sexta-feira, 14 de outubro de 2016

O caminho do louco

O jornalista, tradutor e compositor Alex Mandarino acaba de publicar seu primeiro romance, Guerras do Tarot, volume 1: O caminho do louco, pela Avec Editora.
O autor diz que se trata de "uma mistura de thriller e fantasia", composto ao longo dos últimos quinze anos: "Comecei a escrever contos no final dos anos 1990 e este romance em meados dos anos 2000. A ideia desse romance me veio em 2001 ainda. Parte dele foi escrita em 2001 e 2002, uma outra parte em 2009/2010 e uma parte menor foi acrescentada pra essa edição, em 2015. Na prática foram uns dois anos escrevendo, interrompidos."
Diz o texto na contracapa: "O brasileiro André Moire deixa tudo para trás para se envolver com um grupo internacional secreto que representa os arcanos do Tarot. Dispostos a elevar a consciência da humanidade e mudar o planeta, eles lançam mão de magia, ciência, arte, técnicas hacker e até mesmo parkour e videogames para enfrentar as forças da conformidade. Conheça o Louco, o Mago, a Sacerdotisa, o Carro, o Sol, a Imperatriz, o Imperador e vários outros arcanos maiores e menores neste thriller conspiratório com toques subversivos e sobrenaturais. Com uma trama sombria e misteriosa que ocorre em locais como Rio de Janeiro, Paris, México, Amazônia, Riviera e Inglaterra, Guerras do Tarot fará você pensar e repensar no que acredita".
Mandarino construiu uma carreira promissora a partir de sua ficção curta, sendo que dois de seus textos foram indicados ao Prêmio Argos 2003 e 2013. Alguns de seus contos podem ser vistos nas antologias Caminhos do fantástico (Terracota) e Sherlock Holmes: Aventuras secretas (Draco). Também edita a revista Hyperpulp, da qual promete uma nova edição ainda para 2016.

Trabalho honesto

Trabalho honesto é o livro de estreia do escritor e editor Rodrigo van Kampen, uma novela cyberpunk que se passa em uma versão futura da cidade paulista de Campinas, e envolve uma série de lendas e mitologias do folclore nacional. Diz o texto de divulgação: "Anos após a abertura dos portais, cucas, unhudos e sacis ainda têm dificuldades em se integrar à civilização humana. Para um lobisomem como Rhalfe, tornar-se braço de Victor Sombrera é uma das poucas opções de trabalho honesto. Dependendo de quão ampla é sua definição de 'honesto'."
Ao longo dos últimos meses, o autor distribuiu o livro a um seleto grupo de leitores, na forma de seis episódios em ebook; agora, o volume com o texto integral está disponível para venda aqui.

Revista Abusões 2

Depois da estreia em janeiro deste ano, está circulando o segundo número da revista virtual Abusões, editada pelos professores Dr. Flavio García e Dr. Júlio França, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro-UERJ. Trata-se de um periódico semestral acadêmico dedicado ao estudo da ficção gótica, fantástica e insólita de modo geral. A edição tem 299 páginas e apresenta nove artigos e duas resenhas, além de entrevistas com os escritores David Roas e José Viale Moutinho. Destaque para o artigo "A ficção científica de Rachel de Queiroz", de Ramiro Giroldo.
Abusões por ser lida e baixada aqui.

Conexão Literatura 16

Está disponível o número 16 da revista eletrônica Conexão Literatura, editada por Ademir Pascale pela Fábrica de Ebooks.
A edição de 62 páginas e destaca o trabalho de Gustavo Drago, editor da Drago Editorial, entrevistado por Pascale. Também são entrevistados os escritores Luci Watanabe, Sandra Boveto, Rogério Araújo, Lívio Meireles, Déborah Felipe, Pedro Irineu Neto, Mirela Paes, Fathyma Jaguanharo e Eduardo Alves. Na ficção, contos de Sandra Boveto, Ricardo de Lohem, Míriam Santiago e Dione Souto Rosa, além de crônicas de Misa Ferreira e Rogério Araújo, e a coluna "Conexão nerd" sobre o trabalho do fotógrafo Steve McCurry.
A revista é gratuita e pode ser baixada aqui. Edições anteriores também estão disponíveis.

Novas antologias da Nephelibata

A editora catarinense Nephelibata, comandada pelo editor Camilo Prado, superando as dificuldades que 2016 infligiu a todos nós, finalmente anuncia a publicação de dois novos volumes reunindo os mais incomuns textos da ficção fantástica produzida entre o final do século 19 e as primeiras décadas do século 20, quase tudo em domínio público.
Paris invadida por um flagelo desconhecido: Contos de folhetim francês tem 156 páginas com textos de Jean Rameau, Maurice Leblanc, J. Joseph Renaud, Georges Rouvray, Maurice Level, Gaston-Ch. Richard, André de Lorde, Pierre de La Batut, G. Gustave Toudouze, Gustave Le Rouge e R. A. Fleury. Diz o texto de divulgação: "Foi em nome da Imaginação que esses escritores de folhetim criaram uma literatura que hoje na França chamam de littérature populaire. Arrancaram do mundo da imaginação as coisas mais estranhas, bizarras, assustadoras – e, às vezes, divertidas, por que não? – para com elas povoar o cotidiano dos leitores franceses. Suas plantas carnívoras, seus mortos-vivos, seus mundos misteriosos, seus personagens desvairados, suas descobertas incríveis, suas invenções assustadoras – haverá o leitor de notar –, posteriormente entraram para o universo do cinema. Nessa literatura, o real e o imaginário se mesclam e se confundem de tal maneira que pouco importa os dados históricos, a psicologia dos personagens, a preocupação com o estilo. Importa apenas arrastar o leitor para aventuras distantes, ideias insanas, mundos impensados, enfim, para o reino do 'puramente literário'".
Contos de terror é dedicada ao terror produzido por brasileiros. O livro tem 168 páginas e traz textos de Coelho Netto, Lucilo Varejão, João do Rio, Théo-Filho, Viriato Corrêa, Julia Lopes, Humberto de Campos, Gastão Cruls, Monteiro Lobato, Rodrigo Octavio, Domicio da Gama, Medeiros e Albuquerque, Baptista Junior e Carlos de Vasconcelos. Diz a divulgação: "Sendo o terror na literatura brasileira um gênero bastante desprezado, não é de se surpreender que tenha sido partilhado pelos mesmos desprezados escritores do nosso Decadentismo... Aqui permanecemos dentro dos limites do natural, e do psicologicamente real. E nada há de mais assustador do que a incongruência chamada realidade, e dentro dela, nenhum outro ser mais abominavelmente aterrorizante do que o homem."
Como é padrão da Nephelibata, ambas são edições artesanais muito caprichadas, com tiragem de 70 exemplares numerados cada. Mais informações, bem como vídeos sobre as duas publicações, podem ser vistos aqui.
O catálogo oferece ainda diversos outros títulos de interesse, que vale conhecer aqui.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Na eternidade sempre é domingo

Santiago Santos, tradutor e jornalista residente em Cuibá, conhecido nas redes sociais pelo trabalho literário desenvolvido adiante do blogue Flash Fiction, lança seu primeiro livro, Na eternidade sempre é domingo, publicado pela editora Carlini & Caniato, contemplado no Edital 2015 de Literatura da Prefeitura de Cuiabá.
Trata-se, em tese, de uma coletânea de contos que explora a mitologia dos povos andinos.
Diz o autor sobre a obra: "Sobre a definição do livro, é uma coisa que eu ainda não tenho certeza. Ele foi classificado como livro de contos no edital e também na ficha catalográfica, e é assim que o apresento, mas fico em dúvida se não é uma novela, ou mesmo um livro fix-up, com o perdão da definição original dos pulps de Bradbury e companhia". Seja como for, não há a menor dúvida sobre a qualidade do conteúdo, que pode ser percebido na leitura dos drops inspirados com que o autor brinda os seguidores de seus escritos na internet.
Há duas datas de lançamento: em Cuibá, no dia 18/10 às 19h na Choperia do Sesc Arsenal (Rua 13 de Junho, S/N, Centro Sul), e em São Paulo no dia 22 de outubro às 19h na Patuscada Livraria, Bar & Café (Rua Luís Murat, 40, Pinheiros).
Um trecho do livro está disponível para degustação no saite Livre Opinião, aqui.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Letras de inverno - Suma das Letras

O selo Suma das Letras, antes vinculado a editora Objetiva, passou a fazer parte do catálogo da Companhia das Letras quando as duas editoras se fundiram. Desde então, os títulos de fc&f engrossaram ainda mais, e recentemente ganharam destaque por conta da importância dos títulos traduzidos. Como é o caso de O problema dos três corpos, do escritor chinês Cixin Liu, romance de ficção científica vencedor do prestigioso Prêmio Hugo, o mais importante da ficção fantástica mundial, que além dessa recomendação, destaca-se por ter sido o primeiro livro de autor não anglófono a ganhar o prêmio nessa categoria.
Eis a sinopse divulgada pela editora: "China, final dos anos 1960. Enquanto o país inteiro está sendo devastado pela violência da Revolução Cultural, um pequeno grupo de astrofísicos, militares e engenheiros começa um projeto ultrassecreto envolvendo ondas sonoras e seres extraterrestres. Uma decisão tomada por um desses cientistas mudará para sempre o destino da humanidade e, cinquenta anos depois, uma civilização alienígena a beira do colapso planeja uma invasão."
A colônia, livro de estreia do americano Ezekiel Boone, é um romance de ficção científica de horror que segue a linha  catástrofe, que sempre fez muito sucesso nos cinemas. "Nas profundezas de uma floresta no Peru, uma massa negra devora um turista americano. Em Mineápolis, nos Estados Unidos, um agente do FBI descobre algo terrível ao investigar a queda de um avião. Na Índia, estranhos padrões sísmicos assustam pesquisadores em um laboratório. Na China, o governo deixa uma bomba nuclear cair “acidentalmente” no próprio território. Enquanto todo tipo de incidente bizarro assola o planeta, um pacote misterioso chega em um laboratório em Washington... E algo está tentando escapar dele. O mundo está à beira de um desastre apocalíptico. Uma espécie ancestral, há muito adormecida, finalmente despertou. E a humanidade pode estar com os dias contados. Uma história aterrorizante sobre uma espécie adormecida há mil anos, que agora voltou para reconquistar o planeta."
O livro da escuridão, do americano John Stephens, é o terceiro e último volume da série Os livros do princípio, antecedido por O atlas esmeralda e A crônica de fogo. Diz a divulgação: "As aventuras dos irmãos Kate, Michael e Emma tomam o rumo final quando eles começam a busca pelo último Livro do Princípio — o Livro da Morte. É a vez de Emma embarcar em uma aventura entre dois mundos, enfrentando inimigos terríveis, monstros e fantasmas, e seus próprios medos mais profundos. Agora, ela deve aprender a dominar os poderes do livro mais perigoso de todos para que, com Kate e Michael, possa salvar o mundo do terrível confronto que Magnus Medonho está planejando: a batalha decisiva entre seres mágicos e pessoas comuns."
Stephen King, que dispensa apresentações, fecha esta seleção com Último turno, final da trilogia de horror iniciada com Mr. Mercedes e Achados e perdidos. "Brady Hartsfield, o diabólico Assassino do Mercedes, está há cinco anos em estado vegetativo em uma clínica de traumatismo cerebral. Mas sob o olhar fixo e a imobilidade, Brady está acordado, e possui agora poderes capazes de criar o caos sem que nem sequer precise deixar a cama de hospital. O detetive aposentado Bill Hodges agora trabalha em uma agência de investigação com Holly Gibney, a mulher que desferiu o golpe em Brady. Quando os dois são chamados a uma cena de suicídio que tem ligação com o Massacre do City Center, logo se veem envolvidos no que pode ser o seu caso mais perigoso até então."
Como se vê por este e pelos últimos quatro posts, não é pouco nem de se desprezar a quantidade de títulos de fc&f por uma única editora, o que revela que as grandes brasileiras ocuparam de vez o nicho – como no passado –, que vai dar mais visibilidade ao gênero nas livrarias, com a vantagem de que agora os autores nacionais também têm vez. Vamos aproveitar.