"A ficção científica capitalista é a narrativa fantástica de uma 'humanidade sem mundo', de turistas que vivem mil anos e viajam pelo cosmos tirando selfies enquanto a Terra arde em fogo". Esta afirmação do escritor e filósofo argentino Michel Nieva resume bem os complexos significados da Ficção científica capitalista, (Ciencia ficción capitalista: Cómo los multimillonarios nos salvarán del fin del mundo) ensaio de não ficção originalmente publicado em 2024, que busca compreender a forma com que o capitalismo se apropria da fc para justificar seus objetivos, como já o fez no passado não muito distante.
Diz ainda o texto de apresentação: "Ao expor as conexões profundas entre a ficção científica e o capitalismo, o autor revela como a imaginação do futuro vem sendo monopolizada por interesses econômicos e políticos. Diante de um horizonte de mudança climática, incerteza social e endividamento, somente os bilionários são capazes de imaginar como salvar o mundo. Mas salvar o mundo para quem? Está claro que na narrativa delirante dessas figuras apenas uma parcela ínfima e privilegiada da humanidade terá acesso à alta tecnologia que promete viagens interplanetárias, a superação dos limites do corpo e, quem sabe, a imortalidade. É a essa narrativa que se apropria da linguagem da ficção científica para projetar o capitalismo extraterrestre que Nieva chama de ficção científica capitalista."
O estudo de Nieva vai ao encontro das ponderações da ficção científica de viés solarpunk, que questiona o alcance social das maravilhas prometidas por tecnologias redentoras.
Michel Nieva é formado em filosofia pela Universidade de Buenos Aires, professor na Universidade de Nova York. Também é autor do romance de ficção científica Dengue Boy: A infância do mundo, publicado em 2024 pela Amarcord.
Ficção científica capitalista tem 128 páginas, tradução de Juliana Pavão e é uma publicação da Editora Ubu.
Diz ainda o texto de apresentação: "Ao expor as conexões profundas entre a ficção científica e o capitalismo, o autor revela como a imaginação do futuro vem sendo monopolizada por interesses econômicos e políticos. Diante de um horizonte de mudança climática, incerteza social e endividamento, somente os bilionários são capazes de imaginar como salvar o mundo. Mas salvar o mundo para quem? Está claro que na narrativa delirante dessas figuras apenas uma parcela ínfima e privilegiada da humanidade terá acesso à alta tecnologia que promete viagens interplanetárias, a superação dos limites do corpo e, quem sabe, a imortalidade. É a essa narrativa que se apropria da linguagem da ficção científica para projetar o capitalismo extraterrestre que Nieva chama de ficção científica capitalista."
O estudo de Nieva vai ao encontro das ponderações da ficção científica de viés solarpunk, que questiona o alcance social das maravilhas prometidas por tecnologias redentoras.
Michel Nieva é formado em filosofia pela Universidade de Buenos Aires, professor na Universidade de Nova York. Também é autor do romance de ficção científica Dengue Boy: A infância do mundo, publicado em 2024 pela Amarcord.
Ficção científica capitalista tem 128 páginas, tradução de Juliana Pavão e é uma publicação da Editora Ubu.

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