
Com o romance Sozinho no deserto extremo, que chega agora pela editora Prumo, Bras volta-se ao leitor adulto, com uma história de profundas implicações filosóficas e simbólicas, embora o contexto cenográfico seja bastante concreto. Trata-se da história de um publicitário cansado de seu cotidiano que, um belo dia, desperta num mundo absolutamente vazio, sem nenhum outro ser humano vivo além dele mesmo. O que a princípio parece responder a um desejo secreto do personagem, vai se revelando uma tragédia na medida em que a loucura se instala.
Assumidamente inspirado nos romances Só a terra permanece, de George R. Stewart, e Eu sou a lenda, de Richard Matheson, Bras monta um diálogo ousado pois ambos os títulos são clássicos da ficção científica internacional. Vale lembrar que o tema também foi abordada por outros autores brasileiros com ótimos resultados, como o conto "O último artilheiro", de Levy Menezes, e o romance Blecaute, de Marcelo Rubens Paiva.
O livro, que tem 320 páginas, terá lançamentos exclusivos em São Paulo, no da 21 de agosto, às 18h30 na Livraria Cultura (Av. Paulista, 2073), e no Rio de Janeiro, dia 3 de setembro na Livraria Travessa (R. Visconde de Pairajá, 572).
Mais informações no saite do autor, aqui.
Luiz Bras nasceu na mítica cidade de Cobra Norato/MS, é doutor em Letras pela USP e colabora regularmente com o jornal literário Rascunho, na coluna "Ruído branco".
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