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domingo, 1 de setembro de 2019

Múltiplo 33

Está disponível a edição 33 do fanzine virtual de quadrinhos Múltiplo, editado por André Carim.
Lançada em julho, a publicação tem 68 páginas e apresenta quadrinhos "Bengalas Boys" de  Lancelot Martins e Oscar Suyama, "Força BR" de Chris Pereira e George Wolf,  "Assassinato no Novo Oeste" de Fábio Amaral, e "Conversa fiada" de Alexandre Silveira.
Tira do Coelho Nero, de Omar Viñole, e a capa de Sérgio Daniel dos Santos completam a edição.
A edição pode ser lida online ou baixada gratuitamente aqui; edições anteriores também estão disponíveis.

Os vencedores do argos 2019

No dia 13 de julho, durante a Flip em Paraty, o Clube de Leitores de Ficção Científica-CLFC realizou a cerimônia de entrega da edição 2019 do Prêmio Argos, que apontou, na opinião de seus membros, os melhores trabalhos nacionais publicados no Brasil em 2018 (para todos os finalistas, leia aqui).
Na categoria Romance, o vencedor foi A mão que pune: 1890, de Octavio Aragão, publicado pela Editora Caligari. Na categoria Conto, venceu "Sombras no coração", de Marcelo Galvão, publicado na coletânea Lovecraftiano vol. 1, edição de autor. E na categoria antologia, a escolhida foi Fractais tropicais, organizada por Nelson de Oliveira para a Editora SESI-SP.
Parabéns ao vencedores!

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Conan Zine 2

Fanzine editado por Denilson Rosa dos Reis para grupo Quadrante Sul, dedicado a Conan, o bárbaro, personagem criado nos livros por Robert E. Howard e popularizado nos quadrinhos pela Marvel Comics. Esta edição homenageia justamente a revista A Espada Selvagem de Conan, publicada pela editora Abril nos anos 1980.
O zine tem 23 páginas com releituras de artistas brasileiros às imagens vistas nas primeiras vinte edições da revista. As ilustrações são de Adão de Lima Jr, Bira Dantas, Carlos Franzoy, Carlos Lima, Clayton Cardoso, Dennis Oliveira, Edenilson Fabrício, Eric Ricardo, Heraldo Wilson, Humberto Yashima, Jader Correa, João Paulo Vieira, Josias Silveira, Juliano Kaapora, Mozart Couto, Paulo Fernando, Rafael Costa, Silvio Ribeiro, Vantuir Pott e Julio Shimamoto.
A versão digital de Conanzine pode ser obtida gratuitamente pelo email tchedenilson@gmail.com.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Bang! detonando

Desde 2015, aqui, que o Hiperespaço não anunciava o lançamento de uma nova edição da revista Bang!, excelente publicação portuguesa especializada em ficção fantástica editada pela editora Saída de Emergência, que teve uma breve existência brasileira há alguns anos, precocemente interrompida pela crise editorial que ainda assola o país. Mas a carreira lusitana segue firme e forte, tanto que estão disponíveis nada menos que sete novas edições, da 19 à 25.
Trata-se da melhor publicação sobre literatura fantástica em língua portuguesa e sua disponibilidade digital vem cobrir um enorme lapso no fandom brasileiro. Ainda que os títulos comentados sejam basicamente aqueles publicados em Portugal, muitos deles tiveram edição brasileira: as informações continuam muito relevantes, portanto. Por exemplo, a edição mais recente disponível – nº 25,  publicado em outubro de 2018 – tem a capa dedicada a Sangue e fogo, novo livro de George R. R. Martin.
Os arquivos, em formato pdf, podem ser baixados gratuitamente aqui, assim como de todas as anteriores. Aproveite e marque o link nos favoritos para não perder o número 26, que foi publicado recentemente em Portugal.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Velta: Contos da Super Detetive 1

Velta retorna a suas origem com o novo título Contos da Super Detetive, publicação trimestral com 18 páginas em preto e branco e capa em cores, disponível em formato impresso.
Depois de encerrado o arco de histórias da personagem, o autor e editor Emir Ribeiro retoma a publicação das histórias da Velta desde a início, com nova arte, textos revisados, além de artigos e contos. O objetivo é republicar tudo, em sua sequência cronológica correta, de forma a apresentar a personagem criada em 1972 para uma nova geração de leitores.
Para compra e informações, mande email para o autor em emir.ribeiro@gmail.com ou visite seu site, aqui.

Múltiplo 31

Está disponível a edição 31 do fanzine virtual de quadrinhos Múltiplo, editado por André Carim.
Lançada em maio, a publicação tem 72 páginas e comemora 26º aniversário de publicação do seu primeiro número, no longínquo ano de 1993.
Traz as hqs "O mestre dos combates", de Jadir Valle, artista que é entrevistado na edição, "Nós gatos somos noturnos", de Elinaudo Barbosa, "Cripta", de Lincoln Nery e César Barbosa, "Odin: O crepúsculo dos deuses" de Luiz Iorio, e "Vácuo", de Gian Danton e Antônio Lima. Tiras de Omar Viñole, ilustrações de Kléber Kleber Lira/Fito Cordeiro, Célio Cardoso e Moacir Muniz - que também assina a capa - completam a edição.
A edição pode ser lida online ou baixada gratuitamente aqui, e edições anteriores também estão disponíveis.

terça-feira, 21 de maio de 2019

Vencedores do prêmio LeBlanc 2019

No dia 9 de maio aconteceu a entrega da segunda edição do Prêmio Le Blanc para os melhores trabalhos de 2018 nas categorias literatura fantástica, quadrinhos, animação e jogos. A entrega aconteceu durante a Semana Internacional de Quadrinhos (SIQ) na Escola de Comunicação da UFRJ. Eis os vencedores:

Romance nacional: 
Vencedor: Auto da maga Josefa, Paola Lima Siviero, Editora Dame Blanche.
Finalistas: Araruama: O livro das raízes, Ian Fraser (Moinhos); Vera Cruz: sonhos e pesadelos, Gabriel Billy (Avec).
Antologia nacional: 
Vencedor: Fractais tropicais, Nelson de Oliveira, org., Sesi-SP Editora.
Finalistas: Aqui quem fala é da Terra, André Caniato e Jana Bianchi, orgs. (Plutão); Narrativas do medo II,  Vitor Abdal, org. (CopaBooks).
Romance traduzido:
Vencedor: Despertar, Octavia Butler, Editora Morro Branco.
Finalistas: Fogo e sangue, George R. R. Martin (Suma); Hex, Thomas Olde Hevelt (DarkSide); Outsider, Stephen King (Suma).
Antologia traduzida: 
Vencedor: Crônicas de espada e feitiçaria, Gardner Dozois, Editora LeYa Brasil.
Finalistas: Conan, o Bárbaro, livro 2, Robert E. Howard (Pipoca & Nanquim); Edgar Allan Poe Vol. 2 (DarkSide); Sonhos elétricos, Philip K. Dick (Aleph).
Quadrinho independente nacional:
Vencedor: The guardian: Em busca da luz, Gustavo Piacentin. 
Finalistas: Lama, Rodrigo Ramos e Marcel Bartholo. Rio Negro 2, Ikarow Waxwings.
Quadrinho nacional: 
Vencedor: Bartolomeu, Victor Moura, Editora Caligari.
Finalistas: Delirium tremens, Raphael Fernandes (Draco); Justiça sideral: Recomeços, Deyvison Manes e Netho Diaz (Avec).
Quadrinho traduzido:
Vencedor: Mort Cinder, Alberto Breccia, Editora Figura.
Finalistas: Paraíso perdido, John Milton e Pablo Auladell (DarkSide); Um pedaço de madeira e aço, Christophe Chabouté (Pipoca & Nanquim)
Série de tiras nacional: 
Vencedor: Mar menino, Paulo Moreira.
Finalistas: Pocketscomics, Renato Lima; Tê Rex: Spoilerfobia, Marcel Ibaldo; Um sábado qualquer, Carlos Ruas.
Animação nacional:
Vencedor: Superdrags, Combo Estúdio.
Finalistas: Biduzidos (Copa Studio/Mauricio de Sousa Produções); Irmão do Jorel (Copa Studio/Cartoon Network Brasil)
Animação longa: 
Vencedor: Tito e os pássaros, Gustavo Steinberg, Gabriel Bitar & Andre Catoto Dias. (unanimidade)
Animação nacional curta:
Vencedor: Gravidade, Amir Admoni.
Finalistas: Lé com Cré, Cassandra Reis; Por um som orgânico, Fábio Purper Machado; O homem na caixa, direção Ale Borges, Alvaro Furloni e Guilherme Gehr; Trip & Treasure, Estúdio Escola de Animação/Baluarte Cultura e Copa Studio.
Animação publicitária: 
Vencedor: "A queda", Zombie Studio/Hospital do Amor.
Finalistas: "Aquarela", DAVID São Paulo/Faber Castell; "Defenda-se", Centro Marista de Defesa da Infância; "Deus salve o rei", Direção Alexandre Romano, Flavio Mac/Rede Globo; "Você faz acontecer", Zombie Studio/Bradesco.
Jogo nacional mobile:
Vencedor: Dandara, Raw Fury.
Finalistas: Let’s zeppelin, Gazeus Games; Until dead think to surviv, Monomyto Game Studio.
Jogo nacional console:
Vencedor: Sword Legacy: Omen, Firecast Studio; Fableware: Narrative Design.
Finalistas: Akane, Ludic Studios; Dandara, Raw Fury.

O Prêmio Le Blanc é uma promoção da Escola de Comunicação da Universidade Federal do
Rio de Janeiro (ECO/UFRJ) e da Universidade Veiga de Almeida (UVA).
Parabéns aos vencedores!

sábado, 27 de abril de 2019

Doce fantasia

Para mim foi uma surpresa, ao abrir um prosaico pacote de waffer coberto de chocolate, encontrar os confeitos embalados com lindos desenhos fantásticos. Só então percebi que se trata de uma campanha promocional que tem tudo para se tornar uma nova e interessante mídia para os ilustradores brasileiros.
Trata-se do Hershey's Mais, produto fabricado em São Roque, no interior do estado de São Paulo, que lançou em 2019 uma coleção de quatro sabores personalizados, cada qual dedicado a um tema e ilustrado por um artista do estúdio Chiaroscuro. O sabor amendoim traz desenhos de Lucas Werneck com o tema super-heróis; o ao leite tem desenhos de Zé Carlos no tema aventureiros, o triplo chocolate traz Cris Bolson e o apocalipse zumbi, e o cookies'n'creme tem desenhos de Danilo Beiruth no tema alta fantasia. Cada tema tem seis estampas diferentes que podem ser montadas em uma única imagem, como um quebra-cabeças. Como os embalagem vêm com muitos confeitos embalados individualmente, dá para montar até dois conjuntos completos em cada pacote.
Sem dúvida, é uma bela ideia.

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Fc&f têm clube do livro

A editora Novo Século, que há anos abriga o selo Talentos da Literatura Brasileira, acaba de lançar a Escotilha NS, clube de leitura totalmente dedicado a fc&f. Trata-se de uma proposta inédita, pois embora clubes do livro sejam uma ideia antiga, nunca houve um dedicado exclusivamente ao fantástico.
O modelo é o mesmo: o leitor faz uma assinatura e, em troca, recebe luxuosos livros exclusivos e uma série de brindes. Também receberá a revista ESC e acesso a um podcast também exclusivo. O diferencial é que a periodicidade será bimestral, ou seja, serão seis entregas por ano.
O primeiro livro deve ser enviado aos assinantes somente em abril, mas já é possível fazer um pré-cadastro e garantir um desconto na primeira caixa. O título a ser entregue ainda é um mistério, mas a editora deu várias pistas: o livro foi publicado pela primeira vez no início do século 20 e, hoje, não tem edição no Brasil; trata-se de um autor consagrado que criou personagens icônicos da literatura universal e o Brasil aparece em uma das histórias do livro.
A editora criou uma série de canais de comunicação com os leitores e promete considerar as sugestões deles para futuros lançamentos.
Mais informações podem ser obtidas no saite do clube, aqui.

Balada dos rockeiros mortos e anjos caídos

No próximo sábado, dia 23/02, a escritora Márcia Kupstas lança seu novo livro Balada dos rockeiros mortos e anjos caídos, publicado pela editora portuguesa Chiado. O livro está disponível desde novembro de 2018 no saite da editora aqui, mas só agora chega oficialmente ao Brasil.
Kupstas foi bastante ativa no ambiente da fc&f nacional nos anos 1990, quando organizou a série de antologias temáticas da coleção Sete Faces, publicou o romance de ficção científica O demônio do computador – ambos pela da Editora Moderna – e participou de algumas antologias organizadas no fandom.
Diz o texto de divulgação: “O Anjo pode ser considerado uma metáfora do destino, a nossa posição entre o determinismo ou o livre-arbítrio; ouvimos 'a voz do Anjo' e a aceitamos ou nos rebelamos e saímos atrás de outras coisas. O que uma adolescente, Lisboa, mundos paralelos, família disfuncional, venda de drogas, Arte e um anjo têm em comum?"
O lançamento acontece a partir das 16h30 na Livraria Martins Fontes (Av. Paulista, 509, São Paulo) e contará com uma exposição de fotos e bate-papo com a autora.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Heróis de Novigrath

Heróis de Novigrath, Roberta Spindler. 296 páginas. São Paulo: Companhia das Letras, selo Suma, 2018.

Jogos que se confundem com a realidade formam um grupo tão grande na ficção fantástica recente que bem poderiam constituir um novo subgênero. Há histórias de jogadores que entram fisicamente no jogo, jogos que invadem a realidade, jogos reais ao estilo reality show quase sempre mortais, jogos que interagem com a realidade de formas mais ou menos sutis, e até jogos que parecem ser só jogos, mas na verdade são interfaces de realidade, mas só saberemos isso no momento propício.
Na ficção estrangeira, algumas dessas histórias tornaram-se grandes sucessos, como O jogo do exterminador de Orson Scott Card, Jogos vorazes de Suzanne Collins, Simulacron-3 de Daniel F. Galouye, Jumanji de Chris Van Allsburg, Jogador nº1 de Ernest Cline, e também no cinema, com Tron: Uma odisseia eletrônica, Zathura: Uma aventura espacial, Rollerball: Os gladiadores do futuroCorrida da morte: Ano 2000 e O último guerreiro das estrelas, entre outros. No Brasil o tema também já rendeu, como as séries 3% (Netflix)  e Supermax (Globo), e o excelente romance O jogo no tabuleiro, de Simone Saueressig, comentado aqui.
Então, da mesma forma que em outros subgêneros muito explorados, como a alta fantasia, a ucronia e a space opera, por exemplo, a  originalidade não é um aspecto tão importante também nessa área. Há muito que os fundamentos e protocolos desses modelos recorrentes na fcf já estão em domínio público, e ninguém vai reclamar se a ideia é mais ou menos parecida com essa ou aquela. Portanto, no meu modo de ver, não há nenhum problema quanto a isso em Heróis de Novigrath, segundo romance da escritora paraense Roberta Spindler, que estreou em 2014 com o romance de ficção científica A torre acima do véu (Editora Giz).
No livro, Heróis de Novigrath é um mundialmente popular jogo MMORPG – Massively Multiplayer Online Role-Playing Game –, encarado como esporte profissional com campeonatos disputadíssimos (tal como acontece na realidade com as franquias League of Legends e World of Warcraft).
Produzido pela megacorporação Noise Games, Heróis de Novigrath apresenta um cenário de guerra medieval na qual digladiam personagens mágicos de duas castas opostas: os Defensores de Lumnia e os Filhos de Asgorth. Como fica logo evidente, os primeiros representam o bem, e os outros, o mal. Devido a extrema devoção de seus usuários, o universo do jogo adquiriu existência numa realidade paralela, mas os Filhos de Asgorth não estão satisfeitos com essa condição e cobiçam a materialidade do mundo dos homens. Para atingir seu intento, absorvem a energia dos jogadores online e, com esse aporte de poder, predominam em seu universo sobre os Defensores de Lumnia. Estes, por sua vez, para frustrar os planos malignos de seus adversários, enviam à Terra um de seus campeões, o guerreiro Yeng Xiao, com a missão de selecionar uma equipe de cinco jogadores humanos com talentos especiais que possam impedir os Filhos de Asgorth de vencer o campeonato mundial do jogo pois, caso uma das equipes de Asgorth vença, a energia acumulada de bilhões de torcedores dessa casta do mal abrirá uma passagem através da qual as hordas invadirão a Terra, trazendo ao nosso mundo todos os horrores do jogo.
A história é contada a partir da visão de Pedro (codinome Epic), ex-jogador de Heróis de Novigrath, caído em desgraça depois de um escândalo num antigo campeonato sul-americano. Apesar de decadente, Pedro é escolhido por Xiao para ser o técnico da equipe de Lumnia, a Vira-Latas. Orientado pelo guerreiro virtual, Pedro convoca seus jogadores: o jovem fenômeno Cristiano (codinome Fúria, décimo no ranking brasileiro), a vestibulanda Samara (Titânia, igualmente bem ranqueada), a universitária Aline (NomNom) e os irmãos gêmeos Pietro e Adriano (Roxi e LordMetal, respectivamente).
O romance se divide em três partes principais. Na primeira, acompanhamos a montagem da equipe: os jovens se estranham e têm conflitos pessoais e coletivos que levam o técnico Pedro aos limites de sua curta paciência. A segunda parte mostra a campanha da Vira-Latas no Campeonato Brasileiro, quando os jogadores são testados em combate e têm de se entender ou morrer. A cada nível superado, os protagonistas amalgamam mais profundamente seus avatares no jogo, ao ponto de não só experimentarem uma interface totalmente imersiva durante as partidas, mas também manifestarem seus poderes fora do jogo, no mundo real, para se defenderem de entidades de Asgorth que os atacam. Na parte final, acompanhamos a Vira-Latas no campeonato mundial, na Coreia do Sul, quando terá de enfrentar sua nêmesis, a poderosa equipe dos Espartanos, dirigida por Yuri, o maior jogador de Novigrath que existe.
A autora é competente em retratar a evolução técnica e psicológica dos personagens que, de uma equipe desorganizada e insegura, torna-se uma máquina de combate bem azeitada. Há bons dramas humanos para temperar a narrativa e alguma ousadia, como a presença de um personagem homossexual entre os protagonistas, o que tem sido recorrente nos livros de fcf nacionais publicados pela Suma. Também foi uma boa sacada o uso de uma pletora de termos técnicos que deu autenticidade ao ambiente ficcional. Desconheço se o jargão é efetivamente usado pelos gamers na vida real; se não for, o trabalho de construí-lo é algo realmente admirável. A edição da Companhia das Letras/Suma é bem cuidada e praticamente não tem erros.
Não se deve esperar surpresas e viradas dramáticas, pois a história é simples, claramente maniqueista, linear e fechadinha, muito bem estabelecida como literatura de entretenimento infanto-juvenil, que se desenrola diante do leitor como um filme da sessão da tarde. Longe de ser um problema, este é justamente o maior mérito de Heróis de Novigrath, pois a contínua formação de leitores para o gênero é fundamental. Roberta Spindler vem assim se juntar a outros valentes autores de literatura fantástica infanto-juvenil, como Rosana Rios, Miguel Carqueija,  Helena Gomes, a já citada Simone Saueressig, entre outros. Esta literatura precisa ter lugar de destaque nas estantes das livrarias porque, sem os jovens leitores hoje, não haverá leitores adultos amanhã.
Mas nada impede que leitores maduros também se divirtam com Heróis de Novigrath. Eu gostei e recomendo.

Deus, o diabo e os super-heróis no país da corrupção

Meu velho amigo, o escritor e roteirista Sid Castro, chamou minha atenção para o interessantíssimo romance Deus, o diabo e os super-heróis no país da corrupção, de Fernando Fontana, escritor do interior de São Paulo, mais exatamente na região de Catanduva. Lançado em agosto de 2018, é o primeiro livro do autor, um drama policial e político num panorama de ficção científica ao estilo noir. Conta a história de um detetive de um Brasil alternativo no qual existem pessoas com superpoderes, mas não necessariamente super-heróis.
Diz a sinopse de divulgação: "Após um evento traumático, o detetive Lucca Carrara deixa o Departamento de Crimes Supranormais (DCS), e se transforma em um homem amargurado, com um passado questionável, vivendo em um país onde os assuntos do momento são o futebol, a corrupção e os super-heróis. Seus maiores amigos são o cigarro, a cerveja e o falecido escritor Charles Bukowski, com quem ocasionalmente conversa em seus delírios. Com a conta sempre no vermelho, e sem alternativa, ele aceita investigar um possível caso de adultério, envolvendo o Patriota, o maior e mais famoso super-herói do país, árduo defensor da moral e dos bons costumes, amado por muitos e protegido por um governo atolado em um mar de lama. Enquanto isso, no céu do país, as incrivelmente poderosas super-heroínas Justiça Escarlate e Miss Liberdade, mortais inimigas, lutam uma contra a outra em uma batalha que não parece ter fim, devastando quarteirões inteiros, e ignorando completamente os crimes que são cometidos ao seu redor. Um agente do Departamento de Crimes Supranormais procura por um vilão, que pode ser o principal responsável por uma terrível epidemia de estupidez que se alastra pela nação. Uma mulher invisível é ignorada. Um profeta lidera uma Cidade sem Nome. O mago mais poderoso do mundo transa com ele mesmo. É um mundo insano onde as leis da física foram abolidas. Em sua investigação, Carrara se envolverá em uma trama cada vez mais complexa e perigosa, colidindo com os interesses de homens poderosos, vilões que não vestem roupas coloridas e espalhafatosas, uma legião do mal com terno e gravata importados, capazes de qualquer coisa para manter a posição que conquistaram. Para enfrentá-los, contará com a ajuda de uma prostituta com super poderes, um indigente voador, um ex-super-herói com corpo blindado e do homem mais sortudo do mundo. Ainda assim, as chances estarão contra ele."
Os próximos projetos de Fontana são uma novela gráfica no mesmo universo do romance (com roteiro de Sid Castro e desenhos de Ivan Lima) e um novo romance que terá o instigante título Procura-se Elvis vivo ou morto, que conta como Elvis foi encontrado numa pequena cidade do interior paulista, cuja prefeita é a Morte.
Deus, o diabo e os super-heróis no país da corrupção tem 266 páginas e é uma publicação da editora Viseu.

sábado, 19 de janeiro de 2019

O elefante desaparece

O elefante desaparece (Zô no shômetzu), Haruki Murakami. 304 páginas. Traduzido do japonês por Lica Hashimoto. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. Publicado originalmente em 2013 no Japão.

Uma vez perguntaram ao fantasista goiano José Veiga de onde ele tirava suas ideias fantásticas. Ele respondeu, um tanto contrariado, que o que escrevia não era fantasia, era a pura realidade. De igual modo, perguntaram ao então quadrinhista (hoje escritor) Lourenço Mutarelli como ele havia desenvolvido o estilo caricato de suas ilustrações. Muito espantado, ele respondeu que seu desenho era realista, pois desenhava as coisas exatamente como eram.
Estas duas histórias são perfeitas para ilustrar a sensação de ler os escritos de Haruki Murakami, com uma pequena mas importante diferença: tudo é perfeitamente real em sua ficção mas não parece certo, algo que não pode ser perfeitamente percebido, que nunca se apresenta mas causa uma contínua tensão de estranhamento, muitas vezes beirando o insuportável. Por isso, sua ficção não é de fácil leitura e ainda mais difícil de interpretar.
Murakami nasceu em Kyoto em 1949 e é um dos mais importantes autores japoneses vivos. Continua morando no seu país natal, próximo a Tóquio, e entre seus livros mais famosos estão Kafka à beira-mar, Crônica do pássaro de corda e a série 1Q84, considerada uma legítima história de ficção científica.
O elefante desaparece é uma coletânea de 17 contos que pode servir bem como entrada à obra de Murakami, tanto para o leitor que não gosta de fantasia, uma vez que os textos do autor são muito naturalistas, muitas vezes nas franjas da crônica urbana, como para o leitor experiente que cansou dos protocolos recorrentes da fantasia convencional. Muitas histórias tem um clima tão intimista que parecem confissões do autor. Apenas uma e outra flertam mais descaradamente com o fantástico, como veremos a seguir.
"O pássaro de corda e a mulher da terça-feira" é uma dessas quase crônicas. Um homem que perdeu o emprego há poucos dias é incumbido pela esposa de encontrar o gato fugido. Na modorra de uma tarde ensolarada, ele busca o animal pelo beco que une os quintais da vizinhança – é impossível não visualizar a típica arquitetura urbana japonesa nessa hora – e acaba tendo um encontro inesperado com uma vizinha.
"O segundo assalto à padaria" é uma pérola. Um casal, assolado por uma fome desproporcional durante a madrugada, decide roubar pães de uma padaria. Mas, pelo avançado da hora, os dois não encontram nenhuma aberta. Então resolvem assaltar uma lanchonete 24 horas.
"Mensagem do canguru" é narrado em forma de epístola, na qual o funcionário do serviço de atendimento ao cliente de uma loja de departamentos, impressionado pela qualidade do texto de uma carta de reclamação declara seu amor à cliente desconhecida. O nível de psicose do funcionário faz com que o conto soe como prelúdio a história de terror.
"Sobre uma garota 100% perfeita que encontrei em uma manhã ensolarada de abril", é outra quase crônica, na qual um homem se impressiona com uma garota que viu na rua, mas não consegue falar com ela.
"Sono" conta a história de uma dona de casa que, depois de um sonho perturbador, deixa de dormir e passa a ter uma vida paralela à noite, enquanto sua família dorme.
"A queda do Império Romano, Rebelião indígena de 1881, Hitler invade a Polônia, E o mundo dos vendavais", como o título já revela, é um texto fragmentário, formado pela junção de fatos que um homem encadeia num fluxo de pensamento a partir de situações cotidianas que funcionam como disparadores.
"Lederhosen" é um tanto mais convencional. Conta a história de uma senhora que empreende uma viagem à Europa e recebe do marido o pedido por uma autêntica lederhosen, vestimenta típica da Alemanha. A busca pela peça vai causar uma forte transformação na mulher.
"Queimar celeiros" é uma das melhores histórias do volume. Conta a história de um homem que confidencia ao amigo sua fixação por queimar celeiros abandonados, e o leva a também experimentar a sensação de incendiar as coisas.
"O pequeno monstro verde" é uma das histórias em que o fantástico se apresenta de forma mais evidente. Uma mulher, sozinha em casa, recebe em sua porta a visita de um monstrinho verde que emergiu das raízes de uma árvore, e ele pede sua mão em casamento. Mas ela não é uma boa mulher.
"Caso de família" é uma crônica sobre um casal de irmãos que moram juntos, mas são muito diferentes entre si. Ele é relaxado e libertino, ela uma donzela educada e casadora. O equilíbrio da relação é alterado quando ela parece com um pretendente.
"Homens da tv" é outra história em que a fantasia se destaca mais claramente. Um homem sonolento testemunha, durante a madrugada, a invasão de sua casa por um grupo de homenzinhos que instalam uma televisão em sua sala. Espantado demais para reagir, ele simplesmente deixa acontecer até que todos se retirem. Como se isso já não fosse suficientemente estranho, a tv não exibe nada além de ruído branco, e sua esposa, sempre tão detalhista, não percebe o aparelho interferindo na decoração. As coisas ficam ainda mais estranhas quando os homenzinhos aparecem também em seu local de trabalho e ninguém além dele parece se dar conta dos estranhos invasores.
"Lento barco para a China" é o relato de um homem maduro sobre como conheceu seus primeiros chineses, dentre os quais uma jovem pelo qual se apaixonou, mas de quem se perdeu numa situação infeliz.
A fantasia volta a se declarar em "O anão dançarino", um conto de fadas sombrio e de matiz político, em que o sonho com o tal anão torna-se um fardo difícil de carregar.
"O último gramado ao entardecer" é um relato singelo mas repleto de tensão, em que um homem rememora sua juventude quando, demissionário em um emprego de aparar gramados, vai atender seu último cliente.
"Silêncio" tem o jeitão de um conto de Stephen King e começa com a pergunta: "Você já deu um soco em alguém durante uma briga?" A partir dessa questão, um homem relata ao amigo uma dura experiência sobre bulling e violência na escola que decerto ecoa naqueles que passaram por situações dessa natureza.
O volume fecha com o conto que dá nome a coletânea, uma história de realismo mágico, sobre o desaparecimento inexplicável – ou quase – do velho elefante e seu tratador no zoológico da cidade.
O elefante desaparece não é um livro divertido e de forma alguma deve ser tomado como uma leitura de entretenimento. Trata-se de uma leitura intimista, muitas vezes dolorida, mas não deixa de ser prazerosa devido as cores e sabores do Japão moderno que, sem deixar de ser singular, em muitas coisas é como qualquer outro lugar. Murakami mostra que é um grande mestre em manipular as emoções, sem pieguismos e sem receitas de bolo. Apesar da distância e da ausência metalinguística, arrisco comparar a experiência em ler sua ficção curta com a leitura de Jorge Luiz Borges pela profundidade dramática e o vigor criativo e narrativo.
É possível ensinar alguém a escrever bem. Mas para escrever como Murakami, é preciso ser Murakami.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Velta só para maiores

Emir Ribeiro saca rápido e lança Velta 2019 logo na primeira quinzena do ano. Trata-se de uma edição muito importante na mitologia da conhecida super heroína dos quadrinhos nacionais alternativos, pois dá conclusão a um longo arco de histórias iniciado ainda nos anos 1980.
A edição tem 36 páginas e publica a hq "Objetivo atingido". Diz a sinopse: "No planeta gelado, está terminando a estadia de Velta, Doroti, Denise e a Kátia de outro universo; enquanto na Terra, a robótica Nova descobre um meio de se tornar mais humana mas não menos forte".
A história traz uma Velta extremamente tórrida, tanto que é desaconselhada para menores de idade. Mesmo os fãs históricos da personagem, já acostumados às ousadias do autor, vão se surpreender com a volúpia da edição.
Velta 2019 é uma publicação da Atomic Quadrinhos e pode ser encomendada aqui.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Literatura fantástica tem nova editora

A Editora Sromero inaugurou seu catálogo em 2018 com dois livros dedicados à ficção fantástica. Homo tempus, romance do engenheiro e mestre em Política Econômica F. E. Jacob, é uma ucronia, ou seja, uma história de viagem no tempo. Diz o texto de divulgação: "O romance levanta diversos questionamentos enquanto acompanha-se o bibliotecário Wallace Vidal em uma fascinante viagem acidental para o futuro. Nela, ele encontra ninguém menos que os Neandertais: nossos extintos irmãos pré-históricos, uma outra espécie de ser humano de cérebro maior e mais fortes que nós, vivendo simultaneamente com nossos descendentes homo sapiens".
O romance foi lançado oficialmente em Brasília e São Paulo no início de dezembro, mas estão programados eventos em Porto Alegre (10/1, das 18 às 21h, Centro Cultural Érico Veríssimo, R. dos Andradas, 1223) e durante o Seminário Literário de Rio Pardo/RS (11/1, das 9 às 12h, Centro de Ensino Amiga, R. São João, 462), quando também será apresentada As borboletas no muro do cemitério, fantasia infanto juvenil bilíngue de Rogério Lima Goulart, sobre um estudante que faz amizade com as borboletas. Os autores participarão de mesas do evento e conversarão com os leitores presentes.

domingo, 30 de dezembro de 2018

Mafagafo 2 - 4 de 4

Está disponível para download o quarto e último fascículo da segunda edição da revista eletrônica Mafagafo, organizada por Jana Bianchi, com folhetins de ficção fantástica brasileira apresentados em episódios.
A edição tem 153 páginas e traz a conclusão dos contos de Lauro Kociuba, Isa Propero, Michel Peres, Sergio Motta, Anna Fagundes Martino, Marcos Berto, Dante Luiz e Ana Rüsche. Também traz ficções-relâmpago de André Caniato, Adele Lazarin, Auryo Jotha, Clara Gianni, Conrado de Lima, Natan Andrade, Nina Ladeia, Rafael Marx e Victor Gerhardt. Ilustrações de Raphael Andrade, Dante Luiz, Mayara Barros, Aleff Santos, Vitor Clemente, Marcos Berto, George Amaral, embelezam a publicação e a capa é de Giovanna Cianelli.
A revista pode ser baixada gratuitamente aqui nos formatos mobi, epub e pdf, bastando compartilhar um post nas redes sociais. As edições anteriores também estão disponíveis.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

A revolução dos bichos

A revolução dos bichos (Animal farm), George Orwell, adaptado e ilustrado por Odyr a partir da tradução de Heitor Aquino Ferreira. 178 páginas. São Paulo: Editora Companhia das Letras, selo Quadrinhos na Cia., 2018.

Há alguns anos, a adaptação de obras literárias para os quadrinhos tornou-se uma verdadeira febre no mercado editorial  brasileiro. Todos os anos, dezenas de títulos dessa linha chegam às livrarias, de olho na lucrativa possibilidade de entrar para o listão do MEC, ou seja, convencer o governo federal que era importante colocar o título a disposição dos estudantes nas bibliotecas escolares do país.
O governo foi o maior comprador desse tipo de publicação até que a crise econômica, política e moral que assola o país desde meados de 2015 atingiu o mercado editorial como uma bomba atômica: a bolha furou e impérios começaram a desmoronar, tanto das editoras como das livrarias. Toda a produção editorial foi impactada pela recessão econômica e com a forte redução das compras do governo, as adaptações – bem como todos os demais modelos narrativos – rapidamente perderam o espaço do qual gozavam.
Hoje, são raras as iniciativas de adaptações, por isso é de se admirar que a editora Companhia das Letras tenha investido nesta adaptação da famosa novela de George Orwell, A revolução dos bichos, um dos maiores clássicos da literatura universal, um libelo contra o autoritarismo que tanto a direita quanto a esquerda reivindicam para o seu próprio arcabouço.
Orwell, batizado como Eric Arthur Blair (1903-1950), era cidadão britânico nascido na Índia e cedo se encantou com as lutas revolucionárias. Passou sua juventude no submundo europeu entre dificuldades e privações, engajou-se na militância comunista e chegou a lutar na revolução espanhola contra o ditador Francisco Franco. Sua desilusão com os rumos do comunismo na Rússia o tornou um feroz crítico da capacidade humana de degradar tudo o que toca, do qual A revolução dos bichos, publicado em 1945, é o exemplo mais agudo, ao lado de outro de seus clássicos, o denso e aterrorizante 1984, publicado três anos depois.
A história, dividida em dez capítulos, conta como os animais de uma fazenda britânica, insuflados pelas ideias libertárias de um velho porco, empreendem uma revolução contra o proprietário alcoólatra e assumem o controle do lugar. Esses animais, é claro, têm certas faculdades intelectuais e realmente conseguem assumir o trabalho, mas terão de enfrentar duras batalhas contra o proprietário expulso, que tenta retomar a propriedade com a ajuda de homens do vilarejo. De vitória em vitória, sempre com muita dificuldade, os animais se impõem, mas as coisas complicam quando surgem as primeiras divergências internas: os porcos, líderes da revolta, entram em conflito entre si e daí advém o que sempre acontece quando o poder torna-se um fim em si mesmo.
É interessante ver sendo esboçados nesta história os conceitos de duplipensar – que iriam atingir grau máximo em 1984 –, como na máxima: "Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que outros", que talvez seja uma das frases mais famosas da literatura mundial, ao lado das citações shakespearianas "Ser ou não ser, eis a questão" e "Há algo de podre no reino da Dinamarca". A revolução dos bichos, assim como 1984, foi um dos livros mais levados pelos cidadãos brasileiros às urnas na última eleição presidencial, e os motivos são bastante óbvios.
Além do valor indiscutível desta obra, que é leitura obrigatória para estudantes em muitos países do mundo, a edição ganha o reforço luxuoso da narrativa em quadrinhos de Odyr, experiente ilustrador gaúcho de Pelotas que, num belíssimo estilo expressionista em cores brilhantes torna a já poderosa experiência literária ainda mais intensa. O cenário rupestre e a aparente beatitude dos animais da fazenda, dos quais conhecemos bem a mansidão, ganham contornos dramáticos que beiram o insuportável. Talvez se víssemos homens matando-se uns aos outros não percebêssemos o mesmo nível de crueldade. Para quem não leu ainda o livro de Orwell, esta adaptação de Odyr é uma bela introdução, que realmente motiva o leitor a buscar pelo texto original, um efeito raro em outras adaptações.
Se há uma adaptação literária que deveria obrigatoriamente figurar nas bibliotecas escolares, com certeza é esta. Se vai chegar a isso, é um destino que, neste momento, é muito difícil prever. Afinal, discursos contra o autoritarismo não costumam ser muito populares em regimes autoritários. Tomara que eu esteja enganado...

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

O talismã escarlate

Está disponível para leitura e download gratuito o Guia de Episódios de O talismã escarlate, série de animação de Milan Matra pelo Estúdio Zexcs, exibida originalmente no Japão em 2010.
Conta a história de um adolescente que recebe a revelação de que é herdeiro de uma tradição familiar tenebrosa: matar monstros mitológicos. Como está despreparado e vulnerável à vingança dos monstros que estão a sua caça, contará com um espírito protetor mas, será o bastante?
O Guia é escrito e publicado por Miguel Carqueija, fã carioca de anime e mangá que tem realizado nos últimos anos um consistente trabalho de registro desse tipo de produção artística.
Clique aqui para acessar o Guia, apresentado em forma de arquivo de texto.

Mafagafo 2 - 3 de 4

Está disponível o terceiro fascículo da segunda edição da revista eletrônica Mafagafo, organizada por Jana Bianchi, com folhetins de ficção fantástica brasileira apresentados em episódios.
A edição tem 148 páginas e traz a sequência dos contos de Lauro Kociuba, Isa Propero, Michel Peres, Sergio Motta, Anna Fagundes Martino, Marcos Berto, Dante Luiz e Ana Rüsche. Também traz ficções-relâmpago de Daniel Grimoni, Santiago Santos, Thiago d'Evecque, Victor F. Miranda, Luis Felipe R. T. Barbosa, Emily de Moura, Basílio Belda, Ana Cristina Rodrigues e Camila Loricchio. Ilustrações de autores diversos embelezam a publicação e a capa é de Giovanna Cianelli.
A revista pode ser baixada gratuitamente aqui nos formatos mobi, epub e pdf, bastando compartilhar um post nas redes sociais. As edições anteriores também estão disponíveis.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Velta 45 anos: Tomo III

Está circulando o terceiro número do fanzine Velta, comemorativo aos 45 anos da personagem criada pelo paraibano Emir Ribeiro. A edição recupera uma história antiga, primeiro publicada também na edição comemorativa aos dez anos da personagem em 1983, um dos primeiros fanzines que adquiri. A história publicada é "Invasão", tem roteiro e desenhos de Ribeiro e co-artefinal de Deodato Filho, então um jovem aprendiz que mais tarde se tornaria o superstar Mike Deodato. Também traz a hq "A chegada de Myra", história alternativa do tipo "o que aconteceria se", com uma Velta afrodescendente.
A edição tem 52 páginas, capa em cartão laminado e é uma edição da Atomic Editora.