terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Resenha: Estação Perdido, China Miéville

Estação Perdido
(Perdido Street Station),  China Miéville. 608 páginas. Tradução de José Baltazar Pereira Júnior e Fábio Fernandes. São Paulo: Boitempo, 2016. 

Até a publicação deste romance, o escritor britânico China Miéville era pouco conhecido no Brasil, exceto por um restrito grupo de fãs de ficção científica internacional. Apenas dois de seus trabalhos haviam sido publicados anteriormente: King Rat (2008), Rei Rato no Brasil, saiu em 2011 pela editora Tarja, com praticamente nenhuma divulgação, e The city & the city (2009), no Brasil, A cidade e a cidade, saiu em 2014 pela editora Boitempo, conhecida pelo extenso catálogo de textos socialistas, que sofre de alguma antipatia entre os fãs brasileiros de ficção científica. Além do próprio Miéville, que é filiado ao Partido Comunista em seu país e trata de questões profundamente políticas em seus textos, e também não é aceito com muito entusiasmo por esse público, ainda que tenha recebido, justamente por A cidade e a cidade, os mais prestigiosos prêmios da literatura especulativa na Inglaterra e nos EUA. Os brasileiros sempre tiveram uma certa inclinação para serem mais reais que o rei. Se torceu o nariz, que pena para você.
Perdido Street Station (2000), Estação Perdido no Brasil, foi publicado em 2016 também pela Boitempo, e é o primeiro romance da trilogia Bas-Lag, que conta com as sequências The scar (2002)* e Iron Council (2004). Trata-se de um romance de fantasia, que muitos classificam como New Weird, um estilo narrativo que não observa os protocolos comerciais dos gêneros populares e os mistura de modo indissociável. Logo, alguns poderiam afirmar que é um romance de horror, ou até de ficção científica, e não estariam errados.
É difícil de resumir, mas vou tentar. Estação Perdido conta a história de Isaac, um cientista meio maluco, que tem teses um tanto exóticas e não é muito bem visto na universidade de Nova Crobuzon, magalópole onde diversas espécies inteligentes convivem em absoluta desarmonia urbana. As coisas começam a acontecer depois que  ele é procurado por Yagharek, um nobre do povo pássaro Garuda, que caiu em desgraça diante de sua comunidade e, como punição, teve as asas decepadas. Yagharek quer voltar a voar e, para isso, oferece todos os seus recursos, que não são poucos, para que Isaac encontre uma solução. Isaac inicia então uma meticulosa pesquisa em diversos campos, entre os quais a observação direta de seres voadores. Encomenda toda espécie de animais com asas, entre os quais se encontra uma bela lagarta que se recusa a comer os alimentos que lhe são oeferecidos. Isaac não sabe, mas esse pequeno animal é um macho de uma raríssima espécie de mariposa,contrabandeada de um laboratório do governo. Não é uma mariposa qualquer. Além de inteligente, é uma devoradora de mentes cuja posse é proibida. O problema já seria bem grande se esse exemplar fosse único na cidade. Mas ocorre que há mariposas fêmeas adultas em posse do chefão da máfia de Nova Crobuzon e, quando a mariposa macho de Issac atinge a fase voadora e escapa da gaiola onde era mantida, os problemas começam a se acumular. Juntas, as mariposas passam a se alimentar das mentes dos habitantes da cidade, deixando atrás de si uma longa fila de corpos vegetativos e, em breve, vão se reproduzir. Isaac terá de mover mundos e fundos para impedir que seus amigos (e o seu cliente garuda) sejam todos mortos, pelas mariposas, pela da polícia e pelos gangsters de cidade. 
É claro que este é apenas o plano geral da obra, de onde se destacam personagens profundos e interessantes pelos quais nos afeiçoamos, incluindo a própria nêmesis de Nova Crobuzon, as mortais e impiedosas mariposas. E quando achamos que nada maior poderia aparecer, surge o Tecelão, uma aranha interdimensional que está entre os seres mais espetaculares já criados na literatura fantástica. 
O texto de Miéville é avassalador desde os primeiros parágrafos. A sensação é de ser atropelado por um rolo compressor no olho de um tornado sensorial. Alguns capítulos são tão potentes que não dá para ler de uma vez só.
Tudo é espetacular e surpreendente em Estação Perdido: o estilo barroco, a narrativa veloz, personagens desprezíveis e ao mesmo tempo cativantes, seres extraordinários descritos em seus detalhes mais sórdidos, violência e paixão em doses generosas e muitas imagens tão espetaculares que parecem uma viagem de ácido. Praticamente todos os personagens mereciam histórias próprias, pois são muitos ricos em dilemas e contradições. O mundo de Estação Perdido é exuberante em nuances, culturas e civilizações, com tudo o que isso tem de bom e ruim. E o final é de acachapar. 
Talvez o nível de escatologia esteja um pouco acima do recomendado pela indústria cultural, mas não é nada que realmente embrulhe o estômago; é só o bastante para abrir nossas defesas. E ninguém sai de Estação Perdido sem deixar algo de si por lá.
Posso afirmar, sem medo de exagero, que é um  dos cinco melhores livros de fantasia já escritos. Não é um texto fácil mas cada página vale o esforço. 

* A cicatriz, publicado pela Boitempo em 2025, com tradução de José Baltazar Pereira Júnior.

sábado, 27 de dezembro de 2025

Em campanha: Mylar omnibus

Ainda que hoje os quadrinhos brasileiros estejam passando por uma fase de tiragem mínimas e exclusivistas, não foi sempre assim. Houve, no passado, muitas publicações populares de grande alcance, de tiragens hoje consideradas grandiosas, com personagens criativos e arte de ilustradores de muito talento. Uma dessas publicações memoráveis é Mylar
A Editora Tábula abriu uma campanha de financiamento direto para viabilizar a publicação, em volume único, de todas as oito edições do personagem, originalmente publicadas pela Editora Taika entre 1967 e 1968.
Diz o texto de apresentação da obra: "Mylar era um alienígena que tinha como missão trazer a paz ao planeta Terra – nem que para isso precisasse usar seus poderosos punhos. Ele trajava uma roupa vermelha bem chamativa e usava um cinturão atômico, que lhe permitia voar. Seu apelido era 'Homem-Mistério', pelo fato de ninguém saber como era sua face, sempre encoberta por uma máscara totalmente fechada. Em maio de 1967, a editora paulista Taika lançava a primeira edição de Mylar, criação do artista ítalo-brasileiro Eugenio Colonnese, para aproveitar o momento de popularidade com o gênero super-herói, renovado pela chegada dos personagens Marvel à televisão brasileira. Colonnese contava com a colaboração de Luiz Merí nos roteiros."
A edição terá 248 páginas com todas as histórias do personagem totalmente restauradas, e pode ser apoiada aqui até o dia 6 de janeiro de 2026. Uma ótima oportunidade para revisitar este surpreendente exemplo da ficção científica nos quadrinhos comerciais brasileiros.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Lançamento: A liga de cromo

O coletivo Núcleo de Literatura e Cinema André Carneiro-NLCAC, sediado em Curitiba, acaba de anunciar a publicação de A liga de cromo, antologia de ficção científica organizada por Bertoldo Schneider Jr e Simone S. Miranda. A seleta reúne contos inéditos de autores brasileiros veteranos e iniciantes: André Carlos Moraes, Bertoldo Schneider Jr., Eduardo Yoshikazu Nishitani, Matheus Ramalho Campos, Meire Lima, Osvaldo Meza, Rafael Bertozzo Duarte, Rodrigo Ortiz Vinholo, Simone S. Miranda, Gerson Lodi-Ribeiro, José Eduardo Vargas, Laura Costa de Souza, Rogério A. Vasconcellos e Rubens Angelo.
Diz o texto de divulgação: "Descubra o que aconteceria em um primeiro contato onde houvesse 'problemas de comunicação'; como um velho sozinho que luta não só por sua vida, mas por todo um setor da galáxia, lida com um evento capaz de despedaçar muitos anos-luz do espaço. Veja cientistas que criam geneticamente a solução definitiva para salvar o planeta; o amor que atravessa fronteiras de espaço, espécies e lados de uma guerra; batalhas épicas narradas de um modo que te deixa sem fôlego; um mundo que transgride escalas de espaço e de tempo que vai te encantar, e que pode estar ao seu lado; o que acontece quando a solidão faz sua vida se esvair, mas também te faz entrar em contato consigo mesmo; um robô que luta para entender o que vê; um gato que revoluciona sistemas estelares só para voltar para o conforto de sua poltrona; a tentativa de um novo começo em um planeta que se nega a funcionar, até que a menos provável das soluções acontece. Essas e muitas outras ideias são apresentadas aqui com excelente qualidade. Mas deixamos um alerta: Você não será mais a mesma pessoa após ler esse livro."
A liga de cromo tem 238 páginas, ilustrações de Rubens Angelo  e está disponível aqui, unicamente em versão digital.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Em campanha: Matadouro, Marcelo Trigueiros

"Porcão – ou Dante Marchetti, quando finge ser gente – é um fazendeiro embrutecido pela carne, pelo álcool e por uma fé torta que lateja como ferida infeccionada. Dez anos após o desaparecimento inexplicável de sua filha, ele presencia o céu de breu absoluto vomitar uma presença que só poderia ter atravessado o abismo entre mundos. O que desce daquela escuridão abrirá novas e velhas feridas no fazendeiro, em seus animais e em qualquer alma que tenha a infelicidade de respirar o ar de Nova Florença, uma cidade antes morna e pacata, que afundará lentamente em um inferno de viscosidades cósmicas, morte e devoções profanas."
Este é o texto de apresentação do livro de horror cósmico de Matadouro, romance de estreia do escritor e advogado paulistano Marcelo Trigueiros, finalista do Prêmio SESC de Inéditos de 2025 sob o título de Evangelho de Dante.
O livro antecipa ter por volta de 300 páginas, está em campanha de financiamento direto pela Editora Diário Macabro e pode ser apoiado aqui até o dia 15 de janeiro de 2026.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Clássicos têm reedição especial

Depois de uma consulta pública, a editora Clock Tower obteve sinal verde para reimprimir dois de seus títulos mais clássicos que estão esgotados há algum tempo. Tratam-se das coletâneas O mundo sombrio: histórias do Cthulhu mythos, e O mestre do oculto: histórias de horror sobrenatural, ambas vinculadas ao período Weird da ficção fantástica. 
O mundo sombrio tem 320 páginas com contos e poesias de Robert E. Howard – o criador de Conan – e ainda conta com a biografia do autor, com tradução de Claudia Doppler, Daniel I. Dutra, Liliane Reis e Pedro H. Toledo, e catorze ilustrações assinadas por Leander Moura.
O mestre do oculto tem 296 páginas e seleciona os melhores contos de horror sobrenatural de Arthur Machen, paratextos, biobibliografia com fotos e muitos extras. A tradução é de Geraldo Campos.
Estes clássicos da fantasia de horror não pode faltar na biblioteca daqueles que apreciam as histórias de horror cósmico. Para as relações completas dos textos de cada edição, visite a página da campanha aqui, que receberá apoios até o dia 11 de janeiro de 2026.

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Abusões do fim do mundo

Em circulação desde 2015, chega ao 27º número a revista virtual Abusões, publicada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e editada pelos professores Flavio García, Júlio França e Regina Michelli. Trata-se de um periódico acadêmico dedicado ao estudo da ficção gótica, fantástica e insólita de modo geral. 
Esta edição tem 605 páginas e comemora os dez anos da publicação com quinze trabalhos acadêmicos dos pesquisadores Alexander Meireles da Silva, André de Sena, Carla Portilho, Cido Rossi, Daniel Augusto Pereira Silva, Fábio Lucas Pierini, Flávio García, Júlio França, Laura Loguercio Cánepa, Marcio Markendorf, Maria Cristina Batalha, Marisa Martins Gama-Khalil, Oscar Nestarez e Pedro Sasse, Sylvia Maria Trusen, que passam por diversos assuntos, tais como o Weird, a oralidade no fantástico, a ficção detetivesca, o decadentismo, o sobrenatural, as mídias mortas, os slasher movies, a narrativa criminal e a alteridade no maravilhoso amazônico.
A publicação pode ser lida online ou baixada gratuitamente aqui.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Prêmio Argos 2025

O Prêmio Argos de Literatura Fantástica, provido anuamente desde 2000 pelo Clube dos Leitores de Ficção Científica-CLFC, reconhece os melhores trabalhos em romance, antologia e história curta de ficção científica, fantasia e horror escritos em língua portuguesa publicados no ano anterior. 
A escolha dos vencedores é realizada em um primeiro turno com votação exclusiva entre os membros do Clube, que indica cinco finalistas depois votados publicamente através de formulários divulgados nas redes sociais. 
Os vencedores da edição 2025 foram anunciados no último dia 20 de dezembro no auditório da Acaso Cultural, na cidade do Rio de Janeiro. São eles:
Romance: Garras, Lis Vilas Boas, Editora Rocco.
Coletânea: Revista Literatura Fantástica Vol. 20, Jean Gabriel Álamo, org., Álamo Edições.
Conto: "Pista Norte", Ursulla Mackenzie, in Cidades inversas, Editora Nebula.
A cerimônia foi transmitida ao vivo pela internet e seu vídeo, na íntegra, pode ser visto aqui.
Parabéns aos premiados.

sábado, 20 de dezembro de 2025

Lançamento: Casas estranhas 2, Uketsu

O estranhismo do misterioso youtuber japonês Uketsu continua dando frutos sombrios nas livrarias brasileiras. Acaba de ser publicado o segundo volume de Casas estranhas: O mistério das onze plantas baixas, que dá sequência às histórias de casas assombradas iniciadas no primeiro volume, publicado em maio de 2025 pela mesma editora Intrínseca. 
Diz o texto de divulgação: "Após finalizar uma investigação sobre uma casa repleta de detalhes bizarros, um autor fascinado por ocultismo passa a receber inúmeros relatos acerca de outras construções 'incomuns'. Em pouco tempo, ele se dá conta não apenas de que existe um enorme número de imóveis do tipo no país, mas também de que, embora a princípio não fique claro que exista qualquer relação entre eles, alguns parecem compartilhar uma estranha ligação. Ele reúne, então, onze histórias em que certas características se repetem e se completam, todas envolvendo propriedades com descrições misteriosas ― desde quartos que desaparecem e corredores sem destino a apartamentos de onde é impossível fugir e casas projetadas para matar. Munido desses documentos, o escritor se junta com o projetista Kurihara, que o ajudou a resolver mistérios anteriores, para tentar descobrir a verdade por trás desses locais. Enquanto os dois personagens analisam plantas baixas, entradas de diário, entrevistas e registros jornalísticos e literários, uma alarmante sensação de desconforto vai se insinuando."
O volume tem 336 páginas, tradução de Jefferson José Teixeira, e pode ser adquirido no saite da Editora Intrínseca, aqui.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Hiperespaço, o fanzine mais rápido que a velocidade da luz


Nesta sexta-feira, 19 de dezembro a partir das 21h, o programa Café Especulativo, dos pesquisadores Edgar Smaniotto e Carlos Relva, em seu  terceiro episódio dedicado aos periódicos brasileiros de ficção fantástica, dará espaço à trajetória do fanzine Hiperespaço, que circulou em formato impresso entre 1983 a 2003 e, ainda hoje, segue atuando através de diversas iniciativas, entre as quais está este blogue. Para contar esta história e responder perguntas dos espectadores, o editor Cesar Silva (euzinho) será entrevistado numa live em tudo imprevisível. Recordar é viver. Após a exibição, o vídeo ficará disponível no mesmo link por tempo indeterminado.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Megalon forever


Na noite da última sexta-feira, 12 de dezembro, o programa Café Especulativo, apresentado pelos pesquisadores Edgar Smaniotto e Carlos Relva, abriu seus microfones para o também pesquisador, jornalista e editor paulistano Marcello Simão Branco, como parte de um ciclo de matérias sobre os fanzines de ficção científica do século passado. 
Branco foi editor do prestigioso fanzine Megalon que, entre 1988 e 2004, foi o principal canal de divulgação e suporte das ações do fandom brasileiro de ficção científica, com mais de setenta edições publicadas. 
Vale a pena investir as três horas da entrevista aqui para conhecer a profundidade e importância desse fanzine para a cena brasileira da ficção científica, que ainda repercute na atualidade. A maior parte, senão todos os exemplares do Megalon estão disponíveis gratuitamente aqui em versão digital. 
Outros episódios do videocast também são interessantes, vale dar uma garimpada no acervo do canal.

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Pré-lançamento: A saga de Elric Livro 2, Michael Moorcock

Segundo volume do omnibus da saga de fantasia sombria Elric, do escritor britânico Michael Moorcock, que teve algumas edições esporádicas publicadas no Brasil mas agora chega em versão intergral pela editora Pipoca e Nanquim. 
Este segundo volume reúne, em 772 páginas, os quatro romances do ciclo da espada Stormbringer: The vanish tower, The revenge of the rose, The bane of the black sword, e o próprio Stormbringer
Diz o texto de apresentação: "Dando sequência à trajetória inacreditável desse singular protagonista, A Saga de Elric – Livro 2 traz, dentre vários outros clássicos da série, o ciclo conhecido como Stormbringer, considerado pela maioria dos fãs como um dos pontos mais altos na obra 'moorcockiana', que encerra várias das subtramas introduzidas anteriormente em uma mescla de batalhas grandiosas, conceitos altamente imaginativos (como um dos primeiros multiversos da ficção) e questionamentos existenciais ousados. Aqui Elric precisará superar seus próprios pecados para encarar novos desafios, como sua vingança contra o feiticeiro Theleb K’aarna, a procura pela alma de seu pai e o resgate de sua amada Zarozinia."
O título já está em pré venda aqui, com direito a um fabuloso mapa do mundo de Melniboné, e a editora promete lançá-lo em 28 janeiro 2026. O tradutor não foi informado.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Em campanha: Mystério Retrô 22

Mystério Retrô
é uma revista periódica dedicada à literatura de mistério, terror e ficção de crime, editada por Tito Prates. Publicada desde 2019, tem edição exclusivamente impressa viabilizada através de financiamento direto na plataforma Catarse. 
Neste momento, está aberta a campanha para o número 22, edição inteiramente dedicada à categoria Prêmio ABERST Inéditos - Narrativa curta, do VIII Prêmio ABREST 2025, com a publicação do vencedor Renato Dutra, dos finalistas Schleiden Nunes Pimenta, Rafael Esteque, Vera Carvalho Assumpção, Diego Betiolli e Loma Rodrigues, e dos semifinalistas Eduardo Oliveira dos Santos, Cynthia D. Jonas, Vincento Hughes, Djalma Maruqesani, Carlos Castelo, Pablo Amaral Rabello e Renata Madeo (que também foi ganhadora da categoria Revelação na mesma edição do prêmio). Completam a publicação, artigos assinados por Maria Vitória Lopes da Silva e Chrystal Siqueira.
Um dos diferenciais das campanhas da Mystério Retrô é a entrega imediata, uma vez que a revista já está impressa. 
Mystério Retrô 22 pode ser adquirida aqui até o dia 12 de janeiro de 2026. Há ofertas para aquisição de combos com várias edições.

sábado, 13 de dezembro de 2025

VIII Prêmio ABERST de Literatura - 2025

Criado em 2018, o Prêmio ABERST é uma promoção da Associação Brasileira dos Escritores de Romance Policial, Suspense e Terror, e aponta os melhores trabalhos especificamente inscritos para o certame,  publicados pela primeira vez entre 1 de julho do ano anterior e 30 de junho do ano corrente. 
Os vencedores da edição de 2025 foram anunciados no dia 12 de dezembro de 2025, em evento presencial transmitido pela internet, cujo vídeo completo pode ser assistido aqui
E os ganhadores são: 
Prêmio Sebastião Salgado – Projeto Gráfico: Mau Noronha e a onça cabocla, Larissa Brasil.
Prêmio Catacumba – Quadrinhos de Crime ou Terror: Le Chevalier e a volta ao mundo em oitenta horas, A.Z. Cordenonsi & Fred Rubim.
Prêmio Lúcia Machado de Almeida – Narrativa curta de ficção de crime: Arranha céu, Mário Bentes.
Prêmio Stella Carr – Narrativa curta de suspense: Portais para o vazio, Renata Madeo.
Prêmio Lygia Fagundes Telles – Narrativa curta de terror: Fruto podre; Lucas Santana.
Prêmio Lygia Bojunga – Narrativa curta juvenil/juvem adulto: Tremores, Nicole Annunciato.
Prêmio Rubem Fonseca – Narrativa longa de ficção de crime: Legítima defesa, Iza Artagão.
Prêmio Cláudia Lemes – Narrativa longa de suspense: A relíquia de Judas, André Alves.
Prêmio Rubens Lucchetti – Narrativa longa de terror: Sim, tenha medo, Sheize Piezentini.
Prêmio Marcos Rey – Narrativa longa juvenil/jovem adulto: O jovem Arséne Lupin e a coroa de ferro, Simone Saueressig.
Prêmio revelação 2025: Renata Madeo.
Prêmio Grand ABERST: Caixa de silêncios, Marcella Rosetti.
Prêmio ABERST Inéditos - Narrativa curta: "O espelho da minha mãe", Renato Dutra.
Prêmio ABERST Inéditos - Narrativa longa: "O dia em que eu conheci um assassino"; Stefany Borba.
As categorias Prêmio Maria Firmina dos Reis – Narrativa curta século XXI e Prêmio Eliana Alves Cruz – Narrativa longa século XXI não foram apuradas nesta edição. A divulgação oficial não forneceu os detalhes editorais dos trabalhos premiados.
Parabéns a todos.

Lançamento: Minha véspera de Ano-Novo entre as múmias, Grant Allen

A Sociedade das Relíquias Literárias - SRL é um projeto da Editora Wish para viabilizar a tradução e publicação em ebook de textos raros de ficção fantástica internacional, resgatando assim obras desconhecidas de autores em domínio público, quase sempre inéditas em português. Uma assinatura mensal dá ao apoiador o direito de um novo ebook a cada mês, entre outras recompensas aditivas.
A relíquia de dezembro é a novela de horror Minha véspera de Ano-Novo entre as múmias (My new year's eve among the mummies), do escritor canadense Grant Allen (1848-1899), publicada originalmente em 1880. O autor produziu muitos textos de ficção científica e de mistério, com algumas das primeiras detetives mulheres. 
Diz a sinopse: "Durante uma viagem ao Egito, um jovem inglês vagueia pela noite até uma misteriosa pirâmide. Ao descobrir uma passagem selada há séculos, ele se vê diante de um cenário impossível: um salão iluminado, um faraó coroado, uma corte completa… e uma princesa que desperta nele uma paixão avassaladora. Por um único dia, a cada mil anos, aquelas múmias despertam em um banquete de mortos-vivos. Mas o que acontece se, cego por amor, ele decidir ficar entre as múmias?
Minha véspera de Ano-Novo entre as múmias ocupa o número 69 da coleção SRL; tem 85 páginas, tradução de Andrea Coronado e traz ainda uma biografia do autor. A capa tem uma ilustração de Mari Fonseca. 
Para fazer parte da Sociedade, basta formalizar o apoio na página do projeto, aqui.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Lançamento: Alchemised, SenLinYu

Alchemised
é um, denso romance de dark fantasy que marca a estreia do escritor americano SenLinYu, publicado no Brasil há poucas semanas, ainda no mesmo ano em que foi lançado nos EUA.
Diz o texto de apresentação: "Helena Marino é uma prisioneira de guerra ― e também da própria mente. Outrora considerada uma alquimista de futuro promissor, ela viu o mundo ruir e seus poderes se esvaírem quando seus aliados foram brutalmente assassinados. Após um longo e violento conflito, Paladia tem uma nova classe dominante, formada por guildas corruptas e necromantes depravados. Suas criaturas vis e mortas-vivas foram essenciais para a vitória na guerra, e o uso da necromancia se tornou o modus operandi. Os novos governantes mantêm Helena em cativeiro. De acordo com os registros, ela era uma figura de pouca importância na hierarquia. Mas, quando seus carcereiros descobrem que a memória da prisioneira foi alterada, surge a dúvida se o papel dela na Resistência era tão irrelevante quanto se imaginava. Talvez o esquecimento esconda algo poderoso, o gatilho para uma ofensiva derradeira. Para revelar o que as profundezas sombrias de sua memória ocultam, a mulher é enviada ao comando de um dos mais implacáveis necromantes do novo mundo. Aprisionada em meio a ruínas, Helena luta para proteger seu passado perdido e preservar os últimos resquícios de quem foi um dia. Mas o martírio está apenas começando, pois sua prisão e seu captor têm os próprios segredos… E ela terá que desvendá-los."
Alchemised tem 960 páginas, edição de Intrínseca, com tradução de um time formado por Helen Pandolfi, Laura Pohl, Ulisses Teixeira e Sofia Soter.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Lançamento: Baikal, Roberto Campos Pellanda

Baikal
é o primeiro volume da série de ficção científica Céu de Chumbo, de autoria do escritor Roberto Campos Pellanda, mais conhecido pela série Mar interno, publicada pela editora Avec.
Diz o texto de divulgação: "Alana Kestamir é física de partículas e vive no Baikal, um pequeno prédio na periferia de Katrinstad. Tudo o que Alana deseja é viver em paz e manter distância dos Fiscais, os temidos agentes do Diretorado. A vida de Alana muda para pior quando um Fiscal a visita e a obriga a se tornar síndica do Baikal para espionar um novo morador. O problema é que Alana tem um segredo — algo que ela a tanto custo vem tentando esconder. No papel de síndica, ela logo percebe que não é a única no Baikal a guardar segredos." 
O autor explica ainda que toda a história acontece nas dependências do edifício Baikai, e que ela abriga uma outra narrativa interna, "Engenharia proibida", radionovela que a personagem acompanha ao longo da trama.
Baikal tem 459 páginas e está disponível aqui, unicamente em formato digital.

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Lançamento: Os agentes do caos, Fábio Fernandes

Com a boa aceitação de As aventuras de January Purcell: O Torneio das Sombras, publicado em 2024, que recebeu indicações aos principais prêmios da ficção científica brasileira, a editora Avec acelerou a publicação do segundo volume da série, Os agentes do caos, de autoria do professor e tradutor carioca Fábio Fernandes. 
Diz o texto de apresentação: "Londres, 1890. Dois anos antes, January Purcell ajudou a defender o planeta de uma invasão marciana. Agora, a agente oneironauta enfrenta um novo desafio: uma máquina infernal capaz de transportar seu usuário para o futuro distante… e provocar uma reação em cadeia capaz de destruir a realidade conforme a conhecemos. Cabe novamente a January evitar uma tragédia, desta vez com a ajuda de sua nêmese, a anarcronista Marie Sklodowska, e do misterioso John Symonds, que não viaja pelos sonhos mas afirma ter vindo do futuro, além do inventor do dispositivo infernal, um certo senhor Wells."
Os agentes do caos tem 304 páginas e já está disponível aqui.

sábado, 6 de dezembro de 2025

Em campanha: O espantalho, Rodrigo Kmiecik

Com uma campanha muito bem sucedida, a Editora Ex Machina está pronta para publicar o seu primeiro livro de horror de um autor brasileiro. Trata-se de O espantalho e outras histórias do matagal, estreia literária do escritor paranaense Rodrigo Kmiecik. 
Diz o texto de apresentação da obra: "O livro reúne sete narrativas curtas ambientadas no interior do Brasil, que transitam entre o horror, a fantasia, a fábula e o causo. Em 'O espantalho', um historiador viaja até uma fazenda serrana, antiga propriedade escravista produtora de erva-mate, para escrever um livreto sobre o local. Lá encontra um espantalho antigo, que desperta medo e obsessão no caseiro Simão, e que aos poucos revela fantasmas e segredos do passado da fazenda. 'Orquídea' nativa narra a busca por uma rara espécie de orquídea que desvela mistérios ocultos no encontro do homem com a natureza e com o passado. 'Intrusões' é o relato de um encarcerado enlouquecido; entre lembranças e fragmentos de confissão, a narrativa se desdobra no horror e na ambiguidade de seu próprio narrador. 'O último fauno' narra a relação de uma jovem com a natureza, com a morte de sua avó e com um misterioso ser da floresta. Em 'Fogo-apagou', ouvimos os ecos de uma memória sobre o encontro de um grupo de peões com duas crianças indígenas no sertão paranaense. Em 'Mopiguaçu', conhecemos a história de Tiago, sobre suas lembranças familiares, seus pesadelos e sobre as figuras de barro que ele esculpia, e a relação destas com uma força que parece chamá-lo às profundezas da mata e da noite. Em tom mítico e fabular, 'O medo de Nami' conta a história de um antigo pacto e da figura de Nami, uma mulher capaz de devorar medos; a narrativa explora uma vida transformada por forças ancestrais e inevitáveis, marcada pelas demandas da treva sobre o mundo."
O volume traz ilustrações exclusivas de Cezar Camparim e ainda pode ser apoiado aqui até o dia 12 de dezembro próximo, sozinho ou em pacotes promocionais com outras publicações da editora.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Lançamento: Soberania da diversidade, Gerson Lodi-Ribeiro

"Quando um grupo terrorista infiltrado na Guanabara planeja disseminar cepas de vírus inócuas aos humanos básicos, mas mortíferas a diversas estirpes metamórficas, o operativo sênior da Inteligência Imperial Diogo Coimbra é enviado à Guanabara no comando de uma força-tarefa, a fim de atuar em parceria com agentes do Serviço de Informação da Soberania, seus antigos arquirrivais da época em que operava em terras cariocas com o atributo informal de 'exterminador de monstros'. Coimbra reage com indignação às determinações do comando da IntImp ao constatar que a nova missão o levará a arriscar a vida em prol da sobrevivência dos mesmos humanoides extra-humanos que jurou combater. Além disso, regressar à Guanabara implica o risco de se defrontar outra vez com Felina, a entidade arquipoderosa que por pouco não o trucidou durante sua última missão em território inimigo."
Este é o contexto inicial de Soberania da diversidade, romance de ficção científica do escritor carioca Gerson Lodi-Ribeiro, que com ele dá início a uma série de Guanabara Metamórfica
O volume tem 241 páginas e está disponível aqui unicamente em formato digital.

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Táquion 11

Após de um recesso de cinco meses, está novamente circulando um novo número do periódico literário digital Táquion, editado por Renato A. Azevedo e Marcelo Bighetti. A edição é voltada para o steampunk, subgênero da ficção científica que tem nos motores a vapor a sua principal força motriz, introduzido por um  artigo de  M. P. Garnet contextualizando o estilo.
Os contos publicados são da autoria de Ricardo Herdy, Carvalho Rodrigues, Bruno Bueno, Carlos Orsi e Jorge Candeias (dois veteranos da segunda onda), e também dos premiados da edição, Affonso Pereira, Rafael Baldo e Kelly Carvalho. Uma resenha de Matheus Pontes ao videogame Bioshock complementa a edição. A capa exibe uma imagem assinada pelo ilustrador Justin Gerard.
Disponibilizada nos formatos epub e mobi – para leitura em dispositivos eletrônicos –, Táquion 11 pode ser baixada gratuitamente aqui. Edições anteriores também estão disponíveis.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Juvenatrix 277

Está disponível a edição de dezembro do fanzine eletrônico de horror e ficção científica Juvenatrix, editado por Renato Rosatti. 
Em nove páginas, traz resenhas aos filmes Férias mortais (1972), Um grito de mulher (1972), Trilogia do terror (1975) e Ingrid Pitt (1937 / 2010), todas assinadas pelo editor. 
A edição é completada com notícias e divulgação de livros e publicações alternativas, e de bandas de metal extremo. A capa traz uma ilustração de Angelo Junior.
Cópias em formato pdf podem ser obtidas pelo email renatorosatti@yahoo.com.br.

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Em campanha: Coleção Fantastika


Um projeto interessante que está em campanha de financiamento coletivo é o da Coleção Fantastika, conjunto de sete títulos de ficção científica e fantasia por diversos escritores brasileiros em formato de livros de bolso. 
Este projeto tem uma característica muito especial. Nas palavras do seu editor, Francisco Pontes: "Você não precisa apoiar a campanha para ler! Pode baixar os livros digitais agora mesmo, sem custo nenhum. Os textos estão revisados, diagramados e disponíveis em formato digital gratuito, agora mesmo. Este é o principal diferencial desta campanha. Ela não existe para que você consiga ler os nossos livros. Ela existe para que você nos ajude a levar nossos livros a muito mais gente. O seu apoio viabiliza a impressão da primeira tiragem física e garante a verba de divulgação necessária para que a Coleção Fantastika chegue às livrarias e alcance novos leitores. Leia pelo menos uma das histórias para conferir a qualidade da coleção e temos certeza que ficará empolgado em nos apoiar." Isso é coragem editorial associada a um sincero diletantismo de um fã verdadeiro. 
Estão disponíveis, em formato digital, os seguintes títulos: A 14.a expedição, de Rafael Juck, Acidentes em Pinheiros, de Rodrigo Pontes, Ariel e o mar das mazelas, de Paulo Bayer e João V. S. Gabriel, Ars Occulta, de Hortência Alves, Guardiãs da trama, de Karine Canal, Os crias e a Favela de Ouro, de Michelle Sorozini Mẽbêngôkre-Kayapó, e Pandorafobia, de Cuca Nuñes. 
Para mais informações sobre cada título, bem como os links para baixá-los, visite a página do projeto, aqui. Algumas categorias de apoio prometem entregar também os volumes impressos para o assinante.
A campanha recebe apoios até o dia 12 de dezembro.

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

QI 197

Está circulando o número 197 fanzine Quadrinhos Independentes-QI, editado por Edgard Guimarães, inteiramente dedicado ao estudo das histórias em quadrinhos, destacando a produção independente e os fanzines brasileiros. Trata-se do primeiro número de 2026, entregue com bastante antecedência.
A edição tem 48 páginas com vinhetas em quadrinhos de Henrique Magalhães, Manoel Dama, Luiz Cláudio Lopes de Faria e de Guimarães, ilustrações de Mário Labate Santiago, Luiz Iório, Angelo Júnior, artigos de E. Figueiredo, Alex Sampaio, Rod Tigre, Pedro José Rosa de Oliveira e Fábio Sales, e as colunas "Fórum" com as cartas dos leitores,"Edições independentes" divulgando lançamentos de fanzines do bimestre anterior e "Mantendo contato", de Worney Almeida de Souza. A capa traz uma ilustração de Guimarães, desta vez sem apliques e interações, apenas um cartum bastante contundente.
Junto a esta edição do QI, os assinantes recebem o número 13 de HQ além dos balões, com uma pesquisa de Fábio Sales sobre "Ilustrações na obra de Hanz Staden", e o número 32 da série Reflexões sobre Imagem e Cultura, com uma pesquisa de Quiof Thrul sobre "Young Buffalo Bill ou Broncho Bill: Uma tira pioneira".
Exemplares impressos do QI e seus encartes podem ser adquiridos mediante assinatura. Mais informações, diretamente com o editor pelo email edgard.faria.guimaraes@gmail.com. Versões digitais de todas as edições, desde o primeiro número, bem como de todos os encartes, estão disponíveis no saite da editora Marca de Fantasia, aqui, além de muitas outras publicações que valem a pena conhecer.

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Lançamento: Entornos do gótico e do fantástico, Volume 2

Está disponível um segundo volume de Entornos do gótico e do fantástico, antologia de ensaios acadêmicos organizada pelos pesquisadores Cido Rossi, Stéfano Stainle, Laís Rodrigues Alves Martins e Jonathan Eliã de Almeida Nunes para a Editora Pedro & João.
Diz o texto de divulgação: "São doze capítulos, os quais trazem abordagens teórico-críticas diversas tanto sobre o universo ficcional de Harry Potter quanto sobre outros universos ficcionais. Da Literatura à Arquitetura, passando pela Poesia e pelas Poções, esses textos enriquecem a fortuna crítica das obras neles analisadas ao se voltarem à perspectivas e ideias inovadoras."
O livro tem 256 páginas e está disponível em formato ebook aqui, para leitura e download gratuitos. 
O primeiro volume, publicado em 2023 pela mesma editora, continua disponível.

terça-feira, 25 de novembro de 2025

HQ Memories nº 26

HQ Memories
é um fanzine de e sobre quadrinhos editado pelo cartunista Luigi Rocco sob a chancela do selo Inumanos Agrupados, dedicado a resgatar trabalhos e autores esquecidos dos quadrinhos brasileiros e estrangeiros.
A edição 26 resgata do esquecimento as seguintes histórias em quadrinhos: "Samurai Kid" (1965), de Sandei Shirato e Fumio Hisamatsu; "As Tartarugas Ninja" (1990), pela Archie Comics; "Sr. Bra da Colônia" (1973), de Yppe Nakashima; "O diário do Dr. Hayward" (1938), de Eisner and Iger Studio; e "O que já foi" (1958), de Doug Wildey.
A edição tem 44 páginas, formato magazine com capa em cartão, que traz uma ilustração do mangaká Fumio Hisamatsu com uma cena de "Samurai Kid". Imagens e detalhes de cada um dos trabalhos apresentados podem ser conferidos no blogue da publicação, aqui.
Rocco também está republicando os primeiros números do fanzine, agora no mesmo formato grande, e já alcança o número 10. 
HQ Memories pode ser encomendado diretamente com o autor, pelo email luigirocco29@gmail.com.

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Lançamento: Siga adiante durante o dia

Mais uma diferenciada seleta de contos organizada pela escritora Lu Evans para o selo Nebula. 
Brasileira radicada nos Estados Unidos, Evans tem oferecido nos últimos anos uma série de publicações alternativas ao saturado ambiente anglófono da ficção fantástica. Desta vez trata-se de Siga adiante durante o dia: & outras fabulações da antiguidade, que reúne treze textos da própria organizadora no tema dos povos antigos, ao lado de trabalhos de outras autoras, como Júlia Lopes de Almeida (Brasil), Aisha El Saadawi (Egito), Marina Alamilla (Espanha) e Louisa May Alcott (EUA), com tradução da própria organizadora. Comentários de Ana Lúcia Merege, Ursulla Mackenzie, Liana Zilber Vivekananda, Rozz Messias, Romy Schinzare, Gisele Wommer, Dione M. S. da Rosa, Tânia Souza e o prefácio de Edgar Smaniotto enriquecem a edição.
O volume tem 274 páginas e está disponível aqui.

sábado, 22 de novembro de 2025

Lançamento: O ceifador negro, Bernard Capes

A Sociedade das Relíquias Literárias - SRL é um projeto da Editora Wish para viabilizar a tradução e publicação em ebook de textos raros de ficção fantástica internacional, resgatando assim obras desconhecidas de autores em domínio público, quase sempre inéditas em português. Uma assinatura mensal dá ao apoiador o direito de um novo ebook a cada mês, entre outras recompensas aditivas.
A relíquia de outubro é a novela de horror O ceifador negro (The black reaper), do escritor londrino Bernard Capes (1854-1918), publicada originalmente em 1899. O autor, vítimado pela gripe espanhola, foi jornalista e editor, com vasta produção em contos, novelas e romances de diversos gêneros. 
Diz a sinopse: "Durante a Grande Peste de 1665, uma aldeia é marcada pela devassidão e pelo medo. Seus habitantes vêem sua rotina desmoronar com a chegada de um forasteiro enigmático, um pregador severo que afirma trazer um aviso divino.Depois de um acontecimento traumatizante, uma terrível figura emerge: um ceifador misterioso, que avança pelo milharal balançando sua foice e espalhando a morte. Assombrado pelo pavor e pela culpa, a aldeia precisa encontrar um jeito de salvar a si mesma dos horrores deste impiedoso ceifador."
O ceifador negro ocupa o número 68 da coleção SRL; tem 70 páginas, tradução de Andrea Coronado e traz ainda uma biografia do autor. A capa tem uma ilustração de Deni Babadorky. 
Para fazer parte da Sociedade, basta formalizar o apoio na página do projeto, aqui.

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Resenha: Portal de Capricórnio, Ursulla Mackenzie

Portal de Capricórnio
, Ursulla Mackenzie. 218 páginas. 2.a edição. São Paulo: UICLAP, 2019. Edição original: Anadarco, 2012. 

Romance de estreia da escritora paulista Ursulla Mackenzie, originalmente publicado em 2012, quando a autora ainda assinava M. R. Olivieri. O exemplar a que tive acesso foi publicado em 2019 através da plataforma de edição por demanda UICLAP. Trata-se de uma mistura de romance planetário, ucronia e transmigração, mas podemos simplificar as coisas e classificá-lo como fantasia. 
Conta a história de Dru Ruver, uma jovem que durante as férias no litoral descobre um livro com mapas e ilustrações intrigantes que parecem sugerir a existência de um portal através do qual se poderia acesar um outro mundo, em tese, a própria Terra vinte mil anos no passado. Um grupo de cientistas se forma para uma missão de exploração desse portal, que fica no interior de uma casa no litoral de São Paulo. As informações do livro se revelam verdadeiras e o grupo é transportado para um deserto repleto de monstros e armadilhas. O grupo se desmantela e cada membro vai ter de enfrentar sozinho os perigos desse mundo estranho e surpreendente. Mas eles não estão realmente sozinhos ali. Um empreendimento político-militar já se instalou naquele lugar e seu sucesso vai trazer riscos para os dois mundos. 
Mackenzie afirma que a inspiração para a história veio do maravilhamento que experimentou durante uma viagem à Praia de Santa Rita, em Ubatuba/SP, onde a casa descrita no romance realmente existe, sem o portal do tempo, provavelmente. O título Portal de Capricórnio faz referência ao Trópico de Capricórnio, que passa exatamente pela cidade. O estilo da história é weird, na linha de Edgar Rice Burrougs em Uma princesa de Marte e Pellucidar, com toques de O senhor dos anéis, de J. R. R. Tolkien. 
O livro esta dividido em duas partes bem evidentes. A primeira narra a expedição ao passado até o retorno ao presente e traz maior quantidade de mistérios e surpresas, com uma introdução realista que reforça o estranhamento da história. A segunda parte conta sobre a volta dos protagonistas para uma segunda viagem ao passado que, por ser uma repetição, já não causa tanto impacto, mas é tecnicamente mais consistente que o trecho inicial. 
A opção pela viagem no tempo é tímida pois, fica evidente que não se trata de uma ucronia. Vinte mil anos não seria tempo o bastante para determinar as profundas mudanças descritas como, por exemplo, os contornos dos continentes que, nessa época, já eram iguais aos de hoje. Além disso, a maior parte das criaturas que surgem na história nunca existiu na Terra, sugerindo uma viagem a outro mundo ou, melhor ainda, a outra realidade, que traria significados mais profundos à trama.
Significativa também é a forma literária adotada, que não faz uso de recuos nos parágrafos nem de travessões nos diálogos. Nada que cause grandes dificuldades à leitura, que é leve, agradável e dá prazer. Várias pontas soltas deixam a sensação de ganchos para uma sequência futura, embora já tenham se passado muitos anos e a autora não deu sinal de pretender publicar alguma coisa nesse sentido. Mas, se vier, vou querer ler.

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Resenha: Quem teme a morte, Nnedi Okorafor

Quem teme a morte
(Who fears death), Nnedi Okorafor. Tradução de Mariana Mesquita. 521 páginas. São Paulo: Geração, 2014. Publicado originalmente em 2010. 

Quem teme a morte é romance New Weird afrofuturista da escritora nigeriana-americana Nnedi Okorafor, ganhador dos prêmios World Fantasy e Otherwise.
É possivelmente o primeiro romance publicado no Brasil sob a classificação de afrofuturista. Antes, até haviam os livros de Samuel R. Delany publicados nos anos 1960 e 1970, mas que não eram classificados assim então, bem como os contos de Octavia Buttler publicados na versão brasileira do periódico literário Isaac Asimov Magazine, na década de 1990. 
O cenário é o de uma sociedade medieval em guerra genocida. As pessoas usam tecnologias no dia a dia, como computadores e tablets, além de aparelhos que retiram água da atmosfera, visto que o planeta é dominado por um extenso deserto, resultado de um cataclismo ambiental cujos motivos foram há muito esquecidos. 
A história narra a vida trágica de uma jovem feiticeira mestiça nascida de um estupro e que, por isso, é vítima de preconceito em uma sociedade machista que vive sob o estigma de uma antiga maldição. Ela busca vingança do homem que estuprou sua mãe, ele também um feiticeiro poderoso, líder da nação inimiga. 
A característica mais evidente do livro é o foco no protagonismo negro, nem sempre tão evidente em outros autores ditos afrofuturistas. O texto é perturbador e impactante, com fortes contornos feministas, e o desfecho ambíguo exige a participação do leitor. Muitas coisas não são explicadas claramente, o que pode incomodar os leitores mais cartesianos. Decerto que concorrem ali muitos aspectos da cultura africana que podem escapar ao leitor que não compartilha deles. Os brasileiros até temos alguma vantagem nisso devido a nossa colonização africana mas, ainda assim, talvez não seja o bastante. A mim, confesso que escaparam muitas coisas. Mas talvez tais mistérios sejam porque Quem teme a morte é apenas o primeiro de uma série de romances, que conta ainda com The book of Phoenix (2015), She who knows (2024), One way witch (2025) e The daughter who remains (a ser publicado em 2026). 
Além dos prêmios a Quem teme a morte, Okorafor também ganhou os prêmios Hugo e Nebula por Binti (2016), e mais um Hugo e o Locus por Akata (2018), ambos traduzidos no Brasil pela editora Record.
Quem teme a morte é uma boa história e, de modo geral, lembra outro romance afrofuturista recente, Lua de sangue, de N. K. Jemisin (Morro Branco, 2022), por conta do extenso uso de magia e também do cenário desértico.
Quem teme a morte pode ser lido gratuitamente na biblioteca digital BibliOn.

terça-feira, 18 de novembro de 2025

Lançamento: Duetos–Duelos

Há algumas semanas, foi realizado o lançamento de Duetos-Duelos, coletânea com dez contos improvisados do escritor de ficção científica Luiz Brás (persona alternativa de Nelson de Oliveira) em parceria com diversos outros autores, muitos deles também diletantes do gênero. 
Diz a divulgação do volume nas redes sociais: "Literatura-jardinagem, literatura-desafio, literatura a várias mãos, desafiadas por Luiz Bras e com as irradiações tele-patafísicas de Sofia Soft."
Além de Brás, participam da seleta os escritores Leo Cunha, Roberto Causo, Braulio Tavares, Claudio Dutra, Santiago Santos, Whisner Fraga, Ademir Assunção, Celso Suarana, Tereza Yamashita e Ricardo Celestino. 
Duetos-Duelos é uma publicação da editora Abarca e pode ser encontrado aqui.

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Prêmio Odisseia 2025

Criado em 2019, o Prêmio Odisseia de Literatura Fantástica homenageia os favoritos de um júri composto por escritores convidados, dentre uma relação de obras publicadas no ano anterior especificamente inscritas para o certame. A edição 2025 anunciou seus vencedores aconteceu durante a Feira do Livro de Porto Alegre, no último dia 16 de novembro. 
Os jurados do Prêmio em 2025 foram Adriana Maschmann, Diego Mendonça, Duda Falcão, Gustavo Czkester, Irka Barrios, Ismael Chaves, Lu Aranha e Mario Pool Gomes. E os vencedores são: 
Projeto gráfico: 
Ricardo Celestino, O vazio e sei lá o que mais…, Necrose.
Quadrinho fantástico: 
Julio Wong, Kiko Garcia e Ser Cabral, À moda da casa, Kikomics e Antenor Produções.
Narrativa longa juvenil: 
Larissa Brasil, Mau Noronha e a Onça Cabocla, Independente.
Narrativa curta horror: 
Raquel Setz, Magic Help, Oito e Meio.
Narrativa curta fantasia: 
R. M. Albuquerque, Pocalina e os mortos que sonham, Independente.
Narrativa curta  ficção científica: 
Luis Felipe Mayorga, "Predações da Harpia-Açu", Literatura Fantástica vol.15.
Narrativa longa  horror: 
Iza Artagão, Legítima defesa, Rocket.
Narrativa longa  fantasia: 
Giu Domingues, Canção dos ossos, Galera Record.
Narrativa longa ficção científica: 
Fábio Fernandes, O Torneio de Sombras: As aventuras de January Purcell, Avec.
Artigo fantástico:
Nathalia Xavier Thomaz, "Histórias em quadrinhos: Uma arte antropofágica", Quadrinhos famintos: A 9.a arte como linguagem do limiar – FFLCH/USP.
Conto inédito:
Patrícia Baikal, "Os lírios também têm memórias".
Todos os contos participantes desta última categoria podem ser lidos no terceiro número da Revista Odisseia de Literatura Fantástica, publicação exclusiva do evento que foi distribuída aos presentes durante o evento. A versão digital da mesma, bem como das edições anteriores, podem ser baixadas gratitamente aqui. E a lista completa dos indicados pode ser lida aqui
Parabéns aos vencedores!

sábado, 15 de novembro de 2025

O despertar de Sophia, Tibor Moricz

Desde 2017, quando publicou o romance Dunya (comentado aqui), que o escritor paulista Tibor Moricz não apresentava um novo trabalho aos leitores. Há alguns meses, o autor publicou a coletânea Onde restar vida, haverá fome (2025, Tusitala), mas trata-se da republicação de Fome, seu livro de estreia lançado originalmente em 2008 pela Editora Tarja. 
Seu novo trabalho é O despertar de Sophia, novela de ficção científica publicada por iniciativa própria em formato ebook
Diz o texto de apresentação; "Sophia é uma estranha para si mesma. Enquanto luta para recuperar fragmentos de sua verdadeira identidade, forças sombrias trabalham para impedi-la. Em um jogo perigoso onde cada lembrança é uma peça de um intrincado quebra-cabeça mortal, Sophia precisa descobrir a verdade sobre quem é antes que o mundo que ela conheça se destrua."
O despertar de Sophia tem 123 páginas e está disponível aqui.

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Quem quer mais?

A editora Clock Tower, que há alguns anos tem se dedicado a formação de uma catálogo totalmente voltado a weird fiction, está consultando os leitores com relação ao interesse em reimpresões de dois de seus primeiros títulos. São as coletâneas de contos O mundo sombrio: Histórias e mitos de Cthulhu, de Robert Howard (320 páginas), e O mestre do oculto, de Arthur Machen (296 páginas). Ambas estão esgotadas, mas podem voltar se houver interessados suficientes. 
Para participar da pesquisa, acione o link nos títulos e responda aos forms registrando a sua opinião.

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Resenha: Uma estrela vermelha, Alexander Bogdánov

Uma estrela vermelha
(Красная звезда), Alexander Bogdánov. 322 páginas. Tradução de Thais Rocha. São Paulo: Cartola, 2020. Edição original de 1908.

Uma estrela vermelha é uma coletânea de textos especulativos do escritor russo Alexander Bogdánov (1873-1928) que, por um bom tempo, foi ativista no processo revolucionário que levou a Rússia do regime czarista para o comunismo soviético. Também foi um homem interessado em conceitos ligados à imortalidade, e todo o seu pensamento está retratado nas novelas e poemas que compõem o volume organizado e publicado pela Editora Cartola em 2020. São eles "Uma estrela vermelha" (novela), "O engenheiro Menni" (novela), "Festival da imortalidade" (noveleta) e os poemas "Um marciano preso na Terra", "Natasha", "Nina", "No céu da juventude brilha...", "O sino afundado de Hauptmann" e "Vozes do destino". O volume ainda conta com uma longa introdução história sobre o autor e sua obra, assinada pelo pesquisador e professor Alexander Meireles da Silva (UFG).
A parte principal do livro é composta pelas novelas "Uma estrela vermelha" e "O engenheiro Menni". A primeira narra a aventura de um russo do início do século XX que é levado a Marte e todas dificuldades físcas e psicológicas que enfrenta para se enquadrar na sociedade comunista marciana. Em "O engenheiro Menni", o melhor momento da coletânea, somos levados ao passado da história marciana, quando o grande engenheiro Menni, uma espécie de herói planetário, propôs e executou a construção dos canais marcianos que levaram o planeta de uma sociedade capitalista para o comunismo. A novela e os poemas que completam a seleta são peças livres, mais ou menos correlacionadas com as narrativas principais, mas que podem ser apreciadas individualmente. 
Apesar do que se espera do discurso de um ativista comunista, o texto das novelas não é proselitista. Era de se esperar que Bogdánov pensasse no comunismo como uma evolução política natural do capitalismo, uma uma vez que o comunismo proletário só pode surgir em um ambiente em que houvesse a guerra entre classes. Contudo, em muitos momentos, o discurso de Bogdánov soa ambíguo e inseguro, como se o autor não tivesse muita certeza das benesses do socialismo, mesmo em comparação com os vícios perversos do sistema capitalista, muito bem delineados na novela "O engenheito Menni". A questão fica como tema para reflexão dos leitores, que continua intrigante mesmo à luz do "capitalismo vitorioso" deste do século XXI. 
Uma estrela vermelha não é um livro fácil de ler. O texto é demasiadamente descritivo, os conflitos são internalizados, não há muita ação e os aspectos filosóficos ocupam as discussões de forma mais evidenciada. A edição da Cartola, infelizmente, não é das melhores pois apresenta muitos muitos erros ortográficos que poderiam ter sido corrigidos com uma revisão mais atenta. Minha leitura foi na versão digital, disponível no acervo da biblioteca digital BibliOn, mas imagino que as falhas ortográficas também devam estar presentes na edição impressa. Apesar das dificuldades, é um livro significativo que merece a leitura atenta. 
Há ainda uma outra edição do título no Brasil, publicada pela Boitempo em 2020 – e também disponível na BibliOn – contudo, apresenta apenas a novela que lhe dá título. Para uma visão mais ampla do trabalho de Bogdánov, vale a pena procurar pela edição da Cartola.

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Em campanha: Coleção Dragão Negro

Está em ação uma campanha de finaciamento direto para viabilizar a publicação  da segunda série de romances da Coleção Dragão Negro, da Editora Draco. 
A primeira série com seis títulos foi publicada entre 2021 e 2022, com textos assinados por Oscar Nestarez, Paula Febbe, Jaime Azevedo, Larissa Prado, Marcelo Galvão e Cirilo Lemos. Esta nova série trará os escritores Carolina Mancini, Jaime Azevedo, Puri Matsumoto, Hedjan C. S. e Cirilo Lemos. A edição da coleção é de Raphael Fernandes e Cirilo S. Lemos. 
Os volumes serão entregues entre fevereiro e novembro de 2026, mas a campanha permite apoiar os volumes tanto em bloco como unitariamente. Metal e ossos, de Carolina Mancini e Uma baleia ejacula 40 litros, de Jaime Azevedo, inauguram a primeira etapa da campanha.
Sobre o romance de Mancini, diz o texto de divulgação: "Uma jovem com deficiência física é aceita em um renomado instituto que promete devolver o que ela acredita ter perdido. Mas conforme o tratamento avança, o som do metal substitui o da carne e a esperança dá lugar ao medo. Entre cirurgias, remédios e experimentos, a medicina ultrapassa a fronteira da ética e revela o horror de quando médicos deixam de ver pessoas e passam a enxergar apenas carne, ossos e metal". E sobre o de Azevedo, diz: "Às vésperas do apocalipse, um casal em ruína presencia uma nuvem misteriosa destruir tudo ao redor, exceto quando estão juntos. Cada toque e cada aproximação parecem conter a força capaz de suspender a destruição. Mas o que acontece quando a salvação depende de uma relação que já morreu?"
Para mais informações sobre todos os títulos da coleção, visite a página da campanha, aqui.

terça-feira, 11 de novembro de 2025

Em campanha: A mulher e o estranho

Está aceitando apoios a campanha de financiamento direto para a antologia de contos A mulher e o estranho: Narrativas do insólito, que reúne textos de oito escritoras de diversas nacionalidades, entre o final do século XIX e meados da década de 1920. 
Diz o texto de apresentação: "A criteriosa seleção de Braulio Tavares — também prefaciador e tradutor — traz narrativas de grandes escritoras dos séculos XIX e início do XX, cujas temáticas principais giram em torno do medo, da angústia, o ostracismo, a utopia feminista e o desejo. Cada uma das histórias amplia o horizonte do ordinário para proporcionar a percepção do desconforto e do infamiliar".
São estes os textos presentes na antologia: "A rainha do ignoto" (excertos, 1899), de Emília Freitas; "A ressuscitada (1908), de Emilia Pardo Bazán;  "A tempestade" (1898), de Kate Chopin, "A mosca" (1922), de Katherine Mansfield; "O quarto menor" (1895), de Madeline Yale Wynne; "A descoberta do absoluto" (1923), de May Sinclair, "A boneca" (1927), de Vernon Lee e "A marca na parede" (1917), de Virginia Woolf.
A organização é do escritor e pesquisador paraibano Braulio Tavares, um estudidoso da ficção de gênero, que assina este que é o segundo volume da coleção Biblioteca Pessoal de Braulio Tavares, pela Editora Bandeirola, que já conta com o livro Crimes impossíveis, publicado em 2021.
A mulher e o estranho tem 144 páginas e pode ser apoiada aqui até o dia 9 de janeiro de 2026. 
Obs.: O título pode ser apoiado em conjunto com Mistérios! Crimes de "quarto fechado", de Carlos Orsi, comentado no post anterior, aqui.

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Em campanha: Mistérios!, Carlos Orsi

Já está aceitando apoios a campanha de financiamento direto para publicação da coletânea de contos Mistérios! Crimes de "quarto fechado", do escritor paulista Carlos Orsi, que fará parte da coleção Curta da Editora Bandeirola. 
Autor vinculado a Segunda Onda da Ficção Científica Brasileira, Orsi tem diversos livros publicados, como Medo, mistério e morte (1996, Didática Paulista), Nômade (2010, Ciranda das Letras) e Guerra justa (2010, Draco), entre outros, todos muito bem avaliado pelos leitores. Nos últimos anos, o autor tem se dedicado a divulgação científica, e ficou em evidência com o livro Que bobagem!, escrito em parceria com sua esposa, a médica infectologista Natalia Pasternak. 
Orsi também ensaiou uma interessante carreira na literatura de mistério, dos quais fazem parte os cinco textos reunidos nesta coletânea, originalmente publicadas em inglês nas revistas Ellery Queen Mystery Magazine (EUA); Mystery Magazine (Canadá) e na antologia britânica The MX Book of New Sherlock Holmes Stories.
Mistérios! tem 192 páginas, tradução de Braulio Tavares e pode ser apoiada aqui até o dia 9 de janeiro de 2026.

sábado, 8 de novembro de 2025

Somnium 128

Está disponível o número 128 do Somnium, fanzine digital do Clube dos Leitores de Ficção Científica, editado por Rubens Angelo, Eduardo Torres, Gerson Lodi-Ribeiro, Sidemar Vicente de Castro e Luiz Felipe Vasques. 
O volume tem 59 páginas e traz contos de Fábio San Juan, Lynn Venable e Lailton Garcia, artigos de Gian Danton e C. R. Rohling, e um portfólio do ilustrador Carlos Hollanda, autor da capa da edição. 
O Somnium é gratuito e pode ser baixado gratuitamente aqui, em versão pdf. Outras edições também estão disponíveis.