terça-feira, 25 de agosto de 2026

Lançamento: Cemitério de vaga-lumes, Pablo Zorzi

"Henrique Romano tinha apenas seis anos quando desapareceu de casa no meio da madrugada, em 1983. Horas depois, foi encontrado imóvel perto da floresta. Seus olhos, de um branco enevoado, irradiavam uma calma sinistra, estranha para uma criança. Rique nunca mais foi o mesmo depois daquela noite, e coube a sua irmã mais velha, Ellen, tentar restaurar alguma normalidade à vida da família. Dezesseis anos depois, a história se repete. Duas crianças desaparecem, mas apenas uma delas retorna: Will Valente. Desesperado para entender o que houve com o filho, Cláudio Valente busca a ajuda de Ellen. Juntos, eles correm contra o tempo para descobrir o que se esconde na floresta, antes que algo terrível se abata sobre a cidade de Serra do Lobo novamente."
Este é o texto de apresentação de Cemitério de vaga-lumes, romance de horror do escritor catarinense Pablo Zorzi, muito ativo no ambiente da literatura de crime e mistério, com algumas incursões na ficção científica. Este é seu livro de estreia no selo Suma, da Companhia das Letras.
O volume tem 272 páginas e está em pré-venda aqui, com lançamento agendado para o dia 27 de outubro.

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Juvenatrix 286

Está disponível a edição de setembro do fanzine eletrônico de horror e ficção científica Juvenatrix, editado por Renato Rosatti. 
Em vinte páginas, traz contos de Caio Alexandre Bezarias e Krzysztof Dabrowski, história em quadrinhos de Beralto, resenha de Marcello Simão Branco ao livro Os soldados do bode preto, de Mariam O'Hearn, e resenhas aos filmes de cinema Hand of death (1962), Mulheres-Gato da Lua (1953), O dilúvio (1933), O monstro do Dr. Orloff (1970), Cara de Mármore (1946) e A criação dos humanoides (1962), todas assinadas por Rosatti.
A edição é completada com notícias e divulgação de livros, publicações alternativas e de bandas de metal extremo. A capa traz uma ilustração de Angelo Junior.
Cópias em formato pdf podem ser obtidas pelo email renatorosatti@yahoo.com.br.

sábado, 22 de agosto de 2026

Em campanha: A causa secreta, Machado de Assis

Releituras de obras em domínio público estão ficando cada vez mais frequentes, e já falei de algumas aqui. O destaque agora vai para a proposta de Juliana Fiorese, que está em campanha de financiamento direto aqui. Trata-se de um projeto pessoal e muito criativo, que vai além da simples publicação do conto A causa secreta, clássico do terror de Machado de Assis, originalmente publicado em 1885, leitura obrigatória a todo o fã do gênero. 
O texto de divulgação apresenta a obra assim: ""A causa secreta' acompanha a perturbadora relação entre o jovem médico Garcia, o enigmático Fortunato e sua frágil esposa, Maria Luísa. Por trás de uma fachada de homem virtuoso e caridoso, Fortunato esconde uma natureza secreta e muito sombria."
Mas Fiorese, como já foi dito, tem mais a oferecer: "Em um mundo dominado por telas e notificações infinitas, quando foi a última vez que você viveu a expectativa gostosa de abrir a caixa de correio e encontrar uma carta feita com cuidado para você? Este projeto nasce no formato mail club para resgatar a tranquilidade dos rituais manuais e a magia da corresponência de papel. Ao abrir seu envelope, você receberá: •O conto 'A causa secreta', de Machado de Assis: uma das obras mais fascinantes da nossa literatura, impressa em um formato que te dá total liberdade. Sabe aquela trava de não querer rabiscar um livro? Aqui ela não existe. As margens são suas para anotar reflexões, sublinhar trechos e conversar com o texto. •Uma carta manuscrita e pessoal: um registro escrito à mão feito por mim, partilhando minhas impressões sobre a leitura e os bastidores por trás da criação das artes. •Duas ilustrações exclusivas: postais colecionáveis com cenas marcantes do conto, traduzidas em traços para enriquecer sua imersão visual. •Itens de papelaria temáticos: elementos cuidadosamente pensados para transportar você diretamente para o universo da história."
O conceito explora a ideia de clube de leitura somado à interação analógica que emula os antigos fanzines, recuperando o prazer da correspondência postal desconhecida das gerações intergradas à internet e um tanto esquecida pelos leitores mais velhos. E dialoga com formas alternativas de publicação, como a adotada por J. J. Abrams no enigmático romance S, publicado aqui em 2015 pela Intrínseca.
A campanha pode ser apoiada até o dia 6 de setembro de 2026.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

O alquimista mangá

O escritor carioca Paulo Coelho é uma daquelas sumidades sobre a qual não há consenso. Seu fenomenal sucesso tanto no Brasil quanto no mercado internacional não parece ser suficiente para convencer seus críticos da qualidade de seus escritos. 
Talvez também não seja agora que o escritor carioca consiga agradar a  todos, mas certamente uma boa quantidade de leitores vai olhar a sua novela de fantasia de 1988 com um pouco mais de carinho. O selo JBC da Editora Companhia das Letras anunciou o lançamento de uma edição em quadrinhos de O alquimista, adaptado pela mangaká Tamaki Nakamura, que faz parte de uma coleção japonesa dedicada a adaptar para os quadrinhos grandes clássicos da literatura mundial. O grifo é justificado. O alquimista está na lista dos livros mais vendidos do mundo, com cerca de 65 milhões de exemplares (números de 2021, agora deve ser bem mais). É o único título escrito originalmente em português a fazer parte dessa lista.
Diz o texto de apresentação: "Um jovem pastor da região de Andaluzia, na Espanha, parte em busca de um tesouro no Egito, iniciando uma jornada inspiradora de autodescoberta que envolve espiritualidade, sabedoria e misticismo."
Esta não é a primeira vez que a novela atrai a atenção dos quadrinhistas. O alquimista teve uma edição de 1994 ilustrada pelo lendário artista francês Moebius (publicada no Brasil pela Rocco em 1995), e também uma adaptação nacional em quadrinhos, pelo ilustrador Alexandre Jubran, publicada em 1993 pela Record. Em 2010 chegou a ser anunciada uma segunda adaptação pela HarperCollins, com ilustrações de Daniel Sampere, que parece não ter sido publicada por aqui (mas é possível encontrar em inglês).
O mangá de O alquimista tem 296 páginas, tradução de Caio Pacheco e está em pré-venda aqui, com data de lançamento agendada para 31 de agosto deste ano.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Lançamento: Yamato na terra do moa, André Nemésio

"Durante uma expedição científica na exuberante Mata Atlântica do sul da Bahia, o biólogo Andrei desaparece sem deixar vestígios. Quando se vê em uma praia habitada por moas — aves gigantes extintas há séculos — ele acredita estar diante da maior descoberta científica da história. Mas esse é apenas o primeiro de uma sucessão de acontecimentos improváveis. Usando o conhecimento científico, o protagonista logo percebe que está em um local onde a história natural seguiu um rumo diferente. Ao lado de outros desaparecidos que compartilham o mesmo destino, encontra algo que não deveria estar ali: o encouraçado japonês Yamato, um colosso da Segunda Guerra Mundial, repousa ancorado naquela costa, aparentemente à espera de sua tripulação. Ao reencontrarem o caminho para casa, porém, não encontram celebração, mas desconfiança. O retorno do Yamato desencadeia uma crise internacional sem precedentes. Enquanto governos disputam o controle da embarcação e de seus segredos, Andrei percebe que a maior batalha talvez não seja militar nem política, mas a tentativa de impedir que a humanidade repita os mesmos erros que marcaram sua própria história."
Este é o texto de apresentação de Yamato na terra do moa, romance de ficção científica do escritor mineiro André Nemésio, que une especulação científica à fatos da história e da pré-história.
André Nemésio é cientista, escritor e divulgador científico. É professor da Universidade Federal de Uberlândia e atua nas áreas de biodiversidade, evolução e história natural. É autor de outros dois romances: Convergentes: Ecos do Pleistoceno (2024) e Crônicas do Cretáceo: O tempo antes de nós (2020), que combinam paleontologia, astrobiologia e especulação científica.
Yamato na terra do moa tem 461 páginas, edição da Melopsittacus Publicações Científicas e está disponível aqui em forma de ebook.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Lançamento: Novos desertos, Leonardo Nahoum

"Esqueça as naves reluzentes e os futuros utópicos. Inspirados na chamada 'New Wave' da ficção científica, Novos Desertos nos leva a um universo onde a expansão pelo cosmos apenas amplificou as carências, os medos e as angústias da condição humana. Os desertos aqui não são de areia, mas de silêncio. O deserto da comunicação entre espécies que só conseguem sentir dor ao se encontrarem. O deserto de colônias abandonadas, onde soldados e prostitutas questionam o sentido de suas vidas em meio à decadência. O deserto de um amor perdido, cuja ausência ecoa pela vastidão de um sistema solar."
Este foi o texto de apresentação da campanha de financiamento direto que viabilizou a publicação de Novos desertos, coletânea com dez contos de ficção científica do escritor fluminense Leonardo Nahoum, todos escritos entre 1988 e 1990, publicados em fanzines e antologias.
Nahoum é professor, doutor em em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense, e autor do jogo de RPG Tagmar. Seu conto "O controlador" foi selecionado pelo pesquisador Roberto de Sousa Causo para compor a antologia Os melhores contos brasileiros de ficção científica: Fronteiras, publicado em 2010 pela Devir. 
Novos desertos tem 188 páginas e é uma publicação do selo Rio Neon da Acaso Cultural, e já está disponível no saite da editora, aqui.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Voltando ao escambau

Depois de dois anos ausente, a revista Escabanáutica – publicação do Coletivo Escambau inteiramente dedicada à literatura fantástica brasileira produzida por novos autores – apresentou sua décima terceira edição, a primeira do quarto ano de publicação. 
A edição anterior, noticiada aqui, saiu em dezembro de 2023. Já esta nova edição aparece com data de dezembro de 2025, ou seja, já tem mais de sete meses desde seu lançamento. A irregularidade é justificada no editorial de Moacir Fio, em que confessa as dificuldade que passou no período com a perda dolorida de seu pai. Esse tipo de situação é determinante em projetos alternativos, quase sempre interrompidos por questões de natureza pessoal de seus editores. 
Mas sendo Escabanaútica a melhor revista de ficção fantástica dos últimos anos, vale a pena buscar por esta nova edição temporã, que traz os contos 'Três voltas', de Danilo Heitor, no qual um jovem é levado repetidamente para um entre-mundos onde encara o seu passado; a cada viagem, ele traz uma semente, que o tio ensina a plantar como forma de cultivar as memórias e as origens. 'Todo rio há de correr', de Caíne Sampaio, conta a história de Gabi, que sempre fora filha da Vila e nunca perdoou sua irmã por recusar a magia do lugar. Mas agora, precisará lidar com esse reencontro. E 'R$ 20.000,00 pela cabeça de dona Berta', de Auryo Jotha, no qual Dona Berta, que precisou abandonar sua antiga vida e se esconder por vinte anos, deixa o exílio ao descobrir que o neto foi assassinado. Viva ou morta, Dona Berta terá sua vingança."
A edição tem 81 páginas, capa de Júpiter com as cores de Nathália Pimentel, e pode ser adquirida aqui. Edições anteriores também estão disponíveis.

sábado, 15 de agosto de 2026

Relançamento: A estranha máquina extraviada, José J. Veiga

Depois de um grande hiato, a editora Companhia das Letras retoma a publicação da coleção especial em homenagem ao c escritor goiano José J. Veiga (1915-1999) com uma das suas mais importantes coletâneas: A estranha máquina extraviada, originalmente publicada em 1967. 
Diz o texto de apresentação: "A estranha máquina extraviada apresenta duas facetas de José J. Veiga. Se por um lado os contos mostram a brutalidade de uma sociedade erigida sobre a exploração e os jogos de poder – em uma possível resposta ao autoritarismo da ditadura militar e às diversas formas de opressão social –, por outro revelam o olhar vibrante das crianças, que enxergam o mundo com a curiosidade de quem vê pela primeira vez. O resultado é uma obra profundamente atual, questionadora e aberta a diferentes interpretações".
A maior parte dos críticos dizem que Veiga faz realismo mágico, mas um olhar mais atento vai identificar textos claramente vinculados à ficção científica, à fantasia e até ao horror. O conto que dá nome à coletânea, por exemplo, é um texto evidentemente de ficção científica, em que os habitantes de uma pequena cidade interiorana, depois de um início de espanto, vão se adaptando a presença de uma máquina enigmática que é descarregada na praça central da comunidade. Até na história alternativa, subgênero extremamente especializado da fc, Veiga foi o pioneiro no país no livro A casca da serpente
A estranha máquina extraviada tem 160 páginas e traz um posfácio assinado por Fabiane Guimarães e capa assinada por Kiko Farkas e Máquina Estúdio, com lançamento agendado para o dia 4 de agosto de 2026. Altamente recomendado.

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Lançamento: Tecendo prata, Naomi Novik

"Miryem é filha e neta de agiotas, mas seu pai é bondoso demais para cobrar as dívidas. A família enfrenta a pobreza, até que Miryem endurece o próprio coração e assume o trabalho dele na aldeia. Seu sucesso faz surgir rumores de que ela pode transformar prata em ouro, o que atrai o próprio rei feérico do inverno. Ele lhe impõe um desafio impossível – e, se falhar, ela morrerá. Ainda assim, se triunfar, o destino pode ser pior que a morte. Em sua tentativa desesperada de vencer, Miryem tece sem querer uma rede que envolve também Irina, a infeliz filha de um lorde. O pai de Irina trama casá-la com o tsar, e pagará qualquer preço para alcançar esse objetivo. No entanto, o deslumbrante tsar não é o que parece. E o segredo que ele esconde ameaça consumir tanto as terras dos mortais quanto as do inverno. Divididas entre escolhas mortais, Miryem e Irina partem numa jornada que as levará aos limites do sacrifício, do poder e do amor."
Este é o texto de apresentação de Tecendo prata (Spinning silver), romance de fantasia da escritora americana Naomi Novik originalmente publicado em 2018, tendo recebido o Prêmio Locus no ano seguinte.
O volume tem 440 páginas, tradução de Alessandro Mathias, e é uma publicação do selo Morro Branco da Editora Alta Books.

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Lançamento: Nós ardemos intensamente, TJ Klune

"Don e Rodney tiveram uma vida boa e longa. Juntos, conheceram os ápices mais altos do amor e da família, e abismos tão profundos que pareciam o fim do mundo. Agora, o mundo está acabando de verdade. Um buraco negro errante está vindo na direção da Terra e, em um mês, tudo e todos que eles já conheceram deixarão de existir. De repente, após quarenta anos juntos, o tempo de Don e Rodney está acabando. Eles correm contra o relógio para cruzar o país, do Maine ao estado de Washington, para resolver pendências antes que tudo termine. Na estrada, encontram aqueles que se recusam a acreditar na morte e aqueles que correm ao seu encontro. Mas também há pessoas vivendo seus últimos dias da melhor forma que conhecem — casamentos de última hora, fogueiras de brilho intenso, refeições compartilhadas e novos amigos. Conforme o buraco negro se aproxima, em meio a raios globulares e sob uma lua rachada em um céu de caleidoscópio, Don e Rodney olharão para trás e se perguntarão se o melhor de cada um foi o suficiente. Será que basta arder intensamente, se nada resta das cinzas?"
Este é o texto de apresentação de Nós ardemos intensamente (We burned so bright), romance de ficção científica do escritor americano TJ Klune, originalmente publicado em 2026 que chegou rapidamente ao mercado brasileiro devido aos sucessos dos títulos anteriores do autor. Klune abraça a diversidade queer positiva em seus livros, e já ganhou o prêmio Lambda com a novela Into this river I drown (2014). 
Nós ardemos intensamente tem 192 páginas, tradução Eveline Machado e é uma publicação do selo Morro Branco da Editpora Alta Books.

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Lançamento: Operação Salvaguarda, Roberto de Sousa Causo

Já fazia um bom tempo que o escritor paulista Roberto de Sousa Causo não nos brindava com um título inédito. O último havia sido o romance Mestre das marés, publicado em 2019 no selo Pulsar da Editora Devir. Agora, o escritor retorna ao mesmo universo GalAxis com a novela de ficção científica Operação Salvaguarda, pela editora Flyve, de Campinas, SP. 
O Universo GalAxis é formado pelas séries Shiroma e Lições do matador, da qual Operação Salvaguarda faz parte, ao lado dos romances Glória Sombria (2013) e do já citado Mestre das Marés
Diz o texto de apresentação; "Jonas Peregrino, ainda em seus primeiros anos como tenente das Forças Espaciais da América Latina, participa da 'Operação Salvaguarda', ação militar humanitária em larga escala para evacuar e proteger a população do planeta Atacama, uma colônia latina na Zona Três de Expansão Humana, no século XXV. Cercado de perigos e traições por todos os lados, Peregrino se vê sozinho nos desertos do hostil planeta Atacama, onde nenhum humano pode sobreviver sem apoio e tecnologia. Com ele está um segredo que pode terminar com a guerra civil em curso — a proprietária de terras Vitoria Cristal sabe onde se esconde o líder político Orlando Paz, e pode arrancar dele uma declaração que porá fim a todas as hostilidades."
Causo é um premiado pesquisador e escritor, muito identificado com a ficção científica – especialmente a do subgênero Space Opera –, na qual instala a série GalAxis, com texto traduzidos para diversos países.  
Operação Salvaguarda tem 170 páginas, capa de Isabela Guerra e entra em pré-venda a partir do dia 17 de agosto no saite da Editora Flyve, com lançamento agendado para Bienal do Livro de São Paulo (de 4 a 13/9).

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Lançamento: A casa cinza, Mariam Petrosyan

"Nesta Casa, as regras do Exterior não se aplicam e as deficiências não são desvantagens. Presos a cadeiras de rodas e dependentes de membros protéticos, os alunos com deficiência física que vivem na Casa são ignorados por aqueles que estão no Exterior dela. Não que isso importe para quem mora na Casa, uma construção antiga e assombrosa que seus residentes consideram viva. Dos corredores e catedrais às salas de aula e dormitórios, a Casa é repleta de regras, intrigas, professores assustados — e lições vistas e compreendidas através um caleidoscópio de olhares adolescentes. Mas as mortes de alunos e a crescente pressão vinda do Exterior colocam em risco a ordem desafiadora da Casa. Enquanto os terríveis líderes lutam para se manter no poder, eles percebem o imenso potencial da Casa, tentando sobreviver às noites que passam de um modo que os relógios não conseguem registrar."
Este é o texto de apresentação de A casa cinza (Дом, в котором...), romance de horror da escritora armênia Mariam Petrosyan, originalmente publicado em 2009. A casa cinza foi seu romance de estreia, inteiramente escrito em russo, e levou 18 anos para ser finalizado. Ganhou diversos prêmios, incluindo o importante Prêmio Russo de Melhor Livro. 
O volume tem 744 páginas, tradução de André Rosa e Gabriela Soares, e é publicação do selo Morro Branco da editora Alta Books.

sábado, 8 de agosto de 2026

Em campanha: Carmilla, Sheridan Le Fanu

A editora Clock Tower inaugurou uma campanha de financiamento direto para viabilizar a publicação da novela de horror Carmilla, do escritor irlandês Sheridan Le Fanu (1814-1873), originalmente publicada em 1872, muito valorizada atualmente por seu discurso feminista. 
Diz o texto de apresentação: "A história acompanha Laura, uma jovem que vive isolada em um castelo na Estíria, cuja rotina é transformada pela chegada da misteriosa e fascinante Carmilla. À medida que uma estranha amizade surge entre as duas, acontecimentos inquietantes começam a cercar a região. Com atmosfera sombria, suspense psicológico e elementos sobrenaturais, a novela é considerada um marco do horror gótico."
O texto já teve inúmeras edições no Brasil, mas a proposta da Clock Tower é apresentar aos leitores uma edição crítica e definitiva desse clássico do horror. A edição, com capa dura e cerca de 150 páginas, tem introdução e consultaria de Lord A, capa e ilustrações internas de Sandro Andrade, tradução de José Geraldo Gouvêa – que também participa com um ensaio sobre o mito do vampiro –, biografia do autor e apoio da especialista em Carmilla Kate Sullivan, e de W. J. McCormack, autor da mais abrangente biografia de Le Fanu.
A campanha recebe apoios aqui até o dia 7 de outubro, com promoção para os duzentos primeiros apoiadores.

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Lançamento: Operação Casa Caiu, Matt Dinniman

"Oliver Lewis leva uma vida simples como fazendeiro no planeta Nova Sonora, dividindo os dias entre ensaios da banda com os amigos e o trabalho no rancho da família. Mas a tranquilidade acaba quando o tão aguardado portal ligando a Terra e Nova Sonora se abre, e os habitantes descobrem que o governo terrestre jamais pretendeu deixá-los em paz. Contratada para executar uma violenta 'ação de despejo', a gigantesca corporação Indústrias Apex transforma a invasão em um espetáculo lucrativo, permitindo que terráqueos entediados projetem e pilotem remotamente as próprias máquinas de guerra. Ao lado da irmã Lulu, Oliver precisará enfrentar os invasores usando apenas robôs agrícolas, sucata improvisada e puro desespero para proteger o único lar que já conheceu."
Este é o texto de apresentação do romance Operação Casa Caiu (Operation Bounce House) do escritor americano Matt Dinniman, originalmente publicado em 2026, que foi rapidamente traduzido no Brasil. Trata-se de uma aventura cômica de ficção científica na estética dos videogames. 
Operação Casa Caiu tem 384 páginas, tradução de Letícia Werner e publicação pela Editora HarperCollins.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Lançamento: Estrelas 3

Está disponível o terceiro volume da série Estrelas: Mulheres pioneiras da ficção científica, antologia de contos de sob a organização e tradução de Rubens Angelo, com edição do selo independente Sci-Fi Tropical.
Diz o texto de apresentação: "O objetivo deste livro é celebrar a ficção científica – e mais especificamente, aquela escrita por mulheres. Este projeto visa corrigir uma terrível injustiça: o apagamento histórico sofrido por estas escritoras pioneiras, apesar de suas inegáveis contribuições para a formação deste gênero literário que tanto admiramos."
Estão presentes na edição os textos “Um conto do Raio X” (1898), de Clara H. Holmes; “Quando o tempo retrocedeu” (1901), de Ethel Watts Mumford; “O bebê da câmara frigorífica” (1902), de Eva L. Ogden; “O raio de deslocamento” (1903), de Harriet Prescott Spofford; “Aqueles filamentos fatais” (1903), de Mabel Ernestine Abbott; “Os cinco sentidos” (1909), de Edith Nesbit; e “Um voo para a liberdade” (1912), de E. J. Rath, além de prefácio de Jana Bianchi, posfácio de Ursulla Mackenzie e um ensaio da Cristina Alves.
O volume tem 166 páginas e pode ser adquirido aqui.

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Lançamento: A narrativa, Ursula K. Le Guin

"Oitenta pedidos foram feitos para enviar um Observador às terras remotas do planeta Aka, a fim de estudar os nativos. Para surpresa de todos, o octogésimo pedido é aceito, e a Observadora Sutty é enviada rio acima até Okzat-Ozkat, uma pequena cidade nos sopés de Rangma, para conversar com os remanescentes escondidos de um culto que pratica uma religião banida. Em Aka, tudo o que fora produzido na escrita antiga havia sido destruído; a literatura moderna oral é toda redigida de acordo com as especificações da Corporação. A Corporação espera que Sutty faça um relatório, para que as histórias e canções populares não padronizadas sejam erradicadas e o povo seja 'reeducado'. Mas a própria Sutty está prestes a receber uma educação que jamais imaginara."
Este é o texto de apresentação de A narrativa (The telling), romance de ficção científica da escritora americana Ursula K. Le Guin, originalmente publicado em 2000 e que estava inédito no Brasil; ele faz parte do Ciclo Hainish, que já conta com O mundo de Rocannon, O planeta do exílio, A cidade das ilusões e Os cinco caminhos para o perdão, todos já publicados no Brasil.
Le Guin é considerada um dos mais importantes autores de ficção científica de todos os tempos, multipremiada com todos os principais prêmios do gênero. Entre seus livros estão clássicos como A mão esquerda da escuridão, Floresta é o nome do mundo e Os despossuídos
A narrativa tem 220 páginas, tradução de Nathalia Marques e é uma publicação do selo Morro Branco da editora Alta Books.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

As portas seguintes, Paulo Santoro

As portas seguintes
não é UM livro.  Trata-se de um aplicativo gerador de romances de autoria do escritor Paulo Santoro, evoluido do projeto As portas, criado em 2001, que não teve contiuidade devido a questões tecnológicas da época. Hoje, com o uso extensivo de smartphones, a coisa ficou mais prática.
Trata-se de uma programa que, com uma grande quantidade de frases indexadas em uma base de dados, monta histórias personalizadas a partir das escolhas do leitor. Não é IA, é mais como um livro-jogo. 
O leitor escolhe aspectos da história desejada e o aplicativo monta o romance correspondente, sendo possível histórias de fc, fantasia, horror, policial etc. 
Diz o texto de apresentação do aplicativo: "As portas seguintes é uma obra literária optável — mas não gerada por inteligência artificial. O romance que você vai ler foi escrito por um autor real, com início, meio e fim cuidadosamente planejados. A partir de treze escolhas simples sobre suas preferências de estilo e conteúdo, você recebe um romance completo. São 92.160 livros possíveis, todos escritos manualmente por Paulo Santoro, autor brasileiro com trajetória no teatro e na literatura. Você escolhe o gênero da história. O vocabulário. O ritmo das frases. A densidade das descrições. São treze características diferentes no total, e o livro resultante espelha as suas decisões."
E diz o autor: "Não cobro nada pelo aplicativo. Mas lá tem meu pix, fique sabendo. Quer ser mais legal ainda? Conte para as pessoas."
Quem quiser experimentar, o aplicativo está disponível gratuitamente aqui.

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Releituras Afrofuturistas: O cometa

A ideia é tão incomum que demorei a perceber. A princípio, pensei que se tratava de adaptações em quadrinhos, mas não. Releituras Afrofuturitas é uma coleção de novelas clássicas de ficção científica com protagonismo negro recuperadas para os nosso dias através da reescrita contemporânea, uma "releitura", portanto.
O primeiro volume, lançado em 2025, foi O imortal, de Machado de Assis, reescrito por Sabine Mendes. Há poucos dias foi anunciado o segundo volume da coleção: O cometa (The comet), novela do escritor americano W. E. B. Du Bois (1868-1963), publicada originalmente em 1920.
Diz o texto de apresentação: "Inspirado na passagem do cometa Halley e todas as especulações em 1910, O cometa narra o encontro de Jim, um homem negro, e Julia, uma mulher branca e rica, após o impacto de um cometa em Nova York, levando-os a crer que eram os últimos humanos na Terra."
Reescrita por Will Braga e Carlos Gritti, O cometa tem 90 páginas e está disponível em edição impressa no saite da Kitembo, aqui.

sábado, 1 de agosto de 2026

Lançamento: Uma desolação chamada paz, Arkady Martine

"Forças alienígenas assombram os confins do espaço teixcalaano. Suas naves são indestrutíveis e, com facilidade, arrasam as tropas imperiais enviadas no intuito de estabelecer algum elo de contato. O império está ficando sem opções; resta-lhe apenas uma tentativa desesperada de diplomacia. Ainda bastante abaladas pelos episódios recentes de turbulência vividos no coração do império, Alga Três e Mahit Dzmare assumem a tarefa impossível de tentar se comunicar com essa espécie hostil. Caso fracassem, provocarão milhares de mortes em uma guerra que está apenas começando. Se forem bem-sucedidas, permitirão a Teixcalaan continuar sua propagação voraz e devastadora."
Este é o texto de apresentação de Uma desolação chamada paz (A desolation called peace), romance de ficção científica da escritora novaiorquina Arkady Martine, originalmente publicado em 2021, sequência direta de Uma lembrança chamada império (Aleph, 2026) e igualmente agraciado com o Prêmio Hugo.
O volume tem tem 504 páginas, tradução de Beatriz D’Oliveira e é uma publicação da Editora Aleph, com data de lançamento agendada para o dia 4 de setembro de 2026.