segunda-feira, 20 de novembro de 2017

O castelo dos homens mecânicos

Está disponível a aventura de ficção científica O castelo dos homens mecânicos, quarta parte da série Liga Mundial, que já conta com os volumes O fantasma do apito, O clube da Luluzinha e O olho mortal.
Dessa vez, as estudantes Fátima, Andréia e Carol, acompanhadas da detetive vidente Irina, seguem num dirigível rumo ao castelo do vilão Conde Bruxelas, nos Alpes, para o que pode vir a ser um confronto definitivo.
Escrita por Miguel Carqueija e Melanie Evarino, a novela tem prefácios de Cesar Silva e Chico Martellini, e um posfácio de Ronald Rahal.
O arquivo, em formato de texto, pode ser baixado gratuitamente aqui.

Mitografias

Está circulando a antologia Mitografias, Volume 1: Mitos modernos, seleta de contos de fantasia organizada por Andriolli Costa, Leonardo Tremeschin e Lucas Rafael Ferraz. São 14 contos que revisitam mitologias do mundo todo nos dias de hoje, com textos de Alessandra Barcelar, Ana Lúcia Merege, Andriolli Costa, Bruno Leandro, Cassiano Rodka, Isa Prospero, Janayna Bianchi, Leonardo Tremeschin, Lucas Ferraz, Michel Peres, Paulo Teixeira, Rodrigo Rahmati, Romeu Martins e Saulo Moraes.
O volume é gratuito e está disponível aqui nas extensões pdf, epub e mobi.

Trasgo 16

Está disponível o número 16 da revista eletrônica Trasgo, editada por Rodrigo van Kampen, totalmente dedicada à produção nacional de ficção fantástica.
A edição, que tem 104 páginas em sua versão pdf, traz contos e novelas de ficção científica, fantasia e terror escritos por Sandro G. Moura, Anna Fagundes Martino, Bruna Nora, Carolina Menegotto, Leonardo Maran Neiva, Vimala Ananda Jay, além de uma galeria com ilustrações de Jean Milezzi, que também assina a capa. Todos os artistas publicados são entrevistados na edição.
Trasgo pode ser lida e baixada aqui, nos formatos epub, mobi e pdf, bastando para isso compartilhar a informação nas redes sociais. Edições anteriores também estão disponíveis.
Trasgo aceita submissões e os trabalhos publicados são remunerados.

Horror tem fanzines e evento em Sampa

Estão circulando novas edições dos fanzines de horror Astaroth e Boca do Inferno, editados por Renato Rosatti, ambos divulgando o IV Festival Boca do Inferno que acontecerá em São Paulo nos dias 25 e 26 de novembro.
Astaroth 69 tem duas páginas com um único artigo sobre o filme Os mortos falam (The devil commands, 1941) e o cartaz do evento, enquanto Boca do Inferno 16 - representante do saite homônimo editado por Marcelo Milici - traz em suas duas páginas a programação completa do Festival.
Os fanzines têm edições impressas distribuídas gratuitamente em eventos, mas cópias em pdf podem ser solicitadas através do email renatorosatti@yahoo.com.br.
Mais informações sobre o IV Festival Boca do Inferno podem ser obtidas no saite oficial, aqui.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Honey Bel na mão

Miguel Carqueija avisa:
"As aventuras de Honey Bel será lançada no próximo sábado, dia 11 de novembro, a partir das 15 horas, na Papelaria Áurea, situada na Rua Barata Ribeiro, 645, em Copacabana, Rio de Janeiro. Todos estão convidados."
A novela, uma ficção científica humorística anunciada aqui há poucos dias, é a primeira publicação sob a chancela do selo Electron, de propriedade do autor, com apoio das Edições Hiperespaço.

domingo, 5 de novembro de 2017

Múltiplo 13

Está circulando o número 13 do fanzine virtual de quadrinhos Múltiplo, editado por André Carim.
A edição, comemorativa ao primeiro ano de publicação, tem 204 páginas e destaca o trabalho dos quadrinhistas Watson Portela e Mácio Sennes Pereira, que são entrevistados pelo editor. Traz também artigos assinados por Mylle Silva, Ágata Desmond, Beralto e do editor. Contudo, o que realmente empolga é a grande quantidade de quadrinhos nos mais variados estilos, assinados por diversos artistas: Rudy Soares, Claudiney Dias, Adauto Silva, Glauco Grayn, Lafaiete C. N., Elinaudo Barbosa, Marcos Gratão, Alcivan Gameleira, Chagas Lima, Maurício Rosélli Augusto, Dinho Monteiro, Marcelo Tibúrcio Vanni, Edgard Guimarães, Edgar Franco, Flávio Calazans, Josi OM, Paulo José e Omar Viñole. Ilustrações avulsas completam a edição. A capa traz uma arte de Laudo Ferreira Jr.
A publicação pode ser lida online ou baixada gratuitamente aqui. Edições anteriores também estão disponíveis. O zine também podem ser encomendado em formato impresso, aqui.

Limbographia

Os anos 1980-1990 foram era dourada da ficção fantástica brasileira. Um período romântico e idealista, de teses apaixonadas e debates ferozes, quando os gêneros obtiveram um desenvolvimento conceitual de tal monta que as obras daquela época chegaram a ser classificadas como "alta literatura" por especialistas mais recentes. Sem dúvida que é um exagero mas, de fato, havia na ficção daquele tempo um vigor e uma personalidade tão fortes que estabeleceram uma identidade para a fc&f nacional. Entre os autores desse período, nenhum foi mais festejado que Roberto Schima. O artista teve uma produção robusta e reconhecida não só pelos fãs, mas também por especialistas, sendo o maior vencedor do Prêmio Nova - o mais importante prêmio do gênero no país -, e não apenas como autor, mas também como ilustrador. Também foi o grande vencedor do concurso de contos Jerônimo Monteiro, promovido pela revista Isaac Asimov Magazine em 1991.
Apesar disso tudo, Schima teve apenas um único livro solo publicado (Pequenas portas do eu, Scortecci, 1987). A maior parte de sua produção ficou restrita aos fanzines, que desapareceram na virada do século, assim como o autor, que se afastou do campo por muitos anos.
Mas como quem é vivo sempre aparece, os antológicos contos de Roberto Schima estão novamente disponíveis na coletânea Limbographia, organizada pelo autor. Anteriormente publicada pela AgBooks, o livro chega agora em edição luxuosa pela plataforma Clube de Autores. São 20 contos de ficção científica e fantasia, entre os quais o premiado "Como a neve de maio", vencedora do já citado Prêmio Jerônimo Monteiro. Ilustrações do autor também valorizam a edição, que tem capa dura e 578 páginas em papel couchê.
O preço do volume é salgado, mas Shima é, sem qualquer dúvida, um autor que merece o investimento.

Resenha: O bazar dos sonhos ruins

O bazar dos sonhos ruins (The bazaar of bad dreams), Stephen King. 528 páginas. Tradução de Regiane Winarski. Editora Companhia das Letras, selo Suma das Letras, São Paulo, 2017.

Stephen King é provavelmente o autor mais presente na minha vida de leitor. Desde minha juventude tenho acompanhado sua obra e é interessante observar como ele tem se tornado um autor cada vez mais mainstream sem perder o apelo de uma ficção fantástica, mesmo quando não tem nada de fantasiosa. Esse caráter já pode ser claramente percebido no coletânea Escuridão total sem estrelas, resenhada aqui, mas fica ainda mais evidente na nova coletânea O bazar dos sonhos ruins, publicada em 2017 pela editora Companhia das Letras no selo Suma das Letras.
Diferente da coletânea anterior, formada principalmente por novelas, esta é mesmo uma seleção de contos, com vinte textos distribuídos em suas 528 páginas.
Os momentos mais expressivos do autor neste volume são justamente os contos não fantásticos, que demonstram que King tornou-se um sensível cronista da América decadente.
Não comentarei todos eles, pois isso tornaria a leitura desta resenha um tanto enfadonha - uma vez que não tenho, nem de longe, a habilidade do mestre para entreter o leitor. Então, falarei sobre aqueles que mais me empolgaram, embora nenhum texto da seleta possa ser classificado abaixo de bom. De fato, a maior parte está entre muito bom e excelente, com picos de excepcionalidade, que serão aqueles que vou comentar.
"Batman e Robin têm uma discussão" é uma pequena obra prima. Apesar do título, não tem nada a ver com quadrinhos e os personagens do título não aparecem na história, que conta sobre um almoço entre pai e filho num restaurante. Nada muito especial, exceto pelo fato de que o pai sofre de alzheimer, e este pequeno ritual, repetido semanalmente, é um momento de extrema ternura entre ambos. Contudo, ao retornar para a casa de repouso onde o pai vive, algo ruim acontece e a ficção vai assumir um caráter imprevisivelmente realista.
"Ur" conta uma história com a qual qualquer leitor moderno vai se identificar. Um professor de literatura algo tecnofóbico, num momento de indignação extrema depois de uma discussão com a namorada que o acusa de ser quadrado, resolve comprar um kindle, o leitor de ebooks da Amazon. Contudo, o aparelho que é entregue em sua casa algumas horas depois não é exatamente o que nós conhecemos como um kindle. É igual na forma e na operacionalidade, mas além de uma cor rosa absurda, tem um ícone a mais no menu que dá ao seu usuário acesso a livros que nunca foram escritos - pelo menso não na nossa realidade.
"Blockade Billy" tem aquele delicioso formato de alguém que conta um causo. Trata-se de uma história de esporte, sobre beisebol, um jogo com os qual os brasileiros, com raras exceções, não têm nenhuma empatia. Contudo, o que acontece dentro das "quatro linhas" - ou do diamante, com diriam os fãs de beisebol - não é diferente do que acontece em qualquer outro esporte coletivo: vitórias, derrotas, camaradagem, antagonismos, violência acidental ou não, juizes parciais, angústias e alegrias, é isso que faz com que quem gosta de algum esporte, mesmo não sendo o beisebol, curta a história. Trata-se do surgimento de um novo craque que vai levar o time a um patamar inédito de conquistas. Mas, sabendo quem é o autor da história, dá para imaginar que não há apenas glória e ouro no fim do arco-íris.
Em "Mr. Delícia" o elemento fantástico está presente, mas é tão impreciso que poderia ser classificada como uma história realista. Estamos mais uma vez entre gente idosa numa casa de repouso. Entre eles, dois amigos compartilham a montagem de um quebra-cabeças. Um deles conta ao outro sobre Mr. Delícia, alguém que ele conheceu quando era muito jovem e aparentemente está de volta a sua vida.
"Trovão de verão" é o texto que fecha a coletânea, um conto pós-holocausto de extrema delicadeza. Não há zumbis, nem canibais, nem correrias, nem explosões. A frase "o mundo não acaba numa explosão, mas num suspiro", poderia ser usada aqui mas, de fato, o mundo acaba mesmo é com um trovão em pleno verão.
além dessas excelentes histórias, a coletânea tem muito mais a oferecer, um carro antropófago, uma duna que revela quem vai morrer, o que há depois da morte, um exorcismo bastante assustador, uma desconfortável história sobre obituários, uma corrida armamentista, um demônio em forma de menino, e pelo menos dois poemas, que é uma raridade na obra do mestre do horror.
Cada conto vem precedido de uma contextualização feita pelo autor, que revela detalhes de sua concepção e desenvolvimento, muito interessantes e efetivamente úteis para a leitura.
O bazar dos sonhos ruins é um grande livro que prova que Stephen King continua sendo um ótimo contista. Com e sem fantasia.

QI 147

Está circulando o número 147 do fanzine Quadrinhos Independentes-QI, editado por Edgard Guimarães, dedicado ao estudo dos quadrinhos destacando a produção independente e os fanzines brasileiros.
A edição tem 32 páginas e traz os artigos "Poe e Verne em quadrinhos", de Lio Guyerra Bocorny, "Príncipe Valente copiado" e "Ted Osborne faz graça" de Guimarães, quadrinhos de Chagas Lima e do editor, e as colunas "Mantendo contato", "Fórum" e "Edições independentes" divulgando os lançamentos de fanzines do bimestre. A capa tem uma ilustração do editor, com detalhe colorido à mão.
Junto à edição, os assinantes recebem dois brindes especiais: o fascículo Artigos sobre histórias em quadrinhos 8: Os três cães mais famosos do cinema, de Carlos Gonçalves, 12 páginas fartamente ilustradas com o histórico sobre Lassie, Rintintin e Strongheart; e o volumoso Pequena biblioteca sobre histórias em quadrinhos 4: Alguns heróis brasileiros dos quadrinhos, que reúne uma série de artigos publicados no QI ao longo de cinco anos, uma verdadeira enciclopédia com artigos históricos sobre 24 heróis brasileiros. O miolo tem 78 páginas em preto e branco, e acompanham quatro lâminas que reproduzem em cores as ilustrações de Marcos Fabiano Lopes fez para a série, em um estilo caricato que criou identidade no fanzine.
O QI é distribuído exclusivamente por assinatura, mas sua versão digital estará disponível em breve no saite da editora Marca de Fantasia, aqui. Edições anteriores, assim como seus suplementos, também estão disponíveis. Mais informações com o editor pelo email edgard.faria.guimaraes@gmail.com.

Honey Bel na Electron

O escritor carioca Miguel Carqueija há algum tempo tem se dedicado à tarefa de editar ele mesmo os seus escritos. A maior parte dessa produção tem sido disponibilizada pelo autor em forma digital em diversos saites de autoedição, mas Carqueija decidiu dar um novo e ousado passo em sua carreira criando um selo próprio, através do qual pretende publicar livros impressos, ainda que confeccionados artesanalmente.
O selo foi batizado de Edições Electron e a primeira publicação sob essa chancela é a novela de ficção científica humorística As aventuras de Honey Bel, que teve edição virtual anterior, mas faz agora sua estreia em formato real. Com prefácio de Francisco Martinelli, conta a história de Honey Bel, garota romântica, desastrada e biruta que, num futuro distante, tenta a sorte como vendedora na Terra II, mas seu sonho é encontrar um Príncipe Encantado. O acaso a joga num roubo audacioso e agentes da Cosmopol – a Interpol do futuro – e Honey decide se tornar uma agente secreta.
A edição é impressa digitalmente, tem 64 páginas, formato 10,5 x 21cm e capa em cores. Carqueija já teve publicações anteriores em formato similar, pelos selos editoriais Scarium e Hiperespaço, sendo que este lhe prestou assessoria nesta nova fase; não é um salto no vazio, portanto. O autor tem experiência com venda direta e podemos esperar mais títulos no futuro.
Mais informações sobre como e onde adquirir o livro com o autor, pelo email mcarqueija@gmail.com.

domingo, 29 de outubro de 2017

Douglas Quinta Reis (1954-2017)

Se há uma coisa que não gosto de escrever são obituários, que adio o máximo que posso. Fica ainda mais difícil quando se trata de uma pessoa é próxima, como é o caso. Mas não posso me furtar a testemunhar aqui o passamento de Douglas Quinta Reis que, por muitos anos, foi o meu principal editor.
Reis foi um dos fundadores da Devir Livraria que, ao longo dos anos 1980, montou um esquema próprio de distribuição de revistas importadas, para o qual criou o boletim Recado Devir, fanzine que marcou uma geração de leitores. A Devir também ficou conhecida pela publicação de livros de RPG e card games, jogos que se tornaram grandes coqueluches dos anos 1990. Como se fosse a coisa mais natural do mundo, a Devir também se envolveu com a publicação de quadrinhos de artistas nacionais e estrangeiros - sempre apresentados na forma de álbuns de luxo -, e com a literatura fantástica, para a qual mantinha selos exclusivos para ficção científica, horror e fantasia, de autores brasileiros e estrangeiros, clássicos e modernos. Reis era como um malabarista que mantém muitos pratos girando ao mesmo tempo na ponta de varetas, sem derrubar nenhum e sem perder a classe. O trabalho adiante de todas essas linhas editoriais ao longo dos 30 anos da Devir colaborou decisivamente para estabelecer no Brasil um segmento hoje muito disputado, o da chamada cultura geek.
Conheci Reis em 1995 quando me lancei a tarefa de realizar a primeira de quatro convenções anuais de horror, as HorrorCons. Logo de cara, e com toda boa vontade e gentileza que sempre o caracterizaram, Reis se aproximou do evento, patrocinou cartazes de divulgação e esteve presente em todas elas. Mais tarde, acolheu a publicação do meu Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica, do qual publicou cinco edições, sem falar em vários outros projetos dos quais participei direta e indiretamente. Neste momento estávamos envolvidos na preparação de uma antologia de contos de horror, que organizei ao lado de Marcello Simão Branco - que também foi meu parceiro nas HorrorCons e no Anuário -, e estávamos em contato quase diário. Foi um choque receber a notícia de sua morte repentina, vitimado por um ataque cardíaco fulminante na noite de 12 de outubro. Até porque Reis não tinha histórico algum, era jovem e ativo. Divertido, bem informado e sempre pronto para um bom papo - sem falar nas lições sobre edição que passava naturalmente durante as conversas - era um prazer compartilhar sua presença.
Seu corpo foi velado e enterrado no dia 14 de outubro no Cemitério da Quarta Parada, em São Paulo.
A Devir continua e torcemos por seu sucesso, mas por certo que não será a mesma sem a presença de Douglas Quinta Reis. Não há dúvida que testemunhamos aqui o fim de uma era.

Juvenatrix 190

Está circulando a edição de outubro do fanzine eletrônico de horror e ficção científica Juvenatrix editado por Renato Rosatti.
Em suas 18 páginas, traz conto de Fernando Sorrentino e resenhas aos filmes Blade runner: O caçador de andróides (1982), Ataque alienígena (Alien attack, 1976), La maldición de la bestia (1975), A maldição de Zachary (Slime City, 1988), Possessão (Witchboard III: The possession, 1995) e Terror mortal (Deadly strangers, 1975).
Divulgação e curiosidades sobre fanzines, livros, filmes e bandas independentes de rock extremo complementam a edição. A capa traz uma ilustração de Angelo Júnior.
Para solicitar uma cópia em formato pdf, envie e-mail para renatorosatti@yahoo.com.br.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Max Mallmann (1968-2016)

No dia 4 de novembro de 2016, aos 48 anos, perdemos o escritor e roteirista brasileiro Max Mallmann Souto-Pereira, uma das gratas revelações do final da Segunda Onda da ficção científica brasileira.
Mallmann era gaúcho de Porto Alegre e estreou em 1989 com o livro de realismo fantástico Confissão do minotauro, publicado pelo Instituto Estadual do Livro. Seu segundo romance foi o vencedor do Prêmio Açorianos Mundo bizarro (1996, editora Mercado Aberto), também na linha do realismo fantástico e com o qual ele foi definitivamente integrado ao fandom nacional da literatura de gênero.
No final dos anos 1990, Mallman iniciou seu trabalho como roteirista na TV Globo, onde atuou  em importantes seriados e novelas, tais como Malhação, A grande família e Carga pesada, mas não abandonou o ofício de escritor. Em 2000 publicou pela editora Rocco a novela Síndrome de quimera, finalista do Prêmio Jabuti e ganhadora do Prêmio Argos. Seus livros seguintes, também pela Rocco,  foram Zigurate: Uma fábula babélica (2003) e a ficção histórica  O centésimo de Roma (2010), e sua sequência, As mil mortes de César (2014). Seu último trabalho publicado foi Tomai e bebei, uma pequena novela sobre vampiros lançada em 2015 pela editora Aquario.
Dono de uma prosa agradável e divertida, Mallmann não abria mão do humor e da ironia em doses generosas, que eram também características de seu comportamento social, sendo assim um autor querido por seus colegas e leitores.
Sua morte foi decorrência do agravamento de um câncer de pulmão com o qual lutava desde 2015. O corpo foi cremado no Memorial do Carmo, no Rio de Janeiro, e as cinzas levadas para sua cidade natal.


Mustafá Ali Kanso (1960-2017)

Uma grande perda para a ficção científica brasileira: deixou-nos em 26 de junho último, aos 57 anos, o escritor curitibano Mustafá ibn Ali Kanso.
Bacharel em Química e Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Kanso teve uma carreira breve nas letras fantásticas, contudo produtiva e bem avaliada. Suas primeiras contribuições surgiram no início do século, durante as oficinas de escrita criativa ministradas na capital paranaense pelo saudoso escritor André Carneiro, que foi seu grande mentor. Após a morte do mestre em 2014, Kanso assumiu a direção da atividade.
O autor conviveu com grandes nomes do gênero e com eles compartilhou várias antologias: Futuro presente (2009, Record), organizada por Nelson de Oliveira, Contos imediatos (2009, Terracota), Proibido ler de gravata (2010, Multifoco), Sagas: Odisseia espacial (2012, Argonautas), Estranhas histórias de seres normais (2015, Illuminata) e Possessão alienígena (2017, Devir), além de algumas edições do Projeto Portal, organizadas e editadas por Luiz Brás em 2009 e 2010.
Seus livros solo foram a coletânea A cor da tempestade (2011, Multifoco) e o romance O mesmo sol que rompe os céus (2016, Fragmentos).
Vítima de um ataque cardíaco fulminante, seu passamento repentino e precoce surpreendeu todo fandom nacional de literatura fantástica. O corpo foi cremado no Crematório Vaticano, em Curitiba.

Conexão Literatura 28

Está circulando o número 27 da revista eletrônica Conexão Literatura, editada por Ademir Pascale pela Fábrica de Ebooks.
A edição de 40 páginas destaca, mais uma vez, a obra do escritor americano Edgar Allan Poe (1809-1849), desta feita analisando a influência do autor nas mídias modernas. Nas entrevistas, que sempre recheiam as edições, o editor Gustavo Drago (Drago Editorial) e as escritoras Marli Freitas (666 sinais), Renata Souza (Nova chance para o amor) e Valquíria Carroze (Mario, o modernista a caráter). Ficção de Míriam Santiago e do editor, quadrinho de Pascale e Hugo Máximo, e algumas resenhas literárias completam a edição.
A revista é gratuita e pode ser baixada aqui. Edições anteriores também estão disponíveis.

Juvenatrix 189

Está circulando a edição de setembro do fanzine eletrônico de horror e ficção científica Juvenatrix editado por Renato Rosatti.
Em suas 15 páginas, traz resenha ao livro O massacre da serra elétrica: Arquivos sangrentos, de Stefan Jaworzyn, e resenhas aos filmes de cinema Amor satânico (Deadly love, 1987), O endereço do medo (The house that Mary bought, 1995), Mistério no bosque/ Olhos na floresta (The watcher in the woods, 1980), Narco satanico (1968), Superman and the mole-men (1951) e Vingança eterna/A múmia vive (The mummy lives, 1993).
Divulgação e curiosidades sobre fanzines, livros, filmes e bandas independentes de rock extremo complementam a edição. A capa traz uma ilustração da talentosa herdeira Vanessa Rosatti, de apenas 12 anos, já enveredando na tradição familiar.
Para solicitar uma cópia em formato pdf, envie email para renatorosatti@yahoo.com.br.

Múltiplo 12

Está circulando o número 12 do fanzine virtual de quadrinhos Múltiplo, editado por André Carim.
A edição tem 84 páginas e destaca o trabalho do escritor e roteirista Rafael Spaca, que cedeu uma minuciosa entrevista ao editor. A coluna de Ágata Desmond sobre hq nacional lembra Angelo Agostini, Carim resenhas de quadrinhos e fanzines, e participa com roteiros para as hqs publicadas, que também conta com as colaborações de Rodnei Soares, Dinho Monteiro, Watson e Raphael Portela, Glauco Grayn Torres, Laudo, Bruna Costa,  Maurício Rosélli Augusto, Josi OM e Omar Viñole. Ilustrações avulsas completam a edição. A capa traz uma arte de Carlos Brandino.
A publicação pode ser lida online ou baixada gratuitamente aqui. Edições anteriores também estão disponíveis. O zine também podem ser encomendado em formato impresso, aqui.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Terra da noite

A editora Clock Tower abre nesta sexta feita, 29 de setembro, às 20 horas, em transmissão ao vivo pelo Youtube, as vendas antecipadas para a coletânea A terra da noite, do clássico autor americano William Hope Hodgson (1877-1918), mais conhecido por sua famosa e assustadora novela A casa sobre o abismo.
As vendas serão realizadas através do site da editora, mas o endereço da Live será divulgado exatamente às 20 horas na sua fanpage, aqui. Para participar, é necessário ter um e-mail do Gmail e estar logado.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Filamentos iridescentes

Tibor Moricz, um dos mais importantes autores da terceira onda da ficção científica brasileira, está republicando em ebook os seus trabalhos esgotados. Depois de relançar o romance Síndrome de cérbero (2007, JR) e o fix-up Fome (2008, Tarja), Moricz lança agora a coletânea pela Filamentos iridescentes, com onze textos primeira vez reunidos num único volume. "Os melhores, creio, que escrevi nos últimos anos", diz o autor.
O texto de divulgação diz: "uma seleção de contos que o levará do espaço sideral a futuros distópicos, do terror ao humor, do degenerado ao instigante, ao inquietante, ao revoltante".
O pequeno conto que dá nome ao volume foi escrito há cerca de dez anos para um concurso na comunidade autores de fc da extinta rede social Orkut, e acabou escolhido como o melhor do certame pelos seus pares, o que é uma recomendação e tanto.
Os demais textos selecionados pelo autor são "Ma chérie", "Do humans dream of other realities?", "As mandrágoras", "Eu te amo, papai", "Eu sou foda, cara!", "Cibermetarealidade", "Recomeços", "Boneca Denden, feliz que a tem", "Grande G" e "Variável de imponderabilidade".
O livro está disponível aqui apenas no formato ebook para Kindle mas, com o uso de aplicativos adequados, é possível ler o arquivo em outros dispositivos.

Erva venenosa

No início do século, o escritor Rogério Amaral de Vasconcellos esteve adiante do ambicioso projeto SLEV, uma coleção de mais de meia centena de ebooks de autores diversos trabalhando em um mesmo universo compartilhado – dos quais foram efetivamente publicados pouco mais de vinte volumes. Após um longo hiato em suas atividades, Vasconcellos retornou ao trabalho através das modernas ferramentas de autopublicação virtual, agora investindo em seus próprios escritos. Seu mais recente lançamento é o romance de Erva venenosa: Um romance apócrifo, que foi selecionado pela Associação Beneficente Professores Públicos Ativos e Inativos-APPAI para a XVIII Bienal Internacional do Livro, realizada no Rio de Janeiro.
O livro, que tem elementos de ficção científica, conta a história de uma jovem amargurada que não aceita a morte do pai e se entrega ao vício e ao namorado delinquente. Para preservar a vida da mãe, aceita ser levada para o cativeiro da facção criminosa da qual ele faz parte, mas dessa forma acaba envolvida numa verdadeira guerra de gangues.
Apesar da existência virtual do volume, o autor compareceu ao evento para divulgar a edição, uma situação que renderia um bom conto de fc há não muito tempo. O ebook está disponível aqui, mas é possível obter cópias impressas na versão estrangeira do saite.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Fanzine Ilustrado 4

Está circulando o número 4 do Fanzine Ilustrado, editado por André Carim.
A publicação de 192 páginas destaca o trabalho de Flavio Calazans, com muitas hqs e ilustrações desse conhecido fanzineiro e acadêmico, sempre lembrado quando se trata de levantar a memória dos quadrinhos alternativos no Brasil.
A edição conta ainda com prefácio de Edgard Guimarães, posfácio de André Carim, depoimento de Lafaiete Nascimento e contribuições de Bira Dantas, Marcos Gratão e Clodoaldo Cruz. Traz ainda uma biografia de Calazans escrita por sua esposa Ivany Sevarolli.
A edição pode ser baixada gratuitamente aqui, e a versão impressa está disponível no Clube de Autores.

Conexão Literatura 27

Está circulando o número 27 da revista eletrônica Conexão Literatura, editada por Ademir Pascale pela Fábrica de Ebooks.
A edição de 45 páginas destaca entrevistas com a atriz e poetiza Elisa Lucinda (Vozes guardadas), o famigerado "Menino do Acre" Bruno Borges (TAC), e também com os escritores Gi Lobato (Perdidamente), Junior Salvador (As luzes do arrebal), Lauren Blakely (Big rock) e Anis Nacfur Júnior (Início de hoje). Ficção de Raphael Albuquerque e algumas resenhas literárias completam a edição.
A revista é gratuita e pode ser baixada aqui. Edições anteriores também estão disponíveis.

Juvenatrix 188

Está circulando a edição de agosto do fanzine eletrônico de horror e ficção científica Juvenatrix editado por Renato Rosatti.
Em suas 25 páginas, traz contos de Angelo Júnior, Caio Alexandre Bezarias e Miguel Carqueija, resenha à antologia de ensaios Medo de palhaço, organizada por Marcelo Milici, e aos filmes de cinema Ao cair da noite (It comes at night, 2017), O ataque do tubarão de 5 cabeças (5-headed shark attack, 2017), As condenadas (L´ultima orgia del III Reich, 1977), El caminante (The traveller, 1979), Maciste no inferno (Maciste all´inferno, 1962) e Os mortos falam (The devil commands, 1941). Divulgação e curiosidades sobre fanzines, livros, filmes e bandas independentes de rock extremo complementam a edição. A capa traz uma ilustração de Angelo Junior.
Para solicitar uma cópia em formato pdf, envie email para renatorosatti@yahoo.com.br.

domingo, 27 de agosto de 2017

A fantástica jornada do escritor no Brasil

Há alguns meses, recebi um telefonema da jornalista Katia Regina Souza que queria colher depoimentos sobre minha atividade editorial com ficção fantástica. Tinha ficado com a impressão que era para um artigo de algum jornal de Porto Alegre, que é a terra da jornalista, por isso fiquei positivamente surpreso quando soube que tratava-se de um trabalho acadêmico sobre o mercado de fc&f no Brasil e que geraria um livro. E fiquei ainda mais impressionado quando um exemplar de A fantástica jornada do escritor no Brasil, publicado pela editora Metamorfose, desembarcou aqui em casa, gentilmente enviado pela autora, a quem agradeço duplamente: pelo volume em si, que é muito bacana, e também porque muitas de minhas falas estão fielmente reproduzidas ali. Mas o significado do livro vai muito além de uma massagem no ego.
Ocorre que o volume é, de fato, um artigo de 178 páginas, cuidadosamente elaborado com detalhes colhidos em dezenas de entrevistas que a autora realizou, ao longo de mais de um ano, com autores e editores de vários regiões do país que atuam no segmento: Ana Cristina Rodrigues, Ana Lúcia Merege, André C. S. Santos, André Vianco, Anna Fagundes Martino, Artur Vecchi, Bárbara Morais, Becca Mackenzie, Camila Fernandes, Camila Guerra, Carlos Orsi, Celly Borges, Cesar Silva, Christopher Kastensmidt, Cirilo Lemos, Clara Madrigano, Claudia Dugim, Clinton Davisson, Cristina Lasaitis, Duda Falcão, Eduardo Kasse, Eduardo Spohr, Eric M. Souza, Eric Novello, Erick Sama, Fábio M. Barreto, Felipe Castilho, FML Pepper, Gianpaolo Celli, Giulia Moon, Helena Gomes, Jana P. Bianchi, Jim Anotsu, Ju Lund, Karen Alvares, Lauro Kociuba, Marcella Rossetti, Marcelo Amado, Marcus Barcelos, Martha Argel, Nikelen Witter, Peterson Rodrigues, R. F. Lucchetti, Regina Drummond, Richard Diegues, Roberta Spindler, Roberto de Sousa Causo, Rodrigo van Kampen, Rosana Rios, Simone O. Marques, Simone Saueressig e Thais Lopes.
As entrevistas foram fragmentadas e suas partes distribuídas ao longo de oito capítulos: "O papel do editor"; "A publicação tradicional"; "A publicação independente"; "Panorama da literatura fantástica brasileira; "O processo criativo"; "Divulgando o trabalho"; "Como sobreviver às críticas negativas" e "O fim da jornada?". O texto é agradável, otimista e com brilho jornalístico, sem o peso que se espera de um texto acadêmico.
Apesar da proposta da autora de produzir um manual para novos autores – confissão expressa na primeira orelha –, o resultado é um valioso instantâneo do estado atual da ficção fantástica brasileira, que pode servir como farol para autores e editores em atividade, sejam eles novos ou veteranos. Este é realmente um livro que todos precisam ler.
A fantástica jornada do escritor no Brasil está à venda no saite da Editora Metamorfose. Mais informações podem ser obtidas com a autora, aqui.

Múltiplo 11

Está circulando o número 11 do fanzine virtual de quadrinhos Múltiplo, editado por André Carim.
A edição tem 139 páginas com entrevistas de Bira Dantas e Luiz Gustavo M. Pereira, coluna de Ágata Desmond sobre HQs Nacionais, quadrinhos de Bira Dantas, Aurélio Filho, John Castelhano, André Lima, Francisco A. P. S., André Carim, Laudo Ferreira Jr., Bruna Costa, Dinho Monteiro, Alcivan Gameleira, Marc Oliver, Rodrigo Fernandes, Míbio Vinícius, A. Gameleira, Antonieto, Max Piaga, Glauco Torres, Maurício Rosélli Augusto, Josi OM, Edvaldo Cardozo e Lancelott Martins.
Completam a edição, ilustrações avulsas, divulgação de fanzines e cartas dos leitores. A capa traz uma arte de Bira Dantas.
A publicação pode ser lida online ou baixada gratuitamente aqui. Edições anteriores também estão disponíveis. O zine também podem ser encomendado em formato impresso, aqui.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Almanaque da Arte Fantástica Brasileira 2016

Está disponível aqui, para leitura e download gratuitos, a lista de lançamentos e relançamentos literários de fantasia, fc e horror no Brasil em 2016, que é um suplemento do blogue Almanaque da Arte Fantástica Brasileira.
Há alguns meses, publiquei aqui um estudo elaborado como tarefa acadêmica no curso Bacharelado de Ciências e Humanidades da Universidade Federal do ABC, com algumas conclusões estatísticas sobre essa lista. Contudo, como prossigo com a pesquisa dos títulos até mais ou menos o meio do ano, foram acrescentados títulos à relação que serviu de base ao estudo e alguns números foram ligeiramente ampliados, mas não em quantidade que desqualifique as conclusões obtidas nele. Também publiquei aqui, no início deste ano, um artigo comentando os títulos que considero mais relevantes dessa produção. Ambos merecem a leitura de quem tiver interesse pelo assunto, então agora vou apenas comparar os números finais de 2016 com os de 2015, cuja relação também está disponível aqui.
Foi interessante observar que, apesar da crise moral, política e financeira que assola o país, o campo da literatura fantástica brasileira cresceu. Isso não é incomum. Em tempos de crise, a busca pelo gênero fantástico – dito escapista – tende a aumentar. E, desta vez, o fenômeno não ficou restrito às mídias audiovisuais e chegou também aos livros.
No total, foram publicados em 2016, 321 títulos de autores brasileiros, contra 282 em 2015, um crescimento até bastante razoável. A fantasia segue sendo o gênero mais praticado, com a fc em segundo e o horror em terceiro, e os três gêneros apresentaram crescimento em relação a 2015. Na categoria romance, por exemplo, a fantasia subiu de 105 para 142 títulos, a fc foi de 49 para 53, e o horror, de 37 para 43.
No que se refere a ficção traduzida, os números caíram: foram publicados 339 livros em 2016 contra 414 em 2015. Ainda que a fantasia também predomine aqui, sofreu uma redução de 129 para 93 títulos publicados na categoria romance. Também a fc caiu de 140 para 127, e o horror, de 50 para 32, nessa categoria.
Isso leva a crer que a crise está ajudando os autores locais a obterem espaço, embora muito desse crescimento seja enganoso em termos de tiragem absoluta: os livros de autores nacionais continuam a ser muito menos distribuídos que dos estrangeiros e são poucos os que ganham tiragem superior a uma centena de unidades. Por isso, a plataforma virtual tem sido cada vez mais utilizada pelos autores e até algumas editoras.
As ferramentas tecnológicas vieram para ficar, assim como a globalização. Se isso é bom, ainda não é possível saber. É cada vez mais difícil fazer este levantamento devido a miríade de nanoeditoras atuando no mercado. A quantidade de títulos aumenta, mas decerto que o público não inflaciona na mesma medida. E com mais autores disputando o mesmo mercado restrito, favorece-se o seletivismo, que eleva a qualidade a médio prazo. O que não deixa de ser interessante. 

QI 146

Está circulando o número 146 do fanzine Quadrinhos Independentes-QI, editado por Edgard Guimarães, dedicado ao estudo dos quadrinhos destacando a produção independente e os fanzines brasileiros.
A edição tem 36 páginas e traz os artigos "O Anchieta de Colin" e "Os 'sobrinhos' de Mickey", ambos de autoria do editor, "Qual o primeiro Tarzan dos quadrinhos?", por Francisco Dourado, "O Brasil no cinema em 2017, por Lio Guerra Bocorny e "Zorro era maçon?", por E. Figueiredo; quadrinhos de Julie Albuquerque e de Guimarães, além das colunas "Mantendo contato", "Fórum" e "Edições independentes" divulgando os lançamentos de fanzines do bimestre. A capa tem uma ilustração do editor, com detalhes coloridos à mão.
Junto à edição, os assinantes recebem Artigos sobre histórias em quadrinhos 7: O Pequeno Xerife - Xuxá, fascículo de 12 páginas com um estudo de autoria Carlos Gonçalves, fartamente ilustrado, que levanta a bibliografia desses dois personagens clássicos dos quadrinhos italianos, que também tiveram edição no Brasil.
O QI é distribuído exclusivamente por assinatura, mas sua versão digital estará disponível em breve no saite da editora Marca de Fantasia, aqui. Edições anteriores, assim como seus suplementos, também estão disponíveis. Mais informações com o editor pelo email edgard.faria.guimaraes@gmail.com.

domingo, 20 de agosto de 2017

Adriana, a Agente Laranja

André Carim, editor dos fanzines Múltiplo e Ilustrado, acaba de lançar mais um título. Trata-se de Adriana, a Agente Laranja, personagem criada pelo editor que tem assim sua estreia nas histórias em quadrinhos.
A ideia do autor é interessante. Como ele é roteirista e não desenha, convidou diversos ilustradores amigos para darem suas versões à personagem, que é uma investigadora policial ao estilo Modest Blaise, com toda a sensualidade dessa conhecida personagem. Ainda que não seja uma ideia absolutamente original - outros artistas brasileiros já exploraram o tema - o mosaico construído pelos artistas convidados abriu um leque de possibilidades, algumas bastante interessantes, indo de histórias de mistério policial ao horror metafísico, passando inclusive pelo humor e a sátira política. A maior parte dos roteiros são do próprio Carim, mas alguns dos convidados também colaboraram nessa função. São eles: Laudo Ferreira, Rafael Portela, Marck Ferreira, Marcos Gratão, Glauco Torres Grayn, Carlos Rodriggs, Lancelott Martins, Rodinei Soares, Victoria Medeiros, Bira Dantas, Evandro Luiz, Rogério Rocha, Wagner Nyhyw e Airton Marcelino. Outro expressivo grupo de artistas contribuiu com pinups e em funções técnicas como letreiramento e colorização das histórias: Marcos Freitas, Bruna Costa, Anne Venditti, Nei Lima, Marco Aurelio Azevedo Santiago, Omar Viñole, Priscila Ramos, Alberto de Souza Beralto, Moisés Gonçalves, Paulo Lima, Gisela Pizzatto, Cayman Moreira, Silmar Oliveira, Kleber Lira, Claudiney Dias, Clodoaldo Cruz, Eduardo Souza, Carlos Brandino, Mozart Couto e Aurelio Gomes Albuquerque Filho. Como se vê, um resultado efetivo e muito variado que certamente vai agradar o leitor.
A versão digital da revista pode ser baixada gratuitamente aqui. Versões impressas podem ser encomendadas no saite Clube de Autores.

A canção do Cão Negro

Cão Negro, guerreiro bárbaro criado por César Alcázar, que já teve alguns contos publicados pela editora Argonautas e um álbum em quadrinhos em 2016 pela Editora Avec, ganha sua segunda adaptação para a Nona Arte: Contos do Cão Negro, Volume 2: A canção do Cão Negro, também pela Avec.
A aventura, de muita ação, violência e magia, remete às as histórias de Robert E. Howard, autor do famigerado Conan, o bárbaro, ambas influências decisivas na arte de Alcázar que é fã confesso da literatura Weird. Os desenhos elegantes estão a cargo de Fred Rubim.
Diz a divulgação: "Um ano após derrotar o viking Ild Vuur e um monstro de eras imemoriais, Anrath, o Cão Negro agora comanda seu próprio navio. Ao lado de Aella, a guerreira, e Rorik, o gigante saxão, ele embarca em uma missão perigosa na Islândia, que irá resultar em um novo confronto com saqueadores vikings. Porém, esta batalha acabará colocando Anrath nas garras de uma criatura mitológica sedutora e mortal".
A canção do Cão Negro tem 64 páginas em cores e está disponível na loja online da Avec e na Amazon.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Inktober

Há poucas semanas, aconteceu em São Paulo, mais uma edição do Ugra Fest, uma grande vitrine da cena alternativa editorial dos quadrinhos brasileiros. Contudo, devido a grande procura, muita coisa acabou injustamente de fora do evento, e esta foi uma delas.
Inktober é um fanzine que reúne as 31 ilustrações que o quadrinhista Gilberto Queiroz produziu para o programa internacional homônimo, criado por Jake Parker, que propõe aos artistas que façam um desenho diário a nanquim ao longo do mês de outubro e os veicule nas redes sociais.
Inktober tem capa em cores, miolo em preto e branco, e será apresentado em 16 de setembro no HQ Fest Indaiatuba (aliás, um evento a ser conferido).
Outras publicações de Queiroz são a coletânea de histórias curtas Timeless 1 (2013); Timeless Especial (2015), com adaptações de contos de Charles Dickens e Rynaldo Papoy; e O Sétimo Beijo na Boca (2011), de Papoy e Queiroz, inspirado no filme O sétimo selo, de Ingmar Bergman.
As publicações podem ser adquiridas no saite da Queiroz Studio ou através do Clube de Autores.

O olho mortal

"Andréia, Fátima e Carol, em companhia da detetive Irina, chegam à pequena cidade de Lucasville onde finalmente localizam o tenebroso Conde Bruxelas. Entretanto alguém vem no encalço delas: o teimoso detetive Anselmo, desafeto de Irina mas enamorado por Fátima. Anselmo farejou alguma coisa grande e não aceita ser deixado para trás na aventura.
Neste mundo alternativo e de tecnologia menos avançada, sociedades secretas, como a Liga Mundial e a Rede, disputam o controle da sociedade. Irina faz parte, secretamente, da Liga Mundial, e Bruxelas é membro da Rede. Os dois têm contas a ajustar, mas as três meninas querem apenas justiça".
Este é o texto de apresentação de "O olho mortal", terceira parte da série Liga Mundial, aventura de ficção juvenil de contornos steampunk do escritor carioca Miguel Carqueija. A novela dá continuidade a "O fantasma do apito" e "O Clube da Luluzinha", mas não é inédita: teve uma edição real em 2009 no volume Tempo das caçadoras (Coleção Scarium Fantástica nº4), já esgotado.
O texto, agora disponível em edição virtual do autor pelo saite Recanto das Letras, pode ser lido gratuitamente aqui.

Conexão Literatura 26

Está circulando o número 26 da revista eletrônica Conexão Literatura, editada por Ademir Pascale pela Fábrica de Ebooks.
A edição de 52 páginas entrevista o escritor J. Modesto, autor de livros de horror como Anhangá e Vampiro de Schopenhauer. Traz ainda contos de Edison Roberto Loterio, Míriam Santiago e Mayara Oliveira, crônica de Rafael Botter e entrevistas com os escritores Marco Ribeiro (As lições que aprendemos com os Beatles), Pâmela Bianqui (A legião da batalha de Óregão), Alberto Coutinho (Asthylâ), Maurício R. B. Campos (As crônicas de Sudalbion) e Tarryn Fisher (Louco amor).
A revista é gratuita e pode ser baixada aqui. Edições anteriores também estão disponíveis.

Múltiplo 10

Está circulando o número 10 do fanzine virtual de quadrinhos Múltiplo, editado por André Carim.
A edição tem 132 páginas e destaca as entrevistas com Laudo Ferreira Jr., Lancelott Martins e Julio Shimamoto, artigos sobre Edmundo Rodrigues, por Ágata Desmond, e sobre a profissão de fazer quadrinhos, por Ed Oliver. Nas histórias, Itamar Pessoa, Glauco Torres, André Carim, Laudo, Maurício Rosélli Augusto, Paulo Miguel dos Anjos, Bira Dantas, Aurelio G. A. Filho, tiras e cartuns de Gisela Pizatto e Omar Viñole. Completam a edição, ilustrações avulsas, divulgação de fanzines e cartas dos leitores. A capa traz uma arte de Glauco Torres.
A publicação pode ser lida online ou baixada gratuitamente aqui. Edições anteriores também estão disponíveis. As publicações também podem ser encomendadas em formato impresso no Clube de Autores.

Trasgo 15

Está disponível o número 15 da revista eletrônica Trasgo, editada por Rodrigo van Kampen, totalmente dedicada à produção nacional de ficção fantástica.
A edição, que tem 138 páginas em sua versão pdf, traz contos e novelas de ficção científica, fantasia e terror escritos por Carol Peac, H. Puey, Ricardo Santos, Nikelen Witter, Thiago Lee e Thiago Loriggio além de uma galeria com ilustrações de Jéssica Lang, que também assina a capa. Todos os artistas publicados são entrevistados na edição.
A revista pode ser lida e baixada aqui, nos formatos epub, mobi e pdf, bastando para isso compartilhar a informação nas redes sociais. Edições anteriores também estão disponíveis.
Trasgo aceita submissões e os trabalhos publicados são remunerados.

terça-feira, 25 de julho de 2017

O guarani

O Barão de Itararé diria que de onde menos se espera é que não sai nada mesmo. Mas, outro velho ditado diz que mesmo um relógio parado está certo duas vezes por dia. Então, temos que registrar este evento importante justamente neste momento em que se discute tão pessimistamente o valor das instituições nacionais.
A Edições do Senado Federal, que em 2013 já havia publicado os valiosos volumes Memórias d'O Tico-Tico e As aventura de Nhô-Quim & Zé Caipora - Os primeiros quadrinhos brasileiros 1969 - 1883, acaba de anunciar a publicação da adaptação em quadrinhos de O guarani, um dos maiores clássicos da literatura brasileira. Mas não se trata de uma adaptação qualquer. Diz o texto de divulgação: "Certamente você sabe que O guarani vai muito além dos acordes que se ouvem na abertura do programa radiofônico A voz do Brasil. Além de inspirar Carlos Gomes na criação da ópera famosa, o romance indianista de José de Alencar já foi adaptado para o cinema e também se transformou em história em quadrinhos. Uma dessas adaptações, a dos quadrinhos, é a que o Senado Federal traz neste mês, impressa em cores e em papel couchê. Publicada originalmente em 1937 no semanário carioca Correio Universal e com ilustrações do pintor e historiador de arte Francisco Acquarone, essa versão de O guarani está novamente disponível".
Assim como as publicações citadas no início desta nota, O guarani pode ser comprado em sua versão impressa na livraria virtual do Senado Federal, mas dá para baixar gratuitamente a versão digital, aqui.

Fanzine Ilustrado 3

Está circulando o número 3 do Fanzine Ilustrado, editado por André Carim, publicação de 118 páginas que, desta vez, destaca o trabalho dos ilustradores e cartunistas brasileiros Isaac Tiago, Moisés, Ediel Ribeiro, Bira Dantas, Nei Lima, Julio Shimamoto, Márcio Apoca, Carlos Henrique Guabiras, Marcel Bartholo, Josi OM, Omar Viñole, Dalton, Laudo Ferreira Jr. e Edgard Guimarães. Cada artista é contemplado com uma galeria de trabalhos e um texto de apresentação bastante detalhado.
O zine pode ser baixado gratuitamente aqui, e a versão impressa está disponível no Clube de Autores.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

QI 145

Está circulando o número 145 do fanzine Quadrinhos Independentes-QI, editado por Edgard Guimarães, dedicado ao estudo dos quadrinhos destacando a produção independente e os fanzines brasileiros.
A edição tem 40 páginas e traz os artigos "O Morcego", super-herói brasileiro criado em 1972  por Wilson Fernandes, "A estranha", compilado por E. Figueiredo, "Mazzaropi", por Lio Guerra Bocorny, e "Misturas de estilos", do editor; quadrinhos de Chagas Lima, Luiz Cláudio Lopes Faria, Eduardo Marcondes Guimarães e do editor, e as colunas "Mantendo contato", "Fórum" e "Edições independentes" divulgando os lançamentos de fanzines do bimestre. A capa tem uma ilustração do editor, com um pequeno detalhe colorido.
Junto à edição, os assinantes recebem As asas da coragem, de José Pires, história em quadrinhos com uma dramatização da primeira travessia aérea do Atlântico Sul, realizada em 1922 por Sacadura Cabral e Gago Coutinho. A revista tem capa em cores e 38 páginas com desenhos deslumbrantes em preto e branco.
O QI é distribuído exclusivamente por assinatura, mas sua versão digital estará disponível em breve no saite da editora Marca de Fantasia, aqui. Edições anteriores, a partir do número 134, bem como seus suplementos, já estão disponíveis. Mais informações com o editor pelo email edgard.faria.guimaraes@gmail.com.

Juvenatrix 187

Está circulando a edição de julho do fanzine eletrônico de horror e ficção científica Juvenatrix editado por Renato Rosatti.
A edição tem 19 páginas e traz um conto de Angelo Júnior, que também colabora com uma história em quadrinhos e a ilustração da capa, e o extenso artigo “Os 50 melhores filmes de ficção científica do século XX (e 20 do século XXI) por Marcello Simão Branco. Divulgação e curiosidades sobre fanzines, livros, filmes e bandas independentes de rock extremo complementam a edição.
Para obter uma cópia em formato pdf, basta solicitar pelo email renatorosatti@yahoo.com.br.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Conexão Literatura 25

Está circulando o número 25 da revista eletrônica Conexão Literatura, editada por Ademir Pascale pela Fábrica de Ebooks.
A edição de 43 páginas entrevista famoso compositor e sambista Martinho da Vila, que dispensa apresentações. Da Vila, que também é escritor, está lançando seu novo livro Conversas cariocas, pela Editora Malê.
A edição traz ainda contos de Edison Roberto Loterio, Míriam Santiago, Amanda Leonardi e links para baixar audiocontos – um deles o conhecido A igreja do diabo, de Machado de Assis – disponibilizados pela editora Alyá (Universidade Falada). Também apresenta uma crônica de Rafael Botter e entrevistas com os escritores Vitor Abdala (Narrativas do medo), Marcus Barcelos (Horror na colina de Darrington) e Olivério Borges (Faça valer a pena).
A revista é gratuita e pode ser baixada aqui. Edições anteriores também estão disponíveis.

Imaginário 12

A editora independente Marca de Fantasia publicou a décima segunda edição da revista acadêmica Imaginario!, editada por Henrique Magalhães, dedicada a discussão da arte das histórias em quadrinhos e outras expressões da cultura pop imagética, através de artigos, ensaios, entrevistas e resenhas de Doutores, Mestres, pós-graduandos e graduandos brasileiros.
A edição tem 152 páginas e traz textos de Douglas Pigozzi, Ednelson João Ramos e Silva Júnior, Roberto Sarmento Lima,  Marcelo Bolshaw Gomes, Dickson de Oliveira Tavares, Paulo Ricardo de Oliveira, Omar Alejandro Sánchez Rico e Sabrina da Paixão, além de uma entrevista com o roteirista Gian Danton, por Marcelo Engster.
Imaginario! é editada em formato virtual e pode ser baixada gratuitamente aqui. Edições anteriores também estão disponíveis.

Múltiplo 9

Está circulando o número 9 do fanzine virtual de quadrinhos Múltiplo, editado por André Carim.
A edição tem 144 páginas e destaca o trabalho do paraibano Emir Ribeiro, que comparece na edição com HQs de suas personagens Velta, Nova e O Homem de Preto (capa), além de ser entrevistado pelo editor. Também traz histórias, Alcivan Gameleira, Edvaldo Cardozo, André Carim, Reno, Jeff Oliveira,. Rodrigo Fernandes, Marcelo Wilson, Glauco Torres, tiras de Gisela Pizzatto, Omar Viñole, Tako X, Alessandra Freitas, Jef, Laudo Jr e Gisela Pizzatto; artigos de Ágata Desmond sobre o saudoso mestre Gedeone Malagola, e do editor sobre o livro As hqs dos Trapalhões, de Rafael Spaca. Completam a edição, ilustrações avulsas, divulgação de fanzines e cartas dos leitores.
A publicação pode ser lida online ou baixada gratuitamente no blogue do fanzine, aqui. Edições anteriores também estão disponíveis. As publicações podem ser encomendadas em formato impresso no Clube de Autores.

Juvenatrix 186

Já faz algumas semanas que está circulando a edição de junho do fanzine eletrônico de horror e ficção científica Juvenatrix editado por Renato Rosatti.
A edição tem 17 páginas e traz um conto de Norton Coll, artigo de Angelo Júnior sobre o clássico filme O planeta dos macacos, de 1968, e resenhas do editor aos filmes O bebê maldito II (The unborn II, 1994), Despertar do demônio (Bay cove, 1987), A filha de Sarah (Sarah´s child, 1994), Ghoulies IV: Eles estão próximos! (Ghoulies IV, 1994), A maldição dos brinquedos (Curse of the Puppet Master, 1998) e A noiva assassina (Praying mantis, 1993). Divulgação de fanzines, livros, filmes e bandas independentes de rock extremo complementam a edição. A capa traz uma ilustração de Angelo Júnior.
Também em junho, o editor distribuiu o número 15 do boletim Boca do Inferno, newsletter de cinema de horror representante do site homônimo, que é distribuída gratuitamente em eventos, no formato impresso. A edição tem duas páginas e traz textos sobre os filmes Terror em Amityville (The Amityville horror, 1979) e O uivo da bruxa (Cry of the banshee, 1970).
Para obter cópias dessas edições, basta solicitar pelo email renatorosatti@yahoo.com.br.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Minicontos Volume 3

Está disponível o Volume 3 da antologia Minicontos, organizada por Lucas Palhão pelo Blog do Palhão. São 101 páginas com 26 textos de diversos autores, em vários gêneros, selecionados no Projeto Quarta-Feira Criativa.
Aproveite, que o volume está sendo oferecido gratuitamente até 23 de junho – basta acionar o botão "comprar agora". Depois disso, o preço será de R$2,99. Baratinho.
O Volume 1 e  o Volume 2 também estão disponíveis.

Peryc Sketchzine 1

Editor dos prestigiosos fanzines Tchê e Quadrante Sul, Denilson Rosa dos Reis acaba de anunciar o lançamento da primeira edição de Peryc Sketchzine, personalzine que compila pinups de diversos ilustradores desenhando o personagem Peryc, o mercenário, criado pelo editor.
A publicação tem oito páginas e traz imagens de Alexandre Fontoura Doeppre, Cameron Stewart, Daniel Hdr, Danilo Beyruth, Dennis Rodrigo Oliveira, Eddy Barrows, Elmano Silva, Jeff Smith, João Paulo Anselmo, Juliano Machado, Júlio Shimamoto, Leandro Fernandez, Lucas SB, Luke Ross, Rafael Albuquerque, Renato Guedes, Ronilson Caetano Leal, Shiko, Silvio Ribeiro e Helcio Rogério, com capa é do mestre Mozart Couto.
A edição em papel pode ser encomendada por apenas R$2,00, mas também está disponível em edição virtual gratuita, no formato cbr. Para obter qualquer delas, entre em contato com o editor pelo email tchedenilson@gmail.com.

Freebooks

Se há uma coisa que a internet trouxe de bom é a facilitação logística para as editoras pequenas. Hoje, com pouquíssimo investimento, é possível construir um bom catálogo de fazê-lo circular, apesar do ambiente virtual ser ainda modesto se comparado ao mercado formal. Desse modo, é possível disponibilizar ao público propostas editoriais diversificadas, com autores novos e experientes, com a vantagem insuperável de ser tudo de graça para o leitor.
Esta é a estratégia da editora virtual Free Book, coordenada pelo escritor e editor Paulo Soriano. Diz ele: "O objetivo de Free Books Editora Virtual consiste em publicar e disponibilizar gratuitamente obras em prosa de autores brasileiros ou estrangeiros em língua portuguesa. Além disto, publicamos obras clássicas, escritas por grandes mestres da Literatura Universal.  As nossas traduções são originais ou de tradutores cuja obra está em domínio público".
No catálogo da Free Book encontramos histórias de horror, fantasia e ficção científica, entre eles trabalhos do próprio editor, de Roberto de Sousa Causo e Duda Falcão (cujas capas ilustram este post), além de diversos autores estrangeiros como Edgar Allan Poe, Guy de Maupassant, Ambrose Biece, Anton Tchekhov, Gustav Flaubert, Giovanni Boccaccio, Horacio Quiroga, Nathaniel Hawthorne, entre outros.
Os livros estão disponíveis em formato mobi, epub e pdf, e podem ser baixado gratuitamente aqui.