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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Arlequim: Amor mecânico

O quadrinhista Roberto Hollanda é uma das referências mais interessantes do meio fanzineiro atual. Há muitos anos publica o fanzine Arlequim, HQs de aventura de fantasia com os personagens de Monteiro Lobato numa releitura surpreendente, e mais recentemente provou que não perdeu o tino ao publicar o fanzine Nouvelle Magique, HQ de fantasia com contornos metalinguísticos.
Em 2008 publicou, pela editora Marca de Fantasia, o álbum Arlequim: Hora de se fazer a fantasia, edição caprichada com uma versão revisada e redesenhada dos primeiros números do fanzine. Ficou a dúvida se o projeto seguiria adiante, mas agora essa dúvida está devidamente afastada. O autor acaba de anunciar a publicação de Arlequim: Amor mecânico, segundo volume da saga da Arlequina, reproduzindo a história publicada nos volumes 6 a 9 de Arlequim, com os desenhos originais restaurados.
Diz a sinopse: "aqui vemos Emília em busca de sua amiga Lúcia, a Narizinho, há muito desaparecida. Contudo, o motivo de seu desaparecimento leva a um plano arquitetado pelo Homem de Lata, agora totalmente renovado como um corpo sintético, que busca o amor perfeito... porém, esse amor pode destruir o nosso mundo."
A edição foi impressa em off-set, tem 80 páginas e traz uma HQ inédita escrita por Hollanda na época da publicação original, ilustrada por Magno Soares exclusivamente para a edição.
Compre esta edição e procure pela anterior, pois valem muito a pena.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Quadrinhos interessantes

As editoras estão reservando seus melhores cartuchos para os formatos encadernados, com histórias longas embora não necessariamente completas. Como acontece na literatura, a publicação é facilitada quando o título vem apoiado numa fraquia, num filme de cinema, ou ambos, como é o caso de Resident evil, franquia dos videogames que chegou ao cinema várias vezes e conta histórias de sobreviventes em meio a um apocalipse zumbi causado por um experimento militar secreto. No álbum em quadrinhos, publicado originalmente pelo selo Wildstorm e traduzido no Brasil pela editora Panini, a história se passa em meio a selva amazônica. Com roteiro de Ricardo Sanchez e arte de Kevin Sharpe, a edição tem 148 páginas e custa R$14,90.
Cowboys e aliens vem subsidiado por um longa no cinema, mas é originalmente uma série em quadrinhos mesmo, se é que podemos dizer que uma história que mistura cowboys e aliens seja original. Afinal de contas, um dos maiores clássicos da FC, Uma princesa de Marte (A princess of Mars, 1917) de Edgar Rice Burrougs, já tinha esse mesmo escopo.
Mas os autores Scott Mitchell Rosenberg, Fred Van Lente e Andrew Foley devem ter feito um bom trabalho também, para animar Jon Favreau a adaptar a história para o cinema. Então, é claro, a editora Record apressou-se em trazê-lo para o Brasil, a tempo de aproveitar a maré de interesse pelo filme. O álbum tem 112 páginas e custa a bagatela de R$42,90. Fica a dúvida: será que a história se aguentaria sem o filme? Mistério...
A Torre Negra: Traição inaugura o terceiro arco de histórias da juventude do pistoliero Roland Deschain, às voltas com o Rei Rubro e a Toranja de Merlin, seja lá o que isso for — eu ainda não entendi patavina, vou ter que avançar na leitura dos romances originais de Stephen King para tentar compreender melhor esse imbróglio todo. A arte repete a equipe das edições anteriores, A Torre Negra: Nasce o pistoleiro e A Torre Negra: O longo caminho para casa, com argumento de Robin Furth, roteiro de Peter David e arte de Jae Lee e Richard Isanove. A edição publicada pela Panini é a primeira de seis, tem 36 páginas e custa inacreditáveis R$3,99.
A mesma editora também publica o álbum de capa dura Sandman apresenta: As Fúrias, mais um spinn-off da série Sandman, um dos grandes sucessos dos quadrinhos em todos os tempos, desta vez detalhando a história subsequente de Lyta Hall, mãe do jovem Daniel que se tornou o novo senhor do Sonhar. Com roteiro de Mike Carey e arte pintada de John Bolton, o álbum tem 96 páginas e custa R$22,90. Só pelo trabalho de Bolton, já vale a pena.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Conrad retoma o quadrinho nacional

Nos últimos dias, tomei conhecimento da reinvestida de Editora Conrad no quadrinho brasileiro, com dois lançamentos de vulto.
O primeiro é a antologia gráfica Guerra: 1939-1945, do paulista Julius Ckvalheiyro, artista que esteve envolvido com a extinta revista Age HQ, nos anos 1990, que publicava quadrinhos de fantasia e FC. Amadurecido, Ckvalheiyro abandonou a FC&F e embarcou em outro gênero igualmente deficitário no Brasil, o das histórias de guerra. O álbum de 136 páginas conta seis histórias independentes passadas durante os combates da Segunda Grande Guerra, com desenhos realistas como devem ser os épicos históricos. Lembra um pouco a série War, do britânico Garth Ennis, traduzida no Brasil no início do século 21 pela editora Opera Graphica. O preço do volume é compatível com o formato de luxo: R$ 29,90.
Outro lançamento, ou melhor seria dizer relançamento, é a publicação em formato de luxo da clássica HQ Garra Cinzenta, de Francisco Armond e Renato Silva, publicada em 1937 no jornal paulistano A Gazeta. O trabalho foi seguidamente rememorado e valorizado pelos fanzines, como um dos primeiros exemplos de quadrinhos de super-heróis brasileiros, embora o Garra Cinzenta seja de fato um supervilão. A edição da Conrad resgata, assim, um dos momentos históricos das HQs brasileiras, numa edição de 128 páginas que deve agradar aos colecionadores, uma vez que seu preço de capa é pouco palatável ao bolso do leitor comum: nada menos que R$39,90.