Está disponível a edição de julho do fanzine eletrônico de horror e ficção científica Juvenatrix editado por Renato Rosatti. Em suas 10 páginas, traz contos de Allan Fear e Rogério Amaral de Vasconcellos, entrevista com o editor cedida ao Almanaque da Arte Fantástica Brasileira, resenha ao filme Zombi 3 (1988), além de divulgação e curiosidades sobre fanzines, livros, filmes e bandas independentes de rock extremo. A capa traz uma ilustração de Angelo Júnior.
Para solicitar uma cópia em formato pdf, envie email para renatorosatti@yahoo.com.br.
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domingo, 1 de setembro de 2019
Juvenatrix 201
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Os vencedores do argos 2019
No dia 13 de julho, durante a Flip em Paraty, o Clube de Leitores de Ficção Científica-CLFC realizou a cerimônia de entrega da edição 2019 do Prêmio Argos, que apontou, na opinião de seus membros, os melhores trabalhos nacionais publicados no Brasil em 2018 (para todos os finalistas, leia aqui).
Na categoria Romance, o vencedor foi A mão que pune: 1890, de Octavio Aragão, publicado pela Editora Caligari. Na categoria Conto, venceu "Sombras no coração", de Marcelo Galvão, publicado na coletânea Lovecraftiano vol. 1, edição de autor. E na categoria antologia, a escolhida foi Fractais tropicais, organizada por Nelson de Oliveira para a Editora SESI-SP.
Parabéns ao vencedores!
Na categoria Romance, o vencedor foi A mão que pune: 1890, de Octavio Aragão, publicado pela Editora Caligari. Na categoria Conto, venceu "Sombras no coração", de Marcelo Galvão, publicado na coletânea Lovecraftiano vol. 1, edição de autor. E na categoria antologia, a escolhida foi Fractais tropicais, organizada por Nelson de Oliveira para a Editora SESI-SP.
Parabéns ao vencedores!
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quinta-feira, 23 de maio de 2019
Bang! detonando
Trata-se da melhor publicação sobre literatura fantástica em língua portuguesa e sua disponibilidade digital vem cobrir um enorme lapso no fandom brasileiro. Ainda que os títulos comentados sejam basicamente aqueles publicados em Portugal, muitos deles tiveram edição brasileira: as informações continuam muito relevantes, portanto. Por exemplo, a edição mais recente disponível – nº 25, publicado em outubro de 2018 – tem a capa dedicada a Sangue e fogo, novo livro de George R. R. Martin.
Os arquivos, em formato pdf, podem ser baixados gratuitamente aqui, assim como de todas as anteriores. Aproveite e marque o link nos favoritos para não perder o número 26, que foi publicado recentemente em Portugal.
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quarta-feira, 22 de maio de 2019
Primeira Escotilha
Chegou há alguns dias a primeira caixa preta da Escotilha, clube de leitura de ficção fantástica da editora Novo Século.
Esta entrega trouxe os livros Histórias de horror e mistério, de Arthur Conan Doyle, em edição de luxo em capa dura, e O castelo de Otranto, de Horace Walpole, em uma simpática edição de bolso. Acompanham dois marcadores, um opúsculo com o fragmento de um diário de viagem aterrador e um fascículo informativo sobre os livros enviados, seus autores e o gênero do horror, com textos de Oscar Nestarez e Duda Menezes.
Para mais informações sobre a Escotilha, visite o saite, aqui.
Esta entrega trouxe os livros Histórias de horror e mistério, de Arthur Conan Doyle, em edição de luxo em capa dura, e O castelo de Otranto, de Horace Walpole, em uma simpática edição de bolso. Acompanham dois marcadores, um opúsculo com o fragmento de um diário de viagem aterrador e um fascículo informativo sobre os livros enviados, seus autores e o gênero do horror, com textos de Oscar Nestarez e Duda Menezes.
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As melhores histórias brasileiras de horror em entrevista
Há alguns dias, fui procurado por Bruno Flores, editor do blogue Literatura das Sombras, para uma rápida entrevista sobre a antologia As melhores histórias brasileiras de horror que organizei ao lado de Marcello Simão Branco para a Devir Livraria. E é rápida mesmo, apensa três perguntinhas, que dão conta do processo de seleção das histórias e dos trâmites até sua publicação no final de 2018.
Agradeço ao Bruno a oportunidade de falar sobre esse importante compêndio do horror nacional, um projeto antigo e muito acalentado, enfim viabilizado pelo idealismo do saudoso editor Douglas Quinta Reis, a quem nunca serie suficientemente grato.
A entrevista pode ser lida aqui.
Agradeço ao Bruno a oportunidade de falar sobre esse importante compêndio do horror nacional, um projeto antigo e muito acalentado, enfim viabilizado pelo idealismo do saudoso editor Douglas Quinta Reis, a quem nunca serie suficientemente grato.
A entrevista pode ser lida aqui.
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Múltiplo 31
Está disponível a edição 31 do fanzine virtual de quadrinhos Múltiplo, editado por André Carim.
Lançada em maio, a publicação tem 72 páginas e comemora 26º aniversário de publicação do seu primeiro número, no longínquo ano de 1993.
Traz as hqs "O mestre dos combates", de Jadir Valle, artista que é entrevistado na edição, "Nós gatos somos noturnos", de Elinaudo Barbosa, "Cripta", de Lincoln Nery e César Barbosa, "Odin: O crepúsculo dos deuses" de Luiz Iorio, e "Vácuo", de Gian Danton e Antônio Lima. Tiras de Omar Viñole, ilustrações de Kléber Kleber Lira/Fito Cordeiro, Célio Cardoso e Moacir Muniz - que também assina a capa - completam a edição.
A edição pode ser lida online ou baixada gratuitamente aqui, e edições anteriores também estão disponíveis.
Lançada em maio, a publicação tem 72 páginas e comemora 26º aniversário de publicação do seu primeiro número, no longínquo ano de 1993.
Traz as hqs "O mestre dos combates", de Jadir Valle, artista que é entrevistado na edição, "Nós gatos somos noturnos", de Elinaudo Barbosa, "Cripta", de Lincoln Nery e César Barbosa, "Odin: O crepúsculo dos deuses" de Luiz Iorio, e "Vácuo", de Gian Danton e Antônio Lima. Tiras de Omar Viñole, ilustrações de Kléber Kleber Lira/Fito Cordeiro, Célio Cardoso e Moacir Muniz - que também assina a capa - completam a edição.
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terça-feira, 21 de maio de 2019
Vencedores do prêmio LeBlanc 2019
No dia 9 de maio aconteceu a entrega da segunda edição do Prêmio Le Blanc para os melhores trabalhos de 2018 nas categorias literatura fantástica, quadrinhos, animação e jogos. A entrega aconteceu durante a Semana Internacional de Quadrinhos (SIQ) na Escola de Comunicação da UFRJ. Eis os vencedores:
Romance nacional:
Vencedor: Auto da maga Josefa, Paola Lima Siviero, Editora Dame Blanche.
Finalistas: Araruama: O livro das raízes, Ian Fraser (Moinhos); Vera Cruz: sonhos e pesadelos, Gabriel Billy (Avec).
Antologia nacional:
Vencedor: Fractais tropicais, Nelson de Oliveira, org., Sesi-SP Editora.
Finalistas: Aqui quem fala é da Terra, André Caniato e Jana Bianchi, orgs. (Plutão); Narrativas do medo II, Vitor Abdal, org. (CopaBooks).
Romance traduzido:
Vencedor: Despertar, Octavia Butler, Editora Morro Branco.
Finalistas: Fogo e sangue, George R. R. Martin (Suma); Hex, Thomas Olde Hevelt (DarkSide); Outsider, Stephen King (Suma).
Antologia traduzida:
Vencedor: Crônicas de espada e feitiçaria, Gardner Dozois, Editora LeYa Brasil.
Finalistas: Conan, o Bárbaro, livro 2, Robert E. Howard (Pipoca & Nanquim); Edgar Allan Poe Vol. 2 (DarkSide); Sonhos elétricos, Philip K. Dick (Aleph).
Quadrinho independente nacional:
Vencedor: The guardian: Em busca da luz, Gustavo Piacentin.
Finalistas: Lama, Rodrigo Ramos e Marcel Bartholo. Rio Negro 2, Ikarow Waxwings.
Quadrinho nacional:
Vencedor: Bartolomeu, Victor Moura, Editora Caligari.
Finalistas: Delirium tremens, Raphael Fernandes (Draco); Justiça sideral: Recomeços, Deyvison Manes e Netho Diaz (Avec).
Quadrinho traduzido:
Vencedor: Mort Cinder, Alberto Breccia, Editora Figura.
Finalistas: Paraíso perdido, John Milton e Pablo Auladell (DarkSide); Um pedaço de madeira e aço, Christophe Chabouté (Pipoca & Nanquim)
Série de tiras nacional:
Vencedor: Mar menino, Paulo Moreira.
Finalistas: Pocketscomics, Renato Lima; Tê Rex: Spoilerfobia, Marcel Ibaldo; Um sábado qualquer, Carlos Ruas.
Animação nacional:
Vencedor: Superdrags, Combo Estúdio.
Finalistas: Biduzidos (Copa Studio/Mauricio de Sousa Produções); Irmão do Jorel (Copa Studio/Cartoon Network Brasil)
Animação longa:
Vencedor: Tito e os pássaros, Gustavo Steinberg, Gabriel Bitar & Andre Catoto Dias. (unanimidade)
Animação nacional curta:
Vencedor: Gravidade, Amir Admoni.
Finalistas: Lé com Cré, Cassandra Reis; Por um som orgânico, Fábio Purper Machado; O homem na caixa, direção Ale Borges, Alvaro Furloni e Guilherme Gehr; Trip & Treasure, Estúdio Escola de Animação/Baluarte Cultura e Copa Studio.
Animação publicitária:
Vencedor: "A queda", Zombie Studio/Hospital do Amor.
Finalistas: "Aquarela", DAVID São Paulo/Faber Castell; "Defenda-se", Centro Marista de Defesa da Infância; "Deus salve o rei", Direção Alexandre Romano, Flavio Mac/Rede Globo; "Você faz acontecer", Zombie Studio/Bradesco.
Jogo nacional mobile:
Vencedor: Dandara, Raw Fury.
Finalistas: Let’s zeppelin, Gazeus Games; Until dead think to surviv, Monomyto Game Studio.
Jogo nacional console:
Vencedor: Sword Legacy: Omen, Firecast Studio; Fableware: Narrative Design.
Finalistas: Akane, Ludic Studios; Dandara, Raw Fury.
O Prêmio Le Blanc é uma promoção da Escola de Comunicação da Universidade Federal do
Rio de Janeiro (ECO/UFRJ) e da Universidade Veiga de Almeida (UVA).
Parabéns aos vencedores!
Romance nacional:
Vencedor: Auto da maga Josefa, Paola Lima Siviero, Editora Dame Blanche.
Finalistas: Araruama: O livro das raízes, Ian Fraser (Moinhos); Vera Cruz: sonhos e pesadelos, Gabriel Billy (Avec).
Antologia nacional:
Vencedor: Fractais tropicais, Nelson de Oliveira, org., Sesi-SP Editora.
Finalistas: Aqui quem fala é da Terra, André Caniato e Jana Bianchi, orgs. (Plutão); Narrativas do medo II, Vitor Abdal, org. (CopaBooks).
Romance traduzido:
Vencedor: Despertar, Octavia Butler, Editora Morro Branco.
Finalistas: Fogo e sangue, George R. R. Martin (Suma); Hex, Thomas Olde Hevelt (DarkSide); Outsider, Stephen King (Suma).
Antologia traduzida:
Vencedor: Crônicas de espada e feitiçaria, Gardner Dozois, Editora LeYa Brasil.
Finalistas: Conan, o Bárbaro, livro 2, Robert E. Howard (Pipoca & Nanquim); Edgar Allan Poe Vol. 2 (DarkSide); Sonhos elétricos, Philip K. Dick (Aleph).
Quadrinho independente nacional:
Vencedor: The guardian: Em busca da luz, Gustavo Piacentin.
Finalistas: Lama, Rodrigo Ramos e Marcel Bartholo. Rio Negro 2, Ikarow Waxwings.
Quadrinho nacional:
Vencedor: Bartolomeu, Victor Moura, Editora Caligari.
Finalistas: Delirium tremens, Raphael Fernandes (Draco); Justiça sideral: Recomeços, Deyvison Manes e Netho Diaz (Avec).
Quadrinho traduzido:
Vencedor: Mort Cinder, Alberto Breccia, Editora Figura.
Finalistas: Paraíso perdido, John Milton e Pablo Auladell (DarkSide); Um pedaço de madeira e aço, Christophe Chabouté (Pipoca & Nanquim)
Série de tiras nacional:
Vencedor: Mar menino, Paulo Moreira.
Finalistas: Pocketscomics, Renato Lima; Tê Rex: Spoilerfobia, Marcel Ibaldo; Um sábado qualquer, Carlos Ruas.
Animação nacional:
Vencedor: Superdrags, Combo Estúdio.
Finalistas: Biduzidos (Copa Studio/Mauricio de Sousa Produções); Irmão do Jorel (Copa Studio/Cartoon Network Brasil)
Animação longa:
Vencedor: Tito e os pássaros, Gustavo Steinberg, Gabriel Bitar & Andre Catoto Dias. (unanimidade)
Animação nacional curta:
Vencedor: Gravidade, Amir Admoni.
Finalistas: Lé com Cré, Cassandra Reis; Por um som orgânico, Fábio Purper Machado; O homem na caixa, direção Ale Borges, Alvaro Furloni e Guilherme Gehr; Trip & Treasure, Estúdio Escola de Animação/Baluarte Cultura e Copa Studio.
Animação publicitária:
Vencedor: "A queda", Zombie Studio/Hospital do Amor.
Finalistas: "Aquarela", DAVID São Paulo/Faber Castell; "Defenda-se", Centro Marista de Defesa da Infância; "Deus salve o rei", Direção Alexandre Romano, Flavio Mac/Rede Globo; "Você faz acontecer", Zombie Studio/Bradesco.
Jogo nacional mobile:
Vencedor: Dandara, Raw Fury.
Finalistas: Let’s zeppelin, Gazeus Games; Until dead think to surviv, Monomyto Game Studio.
Jogo nacional console:
Vencedor: Sword Legacy: Omen, Firecast Studio; Fableware: Narrative Design.
Finalistas: Akane, Ludic Studios; Dandara, Raw Fury.
Rio de Janeiro (ECO/UFRJ) e da Universidade Veiga de Almeida (UVA).
Parabéns aos vencedores!
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Juvenatrix 200
Está circulando a histórica edição número 200 do fanzine eletrônico de horror e ficção científica Juvenatrix editado por Renato Rosatti.
Desta vez o editor não preparou nada especial para marcar tal efeméride e este número traz em 21 páginas contos e poemas de Caio Alexandre Bezarias, João Augusto, Miguel Carqueija e Allan Fear, quadrinhos de Allan Fear, resenhas aos filmes O abominável Dr. Phibes (1971), A câmara de horrores do abominável Dr. Phibes (1972) e A noite do demônio (1957), além de divulgação e curiosidades sobre fanzines, livros, filmes e bandas independentes de rock extremo. A capa traz uma ilustração de Mário Labate.
Para solicitar sua cópia em formato PDF, envie um email para: renatorosatti@yahoo.com.br.
Desta vez o editor não preparou nada especial para marcar tal efeméride e este número traz em 21 páginas contos e poemas de Caio Alexandre Bezarias, João Augusto, Miguel Carqueija e Allan Fear, quadrinhos de Allan Fear, resenhas aos filmes O abominável Dr. Phibes (1971), A câmara de horrores do abominável Dr. Phibes (1972) e A noite do demônio (1957), além de divulgação e curiosidades sobre fanzines, livros, filmes e bandas independentes de rock extremo. A capa traz uma ilustração de Mário Labate.
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sábado, 27 de abril de 2019
Doce fantasia
Para mim foi uma surpresa, ao abrir um prosaico pacote de waffer coberto de chocolate, encontrar os confeitos embalados com lindos desenhos fantásticos. Só então percebi que se trata de uma campanha promocional que tem tudo para se tornar uma nova e interessante mídia para os ilustradores brasileiros.
Trata-se do Hershey's Mais, produto fabricado em São Roque, no interior do estado de São Paulo, que lançou em 2019 uma coleção de quatro sabores personalizados, cada qual dedicado a um tema e ilustrado por um artista do estúdio Chiaroscuro. O sabor amendoim traz desenhos de Lucas Werneck com o tema super-heróis; o ao leite tem desenhos de Zé Carlos no tema aventureiros, o triplo chocolate traz Cris Bolson e o apocalipse zumbi, e o cookies'n'creme tem desenhos de Danilo Beiruth no tema alta fantasia. Cada tema tem seis estampas diferentes que podem ser montadas em uma única imagem, como um quebra-cabeças. Como os embalagem vêm com muitos confeitos embalados individualmente, dá para montar até dois conjuntos completos em cada pacote.
Sem dúvida, é uma bela ideia.
Trata-se do Hershey's Mais, produto fabricado em São Roque, no interior do estado de São Paulo, que lançou em 2019 uma coleção de quatro sabores personalizados, cada qual dedicado a um tema e ilustrado por um artista do estúdio Chiaroscuro. O sabor amendoim traz desenhos de Lucas Werneck com o tema super-heróis; o ao leite tem desenhos de Zé Carlos no tema aventureiros, o triplo chocolate traz Cris Bolson e o apocalipse zumbi, e o cookies'n'creme tem desenhos de Danilo Beiruth no tema alta fantasia. Cada tema tem seis estampas diferentes que podem ser montadas em uma única imagem, como um quebra-cabeças. Como os embalagem vêm com muitos confeitos embalados individualmente, dá para montar até dois conjuntos completos em cada pacote.
Sem dúvida, é uma bela ideia.
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sábado, 30 de março de 2019
Mais horror e decadentismo pela Nephelibata
Nunca foi tão importante o trabalho das editoras alternativas. Num momento em que a cultura é desqualificada sem piedade pelo estado, é necessário que se resista disponibilizando o conhecimento da forma mais capilar quanto possível. Com o mercado em franca retração e as grandes corporações editoriais em crise, o trabalho das pequenos editores independentes volta a ser, como já foi no passado não tão distante, aquilo que dá algum alento de que nem tudo está perdido.
Por isso é que fico feliz em anunciar que a editora Nephelibata, que já comentei aqui, está com novos títulos em seu interessantíssimo catálogo, apoiado especialmente em textos decadentistas.
Contos de um bebedor de éter é uma coletânea de contos de Jean Lorrain, pseudônimo de Paul Alexandre Martin Duval (1855-1906). O volume tem 140 páginas e traz nove contos do livro original, publicado originalmente em 1895, mais três outras histórias, sempre no ambiente sombrio e mágico do vício do éter. A tradução é do editor Camilo Prado.
Entre brumas, sobre vastos mares, de Maurice Laumann (1863-1928), reúne em 148 páginas todos os dez contos do autor, num horror que navega entre o real e o sobrenatural. A tradução é de Camilo Prado.
Desespero é uma antologia poética de ninguém menos que o mestre do horror cósmico H. P. Lovecraft (1890-1937), e inclui o longo "Psychopompos: uma história em versos". O volume tem 132 páginas com tradução e apresentação de Renato Suttana, professor da Universidade Federal da Grande Dourados.
São obras raras de tiragens reduzidas e acabamento elegante, que valem a pena conhecer. Aproveite e explore o catálogo da editora, que tem muito mais a oferecer.
Por isso é que fico feliz em anunciar que a editora Nephelibata, que já comentei aqui, está com novos títulos em seu interessantíssimo catálogo, apoiado especialmente em textos decadentistas.Contos de um bebedor de éter é uma coletânea de contos de Jean Lorrain, pseudônimo de Paul Alexandre Martin Duval (1855-1906). O volume tem 140 páginas e traz nove contos do livro original, publicado originalmente em 1895, mais três outras histórias, sempre no ambiente sombrio e mágico do vício do éter. A tradução é do editor Camilo Prado.
Entre brumas, sobre vastos mares, de Maurice Laumann (1863-1928), reúne em 148 páginas todos os dez contos do autor, num horror que navega entre o real e o sobrenatural. A tradução é de Camilo Prado.Desespero é uma antologia poética de ninguém menos que o mestre do horror cósmico H. P. Lovecraft (1890-1937), e inclui o longo "Psychopompos: uma história em versos". O volume tem 132 páginas com tradução e apresentação de Renato Suttana, professor da Universidade Federal da Grande Dourados.
São obras raras de tiragens reduzidas e acabamento elegante, que valem a pena conhecer. Aproveite e explore o catálogo da editora, que tem muito mais a oferecer.
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019
O ciclo do Yig
Conforme anunciado aqui em abril de 2018, já está disponível O ciclo do Yig, coletânea de contos de H. P. Lovecraft que a editora independente Clock Tower viabilizou através de uma campanha de financiamento coletivo.
Com tradução de Daniel Iturvides Dutra, o volume tem 152 páginas e traz os textos inéditos no Brasil "A colina", "A maldição de Yig" e "Vindo dos éons" – que Lovecraft escreveu como autor-fantasma –, ilustrações exclusivas de Élson Félix, o artigo "Yig: o pai das serpentes e sua origem", assinado pelo tradutor, além de uma carta do cavalheiro de Providence à Zealia Bishop, escritora a quem foi creditada originalmente a autoria dos textos aqui publicados; somente em 1989 é que a real autoria de Lovecraft foi revelada. A edição é bem acabada, impressa em papel pólen e tem capa em cores com laminação brilhante. Uma peça de colecionador para os fãs do mestre do horror cósmico.
O livro já pode ser adquirido através do saite da editora, aqui.
Com tradução de Daniel Iturvides Dutra, o volume tem 152 páginas e traz os textos inéditos no Brasil "A colina", "A maldição de Yig" e "Vindo dos éons" – que Lovecraft escreveu como autor-fantasma –, ilustrações exclusivas de Élson Félix, o artigo "Yig: o pai das serpentes e sua origem", assinado pelo tradutor, além de uma carta do cavalheiro de Providence à Zealia Bishop, escritora a quem foi creditada originalmente a autoria dos textos aqui publicados; somente em 1989 é que a real autoria de Lovecraft foi revelada. A edição é bem acabada, impressa em papel pólen e tem capa em cores com laminação brilhante. Uma peça de colecionador para os fãs do mestre do horror cósmico.
O livro já pode ser adquirido através do saite da editora, aqui.
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domingo, 17 de fevereiro de 2019
Fc&f têm clube do livro
A editora Novo Século, que há anos abriga o selo Talentos da Literatura Brasileira, acaba de lançar a Escotilha NS, clube de leitura totalmente dedicado a fc&f. Trata-se de uma proposta inédita, pois embora clubes do livro sejam uma ideia antiga, nunca houve um dedicado exclusivamente ao fantástico.
O modelo é o mesmo: o leitor faz uma assinatura e, em troca, recebe luxuosos livros exclusivos e uma série de brindes. Também receberá a revista ESC e acesso a um podcast também exclusivo. O diferencial é que a periodicidade será bimestral, ou seja, serão seis entregas por ano.
O primeiro livro deve ser enviado aos assinantes somente em abril, mas já é possível fazer um pré-cadastro e garantir um desconto na primeira caixa. O título a ser entregue ainda é um mistério, mas a editora deu várias pistas: o livro foi publicado pela primeira vez no início do século 20 e, hoje, não tem edição no Brasil; trata-se de um autor consagrado que criou personagens icônicos da literatura universal e o Brasil aparece em uma das histórias do livro.
A editora criou uma série de canais de comunicação com os leitores e promete considerar as sugestões deles para futuros lançamentos.
Mais informações podem ser obtidas no saite do clube, aqui.
O modelo é o mesmo: o leitor faz uma assinatura e, em troca, recebe luxuosos livros exclusivos e uma série de brindes. Também receberá a revista ESC e acesso a um podcast também exclusivo. O diferencial é que a periodicidade será bimestral, ou seja, serão seis entregas por ano.
A editora criou uma série de canais de comunicação com os leitores e promete considerar as sugestões deles para futuros lançamentos.
Mais informações podem ser obtidas no saite do clube, aqui.
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Juvenatrix 199
Está circulando a edição de fevereiro do fanzine eletrônico de horror e ficção científica Juvenatrix editado por Renato Rosatti, que traz em 14 páginas um conto de Allan Fear, resenha ao filme de David Cronenberg Calafrios (Shivers, 1975), além de divulgação e curiosidades sobre fanzines, livros, filmes e bandas independentes de rock extremo. A capa traz uma ilustração de Mário Labate.
Será que o editor vai inventar alguma coisa especial para a edição 200? É, sem dúvida, um marco a ser comemorado, nenhum outro fanzine brasileiro chegou tão longe. Vamos aguardar.
Para solicitar uma cópia em formato pdf, basta enviar email para renatorosatti@yahoo.com.br.
Será que o editor vai inventar alguma coisa especial para a edição 200? É, sem dúvida, um marco a ser comemorado, nenhum outro fanzine brasileiro chegou tão longe. Vamos aguardar.
Para solicitar uma cópia em formato pdf, basta enviar email para renatorosatti@yahoo.com.br.
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
Enterre seus mortos
Enterre seus mortos, Ana Paula Maia, 134 páginas. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
Edgar Wilson tem um emprego peculiar: ele participa de uma equipe de trabalhadores que recolhe animais mortos das estradas e vicinais de uma região genérica no interior do país. Seu trabalho é dirigir a caminhonete da empresa ao local para onde os atendentes determinam, recolher as carcaças e levá-las para a sede da empresa, onde serão processadas num grande moedor para serem transformadas em adubo. Seu colega de trabalho é Tomás, um padre excomungado que, além de coletor de corpos, dá atendimento espiritual aos moribundos e nos acidentes que eventualmente atendem. A vida deles está longe de ser um mar de rosas: além do serviço medonho, cada um tem sua própria dor para carregar.
Mesmo assim, Edgar Wilson é um funcionário dedicado, que recolhe toda coisa morta que se lhe aparece pelo caminho. E é por causa desse hábito pouco saudável que se envolve numa complicada trama de assassinato e corrupção, ao encontrar o corpo de uma mulher enforcada no meio do mato.
Ninguém parece querer o defunto. Não há família procurando pela falecida, a polícia está sem condições de investigar a morte e o IML local não tem uma viatura para transportar o cadáver. Por achar uma indignidade deixar o corpo ser devorado pelos animais selvagens, Edgar Wilson decide guardá-lo no velho frízer sem uso no galpão da empresa, pelo menos até que a polícia possa vir buscá-lo. Mas os dias passam e nada das autoridades fazerem sua obrigação.
Para piorar ainda mais a situação, outro cadáver, desta vez de um homem, vem se juntar ao primeiro. Quando o frízer repentinamente para de funcionar, Edgar Wilson é intimado pela gerência da empresa a dar um destino aos dois corpos. Ainda incomodado com a possibilidade de não dar aos cadáveres um destino digno, Edgar e Tomás colocam os corpos no porta-malas de uma caravan e decidem levá-los eles mesmos para o IML da cidade. E é aí que os problemas realmente vão se complicar.
Esta é a história que a escritora Ana Paula Maia conta em seu sétimo romance Enterre seus mortos, publicado em 2018 pela Companhia das Letras. Nascida em Nova Iguaçu em 1977, Ana Paula estreou com o romance O habitante das falhas subterrâneas, publicado em 2003 pela Editora 7 Letras. Também é autora de Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos (2009), Carvão animal (2011) e Assim na terra como embaixo da terra (2017), entre outros romances que já ganharam edições na Alemanha, França, Itália, Estados Unidos, Espanha, Sérvia e Argentina. É, portanto, uma autora experiente, que domina bem as ferramentas narrativas. Seu estilo é brutalista e cruel, mas não chega a ser aterrorizante neste Enterre seus mortos, embora seja no terror que pareça mais adequadamente classificar este trabalho, embora a história tenha fortes aspectos de policial e até de faroeste.
Seguindo o conselho do mestre do horror Stephen King, na ausência do clima evidente de terror e de um monstro apavorante, Ana Paula evoca a escatologia e a morbidez com todo o requinte de seu arsenal, para causar nojo no leitor. Para obter resultados mais efetivos, associa as descrições de estripamentos e cheiros nauseantes aos alimentos que Edgar e Tomás consomem o tempo todo. Contudo, o efeito não é plenamente atingido e não incomoda a leitura, que progride com rapidez e leveza pois, de fato, Enterre seus mortos não é um romance, mas uma novela: é possível lê-la de cabo a rabo em pouco mais de duas horas.
Apesar do estilo naturalista, parece inadequado classificar a história como realista, devido a uma certa fabulação mais associada ao absurdismo e ao realismo fantástico. Isso porque, além da natureza improvável do trabalho de Edgar Wilson, e do fato das aves necrófagas serem insistentemente chamadas de abutres embora a história seja evidentemente passada no Brasil (o que temos aqui são urubus, que são de uma outra família), é um tanto bizarro que numa região onde nenhuma instituição funciona, na qual nem o IML nem a polícia cumprem suas obrigações fundamentais, um indivíduo de nuances marginais, fazendo uso irregular do equipamento de uma empresa privada que, contra todos os prognósticos, funciona com competência, faça sozinho e sem qualquer supervisão aquilo que é trabalho das autoridades. Numa perigosa leitura política, esse conceito legitima o discurso do neoliberalismo, que acusa o Estado de ser uma máquina funcional unicamente para promover corrupção, justifica a ação individual e condena toda a ação pública. Ainda bem que isso é apenas ficção e nunca aconteceria na vida real...
Quem tiver estômago fraco talvez não suporte bem a leitura de Enterre seus mortos, mas acredito que vale o esforço, pois o texto correto é fluido de Ana Paula Maia é muito bom e justifica plenamente a aventura. Para os especialistas, é um sopro de ar – ainda que não tão fresco, no caso – na recorrência de temas e estilos da nossa ficção fantástica.
Edgar Wilson tem um emprego peculiar: ele participa de uma equipe de trabalhadores que recolhe animais mortos das estradas e vicinais de uma região genérica no interior do país. Seu trabalho é dirigir a caminhonete da empresa ao local para onde os atendentes determinam, recolher as carcaças e levá-las para a sede da empresa, onde serão processadas num grande moedor para serem transformadas em adubo. Seu colega de trabalho é Tomás, um padre excomungado que, além de coletor de corpos, dá atendimento espiritual aos moribundos e nos acidentes que eventualmente atendem. A vida deles está longe de ser um mar de rosas: além do serviço medonho, cada um tem sua própria dor para carregar.
Mesmo assim, Edgar Wilson é um funcionário dedicado, que recolhe toda coisa morta que se lhe aparece pelo caminho. E é por causa desse hábito pouco saudável que se envolve numa complicada trama de assassinato e corrupção, ao encontrar o corpo de uma mulher enforcada no meio do mato.
Ninguém parece querer o defunto. Não há família procurando pela falecida, a polícia está sem condições de investigar a morte e o IML local não tem uma viatura para transportar o cadáver. Por achar uma indignidade deixar o corpo ser devorado pelos animais selvagens, Edgar Wilson decide guardá-lo no velho frízer sem uso no galpão da empresa, pelo menos até que a polícia possa vir buscá-lo. Mas os dias passam e nada das autoridades fazerem sua obrigação.
Para piorar ainda mais a situação, outro cadáver, desta vez de um homem, vem se juntar ao primeiro. Quando o frízer repentinamente para de funcionar, Edgar Wilson é intimado pela gerência da empresa a dar um destino aos dois corpos. Ainda incomodado com a possibilidade de não dar aos cadáveres um destino digno, Edgar e Tomás colocam os corpos no porta-malas de uma caravan e decidem levá-los eles mesmos para o IML da cidade. E é aí que os problemas realmente vão se complicar.
Esta é a história que a escritora Ana Paula Maia conta em seu sétimo romance Enterre seus mortos, publicado em 2018 pela Companhia das Letras. Nascida em Nova Iguaçu em 1977, Ana Paula estreou com o romance O habitante das falhas subterrâneas, publicado em 2003 pela Editora 7 Letras. Também é autora de Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos (2009), Carvão animal (2011) e Assim na terra como embaixo da terra (2017), entre outros romances que já ganharam edições na Alemanha, França, Itália, Estados Unidos, Espanha, Sérvia e Argentina. É, portanto, uma autora experiente, que domina bem as ferramentas narrativas. Seu estilo é brutalista e cruel, mas não chega a ser aterrorizante neste Enterre seus mortos, embora seja no terror que pareça mais adequadamente classificar este trabalho, embora a história tenha fortes aspectos de policial e até de faroeste.
Seguindo o conselho do mestre do horror Stephen King, na ausência do clima evidente de terror e de um monstro apavorante, Ana Paula evoca a escatologia e a morbidez com todo o requinte de seu arsenal, para causar nojo no leitor. Para obter resultados mais efetivos, associa as descrições de estripamentos e cheiros nauseantes aos alimentos que Edgar e Tomás consomem o tempo todo. Contudo, o efeito não é plenamente atingido e não incomoda a leitura, que progride com rapidez e leveza pois, de fato, Enterre seus mortos não é um romance, mas uma novela: é possível lê-la de cabo a rabo em pouco mais de duas horas.
Apesar do estilo naturalista, parece inadequado classificar a história como realista, devido a uma certa fabulação mais associada ao absurdismo e ao realismo fantástico. Isso porque, além da natureza improvável do trabalho de Edgar Wilson, e do fato das aves necrófagas serem insistentemente chamadas de abutres embora a história seja evidentemente passada no Brasil (o que temos aqui são urubus, que são de uma outra família), é um tanto bizarro que numa região onde nenhuma instituição funciona, na qual nem o IML nem a polícia cumprem suas obrigações fundamentais, um indivíduo de nuances marginais, fazendo uso irregular do equipamento de uma empresa privada que, contra todos os prognósticos, funciona com competência, faça sozinho e sem qualquer supervisão aquilo que é trabalho das autoridades. Numa perigosa leitura política, esse conceito legitima o discurso do neoliberalismo, que acusa o Estado de ser uma máquina funcional unicamente para promover corrupção, justifica a ação individual e condena toda a ação pública. Ainda bem que isso é apenas ficção e nunca aconteceria na vida real...
Quem tiver estômago fraco talvez não suporte bem a leitura de Enterre seus mortos, mas acredito que vale o esforço, pois o texto correto é fluido de Ana Paula Maia é muito bom e justifica plenamente a aventura. Para os especialistas, é um sopro de ar – ainda que não tão fresco, no caso – na recorrência de temas e estilos da nossa ficção fantástica.
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019
O corvo e suas traduções
O corvo e suas traduções, Ivo Barroso, org. 153 páginas. São Paulo: Editora Leya, 2012.
A poesia é um grande mistério e, a princípio, parece fácil versejar. Afinal, os poetas o fazem com tanta naturalidade que parece ser um dom genético ou uma inspiração vinda diretamente dos deuses. As vezes, essa inspiração realmente emerge de um estado de consciência alterada por alguma patologia psicológica, pelo uso de drogas ou por um delírio criativo que nem o próprio autor sabe explicar. Contudo, também pode ser fruto de planejamento, apoiado em uma exaustiva atividade intelectual.
A crítica tende a desvalorizar o trabalho artístico obtido a partir de métodos científicos, por isso muita gente não gostou quando um dos mais importantes escritores da língua inglesa, o poeta "louco" Edgar Allan Poe (1809-1849) explicou, no ensaio "A filosofia da composição" (1846), o passo a passo que cumpriu para chegar ao resultado absolutamente incomparável de seu poema mais ilustre, "O corvo" ("The raven"), escrito em 1845.
Parece mesmo um tanto anticlimático olhar o poema a partir de seus bastidores, uma vez que o efeito, quando visto sob os holofotes da ribalta, se apresenta como fruto de um espírito enlouquecido. O clima tenebroso, reforçado por rimas guturais e aliterações angustiantes não parece ser resultado de um cálculo matemático. Ou não deveria ser, para o bem de todas as nossas certezas.
São essas algumas das preocupações que o poeta e tradutor mineiro Ivo Barroso explora como organizador da antologia O corvo e suas traduções. Originalmente publicado em 1998, pela Editora Lacerda, o volume retornou em 2012 pela Editora Leya já em sua terceira edição.
Além do poema original em inglês, o livro reúne nada menos que 11 traduções, três para o francês, de Charles Baudelaire (1853), Stéphane Mallarmé (1888) e Didier Lamaison (1998), seguidas das mais importantes versões para a língua portuguesa: Machado de Assis (1883), Emílio de Menezes (1917), Fernando Pessoa (1924), Gondin da Fonseca (1928), Milton Amado (1943), Benedicto Lopes (1956), Alexei Bueno (1980) e Jorge Wanderley (1997). É curioso notar como um mesmo texto original pode ter traduções tão diferentes entre si. Inclui ainda um artigo biográfico sobre Poe e o já citado ensaio, uma aula de criação literária, mas que deixa as questões técnicas da poesia ao gosto do leitor. Barroso detalha algumas delas, bem como as diversas tentativas de seus tradutores em transpor para o português todas as filigranas da versão original. Alguns tiveram mais sucesso que outros, mas todas as traduções têm seu valor como verdadeiros documentos de sua época. E, a cereja no bolo, uma apresentação assinada por Carlos Heitor Cony, de todo simpática a obra do autor americano.
O volume tem 153 páginas e ótima legibilidade, com diagramação perfeita em fonte Berkeley impressa em papel pólen de aspecto muito confortável, de tal forma que as explicações de Poe sobre a construção "matemática" do poema parecem fazer todo o sentido, mesmo que sua vida conturbada reforce a ideia de um talento alienado e irracional.
Tido como ébrio de alma torturada que morreu na indigência, parece lícito vê-lo como um louco em contínuo estado de desespero. Sua ficção perturbadora supõe confirmar os aspectos sombrios de sua vida, mas visto na perspectiva facilitada pela leitura de O corvo e suas traduções, revela uma inteligência sagaz, racional e criativa.
A poesia é um grande mistério e, a princípio, parece fácil versejar. Afinal, os poetas o fazem com tanta naturalidade que parece ser um dom genético ou uma inspiração vinda diretamente dos deuses. As vezes, essa inspiração realmente emerge de um estado de consciência alterada por alguma patologia psicológica, pelo uso de drogas ou por um delírio criativo que nem o próprio autor sabe explicar. Contudo, também pode ser fruto de planejamento, apoiado em uma exaustiva atividade intelectual.A crítica tende a desvalorizar o trabalho artístico obtido a partir de métodos científicos, por isso muita gente não gostou quando um dos mais importantes escritores da língua inglesa, o poeta "louco" Edgar Allan Poe (1809-1849) explicou, no ensaio "A filosofia da composição" (1846), o passo a passo que cumpriu para chegar ao resultado absolutamente incomparável de seu poema mais ilustre, "O corvo" ("The raven"), escrito em 1845.
Parece mesmo um tanto anticlimático olhar o poema a partir de seus bastidores, uma vez que o efeito, quando visto sob os holofotes da ribalta, se apresenta como fruto de um espírito enlouquecido. O clima tenebroso, reforçado por rimas guturais e aliterações angustiantes não parece ser resultado de um cálculo matemático. Ou não deveria ser, para o bem de todas as nossas certezas.
São essas algumas das preocupações que o poeta e tradutor mineiro Ivo Barroso explora como organizador da antologia O corvo e suas traduções. Originalmente publicado em 1998, pela Editora Lacerda, o volume retornou em 2012 pela Editora Leya já em sua terceira edição.
Além do poema original em inglês, o livro reúne nada menos que 11 traduções, três para o francês, de Charles Baudelaire (1853), Stéphane Mallarmé (1888) e Didier Lamaison (1998), seguidas das mais importantes versões para a língua portuguesa: Machado de Assis (1883), Emílio de Menezes (1917), Fernando Pessoa (1924), Gondin da Fonseca (1928), Milton Amado (1943), Benedicto Lopes (1956), Alexei Bueno (1980) e Jorge Wanderley (1997). É curioso notar como um mesmo texto original pode ter traduções tão diferentes entre si. Inclui ainda um artigo biográfico sobre Poe e o já citado ensaio, uma aula de criação literária, mas que deixa as questões técnicas da poesia ao gosto do leitor. Barroso detalha algumas delas, bem como as diversas tentativas de seus tradutores em transpor para o português todas as filigranas da versão original. Alguns tiveram mais sucesso que outros, mas todas as traduções têm seu valor como verdadeiros documentos de sua época. E, a cereja no bolo, uma apresentação assinada por Carlos Heitor Cony, de todo simpática a obra do autor americano.
O volume tem 153 páginas e ótima legibilidade, com diagramação perfeita em fonte Berkeley impressa em papel pólen de aspecto muito confortável, de tal forma que as explicações de Poe sobre a construção "matemática" do poema parecem fazer todo o sentido, mesmo que sua vida conturbada reforce a ideia de um talento alienado e irracional.
Tido como ébrio de alma torturada que morreu na indigência, parece lícito vê-lo como um louco em contínuo estado de desespero. Sua ficção perturbadora supõe confirmar os aspectos sombrios de sua vida, mas visto na perspectiva facilitada pela leitura de O corvo e suas traduções, revela uma inteligência sagaz, racional e criativa.
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sábado, 5 de janeiro de 2019
Adorável Noite ao cubo

Todas as três edições têm 8 páginas cada e trazem contos curtos e poemas sombrios de diversos autores, incluindo do editor, principalmente sobre vampiros, especialidade da publicação.
Os arquivos estão disponíveis aqui em formato pdf paginados para impressão, mas com alguma ginástica podem também ser lidos online.
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domingo, 30 de dezembro de 2018
Mafagafo 2 - 4 de 4
Está disponível para download o quarto e último fascículo da segunda edição da revista eletrônica Mafagafo, organizada por Jana Bianchi, com folhetins de ficção fantástica brasileira apresentados em episódios.
A edição tem 153 páginas e traz a conclusão dos contos de Lauro Kociuba, Isa Propero, Michel Peres, Sergio Motta, Anna Fagundes Martino, Marcos Berto, Dante Luiz e Ana Rüsche. Também traz ficções-relâmpago de André Caniato, Adele Lazarin, Auryo Jotha, Clara Gianni, Conrado de Lima, Natan Andrade, Nina Ladeia, Rafael Marx e Victor Gerhardt. Ilustrações de Raphael Andrade, Dante Luiz, Mayara Barros, Aleff Santos, Vitor Clemente, Marcos Berto, George Amaral, embelezam a publicação e a capa é de Giovanna Cianelli.
A revista pode ser baixada gratuitamente aqui nos formatos mobi, epub e pdf, bastando compartilhar um post nas redes sociais. As edições anteriores também estão disponíveis.
A edição tem 153 páginas e traz a conclusão dos contos de Lauro Kociuba, Isa Propero, Michel Peres, Sergio Motta, Anna Fagundes Martino, Marcos Berto, Dante Luiz e Ana Rüsche. Também traz ficções-relâmpago de André Caniato, Adele Lazarin, Auryo Jotha, Clara Gianni, Conrado de Lima, Natan Andrade, Nina Ladeia, Rafael Marx e Victor Gerhardt. Ilustrações de Raphael Andrade, Dante Luiz, Mayara Barros, Aleff Santos, Vitor Clemente, Marcos Berto, George Amaral, embelezam a publicação e a capa é de Giovanna Cianelli.
A revista pode ser baixada gratuitamente aqui nos formatos mobi, epub e pdf, bastando compartilhar um post nas redes sociais. As edições anteriores também estão disponíveis.
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sábado, 29 de dezembro de 2018
Red Garden
Miguel Carqueija lançou mais um guia de episódios, desta vez sobre o seriado de animação Red Garden, produzido entre 2006 e 2007 pelo Estúdio Gonzo baseado no mangá de Kirihito Ayamura. Trata-se de uma aventura de horror com estudantes adolescentes, uma recorrência nos quadrinhos japoneses.
Diz o texto de apresentação: "Numa Nova Iorque alternativa existe uma misteriosa ilha, Roosevelt Island, onde se aloja um estranho colégio de ensino médio, e nele estudam quatro garotas que não possuem foco entre si: Kate, Rose, Raquel e Claire. Mas todas eram amigas de Lise, que um dia desaparece e é encontrada na floresta, assassinada. Quando as quatro se juntam casualmente para tentar descobrir o que aconteceu com a amiga comum, são assassinadas por sua vez mas só descobrem no dia seguinte, pois alguém interferiu e transformou-as em mortas-vivas. Logo elas serão obrigadas a lutar ao lado da organização das Animes, que lutam contra o clã Dolores, cujos membros se transformam periodicamente em monstros que fazem lembrar lobisomens. Uma mútua maldição atingiu os dois clãs em luta, são mortas-vivas contra lobisomens".
Carqueija é um prolífico escritor carioca que, além de ser fã de ficção fantástica, é também de animês e mangás, e tem se dedicado a dissecar os seriados japoneses para os fãs brasileiros. O guia é apresentado em forma de arquivo de texto e pode ser baixado gratuitamente aqui.
Diz o texto de apresentação: "Numa Nova Iorque alternativa existe uma misteriosa ilha, Roosevelt Island, onde se aloja um estranho colégio de ensino médio, e nele estudam quatro garotas que não possuem foco entre si: Kate, Rose, Raquel e Claire. Mas todas eram amigas de Lise, que um dia desaparece e é encontrada na floresta, assassinada. Quando as quatro se juntam casualmente para tentar descobrir o que aconteceu com a amiga comum, são assassinadas por sua vez mas só descobrem no dia seguinte, pois alguém interferiu e transformou-as em mortas-vivas. Logo elas serão obrigadas a lutar ao lado da organização das Animes, que lutam contra o clã Dolores, cujos membros se transformam periodicamente em monstros que fazem lembrar lobisomens. Uma mútua maldição atingiu os dois clãs em luta, são mortas-vivas contra lobisomens".
Carqueija é um prolífico escritor carioca que, além de ser fã de ficção fantástica, é também de animês e mangás, e tem se dedicado a dissecar os seriados japoneses para os fãs brasileiros. O guia é apresentado em forma de arquivo de texto e pode ser baixado gratuitamente aqui.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2018
Juvenatrix 198
Está circulando a edição de dezembro do fanzine eletrônico de horror e ficção científica Juvenatrix editado por Renato Rosatti, que traz em 11 páginas contos de Allan Fear e Norton A. Coll, resenhas aos filmes de cinema O chicote e o corpo (The whip and the body, 1963) e O vampiro da noite (Horror of Dracula, 1958), a interessante seção "Memórias dos fanzines", com reproduções de capas de fanzines clássicos, ilustrações de Mário Labate e José Nogueira, além de divulgação e curiosidades sobre fanzines, livros, filmes e bandas independentes de rock extremo. A capa traz uma ilustração de Allan Fear.
Para solicitar uma cópia em formato pdf, envie email para renatorosatti@yahoo.com.br.
Para solicitar uma cópia em formato pdf, envie email para renatorosatti@yahoo.com.br.
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018
O talismã escarlate
Está disponível para leitura e download gratuito o Guia de Episódios de O talismã escarlate, série de animação de Milan Matra pelo Estúdio Zexcs, exibida originalmente no Japão em 2010.
Conta a história de um adolescente que recebe a revelação de que é herdeiro de uma tradição familiar tenebrosa: matar monstros mitológicos. Como está despreparado e vulnerável à vingança dos monstros que estão a sua caça, contará com um espírito protetor mas, será o bastante?
O Guia é escrito e publicado por Miguel Carqueija, fã carioca de anime e mangá que tem realizado nos últimos anos um consistente trabalho de registro desse tipo de produção artística.
Clique aqui para acessar o Guia, apresentado em forma de arquivo de texto.
Conta a história de um adolescente que recebe a revelação de que é herdeiro de uma tradição familiar tenebrosa: matar monstros mitológicos. Como está despreparado e vulnerável à vingança dos monstros que estão a sua caça, contará com um espírito protetor mas, será o bastante?
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