontos, dois primeiros lugares). Em terceiro, A ilha, de Flávio Carneiro (4 pontos, dois primeiros lugares), em quatro, B9 de Simone Saueressig (2 pontos, 1 primeiro lugar) e Sonho, sombras e super-heróis, de Luiz Brás, na quinta colocação (com 2 segundo lugares). Ainda foram citados outros dez títulos, lembrados apenas uma única vez, alguns em primeiro, outros em segundo lugar. Fica patente aqui um critério discutível, pois o Argos considera que dois segundos lugares valem mais que um primeiro, o que a mim não parece muito justo, mas vá lá.
Entre os finalistas, nomes conhecidos do fandom, a exceção de Flávio Carneiro, lembrado por dois votantes. A maior parte dos citados (não vou considerar os votos inválidos) são trabalhos de fantasia (7), com o terror e a fc empatados na segunda posição (4 cada um), embora dentre os finalistas, 3 sejam de fc, incluindo o vencedor, o que é de se esperar sendo a pesquisa feita dentro de um grupo de fãs desse gênero. Uma das surpresas foi ver Kaori: Coração de vampira, de Giulia Moon, segundo volume da série vencedora em 2013, apenas na nona colocação.
Na categoria Conto, venceu "Pendão da esperança", de Flávio Medeiros (10 pontos, 5 primeiros lugares), seguido de "Auto de extermínio", de Cirilo Lemos (6 pontos, 2 primeiros lugares), "Seu momento de glória", de Marcelo Jacinto Ribeiro (6 pontos, 2 primeiros lugares), "Morgana Memphis contra a Irmandade Gravibramânica", de Alliah (5 pontos, 2 primeiros lugares) e "A esfera dourada", de Clinton Davisson (5 pontos, 2 primeiros lugares). Percebe-se aqui outro ponto polêmico, uma vez que foram validados os votos dados ao trabalho de um dos organizadores da promoção, além de presidente da agremiação promotora, o que, na maior parte das dinâmicas desse tipo, não é considerado ético, visto que isso pode incentivar a manipulação dos votos.
Outros 27 trabalhos foram lembrados e a fc predominou com pelo menos metade dos títulos citados, reflexo de algumas antologias do gênero muito bem avaliadas pelos fãs.
De um total de 43 votantes registrados nas duas categorias (incluindo os testes), 20 tiveram pelo menos uma de suas indicações a romance validadas. Quanto aos contos, foram 32 votos válidos para o primeiro lugar, sinal que os votantes estão muito mais bem informados com relação a ficção curta.
Davisson confidenciou-me que, em 2013, o universo de votantes foi consideravelmente ampliado, mas não precisou a quantidade exata, adiantando que as planilhas de 2013 devem ser divulgadas ainda este ano. Quando isso acontecer, voltarei ao assunto aqui.