Está disponível a edição de julho do fanzine eletrônico de horror e ficção científica Juvenatrix editado por Renato Rosatti. Em suas 10 páginas, traz contos de Allan Fear e Rogério Amaral de Vasconcellos, entrevista com o editor cedida ao Almanaque da Arte Fantástica Brasileira, resenha ao filme Zombi 3 (1988), além de divulgação e curiosidades sobre fanzines, livros, filmes e bandas independentes de rock extremo. A capa traz uma ilustração de Angelo Júnior.
Para solicitar uma cópia em formato pdf, envie email para renatorosatti@yahoo.com.br.
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domingo, 1 de setembro de 2019
Juvenatrix 201
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Os vencedores do argos 2019
No dia 13 de julho, durante a Flip em Paraty, o Clube de Leitores de Ficção Científica-CLFC realizou a cerimônia de entrega da edição 2019 do Prêmio Argos, que apontou, na opinião de seus membros, os melhores trabalhos nacionais publicados no Brasil em 2018 (para todos os finalistas, leia aqui).
Na categoria Romance, o vencedor foi A mão que pune: 1890, de Octavio Aragão, publicado pela Editora Caligari. Na categoria Conto, venceu "Sombras no coração", de Marcelo Galvão, publicado na coletânea Lovecraftiano vol. 1, edição de autor. E na categoria antologia, a escolhida foi Fractais tropicais, organizada por Nelson de Oliveira para a Editora SESI-SP.
Parabéns ao vencedores!
Na categoria Romance, o vencedor foi A mão que pune: 1890, de Octavio Aragão, publicado pela Editora Caligari. Na categoria Conto, venceu "Sombras no coração", de Marcelo Galvão, publicado na coletânea Lovecraftiano vol. 1, edição de autor. E na categoria antologia, a escolhida foi Fractais tropicais, organizada por Nelson de Oliveira para a Editora SESI-SP.
Parabéns ao vencedores!
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Inspector Akane Tsunemori
Miguel Carqueija disponibilizou um guia de episódios para Inspector Akane Tsunemori, série em quadrinhos de Hikaru Miyoshi, Gen Urobuchi e Akira Amano adaptando o anime Psycho Pass (2012, Japão).
A história trata de um governo autoritário que, baseado numa tecnologia de escaneamento psíquico que indica o potencial criminoso de cada indivíduo, prende e condena pessoas antes que elas praticarem os supostos crimes. Um conceito similar foi explorado pelo escritor americano Philip K. Dick no conto "The minority report" (1956), mais conhecido pelo longa metragem Minority report que o adaptou para o cinema em 2002.
A série teve seis edições no Brasil pela Panini, em 2018. O guia está disponível para download gratuito em formato de texto. Vale conferir.
A história trata de um governo autoritário que, baseado numa tecnologia de escaneamento psíquico que indica o potencial criminoso de cada indivíduo, prende e condena pessoas antes que elas praticarem os supostos crimes. Um conceito similar foi explorado pelo escritor americano Philip K. Dick no conto "The minority report" (1956), mais conhecido pelo longa metragem Minority report que o adaptou para o cinema em 2002.
A série teve seis edições no Brasil pela Panini, em 2018. O guia está disponível para download gratuito em formato de texto. Vale conferir.
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domingo, 7 de julho de 2019
Argos 2019
O Clube de Leitores de Ficção Científica-CLFC divulgou os títulos dos finalistas da edição 2019 do Prêmio Argos, que aponta, na opinião de seus membros, os melhores trabalhos nacionais publicados no Brasil em 2018 nas categorias Romance, Conto e Antologia. São eles:
Melhor romance
A mão que pune: 1890, Octavio Aragão, Editora Caligari
Corrosão, Ricardo Labuto Gondim, Editora Caligari
O auto da Maga Josefa, Paola Siviero, Editora Dame Blanche
Melhor conto
"A noite não me deixa dormir", Camila S. Fernandes, Editora Dandelion
"Entre as gotas de chuva, encruzilhada", Cirilo S. Lemos, Aqui quem fala é da Terra, Editora Plutão
"Sombras no coração", Marcelo Galvão, Lovecraftiana vol. 1, edição de autor
Melhor antologia ou coletânea
2084: Mundos cyberpunk, Lidia Zuin, org., Editora Lendari
Aqui quem fala é da Terra, André Caniato & Jana Bianchi, orgs., Editora Plutão
Fractais tropicais, Nelson de Oliveira, org., Editora SESI-SP
Os vencedores das serão revelados na cerimônia de premiação, no dia 13 de julho de 2019, às 19h30, na Casa Fantástica da Flip na cidade de Paraty.
Parabéns aos finalistas.
Melhor romance
A mão que pune: 1890, Octavio Aragão, Editora Caligari
Corrosão, Ricardo Labuto Gondim, Editora Caligari
O auto da Maga Josefa, Paola Siviero, Editora Dame Blanche
Melhor conto
"A noite não me deixa dormir", Camila S. Fernandes, Editora Dandelion
"Entre as gotas de chuva, encruzilhada", Cirilo S. Lemos, Aqui quem fala é da Terra, Editora Plutão
"Sombras no coração", Marcelo Galvão, Lovecraftiana vol. 1, edição de autor
Melhor antologia ou coletânea
2084: Mundos cyberpunk, Lidia Zuin, org., Editora Lendari
Aqui quem fala é da Terra, André Caniato & Jana Bianchi, orgs., Editora Plutão
Fractais tropicais, Nelson de Oliveira, org., Editora SESI-SP
Os vencedores das serão revelados na cerimônia de premiação, no dia 13 de julho de 2019, às 19h30, na Casa Fantástica da Flip na cidade de Paraty.
Parabéns aos finalistas.
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segunda-feira, 1 de julho de 2019
Segunda escotilha
Os assinantes acabam de receber a segunda caixa preta da Escotilha, clube de leitura de ficção fantástica da editora Novo Século.
Esta entrega trouxe o livro Semente maldita, de Anthony Burgess, autor do clássico A laranja mecânica, cuja raríssima edição da Artenova de 1975 estava esgotada há décadas. A edição tem acabamento de luxo em capa dura e nova tradução assinada por Fábio Fernandes. Acompanham três cartões postais, um marcador, um botton e um fascículo informativo com ensaios de Thaís Cavalcante e Fábio Fernandes sobre o livro, o autor, as ilustrações de Paua Cruz e o trabalho de tradução.
Para mais informações sobre a Escotilha, visite o saite, aqui.
Esta entrega trouxe o livro Semente maldita, de Anthony Burgess, autor do clássico A laranja mecânica, cuja raríssima edição da Artenova de 1975 estava esgotada há décadas. A edição tem acabamento de luxo em capa dura e nova tradução assinada por Fábio Fernandes. Acompanham três cartões postais, um marcador, um botton e um fascículo informativo com ensaios de Thaís Cavalcante e Fábio Fernandes sobre o livro, o autor, as ilustrações de Paua Cruz e o trabalho de tradução.
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quinta-feira, 23 de maio de 2019
Bang! detonando
Trata-se da melhor publicação sobre literatura fantástica em língua portuguesa e sua disponibilidade digital vem cobrir um enorme lapso no fandom brasileiro. Ainda que os títulos comentados sejam basicamente aqueles publicados em Portugal, muitos deles tiveram edição brasileira: as informações continuam muito relevantes, portanto. Por exemplo, a edição mais recente disponível – nº 25, publicado em outubro de 2018 – tem a capa dedicada a Sangue e fogo, novo livro de George R. R. Martin.
Os arquivos, em formato pdf, podem ser baixados gratuitamente aqui, assim como de todas as anteriores. Aproveite e marque o link nos favoritos para não perder o número 26, que foi publicado recentemente em Portugal.
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quarta-feira, 22 de maio de 2019
Velta: Contos da Super Detetive 1
Velta retorna a suas origem com o novo título Contos da Super Detetive, publicação trimestral com 18 páginas em preto e branco e capa em cores, disponível em formato impresso.
Depois de encerrado o arco de histórias da personagem, o autor e editor Emir Ribeiro retoma a publicação das histórias da Velta desde a início, com nova arte, textos revisados, além de artigos e contos. O objetivo é republicar tudo, em sua sequência cronológica correta, de forma a apresentar a personagem criada em 1972 para uma nova geração de leitores.
Para compra e informações, mande email para o autor em emir.ribeiro@gmail.com ou visite seu site, aqui.
Depois de encerrado o arco de histórias da personagem, o autor e editor Emir Ribeiro retoma a publicação das histórias da Velta desde a início, com nova arte, textos revisados, além de artigos e contos. O objetivo é republicar tudo, em sua sequência cronológica correta, de forma a apresentar a personagem criada em 1972 para uma nova geração de leitores.
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Múltiplo 31
Está disponível a edição 31 do fanzine virtual de quadrinhos Múltiplo, editado por André Carim.
Lançada em maio, a publicação tem 72 páginas e comemora 26º aniversário de publicação do seu primeiro número, no longínquo ano de 1993.
Traz as hqs "O mestre dos combates", de Jadir Valle, artista que é entrevistado na edição, "Nós gatos somos noturnos", de Elinaudo Barbosa, "Cripta", de Lincoln Nery e César Barbosa, "Odin: O crepúsculo dos deuses" de Luiz Iorio, e "Vácuo", de Gian Danton e Antônio Lima. Tiras de Omar Viñole, ilustrações de Kléber Kleber Lira/Fito Cordeiro, Célio Cardoso e Moacir Muniz - que também assina a capa - completam a edição.
A edição pode ser lida online ou baixada gratuitamente aqui, e edições anteriores também estão disponíveis.
Lançada em maio, a publicação tem 72 páginas e comemora 26º aniversário de publicação do seu primeiro número, no longínquo ano de 1993.
Traz as hqs "O mestre dos combates", de Jadir Valle, artista que é entrevistado na edição, "Nós gatos somos noturnos", de Elinaudo Barbosa, "Cripta", de Lincoln Nery e César Barbosa, "Odin: O crepúsculo dos deuses" de Luiz Iorio, e "Vácuo", de Gian Danton e Antônio Lima. Tiras de Omar Viñole, ilustrações de Kléber Kleber Lira/Fito Cordeiro, Célio Cardoso e Moacir Muniz - que também assina a capa - completam a edição.
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terça-feira, 21 de maio de 2019
Vencedores do prêmio LeBlanc 2019
No dia 9 de maio aconteceu a entrega da segunda edição do Prêmio Le Blanc para os melhores trabalhos de 2018 nas categorias literatura fantástica, quadrinhos, animação e jogos. A entrega aconteceu durante a Semana Internacional de Quadrinhos (SIQ) na Escola de Comunicação da UFRJ. Eis os vencedores:
Romance nacional:
Vencedor: Auto da maga Josefa, Paola Lima Siviero, Editora Dame Blanche.
Finalistas: Araruama: O livro das raízes, Ian Fraser (Moinhos); Vera Cruz: sonhos e pesadelos, Gabriel Billy (Avec).
Antologia nacional:
Vencedor: Fractais tropicais, Nelson de Oliveira, org., Sesi-SP Editora.
Finalistas: Aqui quem fala é da Terra, André Caniato e Jana Bianchi, orgs. (Plutão); Narrativas do medo II, Vitor Abdal, org. (CopaBooks).
Romance traduzido:
Vencedor: Despertar, Octavia Butler, Editora Morro Branco.
Finalistas: Fogo e sangue, George R. R. Martin (Suma); Hex, Thomas Olde Hevelt (DarkSide); Outsider, Stephen King (Suma).
Antologia traduzida:
Vencedor: Crônicas de espada e feitiçaria, Gardner Dozois, Editora LeYa Brasil.
Finalistas: Conan, o Bárbaro, livro 2, Robert E. Howard (Pipoca & Nanquim); Edgar Allan Poe Vol. 2 (DarkSide); Sonhos elétricos, Philip K. Dick (Aleph).
Quadrinho independente nacional:
Vencedor: The guardian: Em busca da luz, Gustavo Piacentin.
Finalistas: Lama, Rodrigo Ramos e Marcel Bartholo. Rio Negro 2, Ikarow Waxwings.
Quadrinho nacional:
Vencedor: Bartolomeu, Victor Moura, Editora Caligari.
Finalistas: Delirium tremens, Raphael Fernandes (Draco); Justiça sideral: Recomeços, Deyvison Manes e Netho Diaz (Avec).
Quadrinho traduzido:
Vencedor: Mort Cinder, Alberto Breccia, Editora Figura.
Finalistas: Paraíso perdido, John Milton e Pablo Auladell (DarkSide); Um pedaço de madeira e aço, Christophe Chabouté (Pipoca & Nanquim)
Série de tiras nacional:
Vencedor: Mar menino, Paulo Moreira.
Finalistas: Pocketscomics, Renato Lima; Tê Rex: Spoilerfobia, Marcel Ibaldo; Um sábado qualquer, Carlos Ruas.
Animação nacional:
Vencedor: Superdrags, Combo Estúdio.
Finalistas: Biduzidos (Copa Studio/Mauricio de Sousa Produções); Irmão do Jorel (Copa Studio/Cartoon Network Brasil)
Animação longa:
Vencedor: Tito e os pássaros, Gustavo Steinberg, Gabriel Bitar & Andre Catoto Dias. (unanimidade)
Animação nacional curta:
Vencedor: Gravidade, Amir Admoni.
Finalistas: Lé com Cré, Cassandra Reis; Por um som orgânico, Fábio Purper Machado; O homem na caixa, direção Ale Borges, Alvaro Furloni e Guilherme Gehr; Trip & Treasure, Estúdio Escola de Animação/Baluarte Cultura e Copa Studio.
Animação publicitária:
Vencedor: "A queda", Zombie Studio/Hospital do Amor.
Finalistas: "Aquarela", DAVID São Paulo/Faber Castell; "Defenda-se", Centro Marista de Defesa da Infância; "Deus salve o rei", Direção Alexandre Romano, Flavio Mac/Rede Globo; "Você faz acontecer", Zombie Studio/Bradesco.
Jogo nacional mobile:
Vencedor: Dandara, Raw Fury.
Finalistas: Let’s zeppelin, Gazeus Games; Until dead think to surviv, Monomyto Game Studio.
Jogo nacional console:
Vencedor: Sword Legacy: Omen, Firecast Studio; Fableware: Narrative Design.
Finalistas: Akane, Ludic Studios; Dandara, Raw Fury.
O Prêmio Le Blanc é uma promoção da Escola de Comunicação da Universidade Federal do
Rio de Janeiro (ECO/UFRJ) e da Universidade Veiga de Almeida (UVA).
Parabéns aos vencedores!
Romance nacional:
Vencedor: Auto da maga Josefa, Paola Lima Siviero, Editora Dame Blanche.
Finalistas: Araruama: O livro das raízes, Ian Fraser (Moinhos); Vera Cruz: sonhos e pesadelos, Gabriel Billy (Avec).
Antologia nacional:
Vencedor: Fractais tropicais, Nelson de Oliveira, org., Sesi-SP Editora.
Finalistas: Aqui quem fala é da Terra, André Caniato e Jana Bianchi, orgs. (Plutão); Narrativas do medo II, Vitor Abdal, org. (CopaBooks).
Romance traduzido:
Vencedor: Despertar, Octavia Butler, Editora Morro Branco.
Finalistas: Fogo e sangue, George R. R. Martin (Suma); Hex, Thomas Olde Hevelt (DarkSide); Outsider, Stephen King (Suma).
Antologia traduzida:
Vencedor: Crônicas de espada e feitiçaria, Gardner Dozois, Editora LeYa Brasil.
Finalistas: Conan, o Bárbaro, livro 2, Robert E. Howard (Pipoca & Nanquim); Edgar Allan Poe Vol. 2 (DarkSide); Sonhos elétricos, Philip K. Dick (Aleph).
Quadrinho independente nacional:
Vencedor: The guardian: Em busca da luz, Gustavo Piacentin.
Finalistas: Lama, Rodrigo Ramos e Marcel Bartholo. Rio Negro 2, Ikarow Waxwings.
Quadrinho nacional:
Vencedor: Bartolomeu, Victor Moura, Editora Caligari.
Finalistas: Delirium tremens, Raphael Fernandes (Draco); Justiça sideral: Recomeços, Deyvison Manes e Netho Diaz (Avec).
Quadrinho traduzido:
Vencedor: Mort Cinder, Alberto Breccia, Editora Figura.
Finalistas: Paraíso perdido, John Milton e Pablo Auladell (DarkSide); Um pedaço de madeira e aço, Christophe Chabouté (Pipoca & Nanquim)
Série de tiras nacional:
Vencedor: Mar menino, Paulo Moreira.
Finalistas: Pocketscomics, Renato Lima; Tê Rex: Spoilerfobia, Marcel Ibaldo; Um sábado qualquer, Carlos Ruas.
Animação nacional:
Vencedor: Superdrags, Combo Estúdio.
Finalistas: Biduzidos (Copa Studio/Mauricio de Sousa Produções); Irmão do Jorel (Copa Studio/Cartoon Network Brasil)
Animação longa:
Vencedor: Tito e os pássaros, Gustavo Steinberg, Gabriel Bitar & Andre Catoto Dias. (unanimidade)
Animação nacional curta:
Vencedor: Gravidade, Amir Admoni.
Finalistas: Lé com Cré, Cassandra Reis; Por um som orgânico, Fábio Purper Machado; O homem na caixa, direção Ale Borges, Alvaro Furloni e Guilherme Gehr; Trip & Treasure, Estúdio Escola de Animação/Baluarte Cultura e Copa Studio.
Animação publicitária:
Vencedor: "A queda", Zombie Studio/Hospital do Amor.
Finalistas: "Aquarela", DAVID São Paulo/Faber Castell; "Defenda-se", Centro Marista de Defesa da Infância; "Deus salve o rei", Direção Alexandre Romano, Flavio Mac/Rede Globo; "Você faz acontecer", Zombie Studio/Bradesco.
Jogo nacional mobile:
Vencedor: Dandara, Raw Fury.
Finalistas: Let’s zeppelin, Gazeus Games; Until dead think to surviv, Monomyto Game Studio.
Jogo nacional console:
Vencedor: Sword Legacy: Omen, Firecast Studio; Fableware: Narrative Design.
Finalistas: Akane, Ludic Studios; Dandara, Raw Fury.
Rio de Janeiro (ECO/UFRJ) e da Universidade Veiga de Almeida (UVA).
Parabéns aos vencedores!
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Juvenatrix 200
Está circulando a histórica edição número 200 do fanzine eletrônico de horror e ficção científica Juvenatrix editado por Renato Rosatti.
Desta vez o editor não preparou nada especial para marcar tal efeméride e este número traz em 21 páginas contos e poemas de Caio Alexandre Bezarias, João Augusto, Miguel Carqueija e Allan Fear, quadrinhos de Allan Fear, resenhas aos filmes O abominável Dr. Phibes (1971), A câmara de horrores do abominável Dr. Phibes (1972) e A noite do demônio (1957), além de divulgação e curiosidades sobre fanzines, livros, filmes e bandas independentes de rock extremo. A capa traz uma ilustração de Mário Labate.
Para solicitar sua cópia em formato PDF, envie um email para: renatorosatti@yahoo.com.br.
Desta vez o editor não preparou nada especial para marcar tal efeméride e este número traz em 21 páginas contos e poemas de Caio Alexandre Bezarias, João Augusto, Miguel Carqueija e Allan Fear, quadrinhos de Allan Fear, resenhas aos filmes O abominável Dr. Phibes (1971), A câmara de horrores do abominável Dr. Phibes (1972) e A noite do demônio (1957), além de divulgação e curiosidades sobre fanzines, livros, filmes e bandas independentes de rock extremo. A capa traz uma ilustração de Mário Labate.
Para solicitar sua cópia em formato PDF, envie um email para: renatorosatti@yahoo.com.br.
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domingo, 7 de abril de 2019
Jogos de guerra
O escritor carioca J. M. Beraldo, autor dos romances O véu da verdade (2005), Taikodom: Despertar (2008) e Império de diamante (2015), tem um novo romance na praça. Trata-se de Jogos de guerra, ficção científica space opera que se passa no mesmo universo do já citado Véu da verdade.
Diz o texto de divulgação: "Guerrilheiros armados com tecnologia alienígena ultra avançada usam uma revolta popular para atacar a cidade corporativa de Kinshasa, acendendo um barril de pólvora que pode imergir a África em um conflito sem precedentes. Sabendo dos riscos para seus aliados, o governo do Brasil e a Aliança do Sul decidem enviar uma força expedicionária multinacional para conter o problema. É formado um esquadrão de pilotos latinos e africanos sob o comando do Major Ferreira, herói da Batalha da Amazônia, sobrevivente, pai. Ferreira precisará lidar com os conflitos entre seus novos pilotos e seu próprio trauma de guerra enquanto tenta desvendar quem está armando aos guerrilheiros antes que a União Europeia resolva intervir com força extrema".
O livro está disponível em formato ebook aqui, mas pode ser encomendado em formato impresso diretamente com o autor, aqui.
Diz o texto de divulgação: "Guerrilheiros armados com tecnologia alienígena ultra avançada usam uma revolta popular para atacar a cidade corporativa de Kinshasa, acendendo um barril de pólvora que pode imergir a África em um conflito sem precedentes. Sabendo dos riscos para seus aliados, o governo do Brasil e a Aliança do Sul decidem enviar uma força expedicionária multinacional para conter o problema. É formado um esquadrão de pilotos latinos e africanos sob o comando do Major Ferreira, herói da Batalha da Amazônia, sobrevivente, pai. Ferreira precisará lidar com os conflitos entre seus novos pilotos e seu próprio trauma de guerra enquanto tenta desvendar quem está armando aos guerrilheiros antes que a União Europeia resolva intervir com força extrema".
O livro está disponível em formato ebook aqui, mas pode ser encomendado em formato impresso diretamente com o autor, aqui.
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domingo, 17 de fevereiro de 2019
Fc&f têm clube do livro
A editora Novo Século, que há anos abriga o selo Talentos da Literatura Brasileira, acaba de lançar a Escotilha NS, clube de leitura totalmente dedicado a fc&f. Trata-se de uma proposta inédita, pois embora clubes do livro sejam uma ideia antiga, nunca houve um dedicado exclusivamente ao fantástico.
O modelo é o mesmo: o leitor faz uma assinatura e, em troca, recebe luxuosos livros exclusivos e uma série de brindes. Também receberá a revista ESC e acesso a um podcast também exclusivo. O diferencial é que a periodicidade será bimestral, ou seja, serão seis entregas por ano.
O primeiro livro deve ser enviado aos assinantes somente em abril, mas já é possível fazer um pré-cadastro e garantir um desconto na primeira caixa. O título a ser entregue ainda é um mistério, mas a editora deu várias pistas: o livro foi publicado pela primeira vez no início do século 20 e, hoje, não tem edição no Brasil; trata-se de um autor consagrado que criou personagens icônicos da literatura universal e o Brasil aparece em uma das histórias do livro.
A editora criou uma série de canais de comunicação com os leitores e promete considerar as sugestões deles para futuros lançamentos.
Mais informações podem ser obtidas no saite do clube, aqui.
O modelo é o mesmo: o leitor faz uma assinatura e, em troca, recebe luxuosos livros exclusivos e uma série de brindes. Também receberá a revista ESC e acesso a um podcast também exclusivo. O diferencial é que a periodicidade será bimestral, ou seja, serão seis entregas por ano.
A editora criou uma série de canais de comunicação com os leitores e promete considerar as sugestões deles para futuros lançamentos.
Mais informações podem ser obtidas no saite do clube, aqui.
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Juvenatrix 199
Está circulando a edição de fevereiro do fanzine eletrônico de horror e ficção científica Juvenatrix editado por Renato Rosatti, que traz em 14 páginas um conto de Allan Fear, resenha ao filme de David Cronenberg Calafrios (Shivers, 1975), além de divulgação e curiosidades sobre fanzines, livros, filmes e bandas independentes de rock extremo. A capa traz uma ilustração de Mário Labate.
Será que o editor vai inventar alguma coisa especial para a edição 200? É, sem dúvida, um marco a ser comemorado, nenhum outro fanzine brasileiro chegou tão longe. Vamos aguardar.
Para solicitar uma cópia em formato pdf, basta enviar email para renatorosatti@yahoo.com.br.
Será que o editor vai inventar alguma coisa especial para a edição 200? É, sem dúvida, um marco a ser comemorado, nenhum outro fanzine brasileiro chegou tão longe. Vamos aguardar.
Para solicitar uma cópia em formato pdf, basta enviar email para renatorosatti@yahoo.com.br.
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Gene Shaft
Miguel Carqueija disponibilizou mais um guia de episódios de animes, desta vez sobre o seriado Gene Shaft, produzido em 2001 pelo Estúdio Bandai Visual.
Trata-se de uma space opera passada no século 23, quando a humanidade domina o sistema solar e as pessoas são produzidas artificialmente. Diz o texto de apresentação: "A série acompanha as aventuras da nave espacial Bilkis que investiga o aparecimento de imensos anéis espaciais, poderosos e agressivos que têm relação com a raça extinta dos gigantes cujas ruínas foram achadas em Ganimedes, satélite de Júpiter, e o misterioso sistema Óberas, por eles deixado."
O guia faz resenhas críticas de cada um dos treze episódios do seriado – que os interessados podem assistir pela internet, embora o autor não diga exatamente como: descobri-lo fica por conta de cada um.
O volume, em forma de arquivo de texto, está disponível para download gratuito aqui.
Trata-se de uma space opera passada no século 23, quando a humanidade domina o sistema solar e as pessoas são produzidas artificialmente. Diz o texto de apresentação: "A série acompanha as aventuras da nave espacial Bilkis que investiga o aparecimento de imensos anéis espaciais, poderosos e agressivos que têm relação com a raça extinta dos gigantes cujas ruínas foram achadas em Ganimedes, satélite de Júpiter, e o misterioso sistema Óberas, por eles deixado."
O guia faz resenhas críticas de cada um dos treze episódios do seriado – que os interessados podem assistir pela internet, embora o autor não diga exatamente como: descobri-lo fica por conta de cada um.
O volume, em forma de arquivo de texto, está disponível para download gratuito aqui.
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019
Mestre das marés
Neste sábado, dia 2 de fevereiro, a partir das 16 horas, o escritor Roberto de Sousa Causo e a Devir Livraria estarão recebendo leitores e amigos na Omniverse Livraria e Hobby Store para o lançamento oficial do livro O mestre das marés, romance de ficção científica no mesmo universo de Glória sombria, livro anterior do mesmo autor. À venda desde outubro de 2018, este novo romance leva o protagonista Jonas Peregrino em uma missão de guerra num planeta distante contra uma raça alienígena poderosa que detém tecnologias desconhecidas pelo homem e podem desequilibrar o conflito ao seu favor.
Além de Causo, também estará presente ao evento o ilustrador Vagner Vargas, que assina a capa do volume e autografará o poster exclusivo com sua arte que será ofertado a todos os compradores do livro.
A Omniverse fica na rua Teodureto Souto, 624/630, Cambuci, em São Paulo.
Mais informações sobre o trabalho do autor podem ser obtidas no saite Galaxis. O livro também pode ser adquirido pela internet, aqui.
Além de Causo, também estará presente ao evento o ilustrador Vagner Vargas, que assina a capa do volume e autografará o poster exclusivo com sua arte que será ofertado a todos os compradores do livro.
A Omniverse fica na rua Teodureto Souto, 624/630, Cambuci, em São Paulo.
Mais informações sobre o trabalho do autor podem ser obtidas no saite Galaxis. O livro também pode ser adquirido pela internet, aqui.
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019
Deus, o diabo e os super-heróis no país da corrupção
Meu velho amigo, o escritor e roteirista Sid Castro, chamou minha atenção para o interessantíssimo romance Deus, o diabo e os super-heróis no país da corrupção, de Fernando Fontana, escritor do interior de São Paulo, mais exatamente na região de Catanduva. Lançado em agosto de 2018, é o primeiro livro do autor, um drama policial e político num panorama de ficção científica ao estilo noir. Conta a história de um detetive de um Brasil alternativo no qual existem pessoas com superpoderes, mas não necessariamente super-heróis.
Diz a sinopse de divulgação: "Após um evento traumático, o detetive Lucca Carrara deixa o Departamento de Crimes Supranormais (DCS), e se transforma em um homem amargurado, com um passado questionável, vivendo em um país onde os assuntos do momento são o futebol, a corrupção e os super-heróis. Seus maiores amigos são o cigarro, a cerveja e o falecido escritor Charles Bukowski, com quem ocasionalmente conversa em seus delírios. Com a conta sempre no vermelho, e sem alternativa, ele aceita investigar um possível caso de adultério, envolvendo o Patriota, o maior e mais famoso super-herói do país, árduo defensor da moral e dos bons costumes, amado por muitos e protegido por um governo atolado em um mar de lama. Enquanto isso, no céu do país, as incrivelmente poderosas super-heroínas Justiça Escarlate e Miss Liberdade, mortais inimigas, lutam uma contra a outra em uma batalha que não parece ter fim, devastando quarteirões inteiros, e ignorando completamente os crimes que são cometidos ao seu redor. Um agente do Departamento de Crimes Supranormais procura por um vilão, que pode ser o principal responsável por uma terrível epidemia de estupidez que se alastra pela nação. Uma mulher invisível é ignorada. Um profeta lidera uma Cidade sem Nome. O mago mais poderoso do mundo transa com ele mesmo. É um mundo insano onde as leis da física foram abolidas. Em sua investigação, Carrara se envolverá em uma trama cada vez mais complexa e perigosa, colidindo com os interesses de homens poderosos, vilões que não vestem roupas coloridas e espalhafatosas, uma legião do mal com terno e gravata importados, capazes de qualquer coisa para manter a posição que conquistaram. Para enfrentá-los, contará com a ajuda de uma prostituta com super poderes, um indigente voador, um ex-super-herói com corpo blindado e do homem mais sortudo do mundo. Ainda assim, as chances estarão contra ele."
Os próximos projetos de Fontana são uma novela gráfica no mesmo universo do romance (com roteiro de Sid Castro e desenhos de Ivan Lima) e um novo romance que terá o instigante título Procura-se Elvis vivo ou morto, que conta como Elvis foi encontrado numa pequena cidade do interior paulista, cuja prefeita é a Morte.
Deus, o diabo e os super-heróis no país da corrupção tem 266 páginas e é uma publicação da editora Viseu.
Diz a sinopse de divulgação: "Após um evento traumático, o detetive Lucca Carrara deixa o Departamento de Crimes Supranormais (DCS), e se transforma em um homem amargurado, com um passado questionável, vivendo em um país onde os assuntos do momento são o futebol, a corrupção e os super-heróis. Seus maiores amigos são o cigarro, a cerveja e o falecido escritor Charles Bukowski, com quem ocasionalmente conversa em seus delírios. Com a conta sempre no vermelho, e sem alternativa, ele aceita investigar um possível caso de adultério, envolvendo o Patriota, o maior e mais famoso super-herói do país, árduo defensor da moral e dos bons costumes, amado por muitos e protegido por um governo atolado em um mar de lama. Enquanto isso, no céu do país, as incrivelmente poderosas super-heroínas Justiça Escarlate e Miss Liberdade, mortais inimigas, lutam uma contra a outra em uma batalha que não parece ter fim, devastando quarteirões inteiros, e ignorando completamente os crimes que são cometidos ao seu redor. Um agente do Departamento de Crimes Supranormais procura por um vilão, que pode ser o principal responsável por uma terrível epidemia de estupidez que se alastra pela nação. Uma mulher invisível é ignorada. Um profeta lidera uma Cidade sem Nome. O mago mais poderoso do mundo transa com ele mesmo. É um mundo insano onde as leis da física foram abolidas. Em sua investigação, Carrara se envolverá em uma trama cada vez mais complexa e perigosa, colidindo com os interesses de homens poderosos, vilões que não vestem roupas coloridas e espalhafatosas, uma legião do mal com terno e gravata importados, capazes de qualquer coisa para manter a posição que conquistaram. Para enfrentá-los, contará com a ajuda de uma prostituta com super poderes, um indigente voador, um ex-super-herói com corpo blindado e do homem mais sortudo do mundo. Ainda assim, as chances estarão contra ele."
Os próximos projetos de Fontana são uma novela gráfica no mesmo universo do romance (com roteiro de Sid Castro e desenhos de Ivan Lima) e um novo romance que terá o instigante título Procura-se Elvis vivo ou morto, que conta como Elvis foi encontrado numa pequena cidade do interior paulista, cuja prefeita é a Morte.
Deus, o diabo e os super-heróis no país da corrupção tem 266 páginas e é uma publicação da editora Viseu.
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019
Velta só para maiores
Emir Ribeiro saca rápido e lança Velta 2019 logo na primeira quinzena do ano. Trata-se de uma edição muito importante na mitologia da conhecida super heroína dos quadrinhos nacionais alternativos, pois dá conclusão a um longo arco de histórias iniciado ainda nos anos 1980.
A edição tem 36 páginas e publica a hq "Objetivo atingido". Diz a sinopse: "No planeta gelado, está terminando a estadia de Velta, Doroti, Denise e a Kátia de outro universo; enquanto na Terra, a robótica Nova descobre um meio de se tornar mais humana mas não menos forte".
A história traz uma Velta extremamente tórrida, tanto que é desaconselhada para menores de idade. Mesmo os fãs históricos da personagem, já acostumados às ousadias do autor, vão se surpreender com a volúpia da edição.
Velta 2019 é uma publicação da Atomic Quadrinhos e pode ser encomendada aqui.
A edição tem 36 páginas e publica a hq "Objetivo atingido". Diz a sinopse: "No planeta gelado, está terminando a estadia de Velta, Doroti, Denise e a Kátia de outro universo; enquanto na Terra, a robótica Nova descobre um meio de se tornar mais humana mas não menos forte".
A história traz uma Velta extremamente tórrida, tanto que é desaconselhada para menores de idade. Mesmo os fãs históricos da personagem, já acostumados às ousadias do autor, vão se surpreender com a volúpia da edição.
Velta 2019 é uma publicação da Atomic Quadrinhos e pode ser encomendada aqui.
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
Fractais tropicais
Lançada ainda em 2018, mais exatamente no dia 19 de dezembro, pela editora SESI-SP, a antologia Fractais tropicais propõe ser um panorama representativo da aventura de produzir literatura de ficção científica no Brasil a partir do elencamento de seus principais textos na opinião do organizador, o também escritor Nelson de Oliveira. Conhecido como importante antologista das recentes gerações de escritores no Brasil nos livros Geração 90 e Geração Zero Zero, assim como por seus próprios trabalhos, como os premiados O filho do crucificado e Poeira: Demônios e maldições, entre outros, Oliveira também se tornou ele mesmo um autor de ficção científica, gênero que observa ser a alternativa mais favorável à crise de criatividade da literatura brasileira.
Do alto de suas 496 páginas, Fractais tropicais posta-se como pedra fundamental para um cânone da fc nacional, pois faz um levantamentos técnico, estilístico e histórico do gênero a partir das "Ondas" de autores vinculados ao movimento dos fãs (fandom), conceito consagrado entre os estudiosos do gênero. Dessa forma, o volume se divide em três partes correspondendo a cada uma das ondas, apresentadas em ordem cronológica inversa, ou seja, iniciando pela terceira e voltando no tempo, como numa viagem ao passado, o que faz todo o sentido num livro de fc.
Dessa forma, o volume se inicia com a "Terceira Onda", formada pelos autores que exercitam o gênero a partir do estabelecimento das redes sociais da internet na virada para o século 21, com textos de Cristina Lasaitis, Ana Cristina Rodrigues, Lady Sybilla, Cirilo Lemos, Alliah; Santiago Santos, Márcia Olivieri, Andréa del Fuego, Luiz Brás (heterônimo do próprio organizador), Ademir Assunção, Tibor Moricz e Ronaldo Bressane.
Na "Segunda Onda", também chamada de Geração dos Fanzines, aparecem os autores que produziram seus trabalhos ao longo dos anos 1980 e 2000 nas páginas das publicações independentes – período em que o gênero não tinha nenhum espaço no mercado formal –, dentre os quais Oliveira selecionou textos de Braulio Tavares, Ivanir Calado, Carlos Orsi, Lucio Manfredi, Fabio Fernandes, Ataíde Tartari, Finísia Fideli, Gerson Lodi-Ribeiro, Jorge Luiz Calife, Roberto de Sousa Causo, Ivan Carlos Regina, Octávio Aragão e Fausto Fawcett.
Finalmente, a "Primeira Onda", com uma seleta de autores clássicos publicados nos anos 1960 e 1970: André Carneiro, Dinah Silveira de Queiroz, Fausto Cunha, Jeronimo Monteiro e Rubens Teixeira Scavone. Poderia continuar ainda mais ao passado, recuando à era pré-fandom que tem exemplos importantes desde o século 19, mas isso por certo enfraqueceria os objetivos mais imediatos do volume.
Percebe-se que, ainda que o organizador tenha se empenhado em dar alguma representatividade aos gêneros, sempre, e ainda hoje, predomina a presença masculina entre os autores. Embora nos demais gêneros da literatura fantástica, como a fantasia e o terror, haja uma presença feminina mais expressiva, e a Terceira Onda realmente mostre um aumento na variedade autoral, a fc continua sendo o Clube do Bolinha da literatura, fantástica, e esse será um panorama difícil de mudar, pois os protocolos do gênero, estabelecidos nos anos 1940 e 1950 nas revistas pulp americanas, privilegiavam o público adolescente masculino.
Outras análises podem ser obtidas, mas é conveniente deixá-las para outra oportunidade. O importante agora é destacar que, com Fractais tropicais, a ficção científica dá um passo importante em direção ao estabelecimento de um campo respeitável na literatura nacional.
Do alto de suas 496 páginas, Fractais tropicais posta-se como pedra fundamental para um cânone da fc nacional, pois faz um levantamentos técnico, estilístico e histórico do gênero a partir das "Ondas" de autores vinculados ao movimento dos fãs (fandom), conceito consagrado entre os estudiosos do gênero. Dessa forma, o volume se divide em três partes correspondendo a cada uma das ondas, apresentadas em ordem cronológica inversa, ou seja, iniciando pela terceira e voltando no tempo, como numa viagem ao passado, o que faz todo o sentido num livro de fc.
Dessa forma, o volume se inicia com a "Terceira Onda", formada pelos autores que exercitam o gênero a partir do estabelecimento das redes sociais da internet na virada para o século 21, com textos de Cristina Lasaitis, Ana Cristina Rodrigues, Lady Sybilla, Cirilo Lemos, Alliah; Santiago Santos, Márcia Olivieri, Andréa del Fuego, Luiz Brás (heterônimo do próprio organizador), Ademir Assunção, Tibor Moricz e Ronaldo Bressane.
Na "Segunda Onda", também chamada de Geração dos Fanzines, aparecem os autores que produziram seus trabalhos ao longo dos anos 1980 e 2000 nas páginas das publicações independentes – período em que o gênero não tinha nenhum espaço no mercado formal –, dentre os quais Oliveira selecionou textos de Braulio Tavares, Ivanir Calado, Carlos Orsi, Lucio Manfredi, Fabio Fernandes, Ataíde Tartari, Finísia Fideli, Gerson Lodi-Ribeiro, Jorge Luiz Calife, Roberto de Sousa Causo, Ivan Carlos Regina, Octávio Aragão e Fausto Fawcett.
Finalmente, a "Primeira Onda", com uma seleta de autores clássicos publicados nos anos 1960 e 1970: André Carneiro, Dinah Silveira de Queiroz, Fausto Cunha, Jeronimo Monteiro e Rubens Teixeira Scavone. Poderia continuar ainda mais ao passado, recuando à era pré-fandom que tem exemplos importantes desde o século 19, mas isso por certo enfraqueceria os objetivos mais imediatos do volume.
Percebe-se que, ainda que o organizador tenha se empenhado em dar alguma representatividade aos gêneros, sempre, e ainda hoje, predomina a presença masculina entre os autores. Embora nos demais gêneros da literatura fantástica, como a fantasia e o terror, haja uma presença feminina mais expressiva, e a Terceira Onda realmente mostre um aumento na variedade autoral, a fc continua sendo o Clube do Bolinha da literatura, fantástica, e esse será um panorama difícil de mudar, pois os protocolos do gênero, estabelecidos nos anos 1940 e 1950 nas revistas pulp americanas, privilegiavam o público adolescente masculino.
Outras análises podem ser obtidas, mas é conveniente deixá-las para outra oportunidade. O importante agora é destacar que, com Fractais tropicais, a ficção científica dá um passo importante em direção ao estabelecimento de um campo respeitável na literatura nacional.
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sábado, 5 de janeiro de 2019
Animal'z, Enki Bilal
Animal'z, Enki Bilal. Tradução de Fernando Scheibe. São Paulo: Nemo, 2012.
A ideia do fim do mundo exerce um fascínio irresistível em todos nós. Muito já foi escrito sobre isso, mas o assunto não se esgota: o tema transformou-se num dos mais rentáveis filões da ficção científica, mas a linha que separa a especulação válida da completa tolice é determinada pela preocupação do texto em antecipar as consequências das atitudes que estão sendo tomadas hoje. Nesse aspecto, Animal'z está entre as melhores peças do gênero.
Trata-se de uma sofisticada novela gráfica do quadrinhista sérvio Enki Bilal, publicada originalmente em 2009 pela editora belga Casterman e lançada em 2012 no Brasil pela Nemo, um selo da Editora Autêntica.
A leviana interferência humana sobre a natureza causou um severo desequilíbrio ambiental que ficou conhecido como Golpe de Sangue, e lançou o planeta numa nova era glacial, aniquilando a civilização. Os poucos sobreviventes tentam atingir os Eldorados, regiões quase míticas nas quais se acredita ainda ser possível a vida, mas o caminho para lá é difícil e perigoso. A água potável é rara, os meios de comunicação caíram e não há transporte aéreo e terrestre; as únicas formas de viajar são a pé, no lombo de um animal ou, para os mais afortunados, nos barcos.
Campos minados e radioatividade são perigos remanescentes dos tempos antigos, e as ruínas das cidades escondem canibais famintos a caça de carne fresca. Apesar das duras provas que a natureza impõe aos peregrinos, o verdadeiro perigo para o homem é mesmo o outro: encontros entre sobreviventes invariavelmente resultam em alguma morte, seja por acidente, por intolerância, ou mesmo por instinto de autopreservação.
A história começa a bordo de um luxuoso iate que navega em direção ao Estreito 17, um dos poucos acessos seguros a uma rota que se acredita levar até um dos Eldorados. A bordo, uma jovem sem muita perspectiva de chegar a qualquer lugar que seja: seu marido morreu num acidente improvável, empalado por um filhote de marlim arremessado por uma tempestade, e a moça agora viaja sob os cuidados de um servo eletrônico, um tipo de lagosta robótica, mistura de capitão e mordomo.
Quando um golfinho sobe a bordo e de suas entranhas emerge um homem desconhecido, é que realmente começa o pesadelo. Vamos descobrir que o Golpe de Sangue vai muito além de uma "simples" era do gelo. Os homens desse tempo não são mais como nós. Através de um milagre da tecnologia, eles podem alternar suas forma e natureza entre humano e animal.
Em outro ponto do oceano, um segundo iate também segue em direção ao Estreito 17, levando a bordo ninguém menos que o próprio inventor da tecnologia de hibridização, ele mesmo um híbrido que, assim como o inescrupuloso Doutor Morreau de H. G. Wells, ousou invadir o terreno do sagrado e, com isso, só colaborou para que as coisas ficassem ainda piores.
E, numa terceira linha narrativa, dois cavaleiros quase idênticos, separados entre si por exatos três quilômetros, caminham pela vastidão gelada em busca do local místico em que realizarão seu quarto e talvez definitivo duelo de morte. As narrativas vão se cruzar e determinar o futuro de cada um destes infelizes desesperados do fim do mundo.
A história tem o estilo descosturado que caracteriza as obras de Bilal, com personagens enigmáticos e atormentados que se debatem por algo que sequer sabem ser real. Isso, somado a ausência de uma contextualização sólida, dá a história tons claustrofóbicos estranhamente reforçados pela vastidão gelada do cenário, num diálogo muito próximo ao longa-metragem Quinteto (Quintet), ficção científica dirigida por Robert Altman em 1979.
Os desenhos são um espetáculo à parte, executados com habilidade de um mestre da anatomia, usando apenas lápis pastel sobre papel tonalizado, em cores frias que não variam muito além do cinza azulado, o preto e o branco. A arte é valorizada pelo acabamento gráfico da edição brasileira, que tem 104 páginas em papel cuchê fosco de boa gramatura e encadernação costurada em capa dura.
A Nemo investiu na publicação da obra de Bilal, um dos mais importantes ilustradores surgidos nos anos 1970 nas páginas da revista Metal Hurlant. Em 2012, a editora também trouxe aos leitores brasileiros a festejada Trilogia Nikopol, obra-prima que já tem inclusive uma adaptação para o cinema, Immortel (ad vitam), dirigida em 2004 pelo próprio Bilal.
Apesar das qualidades inegáveis, Animal'z não é uma história em quadrinhos fácil. A narrativa barroca e incômoda, ideias em estado bruto, texto fragmentado e a violência fria, quase gratuita, pode chocar os leitores que não estão acostumados ao estilo do autor, às especulações da ficção científica moderna ou aos modelos pós-modernos da narrativa literária. Ainda assim, é uma experiência muito recomendável.
A ideia do fim do mundo exerce um fascínio irresistível em todos nós. Muito já foi escrito sobre isso, mas o assunto não se esgota: o tema transformou-se num dos mais rentáveis filões da ficção científica, mas a linha que separa a especulação válida da completa tolice é determinada pela preocupação do texto em antecipar as consequências das atitudes que estão sendo tomadas hoje. Nesse aspecto, Animal'z está entre as melhores peças do gênero.
Trata-se de uma sofisticada novela gráfica do quadrinhista sérvio Enki Bilal, publicada originalmente em 2009 pela editora belga Casterman e lançada em 2012 no Brasil pela Nemo, um selo da Editora Autêntica.
A leviana interferência humana sobre a natureza causou um severo desequilíbrio ambiental que ficou conhecido como Golpe de Sangue, e lançou o planeta numa nova era glacial, aniquilando a civilização. Os poucos sobreviventes tentam atingir os Eldorados, regiões quase míticas nas quais se acredita ainda ser possível a vida, mas o caminho para lá é difícil e perigoso. A água potável é rara, os meios de comunicação caíram e não há transporte aéreo e terrestre; as únicas formas de viajar são a pé, no lombo de um animal ou, para os mais afortunados, nos barcos.
Campos minados e radioatividade são perigos remanescentes dos tempos antigos, e as ruínas das cidades escondem canibais famintos a caça de carne fresca. Apesar das duras provas que a natureza impõe aos peregrinos, o verdadeiro perigo para o homem é mesmo o outro: encontros entre sobreviventes invariavelmente resultam em alguma morte, seja por acidente, por intolerância, ou mesmo por instinto de autopreservação.
A história começa a bordo de um luxuoso iate que navega em direção ao Estreito 17, um dos poucos acessos seguros a uma rota que se acredita levar até um dos Eldorados. A bordo, uma jovem sem muita perspectiva de chegar a qualquer lugar que seja: seu marido morreu num acidente improvável, empalado por um filhote de marlim arremessado por uma tempestade, e a moça agora viaja sob os cuidados de um servo eletrônico, um tipo de lagosta robótica, mistura de capitão e mordomo.
Quando um golfinho sobe a bordo e de suas entranhas emerge um homem desconhecido, é que realmente começa o pesadelo. Vamos descobrir que o Golpe de Sangue vai muito além de uma "simples" era do gelo. Os homens desse tempo não são mais como nós. Através de um milagre da tecnologia, eles podem alternar suas forma e natureza entre humano e animal.
Em outro ponto do oceano, um segundo iate também segue em direção ao Estreito 17, levando a bordo ninguém menos que o próprio inventor da tecnologia de hibridização, ele mesmo um híbrido que, assim como o inescrupuloso Doutor Morreau de H. G. Wells, ousou invadir o terreno do sagrado e, com isso, só colaborou para que as coisas ficassem ainda piores.
E, numa terceira linha narrativa, dois cavaleiros quase idênticos, separados entre si por exatos três quilômetros, caminham pela vastidão gelada em busca do local místico em que realizarão seu quarto e talvez definitivo duelo de morte. As narrativas vão se cruzar e determinar o futuro de cada um destes infelizes desesperados do fim do mundo.
A história tem o estilo descosturado que caracteriza as obras de Bilal, com personagens enigmáticos e atormentados que se debatem por algo que sequer sabem ser real. Isso, somado a ausência de uma contextualização sólida, dá a história tons claustrofóbicos estranhamente reforçados pela vastidão gelada do cenário, num diálogo muito próximo ao longa-metragem Quinteto (Quintet), ficção científica dirigida por Robert Altman em 1979.
Os desenhos são um espetáculo à parte, executados com habilidade de um mestre da anatomia, usando apenas lápis pastel sobre papel tonalizado, em cores frias que não variam muito além do cinza azulado, o preto e o branco. A arte é valorizada pelo acabamento gráfico da edição brasileira, que tem 104 páginas em papel cuchê fosco de boa gramatura e encadernação costurada em capa dura.
A Nemo investiu na publicação da obra de Bilal, um dos mais importantes ilustradores surgidos nos anos 1970 nas páginas da revista Metal Hurlant. Em 2012, a editora também trouxe aos leitores brasileiros a festejada Trilogia Nikopol, obra-prima que já tem inclusive uma adaptação para o cinema, Immortel (ad vitam), dirigida em 2004 pelo próprio Bilal.
Apesar das qualidades inegáveis, Animal'z não é uma história em quadrinhos fácil. A narrativa barroca e incômoda, ideias em estado bruto, texto fragmentado e a violência fria, quase gratuita, pode chocar os leitores que não estão acostumados ao estilo do autor, às especulações da ficção científica moderna ou aos modelos pós-modernos da narrativa literária. Ainda assim, é uma experiência muito recomendável.
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
A mão que pune
Depois de um prolongado hiato (seu último livro, Reis de todos os mundos possíveis, foi publicado em 2013 pela Draco), o professor e escritor carioca Octavio Aragão, que muitos conhecem como o pai do universo compartilhado Intempol, retornou em 2018 com o romance A mão que pune: 1890, pela Caligari, selo da Editora CJT, do Rio de Janeiro. Trata-se de uma ficção científica de contorno steampunk, que mistura ficção alternativa e história alternativa em uma aventura pulpesca movimentada no mesmo ambiente de seu primeiro romance, A mão que cria (Mercuryo, 2006).
Diz o texto da contracapa: "A missão de Angelo Agostini e sua gangue de párias imaginários serve de eixo a uma jornada insólita. Dos céus do Brasil às catacumbas de Paris. Do presidente Júlio Verne ao Imperador D. Pedro II. De Mary Shelley a Machado de Assis. Entre a história e a fantasia, há muitos enigmas em A mão que pune". A introdução é assinada por Christopher Kastensmidt.
O lançamento oficial aconteceu no dia 30 de novembro último, no Rio, e o livro impresso pode ser encomendado aqui.
Diz o texto da contracapa: "A missão de Angelo Agostini e sua gangue de párias imaginários serve de eixo a uma jornada insólita. Dos céus do Brasil às catacumbas de Paris. Do presidente Júlio Verne ao Imperador D. Pedro II. De Mary Shelley a Machado de Assis. Entre a história e a fantasia, há muitos enigmas em A mão que pune". A introdução é assinada por Christopher Kastensmidt.
O lançamento oficial aconteceu no dia 30 de novembro último, no Rio, e o livro impresso pode ser encomendado aqui.
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