terça-feira, 5 de setembro de 2017

Fanzine Ilustrado 4

Está circulando o número 4 do Fanzine Ilustrado, editado por André Carim.
A publicação de 192 páginas destaca o trabalho de Flavio Calazans, com muitas hqs e ilustrações desse conhecido fanzineiro e acadêmico, sempre lembrado quando se trata de levantar a memória dos quadrinhos alternativos no Brasil.
A edição conta ainda com prefácio de Edgard Guimarães, posfácio de André Carim, depoimento de Lafaiete Nascimento e contribuições de Bira Dantas, Marcos Gratão e Clodoaldo Cruz. Traz ainda uma biografia de Calazans escrita por sua esposa Ivany Sevarolli.
A edição pode ser baixada gratuitamente aqui, e a versão impressa está disponível no Clube de Autores.

Conexão Literatura 27

Está circulando o número 27 da revista eletrônica Conexão Literatura, editada por Ademir Pascale pela Fábrica de Ebooks.
A edição de 45 páginas destaca entrevistas com a atriz e poetiza Elisa Lucinda (Vozes guardadas), o famigerado "Menino do Acre" Bruno Borges (TAC), e também com os escritores Gi Lobato (Perdidamente), Junior Salvador (As luzes do arrebal), Lauren Blakely (Big rock) e Anis Nacfur Júnior (Início de hoje). Ficção de Raphael Albuquerque e algumas resenhas literárias completam a edição.
A revista é gratuita e pode ser baixada aqui. Edições anteriores também estão disponíveis.

Juvenatrix 188

Está circulando a edição de agosto do fanzine eletrônico de horror e ficção científica Juvenatrix editado por Renato Rosatti.
Em suas 25 páginas, traz contos de Angelo Júnior, Caio Alexandre Bezarias e Miguel Carqueija, resenha à antologia de ensaios Medo de palhaço, organizada por Marcelo Milici, e aos filmes de cinema Ao cair da noite (It comes at night, 2017), O ataque do tubarão de 5 cabeças (5-headed shark attack, 2017), As condenadas (L´ultima orgia del III Reich, 1977), El caminante (The traveller, 1979), Maciste no inferno (Maciste all´inferno, 1962) e Os mortos falam (The devil commands, 1941). Divulgação e curiosidades sobre fanzines, livros, filmes e bandas independentes de rock extremo complementam a edição. A capa traz uma ilustração de Angelo Junior.
Para solicitar uma cópia em formato pdf, envie email para renatorosatti@yahoo.com.br.

domingo, 27 de agosto de 2017

A fantástica jornada do escritor no Brasil

Há alguns meses, recebi um telefonema da jornalista Katia Regina Souza que queria colher depoimentos sobre minha atividade editorial com ficção fantástica. Tinha ficado com a impressão que era para um artigo de algum jornal de Porto Alegre, que é a terra da jornalista, por isso fiquei positivamente surpreso quando soube que tratava-se de um trabalho acadêmico sobre o mercado de fc&f no Brasil e que geraria um livro. E fiquei ainda mais impressionado quando um exemplar de A fantástica jornada do escritor no Brasil, publicado pela editora Metamorfose, desembarcou aqui em casa, gentilmente enviado pela autora, a quem agradeço duplamente: pelo volume em si, que é muito bacana, e também porque muitas de minhas falas estão fielmente reproduzidas ali. Mas o significado do livro vai muito além de uma massagem no ego.
Ocorre que o volume é, de fato, um artigo de 178 páginas, cuidadosamente elaborado com detalhes colhidos em dezenas de entrevistas que a autora realizou, ao longo de mais de um ano, com autores e editores de vários regiões do país que atuam no segmento: Ana Cristina Rodrigues, Ana Lúcia Merege, André C. S. Santos, André Vianco, Anna Fagundes Martino, Artur Vecchi, Bárbara Morais, Becca Mackenzie, Camila Fernandes, Camila Guerra, Carlos Orsi, Celly Borges, Cesar Silva, Christopher Kastensmidt, Cirilo Lemos, Clara Madrigano, Claudia Dugim, Clinton Davisson, Cristina Lasaitis, Duda Falcão, Eduardo Kasse, Eduardo Spohr, Eric M. Souza, Eric Novello, Erick Sama, Fábio M. Barreto, Felipe Castilho, FML Pepper, Gianpaolo Celli, Giulia Moon, Helena Gomes, Jana P. Bianchi, Jim Anotsu, Ju Lund, Karen Alvares, Lauro Kociuba, Marcella Rossetti, Marcelo Amado, Marcus Barcelos, Martha Argel, Nikelen Witter, Peterson Rodrigues, R. F. Lucchetti, Regina Drummond, Richard Diegues, Roberta Spindler, Roberto de Sousa Causo, Rodrigo van Kampen, Rosana Rios, Simone O. Marques, Simone Saueressig e Thais Lopes.
As entrevistas foram fragmentadas e suas partes distribuídas ao longo de oito capítulos: "O papel do editor"; "A publicação tradicional"; "A publicação independente"; "Panorama da literatura fantástica brasileira; "O processo criativo"; "Divulgando o trabalho"; "Como sobreviver às críticas negativas" e "O fim da jornada?". O texto é agradável, otimista e com brilho jornalístico, sem o peso que se espera de um texto acadêmico.
Apesar da proposta da autora de produzir um manual para novos autores – confissão expressa na primeira orelha –, o resultado é um valioso instantâneo do estado atual da ficção fantástica brasileira, que pode servir como farol para autores e editores em atividade, sejam eles novos ou veteranos. Este é realmente um livro que todos precisam ler.
A fantástica jornada do escritor no Brasil está à venda no saite da Editora Metamorfose. Mais informações podem ser obtidas com a autora, aqui.

Múltiplo 11

Está circulando o número 11 do fanzine virtual de quadrinhos Múltiplo, editado por André Carim.
A edição tem 139 páginas com entrevistas de Bira Dantas e Luiz Gustavo M. Pereira, coluna de Ágata Desmond sobre HQs Nacionais, quadrinhos de Bira Dantas, Aurélio Filho, John Castelhano, André Lima, Francisco A. P. S., André Carim, Laudo Ferreira Jr., Bruna Costa, Dinho Monteiro, Alcivan Gameleira, Marc Oliver, Rodrigo Fernandes, Míbio Vinícius, A. Gameleira, Antonieto, Max Piaga, Glauco Torres, Maurício Rosélli Augusto, Josi OM, Edvaldo Cardozo e Lancelott Martins.
Completam a edição, ilustrações avulsas, divulgação de fanzines e cartas dos leitores. A capa traz uma arte de Bira Dantas.
A publicação pode ser lida online ou baixada gratuitamente aqui. Edições anteriores também estão disponíveis. O zine também podem ser encomendado em formato impresso, aqui.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Almanaque da Arte Fantástica Brasileira 2016

Está disponível aqui, para leitura e download gratuitos, a lista de lançamentos e relançamentos literários de fantasia, fc e horror no Brasil em 2016, que é um suplemento do blogue Almanaque da Arte Fantástica Brasileira.
Há alguns meses, publiquei aqui um estudo elaborado como tarefa acadêmica no curso Bacharelado de Ciências e Humanidades da Universidade Federal do ABC, com algumas conclusões estatísticas sobre essa lista. Contudo, como prossigo com a pesquisa dos títulos até mais ou menos o meio do ano, foram acrescentados títulos à relação que serviu de base ao estudo e alguns números foram ligeiramente ampliados, mas não em quantidade que desqualifique as conclusões obtidas nele. Também publiquei aqui, no início deste ano, um artigo comentando os títulos que considero mais relevantes dessa produção. Ambos merecem a leitura de quem tiver interesse pelo assunto, então agora vou apenas comparar os números finais de 2016 com os de 2015, cuja relação também está disponível aqui.
Foi interessante observar que, apesar da crise moral, política e financeira que assola o país, o campo da literatura fantástica brasileira cresceu. Isso não é incomum. Em tempos de crise, a busca pelo gênero fantástico – dito escapista – tende a aumentar. E, desta vez, o fenômeno não ficou restrito às mídias audiovisuais e chegou também aos livros.
No total, foram publicados em 2016, 321 títulos de autores brasileiros, contra 282 em 2015, um crescimento até bastante razoável. A fantasia segue sendo o gênero mais praticado, com a fc em segundo e o horror em terceiro, e os três gêneros apresentaram crescimento em relação a 2015. Na categoria romance, por exemplo, a fantasia subiu de 105 para 142 títulos, a fc foi de 49 para 53, e o horror, de 37 para 43.
No que se refere a ficção traduzida, os números caíram: foram publicados 339 livros em 2016 contra 414 em 2015. Ainda que a fantasia também predomine aqui, sofreu uma redução de 129 para 93 títulos publicados na categoria romance. Também a fc caiu de 140 para 127, e o horror, de 50 para 32, nessa categoria.
Isso leva a crer que a crise está ajudando os autores locais a obterem espaço, embora muito desse crescimento seja enganoso em termos de tiragem absoluta: os livros de autores nacionais continuam a ser muito menos distribuídos que dos estrangeiros e são poucos os que ganham tiragem superior a uma centena de unidades. Por isso, a plataforma virtual tem sido cada vez mais utilizada pelos autores e até algumas editoras.
As ferramentas tecnológicas vieram para ficar, assim como a globalização. Se isso é bom, ainda não é possível saber. É cada vez mais difícil fazer este levantamento devido a miríade de nanoeditoras atuando no mercado. A quantidade de títulos aumenta, mas decerto que o público não inflaciona na mesma medida. E com mais autores disputando o mesmo mercado restrito, favorece-se o seletivismo, que eleva a qualidade a médio prazo. O que não deixa de ser interessante. 

QI 146

Está circulando o número 146 do fanzine Quadrinhos Independentes-QI, editado por Edgard Guimarães, dedicado ao estudo dos quadrinhos destacando a produção independente e os fanzines brasileiros.
A edição tem 36 páginas e traz os artigos "O Anchieta de Colin" e "Os 'sobrinhos' de Mickey", ambos de autoria do editor, "Qual o primeiro Tarzan dos quadrinhos?", por Francisco Dourado, "O Brasil no cinema em 2017, por Lio Guerra Bocorny e "Zorro era maçon?", por E. Figueiredo; quadrinhos de Julie Albuquerque e de Guimarães, além das colunas "Mantendo contato", "Fórum" e "Edições independentes" divulgando os lançamentos de fanzines do bimestre. A capa tem uma ilustração do editor, com detalhes coloridos à mão.
Junto à edição, os assinantes recebem Artigos sobre histórias em quadrinhos 7: O Pequeno Xerife - Xuxá, fascículo de 12 páginas com um estudo de autoria Carlos Gonçalves, fartamente ilustrado, que levanta a bibliografia desses dois personagens clássicos dos quadrinhos italianos, que também tiveram edição no Brasil.
O QI é distribuído exclusivamente por assinatura, mas sua versão digital estará disponível em breve no saite da editora Marca de Fantasia, aqui. Edições anteriores, assim como seus suplementos, também estão disponíveis. Mais informações com o editor pelo email edgard.faria.guimaraes@gmail.com.

domingo, 20 de agosto de 2017

Adriana, a Agente Laranja

André Carim, editor dos fanzines Múltiplo e Ilustrado, acaba de lançar mais um título. Trata-se de Adriana, a Agente Laranja, personagem criada pelo editor que tem assim sua estreia nas histórias em quadrinhos.
A ideia do autor é interessante. Como ele é roteirista e não desenha, convidou diversos ilustradores amigos para darem suas versões à personagem, que é uma investigadora policial ao estilo Modest Blaise, com toda a sensualidade dessa conhecida personagem. Ainda que não seja uma ideia absolutamente original - outros artistas brasileiros já exploraram o tema - o mosaico construído pelos artistas convidados abriu um leque de possibilidades, algumas bastante interessantes, indo de histórias de mistério policial ao horror metafísico, passando inclusive pelo humor e a sátira política. A maior parte dos roteiros são do próprio Carim, mas alguns dos convidados também colaboraram nessa função. São eles: Laudo Ferreira, Rafael Portela, Marck Ferreira, Marcos Gratão, Glauco Torres Grayn, Carlos Rodriggs, Lancelott Martins, Rodinei Soares, Victoria Medeiros, Bira Dantas, Evandro Luiz, Rogério Rocha, Wagner Nyhyw e Airton Marcelino. Outro expressivo grupo de artistas contribuiu com pinups e em funções técnicas como letreiramento e colorização das histórias: Marcos Freitas, Bruna Costa, Anne Venditti, Nei Lima, Marco Aurelio Azevedo Santiago, Omar Viñole, Priscila Ramos, Alberto de Souza Beralto, Moisés Gonçalves, Paulo Lima, Gisela Pizzatto, Cayman Moreira, Silmar Oliveira, Kleber Lira, Claudiney Dias, Clodoaldo Cruz, Eduardo Souza, Carlos Brandino, Mozart Couto e Aurelio Gomes Albuquerque Filho. Como se vê, um resultado efetivo e muito variado que certamente vai agradar o leitor.
A versão digital da revista pode ser baixada gratuitamente aqui. Versões impressas podem ser encomendadas no saite Clube de Autores.

A canção do Cão Negro

Cão Negro, guerreiro bárbaro criado por César Alcázar, que já teve alguns contos publicados pela editora Argonautas e um álbum em quadrinhos em 2016 pela Editora Avec, ganha sua segunda adaptação para a Nona Arte: Contos do Cão Negro, Volume 2: A canção do Cão Negro, também pela Avec.
A aventura, de muita ação, violência e magia, remete às as histórias de Robert E. Howard, autor do famigerado Conan, o bárbaro, ambas influências decisivas na arte de Alcázar que é fã confesso da literatura Weird. Os desenhos elegantes estão a cargo de Fred Rubim.
Diz a divulgação: "Um ano após derrotar o viking Ild Vuur e um monstro de eras imemoriais, Anrath, o Cão Negro agora comanda seu próprio navio. Ao lado de Aella, a guerreira, e Rorik, o gigante saxão, ele embarca em uma missão perigosa na Islândia, que irá resultar em um novo confronto com saqueadores vikings. Porém, esta batalha acabará colocando Anrath nas garras de uma criatura mitológica sedutora e mortal".
A canção do Cão Negro tem 64 páginas em cores e está disponível na loja online da Avec e na Amazon.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Inktober

Há poucas semanas, aconteceu em São Paulo, mais uma edição do Ugra Fest, uma grande vitrine da cena alternativa editorial dos quadrinhos brasileiros. Contudo, devido a grande procura, muita coisa acabou injustamente de fora do evento, e esta foi uma delas.
Inktober é um fanzine que reúne as 31 ilustrações que o quadrinhista Gilberto Queiroz produziu para o programa internacional homônimo, criado por Jake Parker, que propõe aos artistas que façam um desenho diário a nanquim ao longo do mês de outubro e os veicule nas redes sociais.
Inktober tem capa em cores, miolo em preto e branco, e será apresentado em 16 de setembro no HQ Fest Indaiatuba (aliás, um evento a ser conferido).
Outras publicações de Queiroz são a coletânea de histórias curtas Timeless 1 (2013); Timeless Especial (2015), com adaptações de contos de Charles Dickens e Rynaldo Papoy; e O Sétimo Beijo na Boca (2011), de Papoy e Queiroz, inspirado no filme O sétimo selo, de Ingmar Bergman.
As publicações podem ser adquiridas no saite da Queiroz Studio ou através do Clube de Autores.

O olho mortal

"Andréia, Fátima e Carol, em companhia da detetive Irina, chegam à pequena cidade de Lucasville onde finalmente localizam o tenebroso Conde Bruxelas. Entretanto alguém vem no encalço delas: o teimoso detetive Anselmo, desafeto de Irina mas enamorado por Fátima. Anselmo farejou alguma coisa grande e não aceita ser deixado para trás na aventura.
Neste mundo alternativo e de tecnologia menos avançada, sociedades secretas, como a Liga Mundial e a Rede, disputam o controle da sociedade. Irina faz parte, secretamente, da Liga Mundial, e Bruxelas é membro da Rede. Os dois têm contas a ajustar, mas as três meninas querem apenas justiça".
Este é o texto de apresentação de "O olho mortal", terceira parte da série Liga Mundial, aventura de ficção juvenil de contornos steampunk do escritor carioca Miguel Carqueija. A novela dá continuidade a "O fantasma do apito" e "O Clube da Luluzinha", mas não é inédita: teve uma edição real em 2009 no volume Tempo das caçadoras (Coleção Scarium Fantástica nº4), já esgotado.
O texto, agora disponível em edição virtual do autor pelo saite Recanto das Letras, pode ser lido gratuitamente aqui.

Conexão Literatura 26

Está circulando o número 26 da revista eletrônica Conexão Literatura, editada por Ademir Pascale pela Fábrica de Ebooks.
A edição de 52 páginas entrevista o escritor J. Modesto, autor de livros de horror como Anhangá e Vampiro de Schopenhauer. Traz ainda contos de Edison Roberto Loterio, Míriam Santiago e Mayara Oliveira, crônica de Rafael Botter e entrevistas com os escritores Marco Ribeiro (As lições que aprendemos com os Beatles), Pâmela Bianqui (A legião da batalha de Óregão), Alberto Coutinho (Asthylâ), Maurício R. B. Campos (As crônicas de Sudalbion) e Tarryn Fisher (Louco amor).
A revista é gratuita e pode ser baixada aqui. Edições anteriores também estão disponíveis.

Múltiplo 10

Está circulando o número 10 do fanzine virtual de quadrinhos Múltiplo, editado por André Carim.
A edição tem 132 páginas e destaca as entrevistas com Laudo Ferreira Jr., Lancelott Martins e Julio Shimamoto, artigos sobre Edmundo Rodrigues, por Ágata Desmond, e sobre a profissão de fazer quadrinhos, por Ed Oliver. Nas histórias, Itamar Pessoa, Glauco Torres, André Carim, Laudo, Maurício Rosélli Augusto, Paulo Miguel dos Anjos, Bira Dantas, Aurelio G. A. Filho, tiras e cartuns de Gisela Pizatto e Omar Viñole. Completam a edição, ilustrações avulsas, divulgação de fanzines e cartas dos leitores. A capa traz uma arte de Glauco Torres.
A publicação pode ser lida online ou baixada gratuitamente aqui. Edições anteriores também estão disponíveis. As publicações também podem ser encomendadas em formato impresso no Clube de Autores.

Trasgo 15

Está disponível o número 15 da revista eletrônica Trasgo, editada por Rodrigo van Kampen, totalmente dedicada à produção nacional de ficção fantástica.
A edição, que tem 138 páginas em sua versão pdf, traz contos e novelas de ficção científica, fantasia e terror escritos por Carol Peac, H. Puey, Ricardo Santos, Nikelen Witter, Thiago Lee e Thiago Loriggio além de uma galeria com ilustrações de Jéssica Lang, que também assina a capa. Todos os artistas publicados são entrevistados na edição.
A revista pode ser lida e baixada aqui, nos formatos epub, mobi e pdf, bastando para isso compartilhar a informação nas redes sociais. Edições anteriores também estão disponíveis.
Trasgo aceita submissões e os trabalhos publicados são remunerados.

terça-feira, 25 de julho de 2017

O guarani

O Barão de Itararé diria que de onde menos se espera é que não sai nada mesmo. Mas, outro velho ditado diz que mesmo um relógio parado está certo duas vezes por dia. Então, temos que registrar este evento importante justamente neste momento em que se discute tão pessimistamente o valor das instituições nacionais.
A Edições do Senado Federal, que em 2013 já havia publicado os valiosos volumes Memórias d'O Tico-Tico e As aventura de Nhô-Quim & Zé Caipora - Os primeiros quadrinhos brasileiros 1969 - 1883, acaba de anunciar a publicação da adaptação em quadrinhos de O guarani, um dos maiores clássicos da literatura brasileira. Mas não se trata de uma adaptação qualquer. Diz o texto de divulgação: "Certamente você sabe que O guarani vai muito além dos acordes que se ouvem na abertura do programa radiofônico A voz do Brasil. Além de inspirar Carlos Gomes na criação da ópera famosa, o romance indianista de José de Alencar já foi adaptado para o cinema e também se transformou em história em quadrinhos. Uma dessas adaptações, a dos quadrinhos, é a que o Senado Federal traz neste mês, impressa em cores e em papel couchê. Publicada originalmente em 1937 no semanário carioca Correio Universal e com ilustrações do pintor e historiador de arte Francisco Acquarone, essa versão de O guarani está novamente disponível".
Assim como as publicações citadas no início desta nota, O guarani pode ser comprado em sua versão impressa na livraria virtual do Senado Federal, mas dá para baixar gratuitamente a versão digital, aqui.

Fanzine Ilustrado 3

Está circulando o número 3 do Fanzine Ilustrado, editado por André Carim, publicação de 118 páginas que, desta vez, destaca o trabalho dos ilustradores e cartunistas brasileiros Isaac Tiago, Moisés, Ediel Ribeiro, Bira Dantas, Nei Lima, Julio Shimamoto, Márcio Apoca, Carlos Henrique Guabiras, Marcel Bartholo, Josi OM, Omar Viñole, Dalton, Laudo Ferreira Jr. e Edgard Guimarães. Cada artista é contemplado com uma galeria de trabalhos e um texto de apresentação bastante detalhado.
O zine pode ser baixado gratuitamente aqui, e a versão impressa está disponível no Clube de Autores.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

QI 145

Está circulando o número 145 do fanzine Quadrinhos Independentes-QI, editado por Edgard Guimarães, dedicado ao estudo dos quadrinhos destacando a produção independente e os fanzines brasileiros.
A edição tem 40 páginas e traz os artigos "O Morcego", super-herói brasileiro criado em 1972  por Wilson Fernandes, "A estranha", compilado por E. Figueiredo, "Mazzaropi", por Lio Guerra Bocorny, e "Misturas de estilos", do editor; quadrinhos de Chagas Lima, Luiz Cláudio Lopes Faria, Eduardo Marcondes Guimarães e do editor, e as colunas "Mantendo contato", "Fórum" e "Edições independentes" divulgando os lançamentos de fanzines do bimestre. A capa tem uma ilustração do editor, com um pequeno detalhe colorido.
Junto à edição, os assinantes recebem As asas da coragem, de José Pires, história em quadrinhos com uma dramatização da primeira travessia aérea do Atlântico Sul, realizada em 1922 por Sacadura Cabral e Gago Coutinho. A revista tem capa em cores e 38 páginas com desenhos deslumbrantes em preto e branco.
O QI é distribuído exclusivamente por assinatura, mas sua versão digital estará disponível em breve no saite da editora Marca de Fantasia, aqui. Edições anteriores, a partir do número 134, bem como seus suplementos, já estão disponíveis. Mais informações com o editor pelo email edgard.faria.guimaraes@gmail.com.

Juvenatrix 187

Está circulando a edição de julho do fanzine eletrônico de horror e ficção científica Juvenatrix editado por Renato Rosatti.
A edição tem 19 páginas e traz um conto de Angelo Júnior, que também colabora com uma história em quadrinhos e a ilustração da capa, e o extenso artigo “Os 50 melhores filmes de ficção científica do século XX (e 20 do século XXI) por Marcello Simão Branco. Divulgação e curiosidades sobre fanzines, livros, filmes e bandas independentes de rock extremo complementam a edição.
Para obter uma cópia em formato pdf, basta solicitar pelo email renatorosatti@yahoo.com.br.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Conexão Literatura 25

Está circulando o número 25 da revista eletrônica Conexão Literatura, editada por Ademir Pascale pela Fábrica de Ebooks.
A edição de 43 páginas entrevista famoso compositor e sambista Martinho da Vila, que dispensa apresentações. Da Vila, que também é escritor, está lançando seu novo livro Conversas cariocas, pela Editora Malê.
A edição traz ainda contos de Edison Roberto Loterio, Míriam Santiago, Amanda Leonardi e links para baixar audiocontos – um deles o conhecido A igreja do diabo, de Machado de Assis – disponibilizados pela editora Alyá (Universidade Falada). Também apresenta uma crônica de Rafael Botter e entrevistas com os escritores Vitor Abdala (Narrativas do medo), Marcus Barcelos (Horror na colina de Darrington) e Olivério Borges (Faça valer a pena).
A revista é gratuita e pode ser baixada aqui. Edições anteriores também estão disponíveis.

Imaginário 12

A editora independente Marca de Fantasia publicou a décima segunda edição da revista acadêmica Imaginario!, editada por Henrique Magalhães, dedicada a discussão da arte das histórias em quadrinhos e outras expressões da cultura pop imagética, através de artigos, ensaios, entrevistas e resenhas de Doutores, Mestres, pós-graduandos e graduandos brasileiros.
A edição tem 152 páginas e traz textos de Douglas Pigozzi, Ednelson João Ramos e Silva Júnior, Roberto Sarmento Lima,  Marcelo Bolshaw Gomes, Dickson de Oliveira Tavares, Paulo Ricardo de Oliveira, Omar Alejandro Sánchez Rico e Sabrina da Paixão, além de uma entrevista com o roteirista Gian Danton, por Marcelo Engster.
Imaginario! é editada em formato virtual e pode ser baixada gratuitamente aqui. Edições anteriores também estão disponíveis.

Múltiplo 9

Está circulando o número 9 do fanzine virtual de quadrinhos Múltiplo, editado por André Carim.
A edição tem 144 páginas e destaca o trabalho do paraibano Emir Ribeiro, que comparece na edição com HQs de suas personagens Velta, Nova e O Homem de Preto (capa), além de ser entrevistado pelo editor. Também traz histórias, Alcivan Gameleira, Edvaldo Cardozo, André Carim, Reno, Jeff Oliveira,. Rodrigo Fernandes, Marcelo Wilson, Glauco Torres, tiras de Gisela Pizzatto, Omar Viñole, Tako X, Alessandra Freitas, Jef, Laudo Jr e Gisela Pizzatto; artigos de Ágata Desmond sobre o saudoso mestre Gedeone Malagola, e do editor sobre o livro As hqs dos Trapalhões, de Rafael Spaca. Completam a edição, ilustrações avulsas, divulgação de fanzines e cartas dos leitores.
A publicação pode ser lida online ou baixada gratuitamente no blogue do fanzine, aqui. Edições anteriores também estão disponíveis. As publicações podem ser encomendadas em formato impresso no Clube de Autores.

Juvenatrix 186

Já faz algumas semanas que está circulando a edição de junho do fanzine eletrônico de horror e ficção científica Juvenatrix editado por Renato Rosatti.
A edição tem 17 páginas e traz um conto de Norton Coll, artigo de Angelo Júnior sobre o clássico filme O planeta dos macacos, de 1968, e resenhas do editor aos filmes O bebê maldito II (The unborn II, 1994), Despertar do demônio (Bay cove, 1987), A filha de Sarah (Sarah´s child, 1994), Ghoulies IV: Eles estão próximos! (Ghoulies IV, 1994), A maldição dos brinquedos (Curse of the Puppet Master, 1998) e A noiva assassina (Praying mantis, 1993). Divulgação de fanzines, livros, filmes e bandas independentes de rock extremo complementam a edição. A capa traz uma ilustração de Angelo Júnior.
Também em junho, o editor distribuiu o número 15 do boletim Boca do Inferno, newsletter de cinema de horror representante do site homônimo, que é distribuída gratuitamente em eventos, no formato impresso. A edição tem duas páginas e traz textos sobre os filmes Terror em Amityville (The Amityville horror, 1979) e O uivo da bruxa (Cry of the banshee, 1970).
Para obter cópias dessas edições, basta solicitar pelo email renatorosatti@yahoo.com.br.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Minicontos Volume 3

Está disponível o Volume 3 da antologia Minicontos, organizada por Lucas Palhão pelo Blog do Palhão. São 101 páginas com 26 textos de diversos autores, em vários gêneros, selecionados no Projeto Quarta-Feira Criativa.
Aproveite, que o volume está sendo oferecido gratuitamente até 23 de junho – basta acionar o botão "comprar agora". Depois disso, o preço será de R$2,99. Baratinho.
O Volume 1 e  o Volume 2 também estão disponíveis.

Peryc Sketchzine 1

Editor dos prestigiosos fanzines Tchê e Quadrante Sul, Denilson Rosa dos Reis acaba de anunciar o lançamento da primeira edição de Peryc Sketchzine, personalzine que compila pinups de diversos ilustradores desenhando o personagem Peryc, o mercenário, criado pelo editor.
A publicação tem oito páginas e traz imagens de Alexandre Fontoura Doeppre, Cameron Stewart, Daniel Hdr, Danilo Beyruth, Dennis Rodrigo Oliveira, Eddy Barrows, Elmano Silva, Jeff Smith, João Paulo Anselmo, Juliano Machado, Júlio Shimamoto, Leandro Fernandez, Lucas SB, Luke Ross, Rafael Albuquerque, Renato Guedes, Ronilson Caetano Leal, Shiko, Silvio Ribeiro e Helcio Rogério, com capa é do mestre Mozart Couto.
A edição em papel pode ser encomendada por apenas R$2,00, mas também está disponível em edição virtual gratuita, no formato cbr. Para obter qualquer delas, entre em contato com o editor pelo email tchedenilson@gmail.com.

Freebooks

Se há uma coisa que a internet trouxe de bom é a facilitação logística para as editoras pequenas. Hoje, com pouquíssimo investimento, é possível construir um bom catálogo de fazê-lo circular, apesar do ambiente virtual ser ainda modesto se comparado ao mercado formal. Desse modo, é possível disponibilizar ao público propostas editoriais diversificadas, com autores novos e experientes, com a vantagem insuperável de ser tudo de graça para o leitor.
Esta é a estratégia da editora virtual Free Book, coordenada pelo escritor e editor Paulo Soriano. Diz ele: "O objetivo de Free Books Editora Virtual consiste em publicar e disponibilizar gratuitamente obras em prosa de autores brasileiros ou estrangeiros em língua portuguesa. Além disto, publicamos obras clássicas, escritas por grandes mestres da Literatura Universal.  As nossas traduções são originais ou de tradutores cuja obra está em domínio público".
No catálogo da Free Book encontramos histórias de horror, fantasia e ficção científica, entre eles trabalhos do próprio editor, de Roberto de Sousa Causo e Duda Falcão (cujas capas ilustram este post), além de diversos autores estrangeiros como Edgar Allan Poe, Guy de Maupassant, Ambrose Biece, Anton Tchekhov, Gustav Flaubert, Giovanni Boccaccio, Horacio Quiroga, Nathaniel Hawthorne, entre outros.
Os livros estão disponíveis em formato mobi, epub e pdf, e podem ser baixado gratuitamente aqui.

O pitbull é manso, mas...

O romance de horror O pitbull é manso, mas o dono dele já mordeu uns quantos..., de Simone Saueressig, recebeu uma nova edição, com capa nova e texto revisado para contar a aventura de Deco, Bebel e Marcão e um lobisomem. E o melhor de tudo: gratuito. Baixe seu exemplar em formato pdf no saite da autora, aqui.

Velta 2017

Depois de um longo hiato, o quadrinhista paraibano Emir Ribeiro lançou uma nova edição com aventuras de sua criação. Trata-se de Velta 2017, que dá continuidade às histórias vistas nas edições anuais de 2014 e 2015. Diz o autor e editor: "a enigmática Nefertite tem sua origem revelada, e demonstrando que não veio para brincadeira, derrota – ao mesmo tempo – Velta, Doroti e Denise... Como se não bastasse, Velta e Doroti vão parar num lugar ermo e gelado, onde são forçadas a se unirem para poder sobreviver".
A edição, publicada em formato impresso com capa plastificada em cores com lombada quadrada, tem 68 páginas em p&b, custa R$25,00 e pode ser adquirida diretamente com o editor. Mais informações pelos emails emir.ribeiro@gmail.com e emir_ribeirojp@yahoo.com.br.

sábado, 10 de junho de 2017

LiteraLivre

Mais um periódico literário ganha o mundo em 2017: trata-se da Revista LiteraLivre, publicação eletrônica bimestral editada em Jacareí (SP) por Ana Rosenrot.
LiteraLivre tem de tudo um pouco: contos, artigos, divulgação, quadrinhos, resenhas e muita poesia. A ideia é "dar espaço aos escritores e artistas de todos os lugares, amadores ou profissionais, publicados ou não, que desejam divulgar seus escritos e mostrar seu talento de forma independente e livre".
Já foram publicadas 3 edições, cada uma com mais de 100 páginas, que aumentam a cada nova edição. E a revista aceita colaborações, sem qualquer ônus aos autores.
Todos os números já publicados podem ser baixados gratuitamente aqui.

Múltiplo 8

Está circulando o número 8 do fanzine virtual de quadrinhos Múltiplo, editado por André Carim.
A edição, de junho de 2017, tem 152 páginas e é dedicada ao trabalho das mulheres nos quadrinhos brasileiros, destacando Mariana Cagnin, Gabriela Franco, Thina Curtis e Fabi Menassi, que são entrevistadas. Nas histórias, Gisela Pizzatto do Prado, Alessandra Freitas e Tako X, Carla Acácio, Miho Orihara, Laura Athayde, Cristiane Armezina, Emanuelly Souza, Sara Gaspar e Layanne Teixeira, Gisela Pizzatto do Prado, Maria Rita, Roberta Cirne, Beatriz Linhares, Pamela Marins, Claudiney Dias, Thiago Silva e Mariana Garcia, além de depoimentos de Alessandra Freitas e Danielle Barros. Completam a edição, ilustrações avulsas, artigos, divulgação de fanzines e cartas dos leitores. A capa traz uma ilustração de Mariana Cagnin.
A publicação pode ser lida online ou baixada gratuitamente aqui. Edições anteriores também estão disponíveis. As publicações também podem ser encomendadas em formato impresso.

A última árvore

Luis Brás é, sem dúvida, a maior revelação da fc brasileira neste século. Desde o primeiro livro de contos, Paraíso líquido, que seus textos têm impressionado os leitores especializados no gênero, pelas ideias inovadoras e estilo sofisticado. Não é para menos: Luiz Bras é heterônimo de Nelson de Oliveira, escritor premiado duas vezes com o Casa de las Americas, que já tinha um excelente currículo no mainstream.
Contudo, os primeiros livros do autor já estão fora de catálogo e é difícil encontrar exemplares nos sebos. Por isso, é muito oportuna a publicação de A última árvore, nova coletânea de Luiz Brás que chega pelo site Livros-Fantasma, com edição financiada com verba do Proac, da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. O livro faz parte de uma coleção de 24 volumes, mas é o único que navega nas águas do fantástico.
A última árvore não trás contos inéditos: todos já foram vistos em outras publicações, mas que estão na categoria dos livros esgotados. São oito textos: seis retirados do já citado Paraíso líquido, um do projeto Portal – coleção de antologias organizada por Brás na primeira década do século – e outro, mais recente, visto primeiro no periódico eletrônico Trasgo. E o melhor de tudo é que o livro pode ser baixado gratuitamente em formato pdf, renovando e facilitando o acesso público a alguns dos melhores contos da fc nacional recente.
Para baixar o arquivo, basta acessar o saite Livros-Fantasma, aqui. Os outros 23 livros da coleção também estão disponíveis.

Conexão Literatura 24

Está circulando o número 24 da revista eletrônica Conexão Literatura, editada por Ademir Pascale pela Fábrica de Ebooks.
A edição tem 59 páginas e destaca o trabalho de Conceição Evaristo, escritora mineira, ativista do movimento negro, autora de Insubmissas lágrimas de mulheres (2011) e Leves enganos e parecenças (2016), entre outros. A publicação traz contos de Edispon Lotério, Mirian Santiago e Jacqueline Colodo Gomes, crônicas de Misa Ferreira e Rafael Botter, e uma resenha de Ângelo Miranda ao livro Gratidão, de Oliver Sacks. Ainda aparecem entrevistas com os escritores Mariane Alves (Poetizando a rotina), Nicolas Silveira (Carcará-Man), Marcos DeBrito (Escravo de Capela), Aislan Coulter (Twittando com o vampiro), Daniel Malard (Planeta droga), Lanna Kamila (Moça estranha) e Sheila Ribeiro (Cabra cega).
A revista é gratuita e pode ser baixada aqui. Edições anteriores também estão disponíveis.

sábado, 27 de maio de 2017

O espírito da ficção científica

O espírito da ficção científica (El espíritu de la ciencia ficción), Roberto Bolaño. Tradução de Eduardo Brandão. 184 páginas, Editora Companhia das Letras, São Paulo, 2017.

Nascido no Chile em 1953, Roberto Bolaño teve uma vida movimentada até sua morte, em 2003, vítima de problemas renais. De estudante nerd, o que não era nada bom naqueles tempos, Bolaño tornou-se um militante socialista, chegou a ser preso durante o golpe de Pinochet, mudou-se para o México, depois para Espanha, e construiu uma sólida carreira literária, sendo reconhecido como um dos principais autores de sua geração.
Em espírito da ficção científica, pequeno livro póstumo, fica patente seu apreço pela literatura especulativa. O autor aproveita passagens da própria vida - embora não seja uma autobiografia - para construir um retrato da juventude mexicana nos anos 1970, dividindo-se em dois personagens: Reno, candidato a poeta que investiga uma inexplicável explosão de lançamentos de fanzines, e Jan, um rapaz recluso, leitor voraz de ficção científica, que passa seus dias escrevendo cartas a seus autores favoritos.
Enquanto garimpam por suas vidas, Reno e Jan, se envolvem com diversas personagens da sociedade underground mexicana: ativistas, poetas e malucos de forma geral, acadêmicos obscuros, traficantes, cafetões e garotos de programa, tudo no mais absoluto e crível nonsense que categorizou a adolescência nos anos 1970.
O romance é formado por uma série de plots paralelos, alguns relacionamento interdependentes, outros nem tanto. Apesar de manter uma certa linearidade, os episódios têm uma amarração frouxa, como se fosse uma coletânea de contos com os mesmos personagens. Numa delas, um autor não identificado (que pode tanto ser Remo quanto Jan) participa de uma cerimônia em que é homenageado com algum tipo de prêmio. Dentro dessa narrativa, o autor conta outra história a alguém que o entrevista, que seria o enredo de seu romance premiado, sobre uma guerra que alcança uma inusitada faculdade de agronomia especializada no cultivo de batatas. Essas duas narrativas são entremeadas pelos depoimentos de Remo em suas andanças pela cidade do México em busca de poetas perdidos, e das cartas que Jan escreveu. Os destinatários delas são nomes conhecidos dos fã de ficção científica: Forrest J. Ackerman, Robert Silverberg, Fritz Leiber, Ursula Le Guin (que mereceu duas cartas), Philip Jose Farmer, Alice Sheldon e James Tiptree Jr (que são a mesma pessoa, e Bolaño sabia disso muito bem). Nenhuma das cartas fala de ficção científica, são confissões e pedidos, geralmente políticos, que, em sua inocência, Jan encaminha aqueles que ele admira e acha que poderiam fazer alguma diferença. De certa forma, é esse o foco que mais justifica o título do livro, não pelos autores em si, pois seus nomes são a única contribuição clara do gênero ao romance, mas e espírito do fã, que os venera ao ponto de simular um diálogo pessoal com cada um deles.
Também muito curioso é a obsessão de Jan pelos seus livros que, em certo momento, assumem uma proporção tão predominante no pequeno apartamento que divide com Remo que são obrigados a usar a biblioteca de forma um tanto mais racional: os volumes viram uma mesa de refeições, para desespero dos puristas.
O espírito da ficção científica é um livro pequeno, que se lê com prazer, mas que não tem uma conclusão. O capítulo final, um relato de Remo sobre suas aventuras eróticas nas saunas da cidade do México, demonstra bem a lapidação que o autor deu ao romance. Nem mesmo as histórias dentro das histórias têm finais satisfatórios. Não que isso faça falta: muitos livros realmente ficariam melhores caso seus autores tivessem a sensibilidade de eliminar os últimos capítulos. Dessa forma, O espírito da ficção científica é um livro que abre diálogos, propõe ideias e registra uma época.  E isso é muito mais que muitas trilogias com milhares de páginas jamais conseguiram fazer.

Anacrônicos

Um dia, sem maiores explicações, a sua mãe morta há anos ressurge na cozinha, repetindo continuamente uma ação do seu passado. Ela não interage com você; apenas revive a cena, como se fosse um filme antigo em realidade expandida. Ela pode ser tocada, mas aparentemente não sente o seu toque. A textura é estranha, borrachuda. Não pode ser ferida e não muda uma vírgula no roteiro. No começo, é emocionante mas, com o passar do tempo, torna-se dolorosamente insuportável. Outras pessoas começam a experimentar situações similares, com seus antepassados retornando da morte para interpretar repetidamente antigos papéis. Tudo se complica quando outros momentos dessa pantomima macabra começam a se sobrepor, com diversas cópias dos duplos ressurretos entrecruzando-se no espaço. E fica ainda pior quando mais personagens materializam-se do passado, numa cacofonia enlouquecedora. E quando ressurgirem personagens famosos, como Hitler e Jesus Cristo, onde o mundo irá parar?
Esta é a história que o escritor Luiz Bras oferece aos leitores no ebook Anacrônicos, um conto de ficção fantástica de 30 páginas, ao estilo New Weird, em que o autor retoma o tema da solidão, explorado em profundidade no romance Sozinho no deserto extremo (Prumo, 2012). Mas aqui a situação se inverte: ao invés do isolamento físico, a solidão emerge da multidão de pessoas alheias que impedem a interação social e emocional dos indivíduos. Também a questão dos personagens famosos ressuscitados dialoga com outras obras da ficção especulativa, como a série Riverworld, de Philip Jose Farmer, uma influência de peso que revela a possibilidade de uma exploração mais profunda no tema, que não foi o objetivo de Bras nesta obra.
Luis Bras é escritor de ficção fantástica, nascido na cidade imaginária de Cobra Norato, mas na verdade é uma persona do premiado escritor Nelson de Oliveira, que experimenta aqui os préstimos da edição digital através da plataforma de autopublicação da Amazon. A produção editorial é gráfica é do próprio autor, que também fez sua revisão e encomendou a Teo Adorno, a persona ilustradora de Oliveira, o ótimo desenho da capa. A produção interna também é minimalista, com pequenos toques coloridos nas aberturas dos capítulos. Tudo muito limpo e elegante.
A edição está disponível no saite da livraria Amazon, aqui.

Juvenatrix 185

Está disponível a edição de maio do fanzine eletrônico de horror e ficção científica Juvenatrix, editado por Renato Rosatti.
A edição tem 13 páginas e traz um conto do editor e resenhas aos filmes Demônio, o rei das trevas (Prime evil, 1988); Espíritos do demônio (Evil spirits, 1990), A hora do terror (Witchcraft 7: Judgement hour, 1995), A maldição da casa do diabo (The fall of the house of Usher, 1979)
A maldição de El Diablo (The evil below, 1989), A maldição dos espíritos (Spirits, 1990), A marca do vampiro (Pale blood, 1990), A morada do terror (Grandmother´s house, 1988) e  A morte veste vermelho (I´m dangerous tonight, 1990). Divulgação de fanzines, livros, filmes e bandas independentes de rock extremo complementam a edição. A capa traz uma ilustração de Angelo Junior.
Para obter uma cópia, basta solicitar pelo email renatorosatti@yahoo.com.br.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Um estudo da fc&f brasileira em 2016

Em 2016, voltei às carteiras escolares, mais exatamente ao curso de Filosofia na Universidade Federal do ABC, Campus São Bernardo do Campo. Nos primeiros quadrimestres do curso, a grade curricular é básica para todos os estudantes de Bacharelado em Ciências e Humanidades, que é o caso de Filosofia. Dessa forma tenho disciplinas de várias áreas de Humanas e Tecnologia.
Neste quadrimestre, cursei a disciplina de Bases Computacionais da Ciência, com o professor Cesar Giacomini Penteado que, entre outras coisas, solicitou que a turma se organizasse em grupos e que fizessem trabalhos de estatística com as ferramentas tratadas no curso. Junto comigo ficaram no grupo os colegas Amanda Soares de Melo, Tiago Rocha do Nascimento e Vinicius Brambilla Alakaki.
Como o tema do trabalho era livre, e com uma pequena influência minha, o grupo aceitou trabalhar sobre os lançamentos de ficção fantástica brasileira em 2016, cuja planilha eu já tinha pronta (ou quase) para publicação.
A relação completa dos lançamentos ainda não foi publicada – voltarei ao assunto no momento oportuno –, mas o resultado do trabalho pode ser lido aqui. O texto não é longo, mas  meus colegas fizeram intervenções analíticas muito interessantes, vale a pena conferir.
A UFABC, por ser caráter de pesquisa científica, parece dar boa abertura para a ficção fantástica, e a fc em particular. Outras ações podem vir no futuro.

Fanzine Ilustrado

Nova proposta de André Carim – editor do fanzine Múltiplo. A cada edição, o Fanzine Ilustrado destaca um importante ilustrador brasileiro.
A publicação tem pouquíssimo texto, um mínimo só para contextualizar o artista. O foco são as ilustrações, exibidas no estado da arte, com muito colorido.
A primeira edição, lançada em março, tem 92 páginas ilustrações e pinups do premiado caricaturista carioca Nei Lima.
O segundo número, de abril, tem 81 páginas em homenagem ao quadrinhista Julio Shimamoto, e podemos apreciar com prazer o trabalho do mestre como artista plástico, fora do modelo dos quadrinhos com que estamos habituados.
As edições podem ser baixadas nos links respectivos, e versões impressas estão disponíveis no saite Clube de Autores, aqui.

Conexão Literatura 23

Está circulando o número 23 da revista eletrônica Conexão Literatura, editada por Ademir Pascale pela Fábrica de Ebooks.
A edição tem 54 páginas e destaca o trabalho de Carolina de Jesus (1914-1977) uma das primeiras escritoras brasileiras negras, autora do clássico Quarto de despejo. A publicação traz contos de Mírian Santiago, Helder Félix de Souza Júnior e Amanda Leonardi, crônicas de Rafael Botter e Misa ferreira, resenha de Eudes Cruz ao livro Diário de uma escrava, de Rô Mierling, e entrevistas com Carla Krainer (Júlia), Fathyma Jaguanharo (Cárcere de sonhos), Morais de Carvalho (Todos iguais, poucos diferentes) e Sofia Silva (Sorrisos quebrados).
A revista é gratuita e pode ser baixada aqui. Edições anteriores também estão disponíveis.

Múltiplo 6 e 7

Estão disponíveis duas novas edições do fanzine virtual de quadrinhos Múltiplo, editado por André Carim.
O número 6, de abril de 2017, tem 104 páginas e destaca o trabalho do fanzineiro e quadrinhista Juvêncio Veloso como o entrevistado do mês, e também entrevista o quadrinhista e acadêmico Gazy Andraus. Nos quadrinhos, trabalhos de Cayman Moreira, Salatheil Anacleto, Calazans, Edgard Guimarães, Edgar Franco, Orlando, Bira, Wanderley e Rafael Portela. A capa traz uma ilustração de Cayman Moreira.
O número 7, de maio, também tem 104 páginas e evidencia os trabalhos do astro dos quadrinhos Mike Deodato e do quadrinhista fanzineiro Carlos Henry. Nos quadrinhos, Airton Marcelino, André Carim, Carlos Henry, Glauco Torres, Flávio Calazans, Isaac Tiago, Edgard Guimarães e Márcio Sennes, além de um artigo sobre o quadrinhista Fernando Marques. A capa é assinada pelo mestre Julio Shimamoto. As edições são completadas com ilustrações avulsas, artigos, divulgação de fanzines e cartas dos leitores.
As publicações podem ser baixadas gratuitamente nos links correspondentes. Edições anteriores também estão disponíveis.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

O livro de Moriarty

O livro de Moriarty (The book of Moriarty), Arthur Conan Doyle. 416 páginas. Tradução e apresentação de José Francisco Botelho.  Editora Companhia das Letras, selo Penguin Companhia, coleção Clássicos. São Paulo, 2017.

Nem é preciso ser um grande leitor de romances de mistério para reconhecer o nome Moriarty. A simples menção desse nome faz surgir uma série de dúvidas e questionamentos. Apesar de ser tão conhecido, Moriarty é um grande mistério, certamente o maior de todos os mistérios que rondaram os pesadelos do maior detetive de todos os tempos, Sherlock Holmes.
Quem viu o filme Sherlock Holmes: O jogo de sombras (Sherlock Holmes: A game of shadows, 2011, Guy Ritchie), por certo deve ter ficado impressionado com a evidência de Moriarty na trama: um antagonista enérgico e decidido, com o poder de movimentar forças acima de qualquer outro mortal. Pois, via de regra, é essa a imagem que o vilão tem no imaginário dos fãs de Sherlock Holmes.
Mas a fama de Moriarty excede seu efetivo significado, e isso fica muito claro na leitura de O livro de Moriarty. Trata-se de uma coletânea com todos os textos (cinco contos e um romance) escritos por Doyle nos quais se insinua a sombra do "Napoleão do Crime", como diria Holmes. Em alguns, é apenas uma citação, em outros, o gênio do mal até chega dá o ar de sua graça, mas sempre de forma transversal e reticente. Porque a grande habilidade de Moriarty é justamente ficar à parte, resguardado de qualquer perigo ou comprometimento que possa atingi-lo.
A introdução escrita por José Francisco Botelho é um show à parte. Além de contextualizar autor e obra, conta detalhes curiosíssimos sobre a mitologia do personagem e sua relação com os leitores que, podemos dizer, foi o primeiro modelo de um fandom organizado. Porque a obsessão dos leitores por Holmes criou um verdadeiro culto, em que a realidade e a ficção estão de tal forma amalgamados que é quase impossível discernir entre uma e outra. Pois os fãs, todos altamente especializados, elaboraram todo tipo de teorias sobre Holmes, Watson e os personagens que aparecem nas histórias – inclusive o famigerado Moriarty. Teria Holmes realmente existido? Alguns afirmam convictamente que sim. Que Doyle nada mais fez que redigir, de forma coerente, as histórias dessa surpreendente personagem, a partir dos relatos do Dr. Watson.
O cuidado com que as histórias foram escritas, a grande quantidade de referências reais (ou quase) e a estrutura firme que amarra a série, sem falar de muitos outros elementos, fazem de Sherlock Holmes um repositório de lendas urbanas e emprestam a Moriarty muito mais que uma aura opressora.
A primeira história é "O problema final", justamente aquela em que Doyle, cansado de seu personagem – apesar da fortuna que lhe trouxe – decidiu matá-lo. E o consumador desse crime não poderia ser ninguém além de Moriarty. Contudo, no texto seguinte, "A aventura da casa vazia", mostra a volta de Holmes do reino dos mortos, numa história em que o detetive terá de usar de extrema astúcia para capturar um dos mais perigosos asseclas de Moriarty.
As histórias seguintes têm ainda menos interferência de vilão. Em "O caso do construtor de Norwood", Holmes busca inocentar um homem que parece claramente culpado de um assassinato macabro. Em "O caso do jogador de rúgbi", Holmes precisa encontrar o craque do esporte que aparentemente desapareceu do mundo dos vivos. Em "Sua última mesura", Holmes usa sua "magia" para impedir um espião alemão de concluir seus planos sinistros. Em "O caso do cliente ilustre", Holmes tem de impedir uma jovem aristocrata de cair nas garras de um trapaceiro internacional. Fecha o volume o romance "O Vale do Medo", que toma metade das suas 416 páginas. Na primeira parte, Holmes tem que descobrir como um homem foi morto dentro de sua própria casa por alguém que, aparentemente, não existe. Resolvido o mistério, a segunda parte do romance conta a vida pregressa da vítima, numa história surpreendente, quase um faroeste, sobre como um esperto detetive da Pinkerton desbarata uma gangue de criminosos numa região carvoeira dos Estados Unidos.
Dessa forma, O livro de Moriarty cumpre o papel de desmistificar o Napoleão do Crime, embora, a sua maneira, o próprio Sherlock Holmes resista heroicamente a isso. O que nos leva a concluir que, talvez, a melhor estratégia de Moriarty seja justamente convencer a todos nós de que ele não é assim tão perigoso.

Prisma Negro

Há algum tempo que a fronteira entre os fanzines e as revistas ficou muito imprecisa. Tanto as editoras ditas comerciais começaram a investir em quadrinhos autorais, na linha antes própria dos fanzines, quanto estes passaram a ser publicados com tal qualidade técnica e gráfica ao ponto de serem confundidos com as produções comercias. Este é o caso de Prisma Negro, revista de quadrinhos de autoria de Andy Corsant, quadrinhista catarinense autor tanto do enredo quanto dos desenhos da edição.
Prisma Negro traz um conto gráfico de fantasia urbana em que três jovens desesperançados são simultaneamente visitados por misteriosos emissários que lhes entregam arquivos de canções digitais de uma banda desconhecida, justamente chamada Prisma Negro, pelas quais os garotos ficam obcecados. As canções, a qual eles se apegam com ardor, conduzirão suas almas torturadas a um significado maior em suas vidas.
Diz o texto na contracapa: "Uma menina precocemente grávida de um rapaz ainda mais jovem e incapaz de assumir a paternidade. Em uma conceituada escola de segundo grau, um aluno é repetente por perseguição de um professor arrogante. O namoro dissolvido faz um garoto rejeitado sofrer pesadas agruras. Vivendo seus dilemas pessoais solitariamente, esses três adolescentes serão unidos por forças obscuras, responsáveis por fazê-los experimentar estranhas distorções na realidade e nos cursos de suas vidas."
A história é sensível e bem contada, os desenhos são competentes e o acabamento da publicação, como já foi dito, é muito bom. A revista, que foi publicada pelo autor em 2017, tem 48 páginas e, além da hq em si, não traz nenhuma informação sobre o autor e a obra. Mas algumas dicas podem ser obtidas no blogue do autor, aqui, onde, aliás, a revista também pode ser adquirida.

QI 144

Está circulando o número 144 do fanzine Quadrinhos Independentes-QI, editado por Edgard Guimarães, dedicado ao estudo dos quadrinhos destacando a produção independente e os fanzines brasileiros.
A edição tem 32 páginas e traz artigo sobre o super-herói brasileiro Escorpião, criado em 1966 por Wilson Fernandes, "Conselhos" do quadrinhista espanhol José Toutain, artigo de Lio Guerra Bercony sobre a revista Oscarito e Grande Otelo, quadrinhos de Luiz Cláudio Lopes Faria e do editor, e as colunas "Mantendo contato", "Fórum" e "Edições independentes" divulgando os lançamentos de fanzines do bimestre. A capa tem uma ilustração do editor, com uma discretíssima aplicação de cor executada manualmente.
Junto à edição, os assinantes recebem Artigos sobre Histórias em Quadrinhos 6: Red Ryder, fascículo de 12 páginas com um estudo de autoria do colecionador português Carlos Gonçalves, com muitas capas de edições raras desses personagem muito popular nos anos 1930, também conhecido como Bronc Peeler.
Os assinantes recebem ainda, de brinde, o número 13 do fanzine Quadritos, editado por Marcos Freitas pela editora Atomic Books, uma edição luxuosa com 64 páginas e capas em cores, que destaca o trabalho de Elmano e traz quadrinhos de Mozart Couto, Julio Shimamoto, Calazans, Lafaiete, Edgar Franco, Guabiras, Paulo Paiva, além de muitos artigos interessantes sobre a Nona Arte.
O QI é distribuído exclusivamente por assinatura, mas sua versão digital estará disponível em breve no saite da editora Marca de Fantasia, aqui. Mais informações com o editor pelo email edgard.faria.guimaraes@gmail.com.

As aventuras do Longo Bacamarte

Está disponível aqui, para download gratuito, o novo romance escrito por Miguel Carqueija e Melanie Evarino, As aventuras do Longo Bacamarte, uma história de fantasia com piratas.
Diz o texto de apresentação: "Bil, o Longo Bacamarte, é um pirata que se dedica à caça de tesouros. Acompanhado pelo elfo conhecido por Professor Primus, e uma pequena e escolhida tripulação, percorre o mundo em seu brigue Renegado vivendo inúmeras aventuras e tendo a cabeça a prêmio em muitos lugares. Sobretudo Rigolin, o temido detetive internacional com trânsito livre em vários países, ambiciona levar à forca o célebre bucaneiro. Mas Bil não é um pirata comum ou muito menos, despido de sentimentos. Ele carrega em seu coração um triste segredo, o amor de uma mulher a quem ele perdeu num naufrágio em alto mar, quando ambos foram salvos mas levados para locais diferentes e jamais se reencontraram. Abandonando tudo, inclusive sua carreira de advogado, Bil tornou-se um fora-da-lei para poder singrar os mares numa incessante busca do paradeiro de sua amada. Um dia, porém, algo novo surge: Virgínia, a jovem atrevida e de personalidade fortíssima e exímia espadachim que entra para a tripulação do Renegado. Ela se enamora sinceramente por Bil, mas como conquistar o amor de um homem preso a uma ideia fixa? E que poderá acontecer se a desaparecida Rafaela reaparecer?"
O prefácio é assinado por Maria Santino e a edição é dos próprios autores, através da rede social Recanto das Letras.