Mais um candidato ao posto de primeiro livro de ficção científica brasileira publicado de 2026. Lançado em março, Os imortais, da escritora brasiliense Paulliny Tort, é um romance de ficção antropológica que vem muito bem recomendado. Isso porque a coletânea Erva brava, com contos da escritora, foi vencedor do prêmio APCA e finalista do Jabuti 2022. Nesses contos, Tort explorou uma visão regionalista mas, no novo romance, ela embarca numa proposta original na literatura brasileira: o encontro neandertais e sapiens em um passado distante.
Diz o texto de apresentação: "Tort narra a trajetória de um clã de neandertais em um cenário hostil, marcado pela fome e pelas intempéries. Guiado por figuras conhecidas como Homem, Mulher e Velha, o grupo atravessa vastos territórios em busca de sobrevivência. Após um conflito com outro agrupamento, uma criança sapiens é incorporada ao clã."
Poucos autores enveredaram pela ficção antopológica. Dois exemplos bastante conhecidos são Jean M. Auel, com a série de romances Os filhos da terra, e J. H. Rosni Ainé, com o bem avaliado A guerra do fogo.
Não há informação sobre em qual continente se passa a história de Tort, mas seria interessante se a autora brasileira ousasse colocar seus neandertais na América pré-histórica. Isso porque, apesar das teorias da chegada do homo sapiens à América estabelecerem esse evento há cerca de vinte mil anos, há inúmeras controvérsias sobre essa tese. Basta lembrar das pinturas rupestres encontradas pela pesquisadora Niède Guidon (1933–2025) nos sítios arqueológicos da Serra da Capivara, no Piauí, que são datadas em cerca de quarenta mil anos. Poderiam seus autores terem sido neandertais? À ficção científica é totalmente permitido especular.
Os imortais tem 232 páginas e é uma publicação da Editora Fósforo, grande candidato ao Jabuti deste ano.
Diz o texto de apresentação: "Tort narra a trajetória de um clã de neandertais em um cenário hostil, marcado pela fome e pelas intempéries. Guiado por figuras conhecidas como Homem, Mulher e Velha, o grupo atravessa vastos territórios em busca de sobrevivência. Após um conflito com outro agrupamento, uma criança sapiens é incorporada ao clã."
Poucos autores enveredaram pela ficção antopológica. Dois exemplos bastante conhecidos são Jean M. Auel, com a série de romances Os filhos da terra, e J. H. Rosni Ainé, com o bem avaliado A guerra do fogo.
Não há informação sobre em qual continente se passa a história de Tort, mas seria interessante se a autora brasileira ousasse colocar seus neandertais na América pré-histórica. Isso porque, apesar das teorias da chegada do homo sapiens à América estabelecerem esse evento há cerca de vinte mil anos, há inúmeras controvérsias sobre essa tese. Basta lembrar das pinturas rupestres encontradas pela pesquisadora Niède Guidon (1933–2025) nos sítios arqueológicos da Serra da Capivara, no Piauí, que são datadas em cerca de quarenta mil anos. Poderiam seus autores terem sido neandertais? À ficção científica é totalmente permitido especular.
Os imortais tem 232 páginas e é uma publicação da Editora Fósforo, grande candidato ao Jabuti deste ano.

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