quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Relançamento: A Bandeira do Elefante e da Arara, Christopher Kastensmidt

Está em pré-venda a nova edição da coletânea de fantasia A Bandeira do Elefante e da Arara, do escritor texano, radicado no Brasil, Christopher Kastensmidt, agora pela Editora Avec de Porto Alegre. 
O livro foi originalmente publicado em 2016 pela Editora Devir (resenhado aqui) e, desde então, ganhou prêmios, fãs e entusiastas pelas aventuras de dois exploradores estrangeiros em um Brasil colonial repleto de seres mitológicos. 
A coletânea é, de fato, um fix-up, isto é, um romance formado pelo ajuntamento de contos e novelas independentes que, não obstante, formam um todo coerente. 
Diz o texto de apresentação: "No Brasil colonial do século XVI, duas almas improváveis unem forças nas profundezas da mata virgem: o audacioso aventureiro holandês Gerard van Oost e o habilidoso ioruba Oludara. Num cenário pulsante, rico em convergências culturais, eles se deparam com criaturas lendárias do nosso folclore — do esperto Saci-Pererê ao assustador Pai‑do‑Mato —, desafiando cada mistério da floresta com coragem, astúcia e parceria singular."
Desta vez, o livro apresenta onze contos, um a mais que a edição anterior, ampliando a experiência do leitor nesse universo fantástico. 
Originalmente escrito em inglês, os créditos à tradução são de Roberto de Sousa Causo e do próprio Kastensmidt, e a edição ainda conta com ilustrações de Lorena “HET” Herrero e Ursula “SulaMoon” Dourada. A capa é de Reinaldo Rocha.
O volume tem 432 páginas e pode ser encomendado no saite da editora, aqui.

terça-feira, 16 de setembro de 2025

Lançamento: Vertentes do insólito ficcional – Ensaios III

Está disponível a antologia de ensaios acadêmicos Vertentes do insólito ficcional - Ensaios III, organizada por Flavio García e Bruno Anselmi Matangrano para a Editora Dialogarts. 
A obra reúne textos que trabalham "sobre as variadas manifestações do gótico, passando também pela fantasia e pelo fantástico estrito senso", com os seguintes textos: "À volta do insólito ficcional", de Flavio García; "Nas fronteiras do insólito ficcional pelos mirantes do gênero, modo e categoria", de Marisa Martins Gama-Khalil; "As poéticas do mal na literatura brasileira: fundamentos de pesquisa", de Júlio França e Daniel Augusto P. Silva; "O medo admoestatório: 'A missa do galo' (1839),de Maciel da Costa, e a literatura de medo anterior à Noite na taverna (1855), de Álvares de Azevedo", de Laura Cardoso; "A figura da mulher monstruosa em 'A feiticeira' (1849) de Antônio Joaquim da Rosa", de Ana Giulia Mussury Ruas Tostes; "A espada da surpresa: uma filosofia chestertoniana do terror e do horror", de Luís Guilherme Comar Freza; "Personagens traumatizados na literatura pós-primeira guerra: uma breve análise", de Bernardo Rapp; "Nossa parte do gótico: duas abordagens do gótico pós-colonial contemporâneo', de Emannuel Gonçalves Gomes; "Terror cósmico em 'Sinos da tormenta', de Larissa Prado: entre tradição e subversão", de Nathalia Sorgon Scotuzzi;  "Sigurd, o Volsungo reconstruído por Tolkien", de Samuel Renato Siqueira Sant’Ana, "Mundos insólitos de Haruki Murakami: um estudo da representação do empírico e do metaempírico em 1Q84", de Ananda Maria Ferreira Missailidis; e "Figurações do insólito na literatura contemporânea", de Shirley de Souza Gomes Carreira. 
O volume tem 282 páginas e está disponível unicamente e, formato difital, que pode ser baixado gratuitamente aqui.

sábado, 13 de setembro de 2025

Resenha: A morte da Terra, J. H. Rosny Aîné

A morte da Terra
(La mort de la Terre), J. H. Rosny Aîné. 128 páginas. Tradução de Julia da Rosa Simões. Ilustrações de Rodrigo Rosa. Prefácio de Mia Couto. Porto Alegre: Piu, 2019. Originalmente publicada em 1910.

Desde que os textos de ficção científica começaram a cair em domínio público, muitos autores famosos e obscuros têm atraído o interesse das editoras brasileiras, ampliando a variedade de conceitos disponíveis aos leitores neste início de século. É o caso do objeto desta resenha.
O escritor belga J. H. Rosny Aîne (1856-1940) é mais conhecido por A guerra do fogo (La guerre du feu, 1909), que chegou a ter uma versão filmada em 1982 por Jean-Jacques Annaud, mas o autor tem também uma vultosa produção literária ligada ao fantástico. 
A morte da Terra é uma novela de ficção científica publicada em 1910, e parece ter os cento e tantos anos que carrega. Trata-se de uma peça de leitura fácil mas extremamente descritiva e quase sem diálogos, que denota uma certa falta de jeito do autor com um gênero que ainda não estava plenamente estruturado, quase como se pedisse desculpas ao leitor por tratar o tema a partir de uma visão tão ficcional. Ainda assim, como se diz, é um trabalho "fora da curva". A começar pela preocupação com o meio ambiente, que só passou a ser considerada de modo efetivo a partir dos anos 1970. Apesar de afinada com a ficção romântica decadentista do final do século XIX, A morte da Terra mostra aspectos consistentes com os protocolos da ficção científica que, naquela época, ainda estavam em uma fase germinal. 
De um ponto de vista estético, esta novela de Rosny-Ainé lembra Quinteto, filme de 1979 de Robert Altman, no qual vastidões estéreis e silenciosas contrastam dolorosamente com espaços claustrofóbicos, embora em Quinteto tudo seja muito gelado, enquanto que em O fim da Terra é abrasador.
A história se passa cinco mil anos no futuro, num planeta Terra em crise climática profunda, no qual praticamente toda a água, doce e salgada, desapareceu. As derradeiras comunidades humanas, com poucas centenas de indivíduos, ainda que dotadas de tecnologia, só sobrevivem porque dispõem de cacimbas cuidadosamente preservadas, mas elas estão cada vez menores. Nesse ambiente inóspito, novas espécies prosperam, como uma espécie de ave inteligente com a qual os homens interagem, e seres microscópicos baseados em ferro – chamados de ferromagnéticos – que formam colônias enormes e de deslocamento lento, mas que pode matar humanos desavisados absorvendo o ferro de seus corpos. Quando um terremoto dá fim as reservas de água das comunidades humanas, os últimos homens enfrentam a morte num desapaixonado ritual de suicídio grupal. Porém, um pequeno grupo familiar recusa-se a morrer e empreende sucessivas explorações a procura de bolsões do líquido vital que podem estar escondidos nas profundezas da terra, em cavernas inexploradas.
Dessa forma, A morte da Terra dialoga com o contemporâneo subgênero do solarpunk em seus contornos gerais, e pode mesmo ser um primo distante de "Demônios", de Aluísio Azevedo. O que separa estes exemplos do solarpunk é que este traz aspectos de resistência civil deliberada contra as instâncias de poder, que não é tão evidente nestas histórias.
A novela é curta, possível de ler em menos de três horas, e conta com uma edição de 2023 pela Editora Piu, de Porto Alegre, com tradução de Julia da Rosa Simões e prefácio do escritor moçambicano Mia Couto.
Uma ótima oportunidade para visitar as origens da ficção científica deste autor tão pouco traduzido por aqui. 

Blitz, a fada do caneco de porcelana; Simone Saueressig

Vinculado aos festejos de comemoração dos duzentos anos da imigração alemã em Novo Hamburgo, Blitz, a Fada do Caneco de Porcelana é um livro de fantasia da experiente escritora gaúcha Simone Saueressig, no ambiente dos livros infantojuvenis, em que a autora atuou a maior parte de sua carreira. O livro, que tem ilustrações de Beto Soares, faz alusão à trajetória da imigração alemã na região por meio da história da Casa Schmitt-Presser, primeiro empreendimento comercial de Novo Hamburgo. 
Diz o texto de divulgação: "Depois de atravessar mares e terras, a fada Blitz chega para viver em um lugar cheio de novidades. A história é narrada por esse pequeno habitante, em uma verdadeira viagem no tempo e na história."
A publicação faz parte do projeto Uma História Centenária de Valor (PRONAC: 232067), viabilizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei 8.313/91), do Ministério da Cultura, e é uma publicação de uma pareceria entre o ACI, Simples Assim e Ministério da Cultura, e a tiragem foi voltada às escolas públicas da região. 
Por enquanto, o livro não está a venda em parte alguma. Mas, quem sabe...

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Lançamento: As 6 estrelas em Os subterrâneos dos jesuítas, Maristela Scheuer Deves

As missões jesuíticas, também conhecidas como reduções, estão entre as mais lembradas histórias da formação do povo brasileiro. Eram aldeamentos indígenas organizados por padres missionários da Companhia de Jesus, que buscavam levar aos indígenas a religião e os costumes europeus. Os jesuítas lograram obter grande desenvolvimento nesses empreendimentos, mas as missões acabaram abandonadas quando os jesuítas foram expulsos do país por volta de 1759. Suas ruínas, envoltas em muitas lendas, ainda hoje podem ser visitadas.
Este é o panorama em que se desenrola a história de As 6 estrelas em Os subterrâneos dos jesuítas, da escritora Maristela Scheuer Deves, que nasceu em Pirapó, na região das Missões gaúchas. Trata-se de uma novela juvenil, com muita aventura e fantasia.
Diz o texto de apresentação: "Será verdade que a adega subterrânea situada em São Nicolau dá acesso a túneis que ligariam as antigas reduções jesuíticas conhecidas como os Sete Povos das Missões? Para aproveitar o que resta das férias, o Clube das 6 Estrelas – formado por Marília, Lorena, Vera, Rose, Lola e Vívian – resolve investigar se essa lenda é real. Num passeio pelos cenários históricos dessa região gaúcha, de bicicleta ou de carona numa velha Kombi, as meninas vão viver muitas aventuras em busca de uma resposta."
O volume tem 120 páginas e é uma publicação da Editora Avec.

terça-feira, 9 de setembro de 2025

Lançamento: O Circo das Lembranças Esquecidas, Ariane Saltoris

"O Circo das Lembranças Esquecidas se instala no parque de diversões abandonado, e não é um circo como os outros. O jovem médium Joshua, em busca de inspiração, logo descobrirá a missão tocante da trupe, que não pode deixar o parque até o fim da Festa dos Mortos. Encantado pela estrela do espetáculo, Anna-Sena, Josh reluta a aceitar o pressentimento de que foi levado até ali por um motivo —mas que rumo seguirá, se descobrir que seu papel nesse espetáculo já estava escrito?"
Este é o texto de apresentação do romance de fantasia sombria O Circo das Lembranças Esquecidas, de autoria da escritora brasileira Ariane Saltoris – que há doze anos mora na Alemanha –, uma história de contornos góticos que dialoga com as histórias de horror de Ray Bradbury, como por exemplo, o clássico romance Algo de mal vem por aí. 
O Circo das Lembranças Esquecidas é uma publicação da Editora Avec, tem 192 páginas e está em pré-venda aqui, com lançamento previsto para 31 de outubro.