Miguel Carqueija disponibilizou um guia para os sete volumes da série fantasia em quadrinhos Full Moon, criada por Arina Tanemura, originalmente publicada no Japão em 2001 e traduzida no Brasil em 2009 pela editora JBC.
Conta a história da menina orfã Mitsuki Koyama, que está com os dias contados por causa de um câncer na garganta. Essa proximidade com a morte lhe dá a habilidade de conversar com gênios sobrenaturais – shirigamis, no folclore japonês – que resolvem ajudá-la a realizar o sonho de ser cantora antes da data fatídica.
O arquivo, em forma de texto, está disponível para download gratuito aqui.
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
Full Moon
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Múltiplo 22
Está circulando o número 22 do fanzine virtual de quadrinhos Múltiplo, editado por André Carim.
A edição de 88 páginas destaca o trabalho de E. C. Nickel, quadrinhista bem conhecido dos leitores do Hiperespaço, que é entrevistado por Lancelot Martins. Além da ilustração da capa, Nickel comparece com duas hqs de sua série de ficção científica Ultrax. Também participam com quadrinhos os artistas Francinildo Sena, Antônio Gabriel, Gilberto Borba, Luiz Iório, João Carlos Magiero e Josi OM. Artigos e resenhas de Elinaudo Barbosa e de Carim completam a edição.
A publicação pode ser lida online ou baixada gratuitamente aqui, e as dições anteriores também estão disponíveis. O zine também podem ser encomendado em formato impresso, aqui.
A edição de 88 páginas destaca o trabalho de E. C. Nickel, quadrinhista bem conhecido dos leitores do Hiperespaço, que é entrevistado por Lancelot Martins. Além da ilustração da capa, Nickel comparece com duas hqs de sua série de ficção científica Ultrax. Também participam com quadrinhos os artistas Francinildo Sena, Antônio Gabriel, Gilberto Borba, Luiz Iório, João Carlos Magiero e Josi OM. Artigos e resenhas de Elinaudo Barbosa e de Carim completam a edição.
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JSouza 30 anos
São raras publicações de quadrinhos dedicadas a destacar a produção dos roteiristas. Na maior parte das vezes, os desenhistas é que são homenageados, e eles merecem, é claro. Mas é bom lembrar que um bom desenho, por melhor que seja, não salva uma história ruim. O trabalho do roteirista é fundamental para cativar o leitor, e é no roteiro que a magia do quadrinho realmente acontece. É preciso ter uma boa história, personagens interessantes e uma narrativa dinâmica, além de um texto correto e elegante. Não serve qualquer coisa.
Com JSouza: 30 anos, a editora independente Atomic Books investe na obra do roteirista Jerônimo Sousa, que participou diretamente da organização do volume. São 90 páginas em preto e branco com 14 histórias ilustradas por Toninho Lima, Alcione da Silva, Jonathan Pires, Anderson ANDF, Moreno Fransceschi, Alex Doeppre, Gilberto Borba e Iwfran Costa, que vão da fantasia ao horror, com uma pegada fanzineira bastante nostálgica. O projeto pretende que seja o primeiro número de uma série anual. Mais informações no blogue da Atomic, aqui.
Com JSouza: 30 anos, a editora independente Atomic Books investe na obra do roteirista Jerônimo Sousa, que participou diretamente da organização do volume. São 90 páginas em preto e branco com 14 histórias ilustradas por Toninho Lima, Alcione da Silva, Jonathan Pires, Anderson ANDF, Moreno Fransceschi, Alex Doeppre, Gilberto Borba e Iwfran Costa, que vão da fantasia ao horror, com uma pegada fanzineira bastante nostálgica. O projeto pretende que seja o primeiro número de uma série anual. Mais informações no blogue da Atomic, aqui.
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segunda-feira, 10 de setembro de 2018
Abdução: Relatório da terceira órbita
Antes disponível apenas em edição digital, o romance de ficção científica Abdução: Relatório da terceira órbita, de Pedroon Lane, ganha publicação real pela editora Novo Século, em seu selo Talentos da Literatura Brasileira.
Trata-se de um catatau de mais de 700 páginas, que investe na ficção ufológica, uma das mais fortes tradições da fc brasileira. Este não é o primeiro trabalho do autor, que já dispõe de certa notoriedade na internet, sendo Abdução uma sequência ao romance Adução: O dossiê alienígena.
Diz o texto de divulgação: "No passado, uma dupla de alienígenas chega à Terra com intenções desconhecidas. No futuro, um casal de irmãos dá a largada para uma nova vida em um estranho habitat paralelo ao Sistema Solar, um mundo hiperfuturista descrito como Universo Quântico. A vida da dupla e do casal parece convergir por caminhos distintos, mas sua conexão é tão forte que nem a distância que os separa tão longe no tempo evitará a cadeia de ações e a sequência de acontecimentos que colocarão em risco o destino do planeta e da inteira humanidade".
Abdução também está disponível em ebook, aqui.
O lançamento oficial do livro acontecerá no dia 14 de outubro, a partir das 16 horas, na Livraria Martins Fontes (Av. Paulista, 509, São Paulo).
Trata-se de um catatau de mais de 700 páginas, que investe na ficção ufológica, uma das mais fortes tradições da fc brasileira. Este não é o primeiro trabalho do autor, que já dispõe de certa notoriedade na internet, sendo Abdução uma sequência ao romance Adução: O dossiê alienígena.
Diz o texto de divulgação: "No passado, uma dupla de alienígenas chega à Terra com intenções desconhecidas. No futuro, um casal de irmãos dá a largada para uma nova vida em um estranho habitat paralelo ao Sistema Solar, um mundo hiperfuturista descrito como Universo Quântico. A vida da dupla e do casal parece convergir por caminhos distintos, mas sua conexão é tão forte que nem a distância que os separa tão longe no tempo evitará a cadeia de ações e a sequência de acontecimentos que colocarão em risco o destino do planeta e da inteira humanidade".
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O lançamento oficial do livro acontecerá no dia 14 de outubro, a partir das 16 horas, na Livraria Martins Fontes (Av. Paulista, 509, São Paulo).
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A repartição do tempo
A repartição do tempo, direção de Santiago Dellape. Brasil, cor, 2018. 100 minutos.
É triste a sina dos brasileiros, e os inventores não escapam a ela. Essa é a constatação a qual chegamos ao assistir A repartição do tempo, longa metragem dirigido por Santiago Dellape, com roteiro original de Davi Mattos, que chegou às telas no início de 2018 depois de cumprir um longo roteiro de festivais no Brasil e no exterior. O trailer pode ser visto aqui.
Conta a história de um grupo de funcionários de um escritório de registro de patentes em Brasília, que ganhou celebridade depois que uma revista a classificou como a repartição pública mais ineficiente do país. A fama inoportuna irrita profundamente o chefe da seção, filho de uma senadora da república que o colocou lá para que ficasse longe de problemas. De fato, o lugar é um poço de absurdos, em que os funcionários dormem, embebedam-se, drogam-se, traficam e desenham histórias em quadrinhos durante o expediente. O momento mais festejado do dia é quando, no final do dia, ao som de A voz do Brasil, todos fazem fila para bater o ponto de saída.
Contudo, por um acaso, no mesmo dia em que a reportagem é publicada, o inventor Dr. Brasil (interpretado por Tonico Pereira) deposita para análise do departamento um protótipo funcional de uma máquina do tempo por ele construída. Ao arquivá-la no depósito, o abelhudo Jonas (Edu Moraes), inadvertidamente faz uma curta viagem no tempo, que o duplica por alguns minutos. O fenômeno não passa despercebido do chefe da seção Lisboa (Eucir de Souza), que vê nisso a oportunidade de tirar seu departamento da vexatória posição em que se encontra. Depois de embebedar os funcionários com a promessa de uma licença-prêmio, duplica cada um deles e escraviza os duplos num abrigo nuclear escondido no subsolo da repartição, para que produzam a força o trabalho que os funcionários originais jamais fariam. O plano parece caminhar bem, até que o duplo de Jonas consegue escapar da reclusão, sendo o original jogado por engano em seu lugar. O duplo tenta de todas as formas libertar seus companheiros de cárcere, mas tem que enfrentar não apenas a descrença dos originais dos colegas, mas também os duplos do segurança troglodita e da secretária piranha que estão mancomunados com o chefe.
Anunciado como uma "comédia de ficção científica", não há dúvida que é fc, mas da comédia passa longe. Na verdade, é uma história muito dramática, ainda que com forte viés irônico.
O momento mais divertido do filme é quando entra em cena um delegado da Polícia Civil interpretado por Dedé Santana, mais por conta da presença física do comediante, que é naturalmente engraçado, do que pela situção em si que, de fato, não tem nada de engraçada.
Do ponto de vista técnico, o filme é muito bem realizado, com boas soluções visuais, efeitos especiais eficientes, uma cenografia setentista irretocável e ótimas atuações. Como fc, contudo, tem lá suas falhas: o fenômeno da duplicação não convence e a história ignora a maior parte dos paradoxos temporais, preservando apenas aqueles de que precisa para contar a história.
O maior problema, contudo, é o alto nível de preconceito do filme com relação ao funcionalismo público, tanto que chega a ser angustiante e anula todo o pretenso humor da situação.
Também estão no filme os atores Bianca Müller, Antonio Abujamra, Andrade Júnior, André Deca, Bidô Galvão, Carmem Moretzsohn, Yasmim Sant'Anna, Dina Brandão, José de Campos, Lauro Montana, Ricardo Pipo, Romulo Augusto, Rossana Viegas, Selma Egrei e Sérgio Hondjakoff.
Após os créditos, um pequeno curta mostra Dr. Brasil retornando à repartição com seu novo invento, para levar a confusão a um novo paradigma.
É interessante notar que a ficção fantástica, ainda que incipiente, tem comparecido com mais frequência no cinema nacional, com produções bem realizadas, inclusive com componentes culturais bem mais evidentes do que é geralmente encontrado na fc&f literária produzida aqui. Uma interação maior entre as duas artes decerto que poderia promover alguma evolução em ambas, isso se a política cultural brasileira não arrasar com tudo antes, como parece pretender.
É triste a sina dos brasileiros, e os inventores não escapam a ela. Essa é a constatação a qual chegamos ao assistir A repartição do tempo, longa metragem dirigido por Santiago Dellape, com roteiro original de Davi Mattos, que chegou às telas no início de 2018 depois de cumprir um longo roteiro de festivais no Brasil e no exterior. O trailer pode ser visto aqui.
Conta a história de um grupo de funcionários de um escritório de registro de patentes em Brasília, que ganhou celebridade depois que uma revista a classificou como a repartição pública mais ineficiente do país. A fama inoportuna irrita profundamente o chefe da seção, filho de uma senadora da república que o colocou lá para que ficasse longe de problemas. De fato, o lugar é um poço de absurdos, em que os funcionários dormem, embebedam-se, drogam-se, traficam e desenham histórias em quadrinhos durante o expediente. O momento mais festejado do dia é quando, no final do dia, ao som de A voz do Brasil, todos fazem fila para bater o ponto de saída.
Contudo, por um acaso, no mesmo dia em que a reportagem é publicada, o inventor Dr. Brasil (interpretado por Tonico Pereira) deposita para análise do departamento um protótipo funcional de uma máquina do tempo por ele construída. Ao arquivá-la no depósito, o abelhudo Jonas (Edu Moraes), inadvertidamente faz uma curta viagem no tempo, que o duplica por alguns minutos. O fenômeno não passa despercebido do chefe da seção Lisboa (Eucir de Souza), que vê nisso a oportunidade de tirar seu departamento da vexatória posição em que se encontra. Depois de embebedar os funcionários com a promessa de uma licença-prêmio, duplica cada um deles e escraviza os duplos num abrigo nuclear escondido no subsolo da repartição, para que produzam a força o trabalho que os funcionários originais jamais fariam. O plano parece caminhar bem, até que o duplo de Jonas consegue escapar da reclusão, sendo o original jogado por engano em seu lugar. O duplo tenta de todas as formas libertar seus companheiros de cárcere, mas tem que enfrentar não apenas a descrença dos originais dos colegas, mas também os duplos do segurança troglodita e da secretária piranha que estão mancomunados com o chefe.
Anunciado como uma "comédia de ficção científica", não há dúvida que é fc, mas da comédia passa longe. Na verdade, é uma história muito dramática, ainda que com forte viés irônico.
O momento mais divertido do filme é quando entra em cena um delegado da Polícia Civil interpretado por Dedé Santana, mais por conta da presença física do comediante, que é naturalmente engraçado, do que pela situção em si que, de fato, não tem nada de engraçada.
Do ponto de vista técnico, o filme é muito bem realizado, com boas soluções visuais, efeitos especiais eficientes, uma cenografia setentista irretocável e ótimas atuações. Como fc, contudo, tem lá suas falhas: o fenômeno da duplicação não convence e a história ignora a maior parte dos paradoxos temporais, preservando apenas aqueles de que precisa para contar a história.
O maior problema, contudo, é o alto nível de preconceito do filme com relação ao funcionalismo público, tanto que chega a ser angustiante e anula todo o pretenso humor da situação.
Também estão no filme os atores Bianca Müller, Antonio Abujamra, Andrade Júnior, André Deca, Bidô Galvão, Carmem Moretzsohn, Yasmim Sant'Anna, Dina Brandão, José de Campos, Lauro Montana, Ricardo Pipo, Romulo Augusto, Rossana Viegas, Selma Egrei e Sérgio Hondjakoff.
Após os créditos, um pequeno curta mostra Dr. Brasil retornando à repartição com seu novo invento, para levar a confusão a um novo paradigma.
É interessante notar que a ficção fantástica, ainda que incipiente, tem comparecido com mais frequência no cinema nacional, com produções bem realizadas, inclusive com componentes culturais bem mais evidentes do que é geralmente encontrado na fc&f literária produzida aqui. Uma interação maior entre as duas artes decerto que poderia promover alguma evolução em ambas, isso se a política cultural brasileira não arrasar com tudo antes, como parece pretender.
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Os fantasmas de Vênus
Roberto Schima, que nos anos 1990 era o grande nome da ficção científica brasileira, está disponibilizando sua novela Os fantasmas de Vênus, originalmente publicada em 1993 na coletânea Tríplice universo (GRD), agora pela plataforma de autoedição da Amazon. Trata-se de um drama familiar que se desenrola entre a ilha de Fernando de Noronha e a terraformação de Vênus.
Diz o texto de divulgação: "Pedro e Miguel, nascidos e criados no paradisíaco arquipélago de Fernando de Noronha, apesar de gêmeos, cada qual alimenta sonhos diferentes. Pedro ama o mar e tudo ligado a ele. Seu desejo nada mais é do que seguir a tradição pesqueira da família, conviver ao lado de peixes, crustáceos e estrelas do mar. Miguel foi cativado pelas estrelas também, só que pelas estrelas do céu. E seus sonhos conduziram-no ao espaço".
Trata-se de um dos mais expressivos trabalhos do autor, exemplo de uma época que é avaliada por muitos especialistas como o ponto culminante da produção de fc no Brasil. Vale a pena conhecer.
Diz o texto de divulgação: "Pedro e Miguel, nascidos e criados no paradisíaco arquipélago de Fernando de Noronha, apesar de gêmeos, cada qual alimenta sonhos diferentes. Pedro ama o mar e tudo ligado a ele. Seu desejo nada mais é do que seguir a tradição pesqueira da família, conviver ao lado de peixes, crustáceos e estrelas do mar. Miguel foi cativado pelas estrelas também, só que pelas estrelas do céu. E seus sonhos conduziram-no ao espaço".
Trata-se de um dos mais expressivos trabalhos do autor, exemplo de uma época que é avaliada por muitos especialistas como o ponto culminante da produção de fc no Brasil. Vale a pena conhecer.
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De ferro e de sal
A escritora gaúcha Simone Saueressig anuncia que já está disponível na plataforma de autoedição da Amazon seu romance inédito De ferro e de sal, fantasia densa destinada ao leitor adulto.
Diz o texto de divulgação: "Em torno da Forja, ergue-se Brutmir, a Cidade dos Ferreiros. O cenário perfeito para que a Reta e Cega se encontrem para seu baile macabro. A Reta e a Cega: os Potentados sinistros da Vingança e da Traição. As que nunca esquecem. As que jamais desistem".
Simone tem muita habilidade no trato dos gêneros fantásticos e também já demonstrou ser ótima autora para adultos, como se pode atestar na leitura do romance histórico aurum Domini: O ouro das missões e da ficção científica B9, e não erro em afirmar que é a melhor escritora do gênero no país.
Confira seu estilo elegante e agudo lendo gratuitamente aqui o conto "Muiraquitã", merecidamente vencedor do concurso A Bandeira do Elefante e da Arara RPG, promovido pela REDERPG, e veja se não tenho razão.
Diz o texto de divulgação: "Em torno da Forja, ergue-se Brutmir, a Cidade dos Ferreiros. O cenário perfeito para que a Reta e Cega se encontrem para seu baile macabro. A Reta e a Cega: os Potentados sinistros da Vingança e da Traição. As que nunca esquecem. As que jamais desistem".
Simone tem muita habilidade no trato dos gêneros fantásticos e também já demonstrou ser ótima autora para adultos, como se pode atestar na leitura do romance histórico aurum Domini: O ouro das missões e da ficção científica B9, e não erro em afirmar que é a melhor escritora do gênero no país.
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