Mostrando postagens com marcador quadrinhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador quadrinhos. Mostrar todas as postagens

domingo, 1 de setembro de 2019

Múltiplo 33

Está disponível a edição 33 do fanzine virtual de quadrinhos Múltiplo, editado por André Carim.
Lançada em julho, a publicação tem 68 páginas e apresenta quadrinhos "Bengalas Boys" de  Lancelot Martins e Oscar Suyama, "Força BR" de Chris Pereira e George Wolf,  "Assassinato no Novo Oeste" de Fábio Amaral, e "Conversa fiada" de Alexandre Silveira.
Tira do Coelho Nero, de Omar Viñole, e a capa de Sérgio Daniel dos Santos completam a edição.
A edição pode ser lida online ou baixada gratuitamente aqui; edições anteriores também estão disponíveis.

Inspector Akane Tsunemori

Miguel Carqueija disponibilizou um guia de episódios para Inspector Akane Tsunemori, série em quadrinhos de Hikaru Miyoshi, Gen Urobuchi e Akira Amano adaptando o anime Psycho Pass (2012, Japão).
A história trata de um governo autoritário que, baseado numa tecnologia de escaneamento psíquico que indica o potencial criminoso de cada indivíduo, prende e condena pessoas antes que elas praticarem os supostos crimes. Um conceito similar foi explorado pelo escritor americano Philip K. Dick no conto "The minority report" (1956), mais conhecido pelo longa metragem Minority report que o adaptou para o cinema em 2002.
A série teve seis edições no Brasil pela Panini, em 2018. O guia está disponível para download gratuito em formato de texto. Vale conferir.

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Conan Zine 2

Fanzine editado por Denilson Rosa dos Reis para grupo Quadrante Sul, dedicado a Conan, o bárbaro, personagem criado nos livros por Robert E. Howard e popularizado nos quadrinhos pela Marvel Comics. Esta edição homenageia justamente a revista A Espada Selvagem de Conan, publicada pela editora Abril nos anos 1980.
O zine tem 23 páginas com releituras de artistas brasileiros às imagens vistas nas primeiras vinte edições da revista. As ilustrações são de Adão de Lima Jr, Bira Dantas, Carlos Franzoy, Carlos Lima, Clayton Cardoso, Dennis Oliveira, Edenilson Fabrício, Eric Ricardo, Heraldo Wilson, Humberto Yashima, Jader Correa, João Paulo Vieira, Josias Silveira, Juliano Kaapora, Mozart Couto, Paulo Fernando, Rafael Costa, Silvio Ribeiro, Vantuir Pott e Julio Shimamoto.
A versão digital de Conanzine pode ser obtida gratuitamente pelo email tchedenilson@gmail.com.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Múltiplo 32

Está disponível a edição 32 do fanzine virtual de quadrinhos Múltiplo, editado por André Carim.
Lançada em junho, a publicação tem 76 páginas e apresenta uma longa entrevista com Rom Freire, ilustrador maranhense que produz quadrinhos para editoras americanas e também para publicações independentes no Brasil, além das histórias em quadrinhos "Catalogador de universos" de Lancelott Martins, Marco Santiago, Rodrigo Pie, Sullivan Suad e Luis Lucasi; "Agente Laranja" de André Carin e Célio Cardoso, "Assassino no novo oeste" de Fábio Amaral; e "Projeto secreto" de Célio Cardoso. Tira de Omar Viñole, e artigos de Gabriel Rocha e Lancelott Martins completam a edição. A capa traz arte de Sullivan Suád colorizada por Alanzim Emmanuel.
A edição pode ser lida online ou baixada gratuitamente aqui; edições anteriores também estão disponíveis.

sexta-feira, 24 de maio de 2019

QI 156

Está circulando o número 156 do fanzine Quadrinhos Independentes-QI editado por Edgard Guimarães, dedicado ao estudo dos quadrinhos, destacando a produção independente e os fanzines brasileiros.
A edição tem 32 páginas e os artigos "Abril e o centenário do nascimento de E. T. Coelho", por Pedro Moura, "Lilliput", de E. Figueiredo, com impressões de um jovem leitor sobre o clássico As viagens de Gulliver, de Jonathan Swift, "Quartetos Melhoramentos", de Lio Guerra Bocorny, sobre antigos jogos de cartas dessa editora; e o artig-resposta "Quartetos pioramentos", do editor, sobre os jogos de cartas que ele mesmo fazia quando criança. Quadrinhos de Luiz Cláudio Lopes de Faria, Henrique Magalhães, Julie Albuquerque e do editor, as colunas "Fórum" com as cartas dos leitores, "Mantendo contato" de Worney Almeida de Souza – com a terceira parte do artigo sobre A Gazetinha e A Garra Cinzenta, "Edições independentes" divulgando os lançamentos de fanzines do bimestre, e uma bela ilustração de Lancelot Martins completam a edição. A capa traz um desenho do próprio editor.
Junto desta edição, os assinantes recebem o segundo fascículo da série Voos n'O Tico-Tico, dedicado ao trabalho de Oswaldo Storni, importante ilustrador brasileiro da primeira metade do século 20. A publicação tem 12 páginas e o texto é de autoria de Francisco Dourado.
Exemplares impressos do QI e seus encartes podem ser obtidos mediante assinatura. Mais informações diretamente com o editor pelo email edgard.faria.guimaraes@gmail.com. Mas suas versões digitais são disponibilizados pelo saite da editora Marca de Fantasia, aqui. Muitas das edições anteriores também podem ser encontradas, mas Guimarães anunciou que pretende disponibilizar nesse link, aos poucos, todas as edições do fanzine e seus encartes, desde o número zero. Por hora, estão disponíveis a partir do número 122.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Bang! detonando

Desde 2015, aqui, que o Hiperespaço não anunciava o lançamento de uma nova edição da revista Bang!, excelente publicação portuguesa especializada em ficção fantástica editada pela editora Saída de Emergência, que teve uma breve existência brasileira há alguns anos, precocemente interrompida pela crise editorial que ainda assola o país. Mas a carreira lusitana segue firme e forte, tanto que estão disponíveis nada menos que sete novas edições, da 19 à 25.
Trata-se da melhor publicação sobre literatura fantástica em língua portuguesa e sua disponibilidade digital vem cobrir um enorme lapso no fandom brasileiro. Ainda que os títulos comentados sejam basicamente aqueles publicados em Portugal, muitos deles tiveram edição brasileira: as informações continuam muito relevantes, portanto. Por exemplo, a edição mais recente disponível – nº 25,  publicado em outubro de 2018 – tem a capa dedicada a Sangue e fogo, novo livro de George R. R. Martin.
Os arquivos, em formato pdf, podem ser baixados gratuitamente aqui, assim como de todas as anteriores. Aproveite e marque o link nos favoritos para não perder o número 26, que foi publicado recentemente em Portugal.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Velta: Contos da Super Detetive 1

Velta retorna a suas origem com o novo título Contos da Super Detetive, publicação trimestral com 18 páginas em preto e branco e capa em cores, disponível em formato impresso.
Depois de encerrado o arco de histórias da personagem, o autor e editor Emir Ribeiro retoma a publicação das histórias da Velta desde a início, com nova arte, textos revisados, além de artigos e contos. O objetivo é republicar tudo, em sua sequência cronológica correta, de forma a apresentar a personagem criada em 1972 para uma nova geração de leitores.
Para compra e informações, mande email para o autor em emir.ribeiro@gmail.com ou visite seu site, aqui.

Múltiplo 31

Está disponível a edição 31 do fanzine virtual de quadrinhos Múltiplo, editado por André Carim.
Lançada em maio, a publicação tem 72 páginas e comemora 26º aniversário de publicação do seu primeiro número, no longínquo ano de 1993.
Traz as hqs "O mestre dos combates", de Jadir Valle, artista que é entrevistado na edição, "Nós gatos somos noturnos", de Elinaudo Barbosa, "Cripta", de Lincoln Nery e César Barbosa, "Odin: O crepúsculo dos deuses" de Luiz Iorio, e "Vácuo", de Gian Danton e Antônio Lima. Tiras de Omar Viñole, ilustrações de Kléber Kleber Lira/Fito Cordeiro, Célio Cardoso e Moacir Muniz - que também assina a capa - completam a edição.
A edição pode ser lida online ou baixada gratuitamente aqui, e edições anteriores também estão disponíveis.

terça-feira, 21 de maio de 2019

Vencedores do prêmio LeBlanc 2019

No dia 9 de maio aconteceu a entrega da segunda edição do Prêmio Le Blanc para os melhores trabalhos de 2018 nas categorias literatura fantástica, quadrinhos, animação e jogos. A entrega aconteceu durante a Semana Internacional de Quadrinhos (SIQ) na Escola de Comunicação da UFRJ. Eis os vencedores:

Romance nacional: 
Vencedor: Auto da maga Josefa, Paola Lima Siviero, Editora Dame Blanche.
Finalistas: Araruama: O livro das raízes, Ian Fraser (Moinhos); Vera Cruz: sonhos e pesadelos, Gabriel Billy (Avec).
Antologia nacional: 
Vencedor: Fractais tropicais, Nelson de Oliveira, org., Sesi-SP Editora.
Finalistas: Aqui quem fala é da Terra, André Caniato e Jana Bianchi, orgs. (Plutão); Narrativas do medo II,  Vitor Abdal, org. (CopaBooks).
Romance traduzido:
Vencedor: Despertar, Octavia Butler, Editora Morro Branco.
Finalistas: Fogo e sangue, George R. R. Martin (Suma); Hex, Thomas Olde Hevelt (DarkSide); Outsider, Stephen King (Suma).
Antologia traduzida: 
Vencedor: Crônicas de espada e feitiçaria, Gardner Dozois, Editora LeYa Brasil.
Finalistas: Conan, o Bárbaro, livro 2, Robert E. Howard (Pipoca & Nanquim); Edgar Allan Poe Vol. 2 (DarkSide); Sonhos elétricos, Philip K. Dick (Aleph).
Quadrinho independente nacional:
Vencedor: The guardian: Em busca da luz, Gustavo Piacentin. 
Finalistas: Lama, Rodrigo Ramos e Marcel Bartholo. Rio Negro 2, Ikarow Waxwings.
Quadrinho nacional: 
Vencedor: Bartolomeu, Victor Moura, Editora Caligari.
Finalistas: Delirium tremens, Raphael Fernandes (Draco); Justiça sideral: Recomeços, Deyvison Manes e Netho Diaz (Avec).
Quadrinho traduzido:
Vencedor: Mort Cinder, Alberto Breccia, Editora Figura.
Finalistas: Paraíso perdido, John Milton e Pablo Auladell (DarkSide); Um pedaço de madeira e aço, Christophe Chabouté (Pipoca & Nanquim)
Série de tiras nacional: 
Vencedor: Mar menino, Paulo Moreira.
Finalistas: Pocketscomics, Renato Lima; Tê Rex: Spoilerfobia, Marcel Ibaldo; Um sábado qualquer, Carlos Ruas.
Animação nacional:
Vencedor: Superdrags, Combo Estúdio.
Finalistas: Biduzidos (Copa Studio/Mauricio de Sousa Produções); Irmão do Jorel (Copa Studio/Cartoon Network Brasil)
Animação longa: 
Vencedor: Tito e os pássaros, Gustavo Steinberg, Gabriel Bitar & Andre Catoto Dias. (unanimidade)
Animação nacional curta:
Vencedor: Gravidade, Amir Admoni.
Finalistas: Lé com Cré, Cassandra Reis; Por um som orgânico, Fábio Purper Machado; O homem na caixa, direção Ale Borges, Alvaro Furloni e Guilherme Gehr; Trip & Treasure, Estúdio Escola de Animação/Baluarte Cultura e Copa Studio.
Animação publicitária: 
Vencedor: "A queda", Zombie Studio/Hospital do Amor.
Finalistas: "Aquarela", DAVID São Paulo/Faber Castell; "Defenda-se", Centro Marista de Defesa da Infância; "Deus salve o rei", Direção Alexandre Romano, Flavio Mac/Rede Globo; "Você faz acontecer", Zombie Studio/Bradesco.
Jogo nacional mobile:
Vencedor: Dandara, Raw Fury.
Finalistas: Let’s zeppelin, Gazeus Games; Until dead think to surviv, Monomyto Game Studio.
Jogo nacional console:
Vencedor: Sword Legacy: Omen, Firecast Studio; Fableware: Narrative Design.
Finalistas: Akane, Ludic Studios; Dandara, Raw Fury.

O Prêmio Le Blanc é uma promoção da Escola de Comunicação da Universidade Federal do
Rio de Janeiro (ECO/UFRJ) e da Universidade Veiga de Almeida (UVA).
Parabéns aos vencedores!

sábado, 27 de abril de 2019

Doce fantasia

Para mim foi uma surpresa, ao abrir um prosaico pacote de waffer coberto de chocolate, encontrar os confeitos embalados com lindos desenhos fantásticos. Só então percebi que se trata de uma campanha promocional que tem tudo para se tornar uma nova e interessante mídia para os ilustradores brasileiros.
Trata-se do Hershey's Mais, produto fabricado em São Roque, no interior do estado de São Paulo, que lançou em 2019 uma coleção de quatro sabores personalizados, cada qual dedicado a um tema e ilustrado por um artista do estúdio Chiaroscuro. O sabor amendoim traz desenhos de Lucas Werneck com o tema super-heróis; o ao leite tem desenhos de Zé Carlos no tema aventureiros, o triplo chocolate traz Cris Bolson e o apocalipse zumbi, e o cookies'n'creme tem desenhos de Danilo Beiruth no tema alta fantasia. Cada tema tem seis estampas diferentes que podem ser montadas em uma única imagem, como um quebra-cabeças. Como os embalagem vêm com muitos confeitos embalados individualmente, dá para montar até dois conjuntos completos em cada pacote.
Sem dúvida, é uma bela ideia.

Múltiplo 30

Está disponível a edição 30 do fanzine virtual de quadrinhos Múltiplo, editado por André Carim.
Lançada em abril, a publicação tem 56 páginas e traz as hqs "Surge Meia-Lua", de Laudo Ferreira Jr.; "Início: O Catalogador de Universos", de Lancelott Martins, Renan Ishin e Adriano Felix; "Lily e Aline", de Célio Cardoso e Tony Brandão; e "O misterioso imortal: A fuga", de Luiz Iório. Completam a edição pinups de Luiz Iório; May Santos; Laudo Ferreira Jr. e Nei Rodrigues; e Clodoaldo Cruz e Stella. A capa tem uma ilustração de May Santos.
A edição pode ser lida online ou baixada gratuitamente aqui, e edições anteriores também estão disponíveis.

domingo, 7 de abril de 2019

QI 155

Está circulando o número 155 do fanzine Quadrinhos Independentes-QI editado por Edgard Guimarães, dedicado ao estudo dos quadrinhos, destacando a produção independente e os fanzines brasileiros.
A edição tem 24 páginas e traz os artigos "Marechais", de Lio Guerra Bocorny; "O livro desaparecido", de E. Figueiredo; e "Transleixion", de Guimarães; quadrinhos de Julie Albuquerque, Luiz Cláudio Lopes de Faria e do editor, as colunas "Fórum" com as cartas dos leitores, "Mantendo contato" de Worney Almeida de Souza - sobre A Gazetinha e Garra Cinzenta, e "Edições independentes" divulgando os lançamentos de fanzines do bimestre. Uma ilustração de Lancelot Martins completa a edição. A capa traz um desenho do próprio editor.
Junto desta edição, os assinantes recebem História em quadrinhos: Arte com muita oficina, publicação com 32 páginas com um artigo do quadrinhista português José Ruy sobre técnicas de arte final e a colorização nos quadrinhos apoiado no trabalho de mestres da arte como Milton Caniff, Harold Foster e outros.
Este á o primeiro número do ciclo de assinaturas de 2019 que implementa mudanças na circulação do fanzine impresso. Para maiores informações sobre essas mudanças, entre em contato com o editor pelo email edgard.faria.guimaraes@gmail.com. Mas as versões digitais continuam a ser disponibilizados pelo saite da editora Marca de Fantasia, aqui. Edições anteriores também podem ser encontradas.

sábado, 30 de março de 2019

Renato Canini (1936-2013)

Um dos mais queridos cartunistas brasileiros, Renato Vinícius Canini nasceu em 22 de fevereiro de 1936, na cidade de Paraí, no Rio Grande do Sul. Desde jovem, interessou-se pela arte do traço e, aos 21 anos, já trabalhava como ilustrador na revista infantil Cacique, publicada pela Secretaria de Educação e Cultura do Estado. Ainda nos anos 1960, participou ativamente da lendária CETPA - Cooperativa Editora de Trabalho de Porto Alegre, iniciativa que tinha como meta a nacionalização do quadrinho brasileiro e contou com o apoio do então Governador Leonel Brizola. Com roteiros de José Geraldo Barreto, Canini desenhava Zé Candango, um cangaceiro que lutava contras os super heróis estrangeiros.
Canini mudou-se para São Paulo em 1967, para trabalhar na revista infantil Bem-Te-Vi, publicada pela Igreja Metodista. Dois anos depois foi contratado pelo estúdio de quadrinhos da Editora Abril, para ilustrar a revista Recreio.
Logo passou a trabalhar com Zé Carioca, personagem popular criado em 1942 por Walt Disney. Aproveitando-se do controle frouxo que a Disney então mantinha sobre os quadrinhos de sua franquia feitos no País, Canini incorporou diversos aspectos da Cidade Maravilhosa às histórias, bem como trejeitos brasileiros ao personagem. Foram cerca de 135 histórias, produzidas entre 1971 e 1977, amplamente apreciadas pelos leitores brasileiros. Mas esse grande sucesso acabou atraindo a atenção da matriz americana, que desaprovou o trabalho, considerando-o demasiado distante do seu padrão original. Por muito tempo, o trabalho de Canini em Zé Carioca ficou proibido de ser republicado, situação que só mudou em 2005, quando a própria Editora Abril homenageou o artista com um volume da coleção Mestres Disney, equiparando-o assim aos ilustradores Don Rosa, Cavazzano, Gottfredson e Romano Scarpa, vistos nos outros volumes dessa coleção.
Em 1974, Canini criou para a revista Crás a sátira de faroeste "Koka Kid", rebatizada depois pelo editor como Kactus Kid. Inspirado na fisionomia de Kirk Douglas, Kactus Kid era um agente funerário que, quando necessário, transforma-se num pistoleiro elegante e boa-pinta, não sem alguma dificuldade, uma vez que tinha que passar pela picada dolorosa de uma agulha para fazer o indefectível furinho no queixo.
Outra criação importante de Canini é o psicólogo Dr. Fraud que, nos anos 1970, chegou a aparecer em várias edições da revista Patota, da Editora Artenova, e publicado em álbum em 1991 pela editora Sagra-DC Luzatto, sempre envolvido com problemas psicológicos dos mais famosos personagens dos quadrinhos.
Em 1978, criou o indiozinho Tibica para participar de projeto de tiras da Editora Abril, que não foi adiante. O personagem seria enfim publicado em 2010 no álbum Tibica: O defensor da ecologia, pela Editora Formato.
Canini também teve trabalhos publicados nos jornais Correio do Povo, Diário de Notícias, O Pasquim e nas revistas Mad e Pancada, entre outras publicações.
Também são seus os livros infantis Cadê a graça que tava aqui? (1983, Mercado Aberto), Um redondo pode ser quadrado? (2007, Formato) e O cigarro e o formigo (2010, Formato). Em 2012, publicou seu último trabalho, o álbum Pago pra ver (IEL/CORAG), reunindo 250 ilustrações sobre o Rio Grande do Sul e os pampas, realizadas ao longo dos últimos trinta anos.
Casado com a também desenhista Maria de Lourdes, Canini sofreu um mal súbito decorrente de um problema cardíaco e veio a falecer no dia 30 de outubro de 2013, aos 77 anos, sendo sepultado no Cemitério Ecumênico São Francisco de Paula, em Pelotas, onde morava.
Entre as muitas homenagens que recebeu ainda em vida, Canini foi agraciado em 2003 com o título de "Grande Mestre" pelo Prêmio HQMix.

Prêmio Le Blanc 2019

Está rolando a votação da segunda edição do Prêmio Le Blanc, promovido pela Universidade Veiga de Almeida em associação com a Escola de Comunicação da UFRJ.
A ação pretende apontar os melhores trabalhos de 2018 nas categorias Literatura Fantástica, Animação, Histórias em Quadrinhos e Games.
A primeira fase da apuração acontece através de uma votação popular pela  internet. Para participar basta clicar na categoria e informar o nome e o email. Não há lista de indicados, a votação é livre e sem qualquer restrição. As únicas regras são: só valem obras publicadas em 2018 e será contabilizado apenas um voto por email em cada categoria.
Os votos serão recolhidos até o dia 14 de abril e os nomes mais votados serão analisados por uma comissão que determinará os vencedores.
O resultado será divulgado no dia 9 de maio de 2019 durante a Semana Internacional de Quadrinhos-SIQ que acontece de 7 a 10 maio na cidade do Rio de Janeiro.

Múltiplo 28 e 29

Estão disponíveis as edições 28 e 29 do fanzine virtual de quadrinhos Múltiplo, editado por André Carim.
A edição 28 foi lançada em fevereiro, tem 60 páginas e traz as hqs "O preço dos heróis", de Rafael Tavares, Óqui, Célio Cardoso e Adriana Sapão; "Indestrutíveis", de  Guido Van Pie e Marcos Gratão; "Chapeuzinho", de Oscar Suyama e Cássia Alves; e "Relâmpago Negro", de Edvaldo Cardozo; além de um artigo de Gabriel Rocha. A capa tem uma ilustração de Óqui com cores de Célio Cardoso.
A edição 29 saiu em março, tem 80 páginas e destaca a hq "Força Extrema - Tomo 2", de Fernando César, Belardino Brabo, Beto Portela, Fito Cordeiro, Alexandre Cardoso, Elinaudo Barbosa, Belardino Brabo. Traz também as hqs "Bispo e Enemus: Primeiro encontro", de Rodrigo Fernandes e Marcos Gratão; "Encontro ao acaso", de André Carim e Claudiney Diade; e "Anões: Agente Laranja e Imortal", de Luiz Iório. Pinups de Glauco Torres Grayn, May Santos, Kléber Lira e Fito Cordeiro, além de um artigo do editor completam a edição. A arte da capa é de Belardino Brabo e Alanzim Emmanuel.
Ambas as edições podem ser lidas online ou baixadas gratuitamente, e as edições anteriores também estão disponíveis.

quarta-feira, 6 de março de 2019

Sergio Toppi (1932-2012)

Intensa. Esta é a melhor definição para a arte de Sergio Toppi, ilustrador milanês falecido no dia 21 de agosto de 2012, pouco antes de completar 80 anos.
Toppi foi um ilustrador de traço impactante, considerado em todo o mundo como um dos maiores mestres dos quadrinhos. Senhor de um estilo moderno e arrojado, que valorizava os espaços brancos, influenciou muitos artistas importantes em todo o mundo, como Bill Sienkiewicz, Walt Simonson e Frank Miller, por exemplo.
Nascido em 11 de outubro 1932, Toppi apaixonou-se pelos quadrinhos em algum momento dos anos 1940, ao ver os desenhos de Dino Battaglia e Hugo Pratt em um exemplar da revista Asso de Picche.
Estudou na Escola de Arte do Castelo, mas não terminou o curso. Antes de se envolver com a arte que lhe daria prestígio, começou fazendo ilustrações publicitárias para a Enciclopedia dei Ragazzi, para a Unione Tipografico-Editrice Torinese, para a editora Mondadori e para a revista Topolino. Também trabalhou produzindo desenhos animados publicitários para a Caroselli Televisivi.
Estreou nos quadrinhos infantis no início dos anos 1960, com a hq Il mago Zurli, publicada no Corriere dei Piccoli. Trabalhou várias vezes com o roteirista Mino Milani, para quem ilustrou a série La Vera Storia di Pietro Micca, também publicada no Corriere dei Piccoli.
Sua grande chance surgiria em 1974, quando foi contratado por Sergio Bonelli para ilustrar Herman Lehmann: L'indiano bianco. Especializou-se então no quadrinho juvenil, publicando histórias avulsas nas revistas Sgt. Kirk e Il Giornalino, entre outras, numa qualidade que lhe valeu um Prêmio Yellow Kid em 1975, recebido no 11º Festival Internacional de Quadrinhos de Lucca.
No ano seguinte, também a convite de Bonelli, começou a ilustrar uma série de três álbuns para prestigiosa coleção Un uomo, un'avventura, com ficções históricas que passariam a caracterizar sua obra.
Entre 1978 e 1980, ilustrou História da França em quadrinhos e A descoberta do mundo para a editora francesa Larousse.
Sérgio Toppi colaborou com algumas das mais importante revistas europeias de quadrinhos, com trabalhos publicados na Linus, Alter Alter, Corto Maltese, L'Eternauta, Comic Art e Ken Parker Magazine. Também são títulos importantes de sua obra os álbuns Sharaz-De* e Il Colezzionista, o único personagem criado por ele.
Mais recentemente, Toppi colaboraria novamente com os estúdios Bonelli, ilustrando histórias para as séries Nick Rider e Julia Kendall, e passaria a ser publicado regularmente na revista francesa Mosquito.
No Brasil, a obra de Toppi foi vista em uma única edição da coleção Um homem/Uma aventura: O homem do Nilo (Ebal, 1978) e na edição nº11 da revista Júlia Kendall, As aventuras de uma criminóloga  (Mythos, 2005). Algumas de suas histórias curtas também puderam ser vistas nas revistas Eureka nº11 (1978) e Eureka Aventura (1977), da Editora Vecchi; Capitão América nº15 (1976) e O Tocha Humana: Blochinho espetacular nº13 (1976), da Editora Bloch. Em 2005, ilustrou as capas das edições americanas da minissérie 1602: New Word, da Marvel Comics, publicada no Brasil no ano seguinte em um único volume na coleção Marvel Apresenta.
Em 2003, o mestre esteve em Belo Horizonte, participando do FIQ - Festival Internacional de Quadrinhos, que abrigou uma bela exposição de seus trabalhos.
Toppi faleceu em Milão, depois de uma longa luta contra o câncer que, apesar de dura, nunca o afastou da prancheta, numa carreira de quase sessenta anos. Entre suas últimas obras estão, pela Edizioni Papel, os portfólios Lo sono l'Erba (2008) e Divertissement (2009), ambos com ilustrações inspiradas na Irlanda, e Luce dell'Est (2012), sobre o Japão medieval. Intensos, como sempre.

* Dois números da série Sharaz-De foram publicados em 2016 e 2017 no Brasil pela editora Figura.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Qi 154

Está circulando o número 154 do fanzine Quadrinhos Independentes-QI editado por Edgard Guimarães, dedicado ao estudo dos quadrinhos, destacando a produção independente e os fanzines brasileiros.
A edição tem 32 páginas e traz um bate papo com o youtuber Nando Moura, artigos de Lio Guerra Bocorny e E. Figueiredo, quadrinhos de Julie Albuquerque, Luiz Cláudio Lopes de Faria e do editor, que também fez a ilustração da capa. Completam a edição as colunas "Fórum" com as cartas dos leitores, "Mantendo contato" de Worney Almeida de Souza, e "Edições independentes" divulgando os lançamentos de fanzines do bimestre.
Junto desta edição, os assinantes recebem Mestres das histórias em quadrinhos 2: Edurado Teixeira Coelho, fascículo com 20 páginas com uma pesquisa de Carlos Gonçalves e Guimarães sobre esse importante quadrinhista e ilustrador português.
Com este número, o editor encerra o ciclo de assinaturas de 2018 e anuncia, no editorial, mudanças na dinâmica de circulação do fanzine impresso. Para maiores informações sobre essas mudanças, entre em contato com o editor pelo email edgard.faria.guimaraes@gmail.com. Mas ao que tudo indica, suas versões digitais continuam a ser disponibilizados pelo saite da editora Marca de Fantasia, aqui. Edições anteriores também podem ser encontradas.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Múltiplo 27

Está circulando a primeira edição de 2019 do fanzine virtual de quadrinhos Múltiplo, editado por André Carim.
Este número 27 tem 84 páginas e comemora o Dia do Quadrinho Nacional (30 de janeiro, aniversário do pioneiro Angelo Agostini). Outro destaque da edição é a homenagem ao quadrinhista carioca Calos Patati, falecido em 2018, que assina o roteiro de uma das hqs da edição. Ainda colaboram com quadrinhos Hugo Máximo, Guido Van Pie, Marcos Gratão, Edvaldo Cardozo, Max Piaga e Pedro Henrique Cypreste. E também ilustrações de Estêvão Moraes e capa de Fernando Lobo.
A publicação pode ser lida online ou baixada gratuitamente aqui; as edições anteriores também estão disponíveis. O zine pode ser encomendado em formato impresso, aqui

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Era a guerra de trincheiras

Era a guerra de trincheiras (C'était la guerre des tranchées), Jacques Tardi. Tradução de Ana Ban, 128 páginas. Editora Nemo, 2011.

Com o fim da corrida espacial e a derrocada da visão positivista de um futuro limpo e luminoso, a atenção das pessoas volta-se para o passado. Os fatos da história têm ganhado audiência em todo o mundo e também no Brasil. Livros sobre a história têm se tornado bestsellers e há até um canal da tv a cabo exclusivamente dedicado a ela, muito adequadamente chamado de History Channel.
Histórias em quadrinhos documentais estão cada vez mais em pauta, tanto sobre o passado distante quanto recente. As guerras são um cenário recorrente e rico, e já sustentaram seriados importantes em todos os mercados do mundo, como a coleção Combate, publicada no Brasil nos anos 1960 pela Editora Taika. Clássicos como Maus de Art Spiegelman e Gen: Pés descalços, de Keiji Nakazawa, mostram que ainda há muito o que se dizer sobre os grandes conflitos humanos.
Entretanto, algumas guerras parecem interessar mais do que outras. A Guerra do Vietnã e a Segunda Guerra Mundial ocupam a maior parte das páginas publicadas, por isso é valiosa a tradução no Brasil do álbum Era a guerra de trincheiras, do multipremiado cartunista francês Jacques Tardi.
Tardi nasceu em 1930, em Valence, França. Começou a fazer quadrinhos aos 23 anos, na revista Pilote, em parcerias com Jean Giraud, Serge de Beketch e Pierre Christin. Um de seus maiores sucessos foi a série Les aventures extraordinaires d'Adèle Blanc-Sec (iniciada em 1976), com histórias de uma investigadora paranormal ambientadas no início do século 20. Praticamente inédito no Brasil, Tardi teve publicado por aqui Le cri du peuple (O grito do povo, Conrad, 2005), álbum em dois volumes com roteiros de Jean Vautrin. Contudo, suas mais importantes contribuições para a arte dos quadrinhos são seus muitos relatos antibélicos, tais como Adieu Brindavoine (1974), Le trou d'obus (1984), e C'était la guerre des tranchées, vencedor do Eisner Awards 2011 em duas categorias.
Publicado originalmente em 1993 pela Casterman, Era a guerra de trincheiras chegou ao Brasil em 2011 pela Editora Nemo, com tradução de Ana Ban. Conta episódios dramáticos reais acontecidos nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial, provavelmente o conflito mais sangrento e absurdo da história do mundo.
Tardi reproduz os relatos de seu avô, que participou dessa guerra e testemunhou o cotidiano terrível e brutalizante que os soldados enfrentaram no front, durante anos de imobilidade enterrados em buracos lamacentos e insalubres, apenas porque seus comandantes não sabiam como lutar com as novíssimas tecnologias disponíveis. Blindados, aviões, bombas cada vez mais poderosas, gás, metralhadoras, tudo era experimentado como num show de horrores mortal. A Tardi não importam os motivos e o desfecho do conflito, mas as histórias particulares de soldados mal preparados que, na maior parte do tempo, sequer sabiam o que estavam fazendo ali.
O traço caricato reforça o horror da guerra, com um estilo que não nos permite desviar o olhar, como talvez fizéssemos caso o desenho fosse mais realista. Também transmite uma sensação de instabilidade contínua, de sujeira e umidade, que impregna a percepção. Embora não tenha sido intenção do autor fazer um documentário, a reconstituição é cuidadosa, com arquitetura, armas, veículos e uniformes perfeitamente caracterizados.
O acabamento do álbum é primoroso, as 128 páginas impressas em preto e branco sobre papel cuchê, encadernadas em capa dura. Nas duas últimas últimas páginas, estampa uma lista com filmes e livros sobre a Primeira Guerra Mundial, que valem como um guia de pesquisa para quem quiser se aprofundar no assunto.
Como trabalho de arte, Era a guerra de trincheiras é incomparável. Como histórias em quadrinhos, contudo, deixa um pouco a desejar, já que sua narrativa é fragmentada e distante, sem protagonista fixo, na maior parte do tempo narrada por recordatórios. Os poucos balões que surgem têm textos longuíssimos, as vezes quase incompreensíveis, que estancam a dinâmica narrativa e tornam a leitura lenta e difícil, obrigando o leitor a olhar os desenhos com ainda mais atenção.
De qualquer forma, isso é irrelevante frente a qualidade da arte de Tardi que, por si só, justifica plenamente a publicação do álbum, além de sua leitura do conflito ser de todo procedente e significativa.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Velta só para maiores

Emir Ribeiro saca rápido e lança Velta 2019 logo na primeira quinzena do ano. Trata-se de uma edição muito importante na mitologia da conhecida super heroína dos quadrinhos nacionais alternativos, pois dá conclusão a um longo arco de histórias iniciado ainda nos anos 1980.
A edição tem 36 páginas e publica a hq "Objetivo atingido". Diz a sinopse: "No planeta gelado, está terminando a estadia de Velta, Doroti, Denise e a Kátia de outro universo; enquanto na Terra, a robótica Nova descobre um meio de se tornar mais humana mas não menos forte".
A história traz uma Velta extremamente tórrida, tanto que é desaconselhada para menores de idade. Mesmo os fãs históricos da personagem, já acostumados às ousadias do autor, vão se surpreender com a volúpia da edição.
Velta 2019 é uma publicação da Atomic Quadrinhos e pode ser encomendada aqui.